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Fallout

O roteirista principal de Fallout: New Vegas revelou que quis transformar o líder da Legião de César em um adversário com argumentos reais. A Legião é abertamente fascista e escravagista, com estética inspirada na Roma antiga — só que adaptada ao apocalipse, com peças que lembram equipamentos de futebol americano. A intenção era que o vilão não fosse apenas mau por ser mau, mas alguém capaz de defender sua visão com lógica.

Para isso, César foi escrito como alguém culto e articulado. No jogo ele defende estabilidade a longo prazo e afirma que o indivíduo só tem valor pela utilidade para o Estado. Cita a chamada Pax Romana e até a dialética hegeliana, e o jogador pode passar horas ouvindo suas justificativas. O roteirista diz que tornar os adversários fortes ajuda a reforçar o tema da liberdade, mas também admite inquietação por ter feito isso tão bem diante do cenário político atual.

Até hoje há quem tente justificar as ideias da Legião online, e isso aumenta a preocupação do criador. Ele também comentou que outros personagens, como o Sr. House, acabam refletindo figuras do mundo moderno. No fim, New Vegas continua relevante por obrigar o jogador a encarar debates ideológicos desconfortáveis dentro do universo do jogo — e essa ambiguidade é parte do que torna a experiência tão marcante.

Cena de The Witcher 3: Wild Hunt
The Witcher

Emily White sempre gostou de costumes feitos à mão. Ela conta que descobriu o cosplay durante o primeiro lockdown, quando procurou entretenimento nas redes sociais. Começou com pinturas no rosto, que eram mais fáceis. O primeiro cosplay completo veio quando ela participou de uma transmissão ao vivo e se transformou em Ciri para jogar The Witcher 3. Fez uma espada e acessórios de papelão, cortou uma camisa branca e adaptou um corpete comprado online. A experiência a deixou vidrada.

Depois do lockdown ela foi a uma convenção e viu muitas referências. Um traje de Clonetrooper chamou sua atenção. Comprar pronto era caro, então ela pesquisou materiais e descobriu a espuma EVA e templates que ajudam na construção. Desde então ela passou a montar tudo do zero. O processo dela começa escolhendo o personagem e reunindo imagens de referência. Depois ela planeja os materiais, possíveis ajustes e os fechos. Só então compra ferramentas e inicia a confecção. Dependendo da complexidade, um traje pode levar de um mês a um ano.

Trazer roupas de jogos para o mundo real nem sempre é simples. Muitos designs são pensados só para parecer legais, não para ser usados. Ela adapta cortes, escolhe materiais e testa soluções para tornar a roupa prática. Além da técnica, o lado social é importante: o hobby gerou amizades e troca de ideias com outras pessoas que curtem os mesmos jogos. No fim, o que a motiva é transformar um personagem querido em algo que você pode vestir.

Cena de Clair Obscur: Expedition 33
Expedition 33

A Indie Game Awards retirou retroativamente os prêmios de Jogo do Ano e Melhor Estreia que havia concedido a Expedition 33, do estúdio Sandfall Interactive. A organização explicou que a desclassificação ocorreu depois de confirmar que foi usado IA generativa no desenvolvimento. As duas categorias foram entregues a novos vencedores: Sorry We’re Closed (Melhor Estreia) e Blue Prince (Jogo do Ano).

Jogadores notaram texturas que pareciam ter sido geradas por IA em uma área chamada Clair Obscur poucos dias após o lançamento em abril. Essas texturas foram removidas logo em seguida e o estúdio registrou a mudança em nota de atualização, chamando-as de texturas temporárias. Em entrevista, o cofundador do estúdio chegou a admitir que houve ‘um pouco de IA’ no processo, mas a versão do texto sobre a entrevista foi atualizada depois para afirmar que não há elementos feitos com IA gerativa no jogo.

O caso acende novamente o debate sobre o uso de IA em jogos. Desenvolvedores de outros RPGs e grandes estúdios já reconheceram uso de ferramentas generativas em alguma fase do trabalho, e casos de conteúdo gerado chegando a builds finais já ocorreram. A atitude da premiação pode levar a regras mais rígidas e a uma pressão maior por transparência nas equipes de desenvolvimento.

Cena de Quake
Quake

O Quake Brutalist Jam se tornou o maior evento de mapeamento da cena retro FPS. As duas primeiras edições somaram 35 e 30 mapas respectivamente. Nesta terceira edição, os criadores enviaram 75 entradas — mais do que o jogo original trazia. O sucesso veio com a volta do projeto e com o boca a boca, mas também graças às regras novas que o Jam impôs.

Os organizadores criaram recursos exclusivos: um sistema de armadura inspirado em Quake Champions que permite empilhamento contínuo, um arsenal remodelado com uma chave de cano, pistolas de pregos duplas e uma escopeta com projéteis que ricocheteiam como um Canhão Flak. Há também um elenco de inimigos retexturizados e criaturas totalmente novas para os mapeadores testarem. Isso mudou a forma como as fases foram desenhadas e incentivou experimentos criativos.

O responsável pelo Jam, conhecido como Makkon, confirmou a contagem final: 43 mapas principais, 18 mapas ‘New Faces’ e 14 mapas diversos. Agora ele precisa unir tudo em um hub jogável, tarefa que muitos chamam de monstro logístico. Embora alguns tenham sugerido lançamentos separados, Makkon quer lançar tudo em um único pacote, deixando claro que será um desafio enorme. Quem tiver curiosidade já pode baixar o mapa introdutório feito para apresentar as mecânicas e testar as armas e inimigos.

Cena de Blood West
Blood West

Blood West, publicado pela New Blood Interactive, está grátis na loja da Epic Games por tempo limitado. A promoção vai até 21 de dezembro de 2025 (horário de São Paulo). Se você prefere manter sua biblioteca na Steam, o título também aparece na promoção de inverno até 5 de janeiro. Aproveite a janela para adicionar o jogo gratuitamente antes que a oferta acabe.

O estúdio por trás do jogo é conhecido por jogos de tiro intensos, mas também publica projetos com pegada mais imersiva. Blood West acabou sendo publicado por esse estúdio mesmo depois de já ter sido lançado, o que mostra interesse em apoiar trabalhos diferentes. Isso ajuda a ampliar o catálogo com jogos que misturam ação, furtividade e elementos de simulação imersiva.

No jogo você controla um pistoleiro morto‑vivo. A voz do protagonista é do dublador do personagem Garrett, Stephen Russell. A jogabilidade mistura furtividade e tiroteio: você se move pelas sombras, coleta melhorias de habilidade, enfrenta monstros e tenta quebrar uma maldição. Na Steam, o jogo tem avaliação ‘Muito Positiva’ dos jogadores.

Não é continuação de Weird West ou Evil West — foi só convergência de temas. Se gosta de jogos com clima sombrio, tiroteio rápido e opções furtivas, vale pegar enquanto está grátis. A oferta termina em 21 de dezembro de 2025; corra para garantir.

Cena de Abiotic Factor
Abiotic Factor

Abiotic Factor recebeu uma atualização de fim de ano que adiciona a holiday cryosphere, uma dimensão em forma de bolha de neve. Lá dentro há uma floresta coberta de geada, uma vila de aparência de caixa de chocolate e até um trem que lembra o Polar Express, mas com um ar estranho e inquietante. A vila parece estar sempre em chamas e há um boneco de neve preso em uma caixa de acrílico que causa calafrios. A sensação geral é de algo bonito, mas perigoso.

Explorar a holiday cryosphere desbloqueia um novo mundo lar, onde seus cientistas podem descansar em uma cabana na montanha. A atualização também trouxe recursos festivos para a base de pesquisa, como brigas de bola de neve e uma prateleira dos desejos, onde você pode tentar se livrar de um elfo incômodo. Fora do tema natalino, há um novo alimento plantável — pode ser uma cenoura, ninguém tem certeza — buffs de comida aumentados para não precisar carregar sopa em tudo, alguns novos deployables e suportes de parede para itens, inclusive para aquelas cabeças que você não sabe o que fazer.

Abiotic Factor teve um ano incrível. Após vários updates grandes durante o acesso antecipado, o jogo saiu da versão prévia em julho e recebeu avaliações muito positivas. Se você procura algo para jogar com amigos nas festas, poucas opções oferecem a mesma mistura de exploração estranha e sobrevivência. Vale a pena conferir.

Cena de RV There Yet?
RV There Yet

RV There Yet? recebeu a primeira grande atualização desde o lançamento e adicionou um mapa inteiro novo. O cenário é o monte fictício Yurbuttsk, uma mistura gelada de degraus e pedras onde seu motorhome improvisado e os amigos precisam atravessar caminhos perigosos para chegar à Rota 65. O clima frio não é só visual: ele muda a jogabilidade.

A atualização traz animais novos, itens, ferramentas e até brigas de bola de neve, além de uma nova narrativa que guia as corridas. O trailer mostra bem as novidades: você terá que colocar correntes nos pneus para seguir por trechos escorregadios e usar explosivos para abrir caminho quando blocos de gelo bloquearem as passagens. Essas mecânicas aumentam a física caótica que já é marca do jogo e exigem coordenação entre os jogadores.

O estúdio diz que não planejava suporte extenso para o jogo — ele nasceu em um game jam e explodiu de surpresa. Vendeu 1,3 milhão de cópias em uma semana e já alcançou 4,5 milhões de unidades, o que motivou essa atualização não planejada. A equipe vai fazer uma pausa no período de fim de ano para recarregar e, depois, volta para trabalhar em correções e melhorias de estabilidade. Não há planos confirmados para outros conteúdos grandes no momento.

Cena de Painkiller
Painkiller

O lançamento do reboot de Painkiller foi uma surpresa que durou pouco. A Anshar Studios mudou a fórmula: em vez do singleplayer de hordas, o jogo virou um shooter cooperativo no estilo Left 4 Dead, com movimento inspirado em Doom Eternal. A mudança dividiu quem jogou e o título passou meio despercebido, recebendo avaliações mistas na Steam e pouco buzz entre os jogadores.

O criador de Painkiller, Adrian Chmielarz, testou a versão beta e reagiu mal. Em entrevista, ele disse que discordou de tudo e chamou o reboot de “Skinwalker”: tem o nome Painkiller, mas não carrega o DNA do original. Para ele, o tom mudou demais — o Painkiller antigo buscava uma atmosfera mais séria e de horror; o novo é mais de explosões e piadas. Apesar disso, o reboot aproveita o tema de demônios e algumas armas do jogo de 2004.

Chmielarz acredita que usar o nome da série pode ter atrapalhado as vendas e a recepção: se tivessem escolhido outro título, a reação poderia ter sido mais positiva. Hoje ele segue em novos projetos, como Witchfire, que recentemente recebeu a atualização The Reckoning e teve de ser ajustada depois que uma nova mecânica, chamada World Corruption, desequilibrou a experiência.

oled
Asus

Monitores OLED viraram tendência em 2025. Um relatório de mercado mostra que os embarques cresceram 65% em relação ao mesmo período do ano anterior e 12% em relação ao trimestre anterior, chegando a 2,62 milhões de unidades no terceiro trimestre de 2025 — um avanço de 84% ano a ano. Isso deixa claro que a tecnologia saiu do nicho e entrou no mercado mainstream.

O relatório lista as maiores fatias do mercado: Asus com 21,9%, Samsung 18%, MSI 14,4%, LG 12,9% e outros somando 32,7%. Vale lembrar que os números cobrem todos os monitores OLED, não só os voltados para jogos; linhas profissionais e de produtividade também contam, o que ajuda marcas como a Asus a ampliar participação.

Para quem joga, a boa notícia é a variedade. Nossa equipe considera o MSI MPG 321URX QD-OLED um dos melhores monitores gamer hoje, mas modelos da Asus também chamam atenção, embora sejam caros em tamanhos menores. Preocupações com marcas permanentes (burn-in) e pequenas franjas nas letras ainda existem, mas testes longos indicam que a degradação tende a desacelerar após alguns meses. No dia a dia, pretos mais profundos e cores mais vivas mudam bastante a experiência.

O crescimento dos monitores mostra também uma separação entre peças afetadas por falta de componentes e as que não foram tão afetadas: memória RAM segue cara, enquanto telas ficam mais acessíveis. Vamos torcer para que 2026 traga painéis mais brilhantes e menos problemas com fontes.

Dave the Diver
Dave the Diver

In the Jungle é o novo DLC de Dave the Diver que muda bastante a fórmula do jogo. Ele leva Dave a uma vila na selva, à beira de um lago de água doce, e introduz o Bancho Grill — um restaurante que não serve sushi, mas novos pratos feitos com peixes de água doce.

A vila funciona em tempo real, sem divisão por manhã, tarde e noite. Você pode andar livremente, pescar, coletar frutas e minérios, conversar com moradores e completar missões para conquistar favores. Às vezes seus amigos, como Cobra, andam com você pela vila, e conforme os moradores se aproximam eles passam a visitar seu restaurante como clientes.

A exploração é mostrada em vista isométrica. Há inimigos novos, como piranhas, enguias elétricas e crocodilos, e Dave recebe a Arma da Selva, que pode lançar redes ou atuar como espingarda ou rifle. Existem minijogos novos, como derrubar cocos com um bastão e um desafio de guitarra no estilo Rock Band. Também surgem receitas novas e ingredientes locais.

O serviço no restaurante também muda: em vez de se mover só para frente e para trás no balcão, você pode andar em todas as direções para atender mesas. O DLC tem cerca de 10 horas de conteúdo e traz uma versão mais leve de vida em vila — lembra Stardew Valley em alguns pontos, mas é mais direto. Para quem curtia Dave, é um motivo forte para voltar ao jogo.

SYNDUALITY

A atualização de meio de temporada de SYNDUALITY: ECHO OF ADA já está disponível. O jogo de extração PvPvE, em que você pilota mechas Cradlecoffin por Amasia, recebeu um mapa novo: Polluted Forest. O ambiente é sombrio, cheio de vegetação contaminada e rotas que favorecem emboscadas. Para piorar, um novo tipo de Ender começou a se espalhar pela região e tem causado caos entre os Drifters. Esse Ender age de forma diferente e pode forçar mudanças rápidas na sua estratégia.

Além do mapa, a atualização traz o modo Ender Busters, novas solicitações, APK Cradles inéditos, armas APK e um capítulo novo da história. Ender Busters coloca times para enfrentar ondas de Enders, exigindo coordenação e foco em objetivos. As novas Cradles e armas ampliam opções de customização, permitindo combinações que favorecem ataque, defesa ou suporte. As solicitações adicionam desafios e recompensas para quem gosta de variar a abordagem.

O conteúdo já está disponível para quem joga. Prepare seu Cradlecoffin, revise seu loadout e teste rotas diferentes no Polluted Forest. Fique atento ao comportamento do novo Ender; ele pode virar uma partida em poucos segundos. Há também um trailer que mostra partes do mapa e das lutas se quiser dar uma olhada antes de entrar.