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A Razer lançou o Synapse Web, uma versão beta que roda em navegadores baseados no Chromium. Por enquanto a compatibilidade é bem limitada: só três teclados são suportados — Razer Huntsman V3 Pro, Razer Huntsman V3 Pro Mini e Razer Huntsman V3 Pro 8 kHz. Em testes iniciais o app web não reconheceu meu Huntsman V3 Pro: instalei o firmware com o atualizador separado e o teclado funcionou no Synapse local, mas o Synapse Web exibiu a mensagem ‘no compatible devices found’. Pode ser um problema do beta ou da configuração do meu PC.
Quando ficar mais estável e ganhar mais dispositivos, será ótimo para quem não quer ter vários programas locais. Não é só sobre uso de memória — o Synapse local consumiu menos de 270 MB em repouso e cerca de 600 MB quando aberto em uma máquina com 32 GB de RAM — mas ter vários apps de periféricos rodando ao mesmo tempo é incômodo. No meu teste o navegador usou apenas 111 MB sem o dispositivo carregado. A expectativa é que a versão web use menos memória mesmo com tudo funcionando e que seja mais prático sair do app local quando não precisar.
No Linux isso pode facilitar o gerenciamento sem depender de drivers de terceiros, embora seja necessário ajustar permissões do navegador via WebHID em algumas distribuições. O lado ruim é depender de internet e dos servidores; por isso é bom ter a opção local e a online. No geral é um passo na direção certa: em 2026 é ruim quando um periférico não tem opção de configuração pelo navegador. Mais fabricantes deveriam apostar nisso.
O Razer Thunderbolt 5 Dock é um hub completo com RGB e até um slot interno para SSD. Ele oferece várias portas Thunderbolt 5, USB, leitor de cartões e saída de rede, tudo num corpo relativamente compacto. O preço é alto: custa cerca de R$2.000 a R$2.500 dependendo da conversão, e você ainda vai precisar de um SSD M.2 e possivelmente de um cabo mais longo.
Na prática ele traz 1 porta upstream Thunderbolt 5 com 140 W de entrega de energia, três portas downstream TB5 (80 Gbps), uma USB-C 3.2 Gen2 (10 Gbps), duas USB-A 3.2 Gen2 (10 Gbps), leitor SD UHS-II, Ethernet gigabit e conector de áudio. O slot M.2 aceita PCIe 4.0 x4 e até 8 TB. Thunderbolt 5 usa um modo de Bandwidth Boost que redistribui a largura de banda; o padrão opera em 80/80 Gbps, mas pode virar 120/40 Gbps quando há muito tráfego de vídeo.
Nos testes o SSD Solidigm P44 Pro entregou altas taxas e transferiu 147 GB do Baldur’s Gate 3 em 2:38 via o slot M.2. O dock funciona bem por USB4, mas em portas USB 3.2 o NVMe não aparece. O adaptador de 250 W é grande e o ventilador do dock é ativo e barulhento; o cabo incluso tem só 80 cm e cabos longos custam caro. Há concorrentes com mais portas e sem armazenamento onboard, como o CalDigit TS5 Plus. Em resumo: ótimo se você tem Thunderbolt 5 e quer velocidade e SSD interno, mas o preço, o ruído e a necessidade de hardware compatível afastam quem só precisa de mais entradas.
A Razer está investindo pesado em inteligência artificial. Depois de abrir três centros globais de IA em 2025, a empresa mostrou no começo de 2026 o Project Motoko — uma ideia parecida com óculos de IA, mas em forma de headset — e o Project Ava, um assistente holográfico para desktop. Em entrevista com o CEO durante a CES, ele explicou que a empresa decide por projetos que considera legais e que os próprios funcionários querem usar.
Sobre a ideia de uma ‘waifu’ holográfica, o CEO afirmou que é um sonho de ficção científica para muitos jogadores e que a comunidade tende a gostar. Ele reconheceu que pode haver risco de relações pouco saudáveis entre usuários e avatares, mas disse que esse não é o caminho que a empresa pretende seguir. A Razer já está aceitando reservas e planeja lançar o produto em algum momento.
O Project Ava evoluiu de um aplicativo que dava dicas de jogo para um dispositivo mais completo e agora usa Grok, o assistente da xAI. Com a polêmica em torno de imagens deepfake geradas por modelos, a confiança na parceria foi questionada; o CEO preferiu não comentar muito sobre isso e disse que está focado em escolher o melhor modelo conversacional. A empresa também trabalha em ferramentas de QA com IA para desenvolvedores e acredita que, mesmo com muito conteúdo gerado automaticamente, haverá espaço para arte e design de qualidade.
A Razer apresentou a Iskur V2 Newgen na CES 2026. É uma evolução direta da Iskur V2, pensada para quem procura uma cadeira mais fresca e confortável. O revestimento é o couro Gen 2 EPU com tecnologia ‘cooltouch’, que promete maior respirabilidade. O assento usa espuma cold-cure de dupla densidade para reduzir a sensação de calor.
O suporte lombar ganhou o nome Hyperflex e tem ajuste amplo para acomodar a coluna. A cadeira permite giro de 360 graus, vem com almofada de cabeça em espuma de memória e mantém a reclinação de 152 graus do modelo anterior. A ideia foi melhorar o conforto sem mudar radicalmente o design.
Isso não é a primeira aposta da empresa em resfriamento: em eventos recentes a marca mostrou protótipos com sistemas de aquecimento e resfriamento e ventilação sem hélice. A Newgen segue essa linha prática, focando em materiais e espumas que reduzam o acúmulo de calor durante longas sessões de uso.
Ainda não há preço ou data oficial. Modelos anteriores custavam por volta de R$4.000, então a expectativa é algo nessa faixa. A Newgen faz parte de uma leva maior de anúncios da Razer na CES, entre teasers de cadeiras com alto-falantes e efeitos hápticos e novos periféricos. Para quem não tem a V2, a Newgen pode valer a compra se o preço for competitivo.
A Razer revelou no CES 2026 o Project Motoko, um protótipo de fone gamer com um chip Snapdragon e recursos de visão computacional por IA. O aparelho traz duas câmeras 3K a 60 fps nas laterais e promete analisar o que está à sua frente para oferecer informações em tempo real — desde identificar objetos até responder perguntas como um chatbot.
A visão em primeira pessoa permite gravar e transmitir gameplay, e a estabilização óptica deve reduzir tremidos. A Razer diz que o Motoko é compatível com plataformas de IA, o que abre funções como dicas contextuais para o jogo que você estiver jogando. Ainda não ficou claro como o fone identificaria o jogo automaticamente.
Não há informações sobre autonomia da bateria; parece ser mesmo um protótipo para mostrar ideias no evento. A Razer já apresentou outros gadgets experimentais antes, então pode ser só marketing ou o primeiro passo para um produto comercial se houver interesse do público.
Muitos jogadores podem preferir um fone tradicional confortável e usar o celular para funções extras. No fim, a ideia é curiosa e pode ser útil em streams e tutoriais, mas também tende a parecer estranha para uso público. Vai depender do preço, da bateria e de quão bem a IA realmente ajuda enquanto você joga.