#Manor Lords
Manor Lords é um city-builder medieval que saiu em acesso antecipado em 2024 e fez muito sucesso. Depois de um 2025 mais tranquilo, o desenvolvimento voltou a acelerar no fim do ano com uma grande atualização que mudou sistemas centrais e a construção de castelos. Para 2026, o estúdio e a editora já revelaram o que pretendem lançar.
A mudança mais imediata vai incluir um novo nível de upgrade para o Burgage Plot — a moradia básica — posicionado entre os níveis 2 e 3. A ideia é suavizar a transição entre começo e fim de jogo. Também estudam atrasar certas progressões de oficinas e vincular expansões, como as de padaria e sapateiro, a esse novo nível, para incentivar o uso de estruturas comunitárias no início.
Depois disso, o plano é uma reformulação grande do comércio. As rotas comerciais ficam ligadas a locais que importam e exportam itens, e cada rota aceita até três mercadores: contratar um já permite operar, mas contratar todos pode levar a uma compra de controle que aumenta o custo e cria um tempo de espera. Isso transforma rotas lucrativas em territórios disputados e abre espaço para estratégias econômicas, como tentar monopolizar recursos e forçar rivais a negociar ou buscar fontes alternativas.
Os desenvolvedores pedem que jogadores opinem sobre esse comércio competitivo para saber se a mudança adiciona escolhas reais. A editora segue ocupada com outros lançamentos e reafirma uma posição firme sobre o uso de IA generativa em ativos.
A editora Hooded Horse, responsável por jogos como Manor Lords, decidiu proibir o uso de arte gerada por inteligência artificial em seus contratos de publicação. O CEO disse em entrevista que odeia a arte gerada por IA e que agora exige nos acordos: “nenhuma asset de IA”. A medida vale tanto para imagens finais quanto para imagens usadas em protótipos.
Ele explica que até usar IA como placeholder é perigoso. Se uma imagem gerada por IA ficar em algum build e não for substituída, pode acabar chegando ao jogo final. Isso já aconteceu antes: Ubisoft teve de corrigir Anno 117 quando uma arte de placeholder chegou à versão ao vivo, e Clair Obscur perdeu prêmios importantes após lançar com imagens geradas por IA ainda no jogo.
Hooded Horse pede que desenvolvedores evitem qualquer uso de IA generativa, mesmo em fases iniciais. A editora diz que isso demanda vigilância constante para evitar que elementos ‘infestem’ os projetos. No mercado, estúdios reagem de formas diferentes: alguns adotam ferramentas de IA para agilizar processos, outros optam por uma postura mais cautelosa. Para publicadoras, o desafio agora é equilibrar produtividade e cuidado para manter a integridade artística dos jogos. A postura pode criar pressão sobre estúdios que já usam IA em pré-produção.