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2025 foi um ano estranho para o mercado de PCs. O quarto trimestre registrou crescimento nas entregas, na casa dos 9% em relação ao ano anterior, mas a grande notícia é a crise de memória que começou a se agravar no final do ano. Relatórios de institutos de pesquisa avisam que a oferta de memória pode mudar radicalmente o cenário em 2026, tornando o mercado mais volátil.
No fechamento do ano, marcas maiores ganharam participação: Lenovo, HP e Dell cresceram, enquanto Apple e ASUS tiveram pequenas quedas. No total, as remessas subiram, mas a distribuição entre fabricantes mudou. Para proteger estoques, fabricantes podem reduzir a quantidade de memória em modelos mais baratos e focar em máquinas de médio e alto desempenho. Isso tende a elevar o preço médio dos sistemas e a favorecer empresas com grande poder de compra de componentes. Pequenos fabricantes e vendedores regionais correm risco de perder espaço ou até desaparecer se a escassez continuar.
Do ponto de vista do jogador e do entusiasta que monta PCs, as consequências são claras: menos opções customizadas, preços mais altos e possíveis atrasos nas peças. Muitos podem adiar montagens ou optar por gastar em outros dispositivos. Em suma: 2025 fechou bem nas vendas, mas 2026 tem tudo para ser um ano difícil e mais favorável às grandes marcas.
A Apple melhorou muito o desempenho dos seus chips M nos últimos anos. No teste single-core do Geekbench 6, o M5 do MacBook Pro de 14 polegadas marcou cerca de 4310 pontos, um número que não tem paralelo entre CPUs concorrentes. O modelo testado tem CPU de 10 núcleos (4 de alto desempenho e 6 eficientes), GPU de 10 núcleos, 32 GB de memória unificada e 4 TB de SSD. Fabricado em 3 nm, o chip no portátil conta com um sistema de refrigeração que permite manter desempenho mesmo em cargas longas.
Na parte gráfica, a Apple integrou aceleração por IA em cada núcleo e aumentou a largura de banda de memória, o que traz ganhos reais. Em OpenCL o GPU marcou cerca de 48.665 pontos, mas ao usar Metal o resultado subiu para 76.397, uma diferença grande. Em testes de renderização o GPU do M5 chega perto de uma RTX 4050. No entanto, o M5 não aguenta Ray Tracing Ultra em Cyberpunk 2077, ficando em torno de 11 fps a 1900×1200. Com upscaling Metal e FSR em Ray Tracing Low é possível chegar a médias de 74 fps, ou 58 fps em Ray Tracing Medium.
Em jogos menos pesados o desempenho é muito bom para uma iGPU: Total War: Warhammer III roda a 29 fps em Ultra a 1920×1200 e sobe para 51 fps reduzindo a escala; Shadow of the Tomb Raider faz 57 fps em alta; Baldur’s Gate 3 chega a 30 fps em Ultra e 38 fps com FSR. O MacBook Pro M5 não é uma máquina dedicada de jogos e custa muito caro, mas abre uma opção real para jogar depois do trabalho. Você compraria um MacBook Pro M5 para jogar?