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O segredo da Bethesda por trás das armas gigantes de Fallout (e por que funcionam)

Todd Howard admite: só a Obsidian podia fazer Fallout: New Vegas — entenda o motivo

Em entrevista, um artista principal da equipe explicou como a Bethesda definiu o visual das armas em Fallout ao migrar dos RPGs isométricos para o 3D. A estética começou pela arte da caixa. A opção foi exagerar elementos para criar identidade. As armas ficaram maiores e com formas caricatas, misturando peças realistas e tecnologia futurista.

O design das armaduras motorizadas influenciou o desenho das armas. Muitos modelos foram pensados para caber em quem usa armaduras enormes. Assim surgiram armas ‘grandonas’ que depois precisaram ser ajustadas para personagens sem armadura. O resultado são rifles e pistolas que passam sensação de peso e robustez. Também funciona bem no sistema de mira do jogo, deixando o combate mais visceral.

A opção estética foi clara: Fallout não busca realismo extremo. O universo é exagerado — carros enormes, barcos movidos a energia nuclear, tudo um pouco inflado. Isso dá liberdade criativa e uma identidade visual própria. A equipe preferiu o estilo em vez da fidelidade técnica.

O processo afetou armas específicas, como o rifle de assalto que nasceu pensado para armaduras. Ao balancear o jogo, ele virou uma arma mais genérica. Em mãos normais pode ficar desproporcional. Ainda assim, o time manteve esse excesso por causa do impacto visual e da sensação de ‘peso’ que as armas transmitem.

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