#Mouses
A Logitech ainda faz uma parte bem “raiz” do design de mouse: os primeiros protótipos físicos podem nascer na mão, esculpidos em um material chamado de “madeira química”. Não é madeira de verdade. É um bloco sintético que lembra madeira no corte e no lixamento, bom para criar formas rápidas.
A ideia é simples: antes de fechar o visual no computador e antes de pensar em molde de produção, a equipe precisa sentir o formato de verdade. Pegada, altura, curva do dorso, largura, encaixe do polegar e até onde os botões caem no dedo mudam tudo, principalmente em mouses da linha Logitech G.
Esses modelos feitos na mão ajudam a testar e ajustar detalhes em minutos, sem depender de um protótipo caro e demorado. Depois disso, o projeto segue para versões mais refinadas, com medidas finais, cliques, peso e acabamento.
No fim, é uma forma de garantir que o mouse não seja só bonito na tela: ele precisa “encaixar” na mão antes de virar um produto gamer de verdade.
O Pulsar X2 CrazyLight é um mouse ultraleve pensado para jogadores de FPS. Ele pesa perto de 39–42 g, tem sensor XS-1 com até 32.000 DPI e polling de até 8 kHz. A construção passa sensação premium: botões satisfatórios, pés PTFE que deslizam bem e um design simples sem RGB. O preço fica em torno de R$ 700 a R$ 820, o que o coloca na faixa alta dos mouses ultraleves.
O formato tem uma leve curvatura que favorece grip de garra, e isso é confortável mesmo para quem costuma usar uma pegada mista. A bateria, porém, não é das melhores: dura apenas alguns dias com uso intenso a 1.000 Hz. As funções são básicas — liga/desliga, botão DPI na base, carregamento USB-C e software local — o que é normal para um modelo focado em performance.
O ponto fraco apareceu no modo wireless 2.4 GHz: nos testes o rastreamento perde um pouco da consistência que tem no cabo. Na prática muitos jogadores não vão notar diferença, mas quem joga em alto nível pode preferir um mouse com tracking sem oscilações no wireless. No fim, é um ótimo mouse para quem busca leveza e conforto, mas vale pesar a questão do rastreamento sem fio antes de comprar.
A Be Quiet! anunciou dois mouses gamers pensados para competição: Dark Perk Ergo e Dark Perk Sym. Ambos pesam 55 g, têm até 110 horas de bateria (medidas a 1000 Hz), polling de 8.000 Hz mesmo no modo sem fio e sensor com até 32.000 DPI. A versão Sym tem formato simétrico; a Ergo é ergonômica e promete fácil pegada. Eles chegam em 3 de fevereiro com preço sugerido de cerca de R$550.
Na parte interna, os modelos usam switches ópticos Omron D2FP-FN2 e o sensor PixArt PAW3950. A configuração é feita por um app web que roda no Windows, iOS e até no Linux via navegadores Chromium, sem instalar software. Em ficha técnica parecem sólidos, mas não há recursos realmente inovadores que se destaquem pelo preço.
Concorrentes diretos podem pesar menos ou custar parecido: há opções por cerca de R$500 que são mais leves e com menos autonomia, e alternativas por aproximadamente R$650 que oferecem DPI ainda maior e autonomia diferente. No fim, o que vai definir o sucesso é o conforto e a sensação ao usar, algo que só se avalia na prática. Quem busca uma opção equilibrada deve esperar por reviews e testes práticos antes de decidir.
Se você usa periféricos Logitech no macOS e percebeu que o app de configuração parou de funcionar, saiba o motivo: o certificado de desenvolvedor do software expirou em 6 de janeiro de 2026. Esse vencimento impediu que o app abrisse ou se atualizasse, deixando alguns mouses sem responder. O certificado havia sido renovado em 5 de janeiro de 2021.
A atualização automática não funcionou porque o próprio atualizador foi afetado pela expiração. Para corrigir, a Logitech publicou um instalador manual no suporte da empresa; é preciso baixar e executar essa correção no macOS. A fabricante recomenda não desinstalar o app antes de aplicar a correção, pois isso pode apagar perfis, macros e outras configurações. As versões afetadas incluem Options+ e Logitech G Hub.
O problema também reativou discussões antigas sobre estabilidade do software. Usuários compartilharam soluções temporárias em fóruns e alguns disseram que vão testar programas de terceiros ou trocar de marca por causa do transtorno. A situação mostrou como uma falha em certificação pode afetar muitas pessoas ao mesmo tempo.
A correção já está disponível, mas quem depende do app deve aplicar a atualização manualmente. Mantenha sempre um backup das configurações e verifique o suporte da fabricante quando houver falha nas atualizações automáticas.
A Asus e a Kojima Productions anunciaram uma coleção em parceria na CES 2026. A linha reúne headset ROG Delta II, mouse Keris II, mouse mat Scabbard II, uma case inspirada em Death Stranding e o ROG Flow Z13, tudo em branco e dourado. A estética é centrada no personagem Ludens, com artes do artista Yoji Shinkawa. Shinkawa diz que quis criar um gadget que pareça pertencer a Ludens e preservar a essência do personagem.
O visual é bem caprichado e a frase que mistura os slogans das duas marcas — ‘for Ludens who dare’ — aparece em todos os itens: topo do headset, lateral do mouse, borda do Flow Z13, base da case e centro do mouse mat. A case tem estilo de entrega como em Death Stranding e o dourado dá ar de luxo. São detalhes pensados para fãs e colecionadores.
Não há preço oficial para a coleção, mas a previsão é de lançamento no primeiro trimestre. O Flow Z13 é o principal item da linha e a versão padrão com AI Max 390 custa cerca de R$10.000, então a parceria deve ficar cara. Testes anteriores mostram que o Flow Z13 tem boa CPU, mas a GPU deixa a desejar para o valor pedido. Para quem quer jogar com melhor desempenho, modelos como Zephyrus, Strix G16 ou o ROG Ally podem ser opções mais adequadas. Se o preço pesar, sempre há a alternativa de usar adesivos e pintura dourada.
Há algo curioso na ideia de símbolos de copyright usados em jogos. No Dragon Ball Z Budokai 3, ver ® ou ™ ao lado do nome de cada personagem é desnecessário para fãs, mas a discussão é divertida.
Porém a história mais maluca envolve drivers do Windows e um mouse da Microsoft lançado em 2006: o Microsoft Wireless Notebook Presenter Mouse 8000, pensado para apresentações, com botões para avançar slides e ajustar volume.
O dado curioso é que, nos drivers Bluetooth do Windows, o nome do mouse às vezes aparecia como texto simples bizarro: Microsoft AE Wireless Notebook Presenter Mouse 8000, com o símbolo ® codificado de forma antiga.
Isso aconteceu porque o encoding não usava UTF-8; era Windows-1252, então o símbolo ficou estranho. O engenheiro Raymond Chen explicou a situação e mencionou uma tabela no driver que corrige o nome para o correto.
É um exemplo simples de como um erro pequeno pode trazer dor de cabeça nos sistemas mais simples. Já viu outro bug assim envolvendo nomes ou símbolos de hardware?