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#Hooded Horse

Hooded Horse
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A editora indie Hooded Horse coleciona sucessos como Manor Lords, Against the Storm e Terra Invicta. Em entrevista, o CEO Tim Bender diz que prefere manter a empresa pequena e estável, publicando cerca de dez jogos por ano, em vez de crescer rápido. Tratar bem os desenvolvedores e oferecer contratos justos é prioridade para ele, e essa postura, para Bender, diferencia a empresa de modelos de mercado predatórios.

Bender alerta que a maioria das editoras indie age de forma oportunista: assina muitos jogos, investe apenas nos que têm chance de virar sucesso e acaba abandonando os demais, recuperando custos às custas dos estúdios. Por isso ele aconselha os desenvolvedores a pesquisar o histórico de qualquer editora antes de assinar e, quando houver dúvida, optar pela autopublicação.

Ele recomenda usar recursos de autopublicação, guias de marketing e bases de dados de mercado para checar portfólio, frequência de lançamentos e estimativas de vendas. Bender cita casos em que editoras lançam vários títulos por mês e cujos jogos faturam valores muito baixos, cerca de R$5 a R$10.000 em muitos exemplos. A mensagem final é simples: hoje é viável que muitos estúdios publiquem seus próprios jogos e mantenham maior controle sobre divulgação e receita.

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A editora Hooded Horse anunciou compromisso firme de manter IA generativa fora dos jogos que publica. Em entrevista, o CEO Tim Bender disse que a proibição está escrita nos contratos e que a posição nasce do alinhamento entre editora, desenvolvedores e jogadores. A editora, responsável por títulos como Manor Lords, afirma que a maioria dos jogadores não quer IA generativa nos jogos. A medida vale para ativos finais e também para estágios iniciais do desenvolvimento, como conceito visual e texturas de teste.

Isso inclui conceitos e placeholders. Bender alertou que usar IA para ativos temporários é perigoso, porque esses itens podem acabar em builds por acidente. Um caso recente, envolvendo o jogo Clair Obscur, mostrou como texturas geradas por IA ficaram no jogo até pouco depois do lançamento. Por isso a editora recomenda não usar nem mesmo placeholders criados por IA. A ideia é reduzir riscos e manter a integridade artística dos projetos.

O CEO afirma que o controle não precisa ser punitivo, porque a melhor defesa é o alinhamento com os estúdios. Mas ele admite que não dá para prometer perfeição: freelancers e firmas terceirizadas podem falhar e permitir que IA se infiltre. A promessa da editora é agir rápido: remover qualquer conteúdo gerado por IA que for encontrado e manter procedimentos de avaliação em todas as etapas. Para os jogadores, a postura significa mais transparência e menor chance de ver conteúdo criado por IA nos jogos da publisher.

Hooded Horse revela o segredo que ajuda indies — e veta arte gerada por IA
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Hooded Horse é uma editora que virou referência em jogos de estratégia. O CEO Tim Bender começou sem experiência na indústria: veio do modding e de carreiras fora dos games. A empresa nasceu em 2019 e publicou títulos como Manor Lords, Against the Storm, Endless Legend 2 e 9 Kings. A trajetória de Bender mostra como paixão por mods e formação jurídica moldaram a maneira como a editora trata desenvolvedores.

O modelo de contratos da Hooded Horse é diferente do habitual. Eles evitam termos que prejudicam o fluxo de caixa dos estúdios e repassam a maior parte da receita para os criadores. Quando a editora investe em um projeto, a fatia muda para compensar o aporte sem travar o dinheiro do time. Antes havia uma garantia fixa para marketing e localização, mas ela foi substituída por uma política mais aberta, para evitar confusão com números fixos.

A editora também se posicionou contra o uso de imagens e outros ativos gerados por IA em jogos que publica. É uma cláusula contratual que alinha a editora e os estúdios e busca proteger a integridade artística. Hooded Horse prefere crescimento controlado, foco em estratégia e estabilidade a longo prazo, e diz que esse caminho ajuda devs e jogadores.

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O CEO da Hooded Horse, Tim Bender, diz que a descoberta de jogos na Steam não é o principal problema para desenvolvedores de PC. Em postagem nas redes sociais, ele afirma que a loja tem ferramentas que ajudam a mostrar jogos ao público e que, ao navegar, encontrou recomendações que combinam com seus gostos. A Hooded Horse publicou vários títulos de estratégia e gestão, como 9 Kings, Cataclismo, Endless Legend 2 e Manor Lords, e isso mostra que boas escolhas editoriais podem ter retorno.

Para Bender, o problema é a expectativa sobre alcance e custo. Ele defende orçamentos realistas e avaliações precoces do mercado que um jogo pode atingir. Isso significa que equipes devem projetar vendas moderadas e ajustar investimentos antes de avançar. Em alguns casos, ele diz que um projeto não deveria ser feito no nível de orçamento planejado.

Ele também diz que editoras precisam dividir riscos com desenvolvedores, sem impor termos que garantam a elas o retorno integral em prejuízo do estúdio. Empresas grandes podem absorver perdas em alguns projetos e compensar em outros. Na prática, porém, muitos investidores exigem crescimento constante e decisões de curto prazo, o que leva a cortes e fechamentos de estúdios, mantendo a indústria numa roda difícil.