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Donos do processador Ryzen 7 9800X3D têm relatado que o chip parou de funcionar em PCs com soquete AM5. Muitos usuários dizem que o sistema apresentou falhas e, em casos graves, o computador não voltou a ligar. Os primeiros relatos vieram de placas-mãe ASRock, mas problemas também surgiram em modelos de outras marcas.
A ASRock começou minimizando a questão, mas depois admitiu que certas versões do BIOS permitiam que a CPU recebesse mais corrente do que o recomendado em situações específicas. A AMD afirmou que algumas BIOS de fabricantes não seguem os valores que ela recomenda. Como há ocorrências em placas da Asus, MSI e Gigabyte, não dá para apontar um único culpado sem uma investigação completa.
A Asus publicou que abriu uma revisão interna e está realizando checagens de compatibilidade e desempenho em parceria com a AMD. A empresa pede que os usuários atualizem o BIOS das placas AMD 800 para a versão mais recente via EZ Flash ou BIOS Flashback e oferece um FAQ técnico; quem teve problemas deve procurar o suporte. Ainda assim, muitos consumidores estão apreensivos por casos mal resolvidos no passado.
Fica em aberto se a solução será só atualizar BIOS ou se será preciso liberar atualizações de microcode para limitar corrente e proteger os chips, como já ocorreu com processadores de outra marca. Enquanto as investigações seguem, donos de CPUs X3D devem manter o BIOS atualizado e acompanhar as orientações oficiais.
A Framework anunciou novo aumento nos preços da memória para suas placas e mainboards de desktop. A empresa afirma que os preços dos chips continuam subindo rapidamente. Os chips de 128 Gbit foram os mais afetados, o que pressiona especialmente as opções de 128 GB. No fim do ano passado a empresa já havia aumentado valores da memória para notebooks em cerca de 50%.
Por exemplo, a versão de 32 GB do mainboard com Ryzen AI Max 385 passou de cerca de R$4.150 para cerca de R$4.360. A opção de 64 GB subiu de aproximadamente R$6.760 para R$6.960. A maior alta foi na versão de 128 GB: saiu de perto de R$8.840 e agora custa cerca de R$11.230. Para notebooks, um kit de 16 GB fica em torno de R$830 e 32 GB em torno de R$1.660.
A empresa diz que vai honrar os preços de quem já fez pré-compra e que limitou os aumentos ao necessário, usando custo médio ponderado do estoque para lidar com a volatilidade. Ainda assim, a previsão para o mercado de memória em 2026 é pessimista e pode haver mais reajustes nos próximos meses. Para quem pretende montar ou ampliar máquinas, vale planejar com cuidado e ficar de olho nas opções antes do próximo aumento.
Jogadores de Valorant com placas-mãe Asus, Gigabyte, MSI ou ASRock precisam atualizar a BIOS para continuar jogando. Foi descoberta uma falha crítica que permite trapaceiros contornar checagens de segurança baseadas em hardware e injetar código antes que o anti-cheat Vanguard seja acionado.
O jogo usa o IOMMU para verificar os dispositivos de memória e bloquear periféricos não autorizados. Nas firmwares existe a Proteção DMA antes do boot, que depende do IOMMU. Em alguns firmwares, essa proteção parecia ativa, mas não inicializava corretamente durante o boot. Isso possibilita que um dispositivo malicioso acesse a memória do sistema antes do resto do software começar, tornando incerta a integridade do sistema operacional quando carrega.
Quem tentar jogar sem as atualizações receberá uma mensagem VAN: Restriction e ficará impedido de entrar. Os fabricantes já liberaram atualizações e avisos de segurança com CVEs relacionados. Verifique a página de suporte da sua placa-mãe e atualize a BIOS seguindo as instruções do fabricante. Atualizar o firmware não é divertido, mas é essencial para evitar bloqueios e reduzir o número de trapaceiros que exploram essa brecha.
Para atualizar com segurança, descubra o modelo da sua placa-mãe no manual ou no sistema, baixe o firmware oficial do site do fabricante e siga o passo a passo. Faça backup dos seus arquivos antes e, se não souber, peça ajuda. A falha exige acesso local para ser explorada, mas atualizar a BIOS é a maneira mais rápida de evitar ser bloqueado e ajudar a reduzir o número de trapaceiros.
A Asus avisou que muitas placas-mãe com chipsets Intel têm uma falha que pode permitir acesso à memória RAM do PC. A vulnerabilidade foi classificada como gravidade 7, mas exige acesso local à placa para ser explorada, o que reduz o risco remoto, mas ainda é sério para quem tem o equipamento exposto.
O problema está ligado ao IOMMU e a como a placa trata dispositivos PCIe durante a inicialização. As proteções de acesso direto à memória (DMA) não são ativadas totalmente até o sistema operacional assumir, criando uma janela no boot em que um dispositivo PCIe pode ler ou escrever na RAM.
Estão na lista placas com os chipsets Z490, W480, B460, H410, Z590, B560, H510, Z690, B660, W680, Z790, B760 e W790 — basicamente quase todas as placas Intel recentes, exceto as mais novas para Arrow Lake e algumas plataformas muito antigas.
A Asus recomenda atualizar a BIOS para a versão indicada no site oficial e, na configuração do BIOS, ativar IOMMU DMA Protection em ‘Enable with Full Protection’. Evite usar placas ou dispositivos PCIe desconhecidos sem certificação de segurança. Verifique regularmente se há atualizações de firmware e, enquanto tudo não estiver corrigido, não deixe pessoas testarem placas estranhas no seu PC.