#Celulares
A Ayaneo anunciou seu primeiro celular pensado para jogos: o Ayaneo Pocket Play. O aparelho tem uma tela deslizante que, ao subir, revela um direcional (d-pad), botões ABXY e dois touchpads que simulam joysticks. A ideia é oferecer controles físicos sem perder a forma de um smartphone.
A fabricante publicou um post e abriu uma campanha de financiamento coletivo, mas ainda há poucas especificações técnicas. Não foram divulgados processador, tamanho da tela nem data de lançamento. Pela trajetória da empresa, é provável que o sistema seja Android e que o hardware se aproxime de soluções mobile atuais, como chips Snapdragon, mas isso ainda é especulação.
Se for Android, o aparelho roda jogos nativos do sistema e serviços de streaming; jogar títulos de PC exigirá emulação ou streaming da sua máquina, o que pode exigir configuração extra. Emuladores para Android evoluíram muito, mas nem sempre entregam desempenho perfeito dependendo do chip e da versão do sistema. O formato com controles físicos, porém, é ideal para jogos de ação, emulação de consoles antigos e experiências que pedem direcional e botões precisos.
O visual deslizante lembra modelos antigos como o Xperia Play e traz nostalgia. Comparado a telas dobráveis, a solução deslizante evita algumas fragilidades conhecidas, mas só o tempo dirá sobre durabilidade. Provavelmente o produto terá preço alto depois da campanha e quem quiser comprar deve avaliar suporte e futuras atualizações antes de se comprometer.
A Asus foi recentemente apontada como alvo de um grupo de ransomware chamado Everest, que afirmou ter obtido o código-fonte da câmera de alguns telefones da fabricante. A Asus, no entanto, afirma que o ataque atingiu um fornecedor e não a própria empresa. A empresa garante que produtos, sistemas internos e a privacidade dos usuários não foram impactados. Ainda assim, o caso acende um alerta sobre riscos que vêm de terceiros.
Esse incidente traz à tona a importância da segurança na cadeia de suprimentos. A OWASP incluiu ‘falhas na cadeia de suprimentos de software’ na lista dos principais riscos. Mesmo sendo uma lista voltada a software, o problema se aplica também ao hardware. Muitos dispositivos usam peças, firmware e código de fornecedores diferentes. Quando um elo da cadeia é comprometido, a vulnerabilidade pode se espalhar.
A Asus lançou atualizações para corrigir falhas em roteadores e no MyAsus recentemente, o que mostra que riscos aparecem o tempo todo. Atualizações são essenciais. Mas nem tudo se resolve com um update no sistema operacional; firmware e código-fonte vazado podem exigir soluções mais complexas. Fique atento: mantenha seus dispositivos atualizados e siga comunicados oficiais da fabricante. Você já verificou se seus aparelhos da Asus estão com as atualizações em dia?