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O Corsair Air 5400 é o sucessor do clássico Air 540 e chega com uma mudança clara: três câmaras separadas. Uma fica para mostrar o hardware, outra esconde cabos e a terceira é dedicada ao radiador de resfriamento. O radiador fica na frente, atrás de uma grade removível, e tem um duto transparente que leva o ar quente para fora do gabinete. Isso evita que o calor do processador aqueça outras peças e libera pontos de montagem de ventoinhas. O gabinete suporta radiadores de até 360 mm.
O design facilita a montagem. As portas laterais e a frente são articuladas, permitindo acesso rápido ao interior. Entre as câmaras há uma vedação com cerdas de nylon, que bloqueia poeira e cobre as passagens de cabos melhor que muitos grommets. O Air 5400 usa um sistema de organização de cabos tipo pegboard com tiras e ilhoses, e dois dutos ao redor das ventoinhas para direcionar o fluxo. Ele trabalha como uma chaminé: entrada de ar pela base e exaustão pelo topo. Vem com apenas três ventoinhas de 120 mm; o gabinete foi pensado para 120 mm e vale adicionar pelo menos mais três para completar a refrigeração.
Nos testes, com um Ryzen 9 9950X3D e uma RTX 5090 FE, o processador chegou a 72 °C e a placa a 73 °C, resultado muito bom para uma torre fechada. Pontos negativos: pesa 16,7 kg e a frente só traz portas Type-C. A versão com ventoinhas LX-R RGB custa aproximadamente R$ 1.550, e a com RS-R ARGB cerca de R$ 1.150. No geral, é um gabinete espaçoso e bem pensado, com inovações simples que melhoram montagem e refrigeração.
O InWin Aeon foi revelado na CES 2026 e é um gabinete full tower que parece um ovo futurista. Painéis de vidro angulares com efeito espelhado formam um mosaico chamativo. As dimensões são grandes: base de 840 mm por 691 mm e 912 mm de altura, o que torna a colocação no quarto ou na sala um desafio real. Visualmente, ele chama muita atenção, tanto para quem gosta de design ousado quanto para quem prefere algo discreto.
O que realmente chama atenção é o sistema de abertura. Para destravar, você passa um cartão RFID pela base. Em seguida, a parte traseira se abre e desce suavemente por um mecanismo hidráulico, ficando deitada para facilitar a instalação das peças. A ideia é tornar o acesso mais simples, mas também adiciona complexidade e possíveis pontos de falha. A InWin classifica o Aeon como um ‘Signature Chassis’, pensado para mostrar inovação e estilo.
Por dentro, o Aeon é espaçoso e compatível com placas E-ATX, ATX, Micro-ATX e Mini-ITX. Tem oito slots PCIe, espaço para GPUs de até 360 mm e para coolers de até 140 mm. Você pode escolher entre refrigeração a ar ou líquida, com suporte para ventoinhas de até 140 mm e radiadores 360/420 mm. Ainda não está claro se o gabinete será vendido em larga escala; modelos ‘signature’ da InWin já saíram em tiragens limitadas, então a disponibilidade pode ser restrita.
A CyberPowerPC mostrou no CES 2026 o MA-01, um gabinete mid-tower elegante que mistura vidro temperado e malha de aço. A frente e a lateral são de vidro, e a parte superior tem uma malha tecido para ventilação. Na base ficam as portas e um conjunto de três botões que chamam atenção.
Os botões controlam as luzes internas sem precisar de software: o primeiro ajusta cor, o segundo controla brilho e o terceiro muda o modo de iluminação. São acessos diretos e simples para escolher efeitos estáticos ou dinâmicos, e a faixa de cores cobre 16,7 milhões de opções. O botão de ligar fica logo acima desses controles.
O MA-01 aceita placas ATX e micro-ATX, placas de vídeo de até 420 mm, coolers de até 185 mm e fontes de até 200 mm. Na parte frontal há duas USB 3.0, uma USB-C 3.2 Gen 2 e entrada de áudio 3,5 mm, o que mantém o visual limpo e prático para uso diário.
Ele sai em três acabamentos — cinza, preto e creme — e tem uma versão em aço cromado. O lançamento está previsto para o 2º trimestre de 2026. As versões padrão chegam por cerca de R$ 780, e a cromada por volta de R$ 1.300. É uma opção elegante para quem quer um gabinete visualmente marcante e com controles físicos, embora montar o resto do PC ainda seja a parte mais cara.
Mini PCs e estética fofa combinam. Você monta um PC pequeno para não dominar a mesa ou porque achou bonito. A Thermaltake revelou o TR100 Koralie, uma versão artística do seu gabinete Mini-ITX que tem chamado atenção desde que foi mostrada em uma feira de tecnologia. O TR100 padrão é um gabinete Mini-ITX de câmara dupla, bem compacto. A versão normal tem preço acessível, cerca de R$ 750, e é um bom ponto de partida para quem quer um build pequeno.
A edição Koralie traz o mesmo layout interno, mas com acabamento especial. Cada unidade é numerada e assinada pela artista, e a fabricante indica que haverá vendas, mas não revelou preço nem data de lançamento. O gabinete é azul e tem um desenho simétrico que a empresa diz misturar influências mediterrâneas, asiáticas, Art Deco e motivos indígenas. No topo há espaço para uma tela LCD de 3,9 polegadas, ideal para mostrar imagens, widgets ou o que você quiser.
Koralie é uma artista francesa que trabalha a relação entre natureza e beleza criada pelo homem; ela pinta paredes de sua cidade desde 1999. A proposta da edição é transformar um componente funcional em peça de decoração. Ainda não sabemos quando a edição especial chegará às lojas, então resta admirar o visual e pensar em um projeto para usar esse gabinete como peça principal na mesa.
A versão 3.0 do BTF (Back to the Future) chega como a aposta para reduzir cabos nos desktops gamer. Ela concentra toda a alimentação do PC em um único conector de 50 pinos, ligando o PPSU diretamente à placa-mãe. Segundo o padrão, a interface pode ir até 2.145 W no total, com 1.680 W reservados para CPU e GPU, o que já cobre a maioria das configurações atuais.
Já uma novidade interessante é a placa de alimentação modular para a GPU: uma placa de energia se conecta a uma tomada 12V-2×6 12‑pinos na ponta da GPU e encaixa na porta de alimentação da placa-mãe, permitindo uma montagem sem cabos entre GPU e motherboard. Se a placa de energia da GPU não estiver conectada, a placa de vídeo funciona como de costume com uma alimentação tradicional.
O projeto não é apoiado pelos grandes fabricantes de motherboard e PSU; ele nasceu das ideias de um DIYer chamado DIY-APE, que mostra no vídeo como desenvolveu o padrão, enfrentou resistência de fabricantes e iterou várias funções. Ainda assim, a história explica por que padrões tão arrojados demoram a ganhar adesão.
Pode ser que a indústria leve a ideia adiante, e menos cabos sempre é bem-vindo. Você toparia testar um setup BTF 3.0 no seu próximo build, ou prefere ficar com as soluções tradicionais?
A SilverStone decidiu brincar com a nostalgia e lançou o SST-FLP02, um gabinete full tower que parece ter saído direto de um quarto gamer dos anos 90. Custando US$ 240 (cerca de R$ 1.300), ele é praticamente uma réplica dos PCs bege da época, com direito a botão vermelho de energia, chave física de bloqueio e até o lendário botão Turbo — que, agora, serve para colocar as ventoinhas no máximo. Por dentro, ele é moderno: suporta radiador de 360 mm, placas de vídeo de até 386 mm e vem com três fans instaladas. Na frente, há espaço para três baias de 5,25″, perfeitas para quem sente falta de drives ópticos ou quer encher o PC de HDs. O visual é puro retrô: linhas quadradas, cor bege e cara de “PC do tiozão”. É um gabinete caro e de nicho, mas feito pra quem quer reviver a vibe das máquinas antigas e montar um PC que parece ter viajado no tempo direto de 1993.