#Monitores
Samsung anunciou uma nova família de monitores gamer antes da CES. O Odyssey 3D G9 G90XH é um 32” 6K (6.144 x 3.456) com 3D sem óculos e rastreamento ocular. Em 6K ele roda a 165 Hz nativos e oferece modo alternativo de 330 Hz em 3K, com resposta de 1 ms GtG. Curiosamente, usa painel IPS em vez do VA que a marca vinha usando.
Há também o Odyssey G8 G80HS, versão 6K sem o 3D, e o G6 G60H, um 27” 1440p com taxa nativa de 600 Hz e modo “HD” que atinge 1.040 Hz (provavelmente em 720p), trocando resolução por velocidade. A linha inclui um 27” 5K (180 Hz nativo / 360 Hz em 1440) e um Odyssey OLED G8 G80SH, 32” 4K QD-OLED a 240 Hz com 300 nits e certificação DisplayHDR TrueBlack 500. Parece que a Samsung está adotando IPS nos painéis LCD, possivelmente comprando painéis externos.
Fica a dúvida sobre como o 3D sem óculos afeta a qualidade de imagem em 2D, especialmente num painel 6K. Também não há preços ou datas de lançamento; informações devem sair na CES. Vamos aguardar mais detalhes sobre disponibilidade no Brasil. Se você curte alto refresh e tecnologia nova, é uma linha para ficar de olho.
Monitores OLED viraram tendência em 2025. Um relatório de mercado mostra que os embarques cresceram 65% em relação ao mesmo período do ano anterior e 12% em relação ao trimestre anterior, chegando a 2,62 milhões de unidades no terceiro trimestre de 2025 — um avanço de 84% ano a ano. Isso deixa claro que a tecnologia saiu do nicho e entrou no mercado mainstream.
O relatório lista as maiores fatias do mercado: Asus com 21,9%, Samsung 18%, MSI 14,4%, LG 12,9% e outros somando 32,7%. Vale lembrar que os números cobrem todos os monitores OLED, não só os voltados para jogos; linhas profissionais e de produtividade também contam, o que ajuda marcas como a Asus a ampliar participação.
Para quem joga, a boa notícia é a variedade. Nossa equipe considera o MSI MPG 321URX QD-OLED um dos melhores monitores gamer hoje, mas modelos da Asus também chamam atenção, embora sejam caros em tamanhos menores. Preocupações com marcas permanentes (burn-in) e pequenas franjas nas letras ainda existem, mas testes longos indicam que a degradação tende a desacelerar após alguns meses. No dia a dia, pretos mais profundos e cores mais vivas mudam bastante a experiência.
O crescimento dos monitores mostra também uma separação entre peças afetadas por falta de componentes e as que não foram tão afetadas: memória RAM segue cara, enquanto telas ficam mais acessíveis. Vamos torcer para que 2026 traga painéis mais brilhantes e menos problemas com fontes.
A Philips e a AOC dizem ter um marco em tecnologia para monitores gamer. Os modelos Evnia 27M2N5500XD e AGON Pro AGP277QK têm 27 polegadas, painel nativo 1440p com taxa nativa de 500 Hz e um modo alternativo 1080p que chega a 1.000 Hz. O tipo exato do painel não foi confirmado, mas as especificações públicas apontam para uma variante de tecnologia IPS.
O tempo de resposta anunciado é 1 ms GtG, e o contraste estático aparece em 2.000:1, algo acima do IPS convencional e que sugere um painel IPS Black ou tecnologia similar. A certificação VESA DisplayHDR 400 está presente, o que indica suporte HDR básico, sem dimming local. Importante: rodar 1080p num painel 1440p não permite integer scaling, então a qualidade da imagem tende a ficar prejudicada nesse modo. Também é incerto como um modo a 1.000 Hz se alinha com um tempo de resposta de 1 ms na prática.
Já houve outros anúncios de monitores a 1.000 Hz, por exemplo a AntGamer apresentou um modelo de 25 polegadas, 1080p e TN. Para a maior parte dos jogadores, uma taxa tão alta provavelmente não traz ganhos perceptíveis de latência; para profissionais de esports pode haver vantagem. A clareza de movimento depende da resposta real do painel e, como esses monitores parecem ser LCD, é provável que não entreguem todos os benefícios que um OLED instantâneo poderia oferecer. Você acha que 1.000 Hz vale a pena para o seu jogo?
Um canal independente publicou resultados de burn-in em um monitor OLED após 21 meses de uso intenso. O aparelho testado foi o modelo MPG321URX, da MSI, um 32” 4K com painel QD-OLED fornecido pela Samsung. O experimento foi feito como pior caso: oito horas por dia com muito conteúdo estático, cerca de 60 horas por semana, somando mais de 5.000 horas. O uso foi feito no Windows em modo claro, com a barra de tarefas escura. O ciclo de compensação da MSI foi rodado só no fim do dia, e não a cada quatro horas, para simular uso sem cuidados extras.
Os resultados mostram pouca degradação após 21 meses. A maior parte do burn-in surgiu nos primeiros seis meses; depois, o avanço ficou bem mais lento. O problema aparece principalmente em cinza uniforme, com uma linha divisória no centro por causa do uso com duas janelas, e uma leve sombra na área da barra de tarefas. Isso quase não aparece durante jogos ou vídeos. Entre os três subpixels, o verde foi o mais afetado. O balanço de cor mudou no primeiro ano e estabilizou depois. O brilho full-screen caiu de 243 para 238 nits, perda de cerca de 2%, dificilmente perceptível.
Conclusão: mesmo em uso extremo, um painel QD-OLED pode durar pelo menos três anos antes do burn-in virar um problema. Com uso misto ou menos horas diárias esse período tende a aumentar. Um aviso: esse teste usou o painel QD-OLED da Samsung; painéis WOLED de outras fabricantes podem ter comportamento diferente. E você, trocaria seu monitor por um OLED depois de ler isso?