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Você não vai acreditar como Clair Obscur parece AAA — os truques que deixaram desenvolvedores perplexos

Cena de Clair Obscur: Expedition 33

Adrian Chmielarz, criador de Painkiller e diretor criativo de Witchfire, comentou em entrevista sobre o fenômeno Clair Obscur: Expedition 33. Ele diz estar surpreso porque o jogo parece AAA, embora tenha sido feito por um núcleo pequeno de cerca de 30 pessoas, muitas delas sem experiência prévia.

Chmielarz compara com seu próprio time e lembra que estúdios frequentemente recorrem ao outsourcing. Para ele, o ponto não é tamanho, e sim ter pessoas muito boas e capazes de se organizar sozinhas. Equipes pequenas e talentosas iteram rápido e resolvem problemas sem burocracia, o que compensa a falta de mão de obra.

O que chama atenção são os atalhos de design que deixam o jogo com cara de grande produção: a maioria dos inimigos não tem rosto, reduzindo animações; várias cutscenes são tratadas como peças de teatro, com pouca interação com o cenário; e o estúdio combinou vozes de atores famosos com mocap feito por atores internos, juntando duas performances em um só personagem. Para Chmielarz, essas escolhas mostram que é possível superar limitações com soluções criativas, em vez de tentar “forçar” uma produção gigantesca.

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