Novo dono da GOG revela plano ambicioso para ‘salvar’ jogos clássicos — e promete não brigar com a Steam
A GOG, a loja digital conhecida por não usar DRM, mudou de dono no final de 2025. O cofundador Michal Kiciński voltou a assumir o controle, depois de a editora que a possuía decidir vendê-la. Ao longo dos anos a GOG cresceu além dos ‘good old games’ e hoje também oferece lançamentos mais recentes, mas sempre foi uma plataforma de nicho e pouco lucrativa para a antiga dona.
O novo plano da equipe é simples: não tentar enfrentar a Steam de frente. Em entrevista, os responsáveis disseram que outras empresas já tentaram criar lojas e isso custa caro—na prática, campanhas e promoções envolveram cerca de R$60 milhões. Em vez de competir pelo mesmo público, a GOG pretende reforçar o que faz de melhor: curadoria, suporte a clássicos, melhor acessibilidade e descoberta de jogos antigos e ‘modern classics’.
Ao mesmo tempo, a loja já expande seu catálogo com mais indies e lançamentos modernos, mas sem perder a identidade. Há intenção de melhorar a usabilidade do cliente Galaxy para ficar mais amigável, sem abrir mão da postura contra DRM. A promessa é manter a missão de ‘fazer os jogos viverem para sempre’, priorizando qualidade e preservação em vez de uma guerra por participação de mercado.