Crise de memória em 2026: PCs gamers podem ficar mais caros e as grandes marcas se fortalecem
2025 foi um ano estranho para o mercado de PCs. O quarto trimestre registrou crescimento nas entregas, na casa dos 9% em relação ao ano anterior, mas a grande notícia é a crise de memória que começou a se agravar no final do ano. Relatórios de institutos de pesquisa avisam que a oferta de memória pode mudar radicalmente o cenário em 2026, tornando o mercado mais volátil.
No fechamento do ano, marcas maiores ganharam participação: Lenovo, HP e Dell cresceram, enquanto Apple e ASUS tiveram pequenas quedas. No total, as remessas subiram, mas a distribuição entre fabricantes mudou. Para proteger estoques, fabricantes podem reduzir a quantidade de memória em modelos mais baratos e focar em máquinas de médio e alto desempenho. Isso tende a elevar o preço médio dos sistemas e a favorecer empresas com grande poder de compra de componentes. Pequenos fabricantes e vendedores regionais correm risco de perder espaço ou até desaparecer se a escassez continuar.
Do ponto de vista do jogador e do entusiasta que monta PCs, as consequências são claras: menos opções customizadas, preços mais altos e possíveis atrasos nas peças. Muitos podem adiar montagens ou optar por gastar em outros dispositivos. Em suma: 2025 fechou bem nas vendas, mas 2026 tem tudo para ser um ano difícil e mais favorável às grandes marcas.