EA na mira: 46 deputados pedem que FTC investigue compra saudita — riscos para The Sims e Dragon Age
46 deputados democratas enviaram uma carta ao presidente da FTC pedindo que o órgão analise com cuidado a compra da Electronic Arts por um consórcio ligado à Arábia Saudita. Eles dizem que a transação representa riscos para trabalhadores e competição: demissões, fechamento de estúdios, redução de salários e concentração de marcas podem abrir espaço para coordenação anticompetitiva.
A carta lembra que o salário médio dos funcionários da EA caiu no último ano e que a empresa já cortou mais de 1.700 vagas desde 2023. Os deputados também alertam que o grande endividamento usado para financiar a aquisição cria incentivo para cortar custos — com demissões, terceirizações ou fechamento de operações — para pagar dívidas. Analistas já apontaram que compras desse tipo tendem a beneficiar apenas os investidores mais ricos, em vez dos trabalhadores ou dos consumidores.
Além das questões trabalhistas e de competição, há preocupação cultural: a mudança de controle pode afetar jogos conhecidos por abraçar diversidade, como The Sims e Dragon Age, por conta do histórico de direitos humanos do país comprador. Parlamentares pedem que a FTC investigue o impacto no mercado de trabalho, a concentração entre estúdios e a possibilidade de práticas que suprimam salários. Jogadores correm o risco de ver equipes criativas encolherem e produtos perderem qualidade se o negócio for aprovado sem restrições.