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Linux é ótimo para quem gosta de controle e personalização, e distribuições pensadas em jogos, como SteamOS, Bazzite e Nobara, atraem muita gente. Mas uma pesquisa recente mostra que correções de bugs no kernel podem demorar anos para aparecer. Isso importa para quem joga no Linux, porque falhas no kernel, em drivers ou na rede podem afetar desempenho e estabilidade.
Uma pesquisadora criou uma ferramenta para filtrar mudanças no kernel e reuniu um grande conjunto de registros de vulnerabilidade desde 2005. Em média, um bug fica ativo por 2,1 anos antes de ser corrigido, e 13% dos casos permaneceram por cinco anos ou mais. A análise também aponta que bugs introduzidos recentemente tendem a ser consertados mais rápido, mas os números podem enganar se não considerarem que alguns bugs ainda não tiveram tempo suficiente para serem descobertos.
Alguns tipos de falha demoram mais: problemas de rede costumam levar mais tempo para serem detectados e consertados, enquanto bugs relacionados a GPU são identificados mais rápido. Falhas intermitentes, como condições de corrida, só aparecem em situações raras e podem passar despercebidas por anos. A pesquisadora também testou uma ferramenta automática que sinaliza commits suspeitos e obteve alta taxa de acerto, o que pode acelerar a limpeza desses bugs. Para gamers, a lição é simples: usar Linux para jogar é viável, mas exige cautela e manter drivers e sistema sempre atualizados.
O criador do Linux falou em uma conferência que prefere lançamentos “chatos”: atualizações sem recursos radicais que podem quebrar máquinas. Ele comentou sobre a versão 6.18 RC4 do kernel e disse que, até agora, não há problemas reais — só falhas nos testes.
Ele afirmou também que, há quase 20 anos, seu papel é de líder técnico e mantenedor, não de quem faz todo o trabalho. A maioria das mudanças vem de outras pessoas do projeto.
O debate surge porque a postura contrasta com a prática de algumas empresas que colocam novas funções rapidamente e, às vezes, causam erros em massa. Em entrevista, ele parecia aludir a problemas recentes em atualizações do Windows que deram dor de cabeça a muita gente.
Resumo simples: estabilidade importa. Atualizações seguras evitam que jogos e programas parem de funcionar. Você prefere sistema estável ou quer recursos novos, mesmo com risco de bugs?