#Cyberpunk 2077
Luke Ross, criador do mod R.E.A.L. VR para Cyberpunk 2077, se envolveu em polêmica após receber uma notificação de DMCA da CD Projekt. O estúdio alegou que Ross estava lucrando com a propriedade intelectual. Em vez de tornar o mod gratuito, ele optou por tirá-lo do ar. Dias depois, a 505 Games enviou uma segunda notificação por causa de uma conversão VR de Ghostrunner.
Com isso, Ross decidiu adotar uma medida mais drástica: removeu o acesso a todos os mais de 40 mods que oferecia em sua página de assinaturas. Um aviso explicou que o Patreon ficará temporariamente pausado. Quem se inscrever pode apoiar o criador, mas não terá benefícios nem acesso aos mods até que a questão legal se esclareça.
Um e-mail aos assinantes apresentou um tom crítico, afirmando que alguns exigiam que tudo fosse gratuito. Ross também disse que a legislação de direitos autorais dá poder excessivo às grandes empresas. A plataforma de assinaturas informou que pode encerrar contas sujeitas a notificações repetidas de violação e pediu que se evite publicar material que provoque novas reclamações.
No meio gamer, muitos estúdios permitem mods desde que não sejam cobrados diretamente. O procedimento comum é liberar o mod gratuitamente e usar doações. Ross escolheu não seguir esse caminho e removeu todos os arquivos e posts relacionados para evitar novas ações legais. Ele disse esperar encontrar uma solução nas próximas semanas, mas, por enquanto, os mods continuam indisponíveis.
O criador do R.E.A.L. VR, Luke Ross, anunciou que vai encerrar a versão do mod para Cyberpunk 2077 depois que a CD Projekt enviou uma notificação de remoção via DMCA. Em postagem na sua página, ele disse que houve uma troca legal e que, com tristeza, deixa para trás um projeto muito amado pela comunidade. R.E.A.L. VR é um framework que adiciona suporte VR a dezenas de jogos, incluindo Cyberpunk 2077, Elden Ring e outros.
A controvérsia gira em torno do modelo de distribuição: o mod era disponibilizado por meio de uma assinatura, o que atraiu reclamações das editoras. A CD Projekt aplica uma regra de conteúdo de fãs que proíbe uso comercial e paywalls — elas aceitam doações, mas não cobrar por acesso exclusivo. O criador criticou a postura da empresa, dizendo que o ato foi motivado por lógica corporativa e que a conversão para VR trouxe alegria a muitos jogadores. Relatos indicam que o mod gerava renda elevada para o autor, na ordem de cerca de R$100.000 por mês.
A comunidade ficou dividida: alguns pedem que a empresa retire o pedido de remoção, outros apontam que monetizar mods é contra as regras e que o autor sabia do risco. Apesar da frustração, o criador anunciou que o R.E.A.L. VR agora também traz suporte para Baldur’s Gate 3, e que seguirá trabalhando em outros projetos. O caso acende novamente o debate sobre limites entre criações de fãs, direitos das editoras e como a comunidade deve monetizar conteúdo.
Cyberpunk 2077 lançou em 10 de dezembro de 2020 e completa cinco anos em breve. Mesmo sendo um RPG singleplayer sem sistema de live service, o jogo ainda atrai muitos jogadores no PC, número que surpreende para um título desse tipo. O lançamento foi problemático e prejudicou muito a CD Projekt, mas o estúdio melhorou o jogo com atualizações e reconquistou parte do público.
No começo de dezembro, a conta oficial publicou uma mensagem enigmática com trechos como ‘SECURE COMMS CHANNEL ESTABLISHED’ e uma lista de datas e nomes, incluindo ‘CYBERPUNK 2077 — 10.12’. Fãs entenderam aquilo como pista de novidade, talvez uma atualização surpresa ou DLC. O diretor global de comunidade esclareceu nas redes sociais que não era teaser, mas o post mensal de aniversários de personagens. Posts anteriores já listaram nomes como Rogue, Johnny Silverhand e Judy Alvarez.
Ainda assim, a comunidade manteve a esperança. A CD Projekt já surpreendeu antes com atualizações inesperadas, então alguns torcem por algo especial. O co-CEO da CD Projekt disse em entrevista que The Witcher 4 não estará no The Game Awards, que acontece em 11 de dezembro, mas não fechou a porta para Cyberpunk. Você acha que a CD Projekt vai anunciar algo para o aniversário ou no evento?
Lembra quando Cyberpunk 2077 teve um lançamento desastroso no fim de 2020? O jogo passou por uma recuperação incrível: a CD Projekt informou em relatório financeiro que Cyberpunk 2077 já vendeu mais de 35 milhões de cópias. Foi um caminho longo desde os problemas iniciais, mas agora o título voltou a dar lucro à empresa.
O diretor financeiro da CD Projekt explicou que esse número foi alcançado mais rápido do que o mesmo marco de The Witcher 3. Ainda está longe da marca total de 60 milhões do The Witcher 3, mas a velocidade com que alcançou a meta mostra como o jogo se recuperou.
Vendas recentes ganharam impulso com lançamentos em novas plataformas, como o Switch 2 e Macs, além de presença em serviços e da expansão Phantom Liberty, que muitos comparam a um jogo à parte. Isso ajudou a movimentar vendas nas diferentes gerações de consoles.
A volta do interesse elevou a receita da empresa: a CD Projekt registrou lucro líquido de aproximadamente R$265 milhões, quase no mesmo nível do ano em que Phantom Liberty foi lançado. Para um jogo que chegou a enfrentar processos e investigações, é uma virada impressionante.
Você já jogou Phantom Liberty ou pretende revisitar Night City?
GTA 6 foi adiado para 19 de novembro de 2026, e isso já está mexendo com o ritmo de lançamento de tudo no mundo dos games. Com a data empurrando, estúdios estão replanejando seus próprios lançamentos para não ficar engolidos pela massa que esse título carrega.
A notícia ganhou alcance fora da sala de imprensa, com um vídeo viral de um parlamentar polonês comentando o atraso e fazendo piadas, mostrando que a história chegou longe demais para ficar restrita aos players.
Enquanto isso, a Devolver Digital disse que pretende lançar um jogo no mesmo dia, tentando surfar nessa onda de curiosidade, algo que já ocorreu no passado e nem sempre deu certo. Palworld avisa que o atraso pode empurrar toda a temporada de premiações de 2027 para frente, e CD Projekt Red manda o recado claro: não cometam os mesmos erros de Cyberpunk 2077 ao lidar com GTA 6.
No fim, o atraso de GTA 6 não é apenas sobre um jogo; é uma força que altera calendário, humor da comunidade e as apostas da indústria. E aí, qual jogo você já está adicionando na fila para 2026?