Path of Exile 2: O Despertar da Caçada leva o caos e a customização a um novo patamar

Path of Exile 2 O despertar da cacada

Silêncio. A floresta respira. Algo se move entre as árvores. Não é só o vento — é o início da caçada.

Em Path of Exile 2, esperar não é mais uma opção. A Grinding Gear Games decidiu abrir as jaulas do inferno em sua primeira grande atualização: O Despertar da Caçada. O que antes era apenas uma promessa no Acesso Antecipado agora toma forma com brutalidade, estratégia e uma dose generosa de insanidade ritualística.

A partir de 4 de abril, o campo de batalha muda. Novas classes, habilidades, mapas e mecânicas entram em jogo, desafiando até mesmo os veteranos mais calejados. E no centro desse novo ciclo de destruição está ela: a Caçadora, armada até os dentes com lanças, reflexos e um instinto de sobrevivência que não perdoa deslizes.

Mas O Despertar da Caçada é muito mais do que uma nova classe. É uma reformulação no coração do jogo — no loot, no crafting, no combate, e no modo como o mundo corrompido de Wraeclast reage ao jogador. O caos voltou a crescer. E dessa vez, ele tem planos maiores.

A Caçadora não erra — ela persegue, acerta e recua

Não há espaço para hesitação em Wraeclast. A nova classe jogável, a Caçadora, surge como o símbolo da perseguição implacável. Armada com lanças e táticas que misturam distância e contato direto, ela entra em campo como uma dança letal entre ferocidade e precisão.

Mas não se engane: ela não é só agressividade pura. A mecânica da Caçadora exige domínio de movimento, tempo de ataque e o uso inteligente de habilidades como Recuar, que concede carga de Frenesi e abre espaço para combos prolongados com lanças elementais. É uma classe que exige controle, mas recompensa com brutalidade estilizada.

E isso é só o começo. Ela também abre caminho para duas das cinco novas Ascendências: a Ritualista, mergulhada em sangue e pestes, e a Amazona, uma destruidora de precisão elemental.

Novas Ascendências: escolha sua arma, seu ritual ou sua fúria

A expansão traz cinco Classes Ascendentes inéditas, que transformam as possibilidades de construção de personagem em um verdadeiro quebra-cabeça sangrento.

A Ritualista (Caçadora) trabalha com sangue, corrupção e maldições — uma usuária de magias carnais que não tem medo de se sacrificar para corromper o campo de batalha. Já a Amazona, também derivada da Caçadora, é uma máquina de destruição à distância, usando fúria elemental com refinamento ancestral.

Do lado da Bruxa, temos a Lich, que abandona a vida por controle absoluto dos mortos e da decadência. O Guerreiro recebe o Ferreiro de Kitava, mestre de armas que canaliza sofrimento e fogo. E o Mercenário vira o Estrategista, uma força calculada e eficiente, com golpes frios e precisos.

Montarias, espectros e habilidades que mudam o campo de batalha

Com mais de 20 novas habilidades de lança, a expansão já seria um prato cheio. Mas Optar por usar a gema Erguer Espectro — que permite invocar qualquer monstro do jogo — ou montar um Rhoa, um animal de combate e transporte, leva a jogabilidade a outro patamar.

A mobilidade nunca foi tão fluida, e as possibilidades de personalização de combate, tão variadas. Ao mesmo tempo, o risco cresce: levar muito dano enquanto montado te derruba e te deixa exposto, um lembrete cruel de que aqui nada é fácil — nem mesmo fugir.

100 novos itens únicos, crafting expandido e caos com propósito

O Despertar da Caçada entrega o que os jogadores hardcore pediram: mais profundidade no loot. São mais de 100 novos itens únicos, focados especialmente em builds de mid e endgame. Mas o que muda tudo são as novas ferramentas de crafting.

Runas com múltiplos níveis e efeitos mais potentes se somam à introdução das Essências Corrompidas — Histeria, Delírio, Horror e Insanidade — que garantem modificadores grotescos como encantamentos duplicados em cintos usando Orbes Vaal. Isso sem falar nos Hemocristais e Estrepes, que transformam efeitos como sangramento em explosões cristalinas e armadilhas invisíveis.

Mapas, chefes, cofres e corrupção: o endgame virou pesadelo

São oito novos mapas com mecânicas insanas, desde enfrentar versões espelhadas de monstros até sobreviver a tormentas de chefes nos Megalitos de Phaaryl. Os Cofres únicos são um capítulo à parte: armadilhas vivas, ressurreições em cadeia e artefatos amaldiçoados criam experiências intensas que fazem cada partida parecer um novo jogo.

E tudo isso sob a sombra de uma nova ameaça: o Espírito Azmeri. Criaturas que corrompem tudo que tocam, incluindo monstros raros, tornando-os mais fortes — e as recompensas, mais tentadoras.

Para quem quiser arriscar, o Nexus Corrompido aguarda, com três novos chefes e a promessa de mapas purificados, onde a dificuldade se converte em loot extremo.

Atualização nas ligas, sistema simplificado e novos duelos de exilados

Para quem já está nas ligas existentes, a expansão pode ser acessada com os personagens já criados. Mas começar do zero é o recomendado — para experimentar a economia reformulada, o ritmo mais fluido e as novas dinâmicas do endgame.

As Torres agora consomem até três Tábuas por vez e afetam o dobro de áreas. Além disso, podem conter todas as mecânicas e chefes próprios, simplificando o endgame sem tirar a complexidade que os veteranos tanto valorizam.

E por fim: os Exilados Renegados. NPCs com builds reais, equipamentos reais e inteligência adaptável. Encontros com eles são duelos de vida ou morte, onde não há script — só habilidade.

O Despertar da Caçada não é apenas uma atualização. É uma mudança de ciclo. Uma reafirmação de que Path of Exile 2 está aqui para ser complexo, brutal e recompensador. A caçada começa em 4 de abril. Você vai correr… ou virar presa?

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Por Rafael "Peleh"

Eu sou o Rafael, também conhecido como Peleh. Já vi de tudo no mundo dos games, por isso sou eu quem cuida das notícias e análises de games aqui no Steamaníacos!

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