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#Teclados

ROG Azoth 96 HE: o teclado da Asus que pode deixar você mais rápido — custa cerca de R$2.300
Asus

O ROG Azoth 96 HE é um teclado gamer topo de linha da Asus com layout 96% (num pad e cluster de navegação em formato compacto). Em vez de switches mecânicos tradicionais, ele usa switches Hall effect ROG HFX V2, com curso mais curto (3,5 mm), força de atuação menor (32 g) e ajuste do ponto de atuação em passos de 0,01 mm. O teclado é hot-swap, tem keycaps PBT doubleshot, tela OLED e um mostrador para ajustes rápidos. O preço sugerido é cerca de R$2.300.

As teclas são rápidas e suaves graças às hastes POM e ao novo desenho que reduz o wobble. Há bastante amortecimento interno e gaxetas para deixar o toque mais macio e sem ruídos de case. Em wireless ele oferece Bluetooth e 2.4 GHz com polling de 8000 Hz via receptor, e a bateria fica na casa das 40 horas em uso padrão; o modo Zone economiza energia mantendo WASD com alta taxa de resposta.

Para jogos, o Azoth 96 HE entrega precisão e personalização (incluindo ajuste fino pelo software web), o que ajuda em movimentos rápidos e tempos de reação. Porém, o preço é alto para o que oferece, e existem teclados HE com acabamento similar por menos. Se você busca performance e recursos premium e não liga muito para o valor, é uma ótima opção; se quer custo-benefício, procure alternativas mais baratas.

QPAD voltou: Flux 65 é o teclado 65% que pode superar a Keychron
QPAD

A QPAD voltou ao mercado com o Flux 65 Model 5, um teclado compacto de 65% que mistura recursos gamer e qualidade para entusiastas. Ele usa switches Hall effect Gateron dual-rail, é hot-swappable e vem com keycaps PBT double-shot. A iluminação é RGB por tecla, a conexão é USB-C com cabo destacável e o polling chega a 8.000 Hz. A estrutura é em plástico, mas sente-se sólida; o peso é de cerca de 720 g. No lançamento, o preço está em cerca de R$ 800 e, por enquanto, está disponível apenas no Reino Unido e na UE.

A digitação é o ponto forte: teclas firmes, estabilizadores bem acertados no espaço, Enter e Backspace, e um som levemente ‘clacky’ que muitos vão gostar. Os switches lineares parecem pré-lubrificados e acionam com pouca força, o que gera sensação rápida e suave. O teclado não tem uma fileira de funções nem numpad por ser 65%, mas mantém as setas e algumas teclas úteis no home row.

Nas jogadas, os recursos Hall effect fazem diferença: o software local permite ajustar acionamento por tecla e o Rapid Trigger, que deixa as entradas mais sensíveis — útil em jogos que exigem respostas rápidas. O software funciona bem, mas não é baseado em navegador. Falta Bluetooth, o que reduz a portabilidade. No geral, o Flux 65 entrega uma experiência premium e vale a pena para quem quer um compacto focado em digitação e desempenho.

Teclado 16 kHz? Conheça o Mchose Ace 68 Turbo — será tudo isso mesmo?
Mchose

O Mchose Ace 68 Turbo é um teclado gamer compacto de 68 teclas que chama atenção por oferecer um polling rate de 16 kHz, conseguido com um microcontrolador dual-core de 512 MHz. A promessa é reduzir a latência a níveis quase imperceptíveis, com ganho medido em cerca de 0,02 ms.

Ele usa switches magnéticos Mount Tai GT HE com sensor Hall. O toque é muito suave, sem solavancos no acionamento, e a resposta é precisa. Dá para ajustar o ponto de acionamento a partir de 0,1 mm pelo software (Mchose Hub ou interface web), mas é preciso aceitar termos em chinês e instalar driver e firmware para habilitar os 16 kHz. O teclado vem com cabo USB-C destacável e recomenda usar o cabo fornecido para garantir a velocidade.

O layout é compacto, sem teclas F e sem numpad, e o corpo é todo em alumínio, o que deixa o teclado bastante pesado para o tamanho: cerca de 1,36 kg. Há iluminação RGB, uma lightbar traseira, três perfis onboard, keycaps em perfil Cherry e uma roda multifunção. Ele é vendido em cores como Berry Red e, por ser fio, busca eliminar latência de transmissão sem fio. Custa cerca de R$700.

Na prática, o Ace 68 Turbo é ótimo para quem joga e quer o equipamento mais rápido e firme. Não é a melhor escolha para quem digita muito, mas oferece sensação premium, estabilidade na mesa e muita opção de ajuste. Se você quer velocidade e um teclado diferente, vale considerar.

Galleon 100 SD
Corsair

No CES 2026, a Corsair apresentou o Galleon 100 SD, um teclado mecânico que traz um Stream Deck integrado. Visualmente ele lembra outros modelos gamer: iluminação RGB, design compacto sem teclado numérico e recursos de alta performance, como taxa de polling de 8000 Hz e FlashTap SOCD.

O Galleon usa switches MLX Pulse Linear, que vêm pré-lubrificados e são hot-swappable, então é possível trocar por outros switches. A Corsair optou por esse caminho em vez de tecnologias como Hall effect ou TMR.

O grande diferencial é o deck embutido: duas encoders rotativas, uma pequena tela LCD e 12 teclas personalizáveis para macros, ações de jogo e atalhos de trabalho. A proposta é unir teclado e controle em uma peça só, mas vale lembrar que muitos usuários acabam não aproveitando tanto teclas extras quanto imaginam.

No Brasil, o preço sugerido equivale a cerca de R$1.900. Para comparação, um teclado gamer básico sai por cerca de R$550 e um Stream Deck XL por volta de R$1.100, o que mostra que a versão integrada fica um pouco mais cara. O visual e os controles giratórios chamam atenção, mas o valor pode afastar quem prefere montar o combo separadamente.

Se você faz streaming ou precisa de muitos atalhos no dia a dia, o Galleon pode simplificar a mesa e evitar cabos extras. Para quem só joga e não usa macros complexos, escolher um teclado tradicional e um deck separado costuma ser mais prático e econômico.

Corsair MAKR Pro 75 chega com switches magnéticos e vem pronto — será o 75% definitivo?
Corsair

A Corsair lançou o MAKR Pro 75, uma versão pronta do teclado 75% que traz switches magnéticos de efeito Hall. Diferente do modelo DIY, este já vem montado e com os switches inclusos, o que evita a montagem manual. O preço é alto, custando cerca de R$1.350, então não é uma opção barata para todos.

A construção é robusta: chassi resistente, placa FR4, montagem com gaskets e oito camadas de amortecimento sonoro para melhorar o timbre. O conjunto promete um som mais controlado e uma sensação sólida ao digitar. Há uma roda no canto superior direito que pode ser substituída por uma pequena tela de LED, e existe opção de módulo sem fio por um custo adicional.

Os switches Corsair MGX Hyperdrive são magnéticos e já vêm lubrificados de fábrica. A tecnologia de efeito Hall permite recursos como rapid trigger e a função que a marca chama de “FlashTap” para gerenciamento de entradas. O rapid tap deixa a tecla reativar no momento em que você começa a levantá-la, e também é possível ajustar o ponto de atuação das teclas para respostas mais rápidas, especialmente nas teclas de movimento.

Para quem quer um 75% com switches Hall sem precisar montar, é uma escolha atraente, principalmente por vir pronto e lubrificado. Ainda assim, o custo é elevado frente a outras alternativas, então vale avaliar se esses recursos compensam. A empresa também anunciou duas novas versões de um mouse bastante elogiado, reforçando a aposta em produtos premium.

Cherry TMR
Cherry

A Cherry anunciou dois teclados com switches TMR durante a CES. As novidades serão lançadas pela submarca Cherry XTRFY e prometem elevar a precisão e o desempenho dos periféricos da empresa. O modelo MX 8.2 Pro TMR é um teclado tenkeyless sem fio com troca de switches hot-swap, baixo consumo de energia e conectividade wireless de alta velocidade. Ele permite usar tanto switches magnéticos quanto mecânicos; com os MK Crystal Magnetic a entrada é linear e muito suave, com precisão de 0,01 mm e taxa de polling de até 8.000 Hz.

O MX 8.2 Pro TMR chega ao mercado em 29 de janeiro por cerca de R$ 1.300. A família vai ganhar em seguida o K5 Pro TMR, um 65% previsto para a primavera, que também terá os MK Crystal Magnetic e suporte a polling de até 8.000 Hz; o preço ainda não foi confirmado. Embora a tecnologia magnética não seja inédita — muitos periféricos já usam sensores Hall — o TMR entrega um nível maior de precisão, mas tende a ser mais caro. Há fabricantes que já oferecem teclados TMR no mercado, então a Cherry entra em um segmento que já tem alternativas.

Esses lançamentos chegam em um momento delicado para a Cherry: a empresa registrou uma perda próxima de R$ 120 milhões no fim do ano passado. Investir em teclados TMR pode ser uma forma de recuperar imagem e atrair quem busca performance, mas também é um movimento arriscado por ser mais caro. Ou seja, talvez a Cherry esteja optando por adaptar-se ao que já funciona no mercado em vez de seguir apenas soluções internas.

Teclado Cherry
Cherry

A Cherry registrou um prejuízo líquido de cerca de R$120 milhões entre janeiro e setembro de 2025, com receita total de aproximadamente R$426 milhões. Com isso, a empresa ficou com mais dívida do que patrimônio, o que deixou seu futuro incerto.

O maior risco recai sobre a divisão de periféricos. A Cherry está avaliando vender essa divisão — que reúne teclados e mouses — ou a divisão de Digital Health & Solutions. Em 2022, a Cherry havia comprado a Xtrfy para reforçar seu portfólio gamer. Agora, toda a área de periféricos pode ser vendida novamente.

A divisão de Componentes parece fora de risco imediato, então os famosos switches da Cherry continuam protegidos. Mesmo assim, a produção mudou. A fábrica de Auerbach, na Alemanha, vai virar um centro de serviço. A fabricação foi terceirizada para China e Eslováquia. A Cherry também perdeu vantagem competitiva depois que a patente dos switches expirou em 2014, e concorrentes passaram a oferecer alternativas com novidades como lubrificação de fábrica. A empresa demorou a investir em switches Hall, o que piorou sua posição num mercado gamer ainda fraco após a pandemia.

Se a divisão de periféricos for vendida, o novo dono provavelmente continuará a produzir teclados, mas não é certo se manterá os mesmos designs. Você vai esperar para ver quem compra a divisão ou pretende trocar seu teclado agora?