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Pimax Crystal Super: visual impressionante, mas pesa no pescoço
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Mesmo em 2025, VR ainda parece futurista. O Pimax Crystal Super tenta resolver a parte visual: tela de altíssima resolução e campo de visão largo deixam a imagem impressionante. Para isso, ele precisa de um PC potente. A fabricante recomenda pelo menos uma RTX 2070, mas na prática você vai precisar de algo como uma 4080 para aproveitar a tela.

O headset tem construção sólida e encaixe ajustável, com acolchoamento confortável. O problema é o peso: é um dos mais pesados que testei, e os módulos de áudio deixam tudo ainda mais pesado. Em jogos ativos como Beat Saber o pescoço sente rápido; em jogos de simulação e sentado, como MSFS 2025 e corridas, a experiência fica ótima por mais tempo. O software da Pimax é necessário para ajustar e fazer rodar alguns jogos, o que é um passo a mais na configuração.

No quesito imagem o Crystal Super brilha: resolução por olho altíssima, 140° de campo de visão e 90 Hz de taxa tornam as cenas muito imersivas. Há sinais de screen-door em áreas muito claras, algum desvio de cor nas bordas e os pretos não chegam a ser profundos como em telas OLED, mas isso raramente atrapalha durante o jogo. O preço oficial vira algo entre cerca de R$8.800 e R$9.600 dependendo da moeda, e comentários sobre o custo em AUD equivalem a cerca de R$10.200. Se você tem PC top, dinheiro e não se importa com o peso, é uma experiência VR de cair o queixo; caso contrário, talvez esperar por alternativas mais leves seja melhor.

Sony Inzone H9 II: leve demais para o preço? Testamos e a resposta surpreende
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Testei o Sony Inzone H9 II e a primeira surpresa foi a leveza. Esperava acabamento pesado e sensação premium, mas o headset pesa só 260 g e tem uma faixa de cabeça fina que parece econômica. À primeira vista parece frágil, mas ao colocar fica muito confortável: força de aperto suave, almofadas macias e zero incômodo em longas sessões.

O cancelamento de ruído é excelente e funciona por um botão na copa ou pelo app. Ao ligar, o som do ambiente some quase como se fosse uma câmara isolada, o que ajuda muito para estudar ou focar em jogos. Vozes próximas e teclados barulhentos ainda passam, mas a redução é notável. O som usa drivers de 30 mm com resposta clara e um grave levemente encorpado; o app traz EQ para ajustar ao gosto.

O microfone removível é cardioide, com boa captação e certa propensão a plosivas, e tem um botão de mudo com LED visível. A bateria chega a cerca de 30 horas sem ANC, número mediano para a categoria. O preço sugerido é de aproximadamente R$1.750, e aí o produto fica na dúvida: por esse valor existem opções mais pesadas e sonicamente superiores, com drivers planares e bateria maior. Ainda assim, se você prioriza conforto extremo, ANC forte e design discreto, vale procurar uma promoção; no preço cheio há alternativas com som melhor.

Asus ROG Kithara: headset planar que faz o grave tremer — será que compensa?
Asus

A Asus se uniu à fabricante de fones Hifiman para lançar o ROG Kithara, um headset gamer com drivers planarmagnéticos. Esses drivers usam uma membrana suspensa por ímãs e entregam som muito preciso, algo valorizado por quem busca qualidade. Vi o Kithara no estande da Asus na CES 2026 e a primeira impressão foi de som supercarregado e espacial.

O Kithara é aberto e com fio, e estava ligado a um DAC/amp robusto durante a demonstração, o que ajudou o grave a ficar bem impactante — algo que nem sempre acontece com planar. A resposta de frequência anunciada vai de 8 Hz a 55 kHz, e ele vem com entrada balanceada 4,4 mm, dois cabos 3,5/6,3 mm e um adaptador USB-C para dois 3,5 mm, facilitando o uso em PCs, consoles e dispositivos móveis.

Com 16 Ohm de impedância, resta saber se o fone mantém o desempenho em saídas de fone comuns sem amplificação extra. O preço estimado fica entre R$1.600 e R$1.900 (lá fora) , o que coloca o Kithara frente a concorrentes audiófilos como a Audeze Maxwell 2. No estande o ambiente era barulhento, então a avaliação completa em condições mais silenciosas será necessária, mas o primeiro contato mostra um headset promissor para quem busca som de alto nível no jogo.

HyperX Neurable
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A HyperX anunciou uma parceria com a startup Neurable para criar um headset de jogo que também lê sinais cerebrais. A ideia é usar sensores parecidos com EEG espalhados na borda das conchas para interpretar a atividade do cérebro em tempo real, com ajuda de inteligência artificial, e assim ajudar jogadores a melhorar foco e mira. A novidade foi mostrada como conceito na CES 2026.

A empresa já tem fones com função de leitura cerebral em pré-venda, com preço aproximado de R$2.600, e promete entregar ferramentas de “insights cognitivos” para identificar os momentos do dia em que a pessoa rende mais. O protótipo visto no evento não tinha braço de microfone e parecia pesado demais para longas sessões, mas modelos conceituais mostram que o produto final deve trazer microfone e ajustes de design. A previsão é que o lançamento comercial ainda esteja a pelo menos um ano.

Durante testes com o protótipo, um avaliador notou que um programa de preparação chamado “Prime” melhorou ligeiramente a precisão e o tempo de reação. A ideia de cortar distrações e treinar a mente tem apelo, mas sobra dúvida se vale pagar o preço e confiar dados cerebrais a empresas. Para muita gente, tapar os ouvidos ainda pode ser a solução mais prática.

Maxwell 2 chega com 16 melhorias e app novo — vale a pena trocar?
Audeze

Audeze apresentou o Maxwell 2, a nova versão do seu headset planar que já era referência para quem busca som de alta fidelidade em jogos. A empresa afirma ter aplicado 16 melhorias sugeridas pela comunidade e, importante, lançou um app totalmente novo para gerenciar seus produtos.

Na parte técnica, os fundamentos foram mantidos: drivers planars de 90 mm, matriz de ímãs Fluxor, sistema Fazor e bateria de 1800 mAh. O peso subiu de 490 g para 560 g, e grande parte desse aumento vem do SLAM (Symmetric Linear Acoustic Modulator), um sistema físico de canais para reforçar graves e equilíbrio. As conchas ganharam um leve porting, a alça superior passou a ser ventilada para reduzir o calor em sessões longas, e há skins magnéticas nas laterais para personalização.

O microfone teve a largura de banda dobrada para captação de voz mais limpa, a precisão espacial e a remoção de ruído por IA foram melhoradas, e o headset agora suporta Bluetooth Auracast — ainda sem conexões Bluetooth simultâneas. No conjunto, os ajustes prometem preservar o caráter audiophile do Maxwell enquanto melhoram funcionalidades práticas para jogadores.

O app novo é um salto em usabilidade: interface mais limpa e desempenho superior ao antigo, embora haja instabilidade ao conectar via USB entre cabo e dongle. A versão para PlayStation está disponível e custa cerca de R$1.700; a versão para Xbox tem atraso de 2–3 semanas por um problema regulatório e sai por volta de R$1.800, já com licença para Dolby Atmos. Testes detalhados serão publicados quando o headset ficar disponível para avaliação.

Razer Project Motoko: fone gamer com IA que 'vê' o que você joga — inovação ou moda?
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A Razer revelou no CES 2026 o Project Motoko, um protótipo de fone gamer com um chip Snapdragon e recursos de visão computacional por IA. O aparelho traz duas câmeras 3K a 60 fps nas laterais e promete analisar o que está à sua frente para oferecer informações em tempo real — desde identificar objetos até responder perguntas como um chatbot.

A visão em primeira pessoa permite gravar e transmitir gameplay, e a estabilização óptica deve reduzir tremidos. A Razer diz que o Motoko é compatível com plataformas de IA, o que abre funções como dicas contextuais para o jogo que você estiver jogando. Ainda não ficou claro como o fone identificaria o jogo automaticamente.

Não há informações sobre autonomia da bateria; parece ser mesmo um protótipo para mostrar ideias no evento. A Razer já apresentou outros gadgets experimentais antes, então pode ser só marketing ou o primeiro passo para um produto comercial se houver interesse do público.

Muitos jogadores podem preferir um fone tradicional confortável e usar o celular para funções extras. No fim, a ideia é curiosa e pode ser útil em streams e tutoriais, mas também tende a parecer estranha para uso público. Vai depender do preço, da bateria e de quão bem a IA realmente ajuda enquanto você joga.

Asus x Kojima: coleção dourada com Ludens que vai encantar — mas o Flow Z13 pode decepcionar
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A Asus e a Kojima Productions anunciaram uma coleção em parceria na CES 2026. A linha reúne headset ROG Delta II, mouse Keris II, mouse mat Scabbard II, uma case inspirada em Death Stranding e o ROG Flow Z13, tudo em branco e dourado. A estética é centrada no personagem Ludens, com artes do artista Yoji Shinkawa. Shinkawa diz que quis criar um gadget que pareça pertencer a Ludens e preservar a essência do personagem.

O visual é bem caprichado e a frase que mistura os slogans das duas marcas — ‘for Ludens who dare’ — aparece em todos os itens: topo do headset, lateral do mouse, borda do Flow Z13, base da case e centro do mouse mat. A case tem estilo de entrega como em Death Stranding e o dourado dá ar de luxo. São detalhes pensados para fãs e colecionadores.

Não há preço oficial para a coleção, mas a previsão é de lançamento no primeiro trimestre. O Flow Z13 é o principal item da linha e a versão padrão com AI Max 390 custa cerca de R$10.000, então a parceria deve ficar cara. Testes anteriores mostram que o Flow Z13 tem boa CPU, mas a GPU deixa a desejar para o valor pedido. Para quem quer jogar com melhor desempenho, modelos como Zephyrus, Strix G16 ou o ROG Ally podem ser opções mais adequadas. Se o preço pesar, sempre há a alternativa de usar adesivos e pintura dourada.

2026 vai sacudir o PC gamer — Steam Frame, CPUs monstruosos e teclados que você precisa conhecer
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2026 promete ser um ano movimentado para quem ama PC e periféricos. Muitas novidades devem chegar: teclados com novos tipos de switch, monitores OLED mais brilhantes e baratos, dispositivos Arm voltados para jogos e CPUs desktop com grandes saltos de performance. A Valve, por exemplo, prepara três produtos grandes — um headset VR leve e sem fio, uma Steam Machine com SteamOS e um novo controle — que podem mudar o mercado de hardware para jogos.

Nos teclados, a tecnologia TMR aparece como alternativa à Hall effect, trazendo resposta mais constante e menor consumo, e layouts como o espaço dividido tendem a ficar mais comuns em compactos, oferecendo teclas extra e macros fáceis. Os painéis OLED seguem evoluindo: mais brilho e queda de preço, com modelos 1440p já surgindo por cerca de R$ 2.500, o que deve ampliar a oferta para quem quer qualidade sem pagar tanto.

Do lado dos chips, AMD e Intel têm gerações novas no radar — Zen 6 e Nova Lake podem trazer ganhos reais e até versões com cache empilhado para melhorar desempenho em jogos. Também cresce a aposta em dispositivos Arm e handhelds com chips móveis, que prometem mais autonomia e boa compatibilidade via emulação. A alta nos preços de memória pode frear algumas compras, mas, no geral, 2026 vem cheio de opções interessantes para quem joga.

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Coloquei o Steam Frame, andei por níveis de Half-Life: Alyx e esqueci do cabo. A jogatina foi via um PC por perto enviando quadro a quadro por uma conexão dedicada em 6 GHz, com a tal transmissão foveada ajustando qualidade conforme meus olhos. A imagem ficou nítida, sem atraso perceptível entre meu movimento e o que Alyx fazia na tela. O peso declarado é 435 g, com a bateria e parte do equilíbrio para trás no suporte, e a ergonomia deixou livre o movimento sem prender o pescoço.

Na prática isso significa girar, checar atrás e não se preocupar em desatar o fio do ombro. No modo standalone rodei Hades II e outros jogos não-VR, com a interface parecida com o Steam Deck flutuando no espaço — e os controles novos funcionam como metades de um gamepad para títulos não-VR. Testei Ghost Town rodando em Linux/ARM graças a Proton + FEX; rodou, com perda de performance que depende do jogo e do motor, mas rodou.

O que pega é bateria, compatibilidade e quanto a qualidade nativa do chip Snapdragon vai segurar em jogos pesados — ou se a mistura streaming + foveated vai ser o que vale a pena. Troca seu PC por um headset assim?

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Valve trocou o rótulo e virou outra coisa: o Steam Frame não é só um headset ligado ao PC como o Valve Index, é um computador de bolso para colocar na cabeça. Tem processador ARM, roda SteamOS e pode rodar jogo sem precisar do PC sempre por perto — ou transmitir do seu PC por um adaptador sem fio com até 144 Hz. A ideia é tirar a burocracia: nada de base stations espalhadas, nada de escolher antes se vai jogar VR ou um jogo normal. Você enfia o headset e decide na hora o que quer. A tela subiu para 2160 x 2160 por olho e usam lentes pancake para imagem mais limpa; o sistema manteve detecção de dedos nas mãos, mas não trouxe os alto-falantes BMR do Index. Para quem tem Index, o Frame não é uma continuação direta: é outra proposta, mais prática, pensada para quem quer facilidade para entrar no jogo, seja VR nativo, jogo normal ou streaming. Tem quem ainda esperava um “Index 2” ou ficou de olho no projeto Deckard, e o Steam Frame meio que responde a essa dúvida com outra abordagem. No fim das contas, é uma mudança de pista — você troca a fidelidade do setup por conveniência e mobilidade. Você se anima a trocar o seu Index pelo Steam Frame?