Larian proíbe IA em arte e textos de Divinity — veja o que mudou nos bastidores
O estúdio Larian deixou claro, em uma sessão de perguntas, que não vai usar IA generativa para arte ou concept art em Divinity. A equipe ainda está aberta a testar IA em tarefas técnicas, como limpar e redimensionar animações capturadas, mas essas provas são apenas para pesquisa. O estúdio explicou que a linha entre pesquisa e uso prático ainda está sendo definida, então algumas ferramentas podem ser usadas internamente para tarefas específicas, sem virar ativos finais do jogo.
O uso de IA para texto foi vetado de vez. O diretor de escrita explicou que os experimentos internos deram resultados ruins e que texto gerado não melhora o fluxo do desenvolvimento. Ferramentas testadas chegaram a nota três em dez e demandariam muito trabalho de edição. Placeholders gerados por IA não substituem o trabalho do estúdio, porque o tom e a intenção de uma fala dependem de contexto, direção e revisão humana. Por isso, todos os diálogos, entradas de diário e outros textos do jogo serão escritos e revisados por pessoas. Do rascunho até a versão final há muitos olhos e mãos envolvidos.
Além disso, o estúdio disse que não vai repetir o sistema de armadura problemático de Original Sin 2 no novo Divinity. A equipe também está pensando em como reduzir o uso de save scumming para tornar falhas mais interessantes. No geral, a mensagem foi clara: a parte artística e narrativa seguirá nas mãos de humanos, enquanto a IA pode aparecer apenas em ferramentas de apoio e pesquisa. Essa postura busca proteger a identidade do jogo e garantir que escolhas narrativas e artísticas tenham responsabilidade humana.