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A NVIDIA aproveitou a CES 2026 para trazer várias novidades ao GeForce NOW. O serviço ganhou app beta nativo para Linux, versão para dispositivos Amazon Fire TV, suporte a controles de voo HOTAS e uma opção de login único. A empresa também confirmou que seis jogos chegam ao streaming esta semana, além de títulos maiores a caminho.
O app beta para Linux começa pelo Ubuntu 24.04 e versões posteriores. Com a renderização na nuvem, jogadores de Linux podem usar ray tracing, NVIDIA DLSS e outros recursos RTX sem precisar de uma placa potente. No Brasil, o serviço GeForce NOW Powered by ABYA promete streaming em até 4K para quem tiver conexão compatível.
O app para Fire TV transforma a TV em ponto de acesso para jogos na nuvem, sem precisar de console ou PC. E o suporte a HOTAS permite conectar manche e acelerador de marcas como Thrustmaster e Logitech, com perfis personalizados. Em jogos compatíveis, o NVIDIA Reflex ajuda a manter baixa latência, ideal para simuladores e combates aéreos.
Entre os jogos confirmados estão 007 First Light, Resident Evil Requiem — onde você pode jogar como Graça ou como Leon — Crimson Desert, Active Matter e Pathologic 3. A integração com Battle.net já funciona como login único, e a chegada do Gaijin.net vai facilitar ainda mais o acesso. O resultado é mais opções para jogar quando, como e onde quiser.
Em um Q&A, o CEO da Nvidia disse que a empresa pode levar tecnologias de IA das GPUs mais novas para modelos antigos. A ideia é tentar mitigar a crise de memória e a falta de peças, dando mais fôlego a placas como a RTX 3060. Ele afirmou que isso é possível e que vai analisar a proposta, mas não fez um compromisso definitivo.
Essas tecnologias incluem recursos como DLSS, que renderiza em resolução menor e usa IA para aumentar a imagem, e geração de frames, que cria imagens intermediárias para deixar a jogabilidade mais suave. Recursos como a Multi Frame Generation (MFG) já adicionam frames “falsos” — inicialmente três por cada frame real e agora com possibilidade de até seis —, mas por enquanto estão disponíveis só nas GPUs mais recentes. Parte desses ganhos depende de componentes específicos no chip, então adaptar tudo para modelos antigos exigiria trabalho de engenharia e talvez não seja totalmente viável.
É uma resposta meio vaga, mas mostra que a ideia está na mira da Nvidia. Se for viável, pode ser uma boa notícia para quem tem uma placa da série 30: menos pressão para trocar hardware e ganho de desempenho por software. Ainda assim, é um alívio pequeno num momento em que o mercado de hardware está apertado por causa da demanda por IA.
A Nvidia mostrou a G-Sync Pulsar, uma técnica de estroboscópio na retroiluminação que é sincronizada com a taxa de atualização e reduz o desfoque de movimento de forma impressionante. Em uma demonstração ao vivo, personagens e textos em movimento ficaram muito mais nítidos do que em monitores normais, fazendo cenas rápidas parecerem quase estáticas para os olhos.
A solução combate o chamado “motion hold”: quando a luz de fundo fica sempre ligada, cada frame permanece visível até o próximo e a imagem fica borrada. A Pulsar faz um strobe rolante que acende a retroiluminação pouco antes da varredura chegar à parte seguinte do painel, e ajusta esse pulso conforme a taxa de atualização. O resultado é até quatro vezes mais clareza em movimento, sem perder a variação de taxa (VRR).
Nos testes foram usados jogos como Overwatch 2 e Anno 117: Pax Romana para mostrar como ícones e textos se mantêm legíveis ao mover a câmera. Há limitações: o recurso exige backlights IPS rápidos aprovados pela Nvidia, um chip escalador específico e não funciona em telas OLED. Os primeiros modelos chegam a partir de 6 de janeiro, com o modelo mais barato da primeira leva custando aproximadamente R$ 3.000 lá fora.
Para quem joga, a Pulsar promete uma nitidez em movimento que pode mudar escolhas entre um painel IPS muito rápido ou um OLED com melhor contraste. Depois de ver a demo, a diferença fica difícil de ignorar.
Um vazamento nas redes afirma que a Nvidia pode voltar a fabricar a RTX 3060 no primeiro trimestre de 2026. A notícia é por enquanto rumor, mas vem de um vazador com histórico de acertos, então ganhou alguma credibilidade. A volta da placa aparece como resposta à falta de memória DRAM que está apertando o mercado.
Faz sentido do ponto de vista industrial. As placas da nova geração usam GDDR7 e são fabricadas em um nó que também produz aceleradores de IA. A RTX 3060 usa GDDR6 e foi feita em um processo diferente. Reativar a produção da 3060 reduziria a demanda por memórias mais recentes e liberaria capacidade de fabricação para chips de IA.
A 3060 existe em versões de 8 GB e 12 GB; trazer a versão de 12 GB seria ótimo para quem joga. Mesmo assim, a decisão tem um lado ruim: mostra que a empresa pode priorizar chips de IA em vez de focar em GPUs para games. No curto prazo pode ajudar a encontrar placas mais baratas, mas é um sinal preocupante sobre as prioridades da indústria e sobre como 2026 pode ser difícil para jogadores de PC.
Mesmo que a produção volte, a reposição de estoques pode levar meses, então qualquer queda de preço deve demorar. Vale acompanhar os anúncios oficiais nas próximas semanas.
A Nvidia revelou o DLSS 4.5, prometendo rodar jogos com path tracing em 4K a 240 Hz usando inteligência artificial. A novidade junta um modelo transformer de segunda geração com Multi Frame Generation ampliado para tentar entregar fluidez acima de 240 Hz em jogos muito pesados.
Multi Frame Generation (MFG) agora pode inserir até cinco frames extra entre cada frame renderizado, chegando a 6x de frame gen. O novo modelo usa mais poder de processamento e um conjunto de treino maior para reduzir ghosting, cintilação e melhorar a estabilidade temporal e as bordas. A técnica mistura interpolação, fluxo óptico e geração de imagem por IA.
O recurso de MFG exige GPUs da série RTX 50 (arquitetura Blackwell) para alcançar esses níveis. Ainda que gere frames, você precisa de uma taxa de entrada alta — idealmente 60 fps ou mais — e baixa latência no PC, ou os ganhos desaparecem e surgem artefatos. Em demonstrações, uma RTX 5090 rodou Black Myth Wukong em 4K a 246 fps com 6x MFG e 53 ms de latência.
A Nvidia vai lançar o Dynamic MFG no app, que ajusta automaticamente a geração para mirar a taxa do monitor ou um nível fixo. O DLSS 4.5 Super Resolution não fica restrito à série RTX 50: qualquer GPU RTX deve receber o novo modelo, e a empresa afirma que mais de 400 jogos terão suporte no lançamento. Resta ver na prática se os jogadores vão ativar essa geração agressiva de frames.
A Nvidia atualizou o G-Sync Pulsar, a tecnologia de redução de motion blur que foi mostrada pela primeira vez no CES há dois anos. Agora já existem monitores compatíveis com a novidade. A versão original fazia strobing na luz de fundo inteira para encurtar o tempo em que um quadro fica visível; a nova versão traz mudanças que prometem reduzir ainda mais o desfoque percebido sem aumentar muito o cintilar.
Percepção de motion blur acontece quando nossos olhos mantêm o quadro anterior ou quando os pixels mudam devagar. Pulsar usa strobing parecido com o Ultra-Low Motion Blur, mas adaptado a taxas de atualização variáveis. A grande mudança é que a nova técnica não estrobe toda a luz de fundo: ela faz pulsos apenas numa faixa horizontal à frente do ponto de varredura do painel. São até dez faixas de luz que formam uma onda, piscando pouco antes das linhas do painel mudarem de imagem.
No papel, isso faz com que cada quadro fique visível por cerca de 25% do tempo, o que a Nvidia descreve como quatro vezes menos tempo de retenção do objeto e quatro vezes mais clareza de movimento efetiva. A tecnologia é voltada para jogadores competitivos: os primeiros painéis anunciados são IPS de 27 polegadas, 1440p e 360 Hz de marcas como Acer, AOC, Asus e MSI. Será interessante ver como um 360 Hz com Pulsar se compara a monitores com taxas maiores sem esse tipo de strobing.
A Nvidia restabeleceu o suporte a aplicações CUDA de 32 bits nas placas GeForce RTX 50 com o driver 591.44. A mudança corrige um problema que fazia efeitos PhysX de 32 bits serem processados apenas pela CPU ou simplesmente desativados, prejudicando a jogabilidade em vários títulos antigos.
O suporte retornou apenas para uma lista específica de jogos. Os títulos atendidos são:
- Alice: Madness Returns
- Assassin’s Creed IV: Black Flag
- Batman: Arkham City
- Batman: Arkham Origins
- Borderlands 2
- Mafia II
- Metro 2033
- Metro: Last Light
- Mirror’s Edge
Batman: Arkham Asylum deve receber a correção no começo de 2026. Para os jogos que não entraram na lista, a alternativa é usar uma segunda placa da Nvidia mais antiga e forçar o PhysX nessa GPU, ou aceitar quedas e microtravas ao manter os efeitos PhysX ativos na RTX 50.
Nos testes, Borderlands 2 voltou a mostrar as opções de PhysX com o novo driver, mas a diferença visual é pequena e o jogo costuma rodar mais fluido sem PhysX. Já Batman: Arkham City ganha em aparência com PhysX em alta, e o driver 591.44 elimina as gagueiras que surgiam nas RTX 50 — mesmo assim, pode haver perda de desempenho dependendo da placa. Vai atualizar o driver para recuperar o PhysX nos seus jogos?
A NVIDIA lançou hoje um novo driver GeForce Game Ready que melhora o desempenho em Battlefield 6 e prepara os PCs para a atualização Winter Offensive, que chega em 9 de dezembro. O driver já pode ser instalado pelo app da NVIDIA ou no site da GeForce.
A NVIDIA também adicionou suporte ao PhysX de 32 bits acelerado por GPU nas GPUs GeForce RTX Série 50. Essas placas perderam a aceleração de efeitos PhysX quando o suporte a 32 bits para CUDA foi descontinuado, e o novo driver traz compatibilidade personalizada para os jogos PhysX mais jogados, restaurando a aceleração por GPU nessas placas.
Em Battlefield 6, o driver amplia o uso de DLSS 4 com Multi Frame Generation, DLSS Frame Generation, DLSS Super Resolution, DLAA e NVIDIA Reflex. Em 4K no Ultra, o DLSS 4 com Multi Frame Generation e o DLSS Super Resolution podem multiplicar as taxas de quadros em cerca de 3,8 vezes, permitindo jogabilidade de até 460 FPS em desktops e 310 FPS em notebooks com a GeForce RTX Série 50. A atualização Winter Offensive inclui novo mapa, modo e arma, o evento Ice Lock e o novo machado de escalada no gelo.
O driver também é recomendado para quem joga Call of Duty: Black Ops 7, com melhorias na reconstrução de raios do DLSS. Vai atualizar e testar no seu PC hoje?
A Nvidia virou o rosto visível da corrida pela inteligência artificial. O crescimento da empresa nos últimos anos foi enorme e chamou muita atenção. O CEO da IBM, Arvind Krishna, em entrevista, afirma que, mesmo quando uma empresa ganha muito dinheiro com poucos produtos, ainda é possível que o seu líder provoque uma nova ruptura. Ele não aposta contra a capacidade de Jensen Huang de se reinventar e levar a Nvidia a outro nível. O comentário vem no contexto de dúvidas sobre uma possível bolha em IA.
Hoje a Nvidia domina parte importante da infraestrutura de IA com chips como o H100, muito procurados por grandes centros de dados. Esse papel fez o valor de mercado da empresa chegar a cifras gigantescas, equivalentes a cerca de R$25 trilhões, e as receitas recentes chegam perto de R$285 bilhões. O preço por ação saiu de cerca de R$15 a R$20 em 2019 para algo em torno de R$900 agora. Mesmo assim, outras empresas e investidores também fazem grandes apostas no setor.
Krishna não chama isso de bolha, mas diz que parte do capital pode não ter retorno, especialmente o dinheiro tomado como dívida. Ele compara o movimento ao boom das fibras ópticas, em que poucos ataques se tornaram vencedores. Muitas empresas, como a OpenAI, a Meta, a Anthropic, a Google, a Amazon e a IBM, disputam espaço em modelos de linguagem, e a Nvidia pode acabar fornecendo a infraestrutura que todos usam. O que você acha: a Nvidia vai se reinventar ou a bolha vai pegar o mercado?
Uma startup chinesa fundada por um ex-engenheiro do Google, a Zhonghao Xinying, afirma ter criado um chip de IA muito eficiente. O chip Ghana é apontado como 1,5 vezes mais rápido que a A100 da Nvidia e consome 75% menos energia. A empresa diz atingir esses números usando um processo de fabricação doméstico mais antigo e bem mais barato. Ao mesmo tempo, o Google, que fabrica TPUs desde 2017, avalia vender esses chips diretamente a clientes em vez de só alugar.
Isso pode mudar a forma como o mercado compra poder de processamento. Os TPUs são ASICs, chips feitos para tarefas específicas de IA, mais parecidos com o que aconteceu na mineração de bitcoin quando ASICs substituíram GPUs. Se uma parte grande da demanda de IA migrar para esses chips especializados, a pressão por GPUs avançadas para data centers pode cair. Hoje a Nvidia costuma cobrar cerca de R$225.000 a R$250.000 por um B200, e esse preço alto leva empresas a buscar alternativas. Menos demanda por GPUs de uso geral pode aliviar a escassez e, no longo prazo, reduzir o preço das placas de vídeo para jogadores.
Nem tudo é simples: mudar de plataforma implica adaptar software, treinar equipes e pagar custos no curto prazo. Mesmo assim, o ganho de eficiência e o corte de despesas podem convencer empresas a migrar. Se isso acontecer de verdade, pode ser um alívio para o mercado gamer. Você acha que isso vai tornar as placas de vídeo mais acessíveis?
Um leaker nas redes sociais afirmou que a Nvidia pode parar de enviar a VRAM junto com o chip das GPUs. Até agora, a Nvidia costumava fornecer o GPU e a memória para as parceiras que montam placas, o que facilitava manter tudo dentro das especificações. Se a mudança acontecer, as fabricantes de placas terão de comprar a memória de vídeo diretamente de gigantes como a Micron ou a Samsung, em um momento em que a oferta de memória está apertada devido à demanda por data centers e projetos de inteligência artificial.
Isso pode ser um golpe duro para marcas menores que não têm acordos fortes com fabricantes de memória. Empresas grandes, como a MSI e a Gigabyte, têm mais poder para negociar. Marcas menores, como a Inno3D e a Gainward, podem ter dificuldade para garantir chips de VRAM e ter problemas para continuar vendendo. Para os consumidores, o efeito provável é preços mais altos ou menos disponibilidade. Vendedores já comentam que, quando o estoque atual acabar, os preços podem subir para refletir o custo maior das peças.
Ainda é um rumor e não é preciso correr para comprar uma placa agora. Mesmo se a ideia for confirmada, os preços não vão aumentar por todo o mercado de uma hora para outra. No longo prazo, porém, a tendência pode ser de preços mais altos ou menos opções. Fique de olho nas ofertas e no estoque das lojas antes de decidir. Você vai aproveitar para comprar uma GPU agora ou prefere esperar para ver como a situação se desenrola?