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Cinco sindicatos que representam empregados da Ubisoft na França convocaram uma greve internacional em resposta à reestruturação anunciada pela empresa e à exigência de retorno ao trabalho presencial.
A reestruturação inclui o cancelamento de seis jogos em desenvolvimento, entre eles o remake de Prince of Persia: The Sands of Time, atrasos, fechamento de vários estúdios e cortes de pessoal. A empresa determinou que todos os funcionários voltem ao escritório em regime integral e iniciou um processo para reduzir cerca de 200 vagas no escritório em Paris. Há também menções ao uso de ferramentas de IA entre as mudanças.
Os sindicatos dizem que a exigência de cinco dias presenciais trata os empregados como crianças e que decisões da gestão têm ignorado acordos locais sobre trabalho remoto. Por isso convocaram uma paralisação de três dias, prevista para 10, 11 e 12 de fevereiro, justamente no dia em que a Ubisoft deve divulgar seu relatório financeiro trimestral, em 12 de fevereiro. A adesão em estúdios fora da França é incerta, já que muitos não têm proteção sindical; um estúdio que havia se sindicalizado foi fechado recentemente, o que aumenta o risco para quem participar. Ainda não houve posicionamento público da empresa sobre a convocação nacional.
A Ubisoft anunciou que iniciou conversas para um acordo coletivo de desligamento voluntário que pode afetar até 200 funcionários em sua sede em Paris. A ação faz parte de uma reestruturação maior anunciada na semana passada, que incluiu cancelamentos de jogos e a possibilidade de fechar estúdios. A empresa afirma que a proposta é provisória e depende de um acordo com representantes dos trabalhadores e da validação das autoridades francesas.
O chamado Rupture Conventionnelle Collective é um mecanismo da legislação francesa que permite encerrar contratos de trabalho de forma negociada e voluntária. Ele determina limites para o número de cortes e exige que a empresa ofereça suporte e verbas rescisórias para os que aceitarem. A proposta vale apenas para empregados da Ubisoft International contratados na França.
Na sede de Paris trabalham cerca de 1.100 pessoas. Cortar 200 vagas representaria quase 20% do quadro. O risco é que, se a adesão ao programa voluntário for baixa, a empresa possa recorrer a demissões convencionais, como já ocorreu em outros estúdios, e até encerrar equipes inteiras — o que aumenta a incerteza para quem permanece.
Um sindicato reagiu ao anúncio e criticou o momento da proposta, afirmando que muitos empregados podem sentir-se pressionados a aceitar. Para quem trabalha na indústria, a notícia reforça um clima de incerteza sobre empregos e projetos futuros.
A Ubisoft cancelou o remake de Prince of Persia: The Sands of Time como parte de uma grande reorganização interna. O projeto foi listado entre vários que foram encerrados durante a mudança de direção da empresa. O anúncio também causou uma forte reação no mercado e queda no preço das ações da companhia.
Um desenvolvedor que trabalhou no remake publicou nas redes sociais que o jogo estava ‘perto da linha de chegada’, mas o trabalho parou de repente por causa da incerteza interna e do receio de demissões. Ele explicou que ‘perto’ nem sempre significa ‘pronto’. A empresa avaliou que seria mais barato interromper o projeto do que lançar um produto em que não confia. Lançar algo falho poderia causar mais danos à imagem e exigir suporte pós-lançamento caro.
O remake mantinha várias características do original de 2003, mas também adicionava mudanças, como uma mecânica de tempo que deixava ecos das ações passadas para você cooperar com versões anteriores do personagem, em vez de apenas reverter erros. O desenvolvedor disse que, por conta das mudanças de foco da empresa em jogos de mundo aberto, projetos mais lineares tiveram menos prioridade. É uma pena para quem esperava ver essas ideias em ação.
Uma grande reestruturação interna na Ubisoft, anunciada recentemente, inclui o cancelamento de seis projetos, entre eles o remake Prince of Persia: The Sands of Time. A empresa anunciou mudanças na hierarquia, fechamento de estúdios e cortes de pessoal, e prometeu investir mais em ferramentas de IA voltadas ao jogador.
O anúncio provocou forte reação do mercado: as ações caíram cerca de 34% e, quando o pregão fechou, o preço estava em torno de R$24 por ação, aproximadamente. Esse é o menor valor registrado em anos e marca um momento crítico após uma trajetória de queda desde 2021.
A resposta interna foi intensa. Um sindicato francês do setor chamou para uma greve e exigiu o fim do plano de redução de custos, aumentos salariais e melhores condições de trabalho remoto. A empresa, por sua vez, confirmou ordens de retorno ao escritório e disse que haverá mais fechamentos de estúdios.
Essas mudanças mostram como o mercado de jogos está se consolidando: editoras grandes vêm sendo compradas ou integradas, e sobra menos espaço para publishers independentes em dificuldades. Para os jogadores, a consequência imediata é a perda de projetos anunciados; para os funcionários, vem a incerteza sobre vagas e condições de trabalho.
A Ubisoft anunciou uma grande reestruturação interna. O pacote inclui cancelamentos de projetos, adiamentos, fechamento de estúdios e novas demissões. Entre os projetos cortados está Prince of Persia: The Sands of Time Remake, um dos títulos mais comentados. As medidas atingem equipes e também afetam o calendário de lançamentos, deixando funcionários e jogadores preocupados com o futuro de alguns estúdios.
Em reação, o sindicato Solidaires Informatique convocou uma greve de meio período na manhã de quinta-feira, 22 de janeiro (horário de São Paulo). O grupo apresentou três pedidos claros:
- Fim do plano de redução de custos
- Manutenção e ampliação do trabalho remoto
- Aumentos salariais dignos para o próximo ano
O sindicato qualificou as decisões da direção como absurdas e disse que outras ações podem ser organizadas se não houver diálogo.
Outra organização do setor informou que a seção de Paris vai aderir à paralisação, o que aumenta a força do movimento. As mobilizações deixam claro que os trabalhadores exigem melhores condições e mais respeito da gestão. Jogadores e equipes aguardam como a empresa vai responder e se haverá negociações nos próximos dias.
Os sindicatos afirmam que não vão permitir que a gestão prejudique os direitos dos trabalhadores e lembraram que são os empregados que fazem os jogos. Eles dizem que a ação de 22 de janeiro é apenas o começo se não houver diálogo. Muitas equipes e fãs vão acompanhar de perto os próximos passos.
Depois de anos tentando lançar o jogo, a Ubisoft finalmente cancelou Prince of Persia: The Sands of Time Remake. O título é um dos seis projetos encerrados pela empresa durante uma grande reestruturação interna. Quatro desses projetos não tinham sido anunciados ao público. Além disso, sete jogos tiveram seus lançamentos adiados enquanto a companhia reorganiza prioridades.
A mudança faz parte do novo modelo de organização por ‘Creative Houses’, unidades que combinam produção e publicação e dão mais autonomia às equipes. Cada Creative House terá foco em gêneros e marcas específicos e responsabilidade financeira própria. A Ubisoft definiu cinco unidades: CH1 (Vantage Studios) vai escalar franquias grandes como Assassin’s Creed, Far Cry e Rainbow Six; CH2 reunirá experiências de tiro competitivo e cooperativo, incluindo The Division, Ghost Recon e Splinter Cell; CH3 vai operar experiências live como For Honor, The Crew e Riders Republic; CH4 ficará com mundos de fantasia e narrativas, abrigando marcas como Anno, Might & Magic, Rayman, Prince of Persia e Beyond Good & Evil; CH5 se concentrará em jogos casuais e familiares.
A reorganização também vem com cortes e fechamentos. Após demissões em alguns estúdios e o encerramento de unidades em Halifax e Estocolmo, a empresa afirmou que vai acelerar a redução de custos, fechar estúdios seletivamente e aplicar disciplina nas contratações. O CEO afirmou que são decisões difíceis, mas necessárias para tornar a Ubisoft mais focada e sustentável a longo prazo.
O ex-chefe da franquia Assassin’s Creed entrou com um processo contra a Ubisoft, alegando que foi forçado a sair do cargo. Ele deixou a empresa sete meses após o lançamento de Assassin’s Creed: Shadows, um dos títulos mais bem-sucedidos da série.
Durante esse período, ele defendeu o jogo quando figuras públicas o criticaram. Logo depois da saída ser anunciada, ele afirmou que não saiu por vontade própria e que permaneceu no posto até ser convidado a se afastar.
Um processo no Tribunal Superior de Quebec pede aproximadamente R$4,8 milhões em indenização, incluindo o equivalente a dois anos de salário e cerca de R$280 mil por danos morais. A ação diz que, com a criação do novo estúdio Vantage, ele teria sido colocado como “chefe de produção” e ficaria subordinado a um “chefe de franquia” sediado na França. Como não foi considerado para a vaga de liderança da franquia, ele entendeu a oferta como um rebaixamento.
Ele trabalha na série desde 2010, desde o desenvolvimento de Assassin’s Creed: Brotherhood. Afirma que sempre tentou proteger a equipe e que não saiu por vontade própria. O caso segue na justiça e pode revelar mais detalhes sobre a reestruturação interna da Ubisoft.
A Ubisoft anunciou um novo corte nos seus estúdios da Suécia. Em comunicado, a empresa informou que uma proposta de reorganização pode afetar cerca de 55 vagas em Malmö (Massive Entertainment) e em Estocolmo (Ubisoft Stockholm). A mudança vem após o programa de saída voluntária lançado no outono de 2025, que não reduziu a equipe o suficiente.
A empresa diz que a reorganização ocorreu depois da finalização do plano de longo prazo e de ajustes na equipe, que deram mais clareza sobre a estrutura necessária para o trabalho dos estúdios. Massive Entertainment é responsável por The Division, Star Wars Outlaws e Avatar: Frontiers of Pandora. Ubisoft Stockholm trabalha em um jogo ainda não anunciado. A empresa afirma que a direção de longo prazo dos estúdios não será alterada.
É a segunda rodada de cortes do ano: a decisão vem pouco depois do fechamento do estúdio de Halifax, que votou a favor da sindicalização duas semanas antes. A Ubisoft disse em comunicado que a votação não foi a causa do fechamento, e que as medidas fazem parte de ações para reduzir custos e ajustar operações. A empresa também firmou, em 2025, uma parceria com a Tencent para criar a Vanguard Studios, que ficará com o desenvolvimento das franquias Assassin’s Creed, Far Cry e Rainbow Six. Para os funcionários afetados, a situação é incerta e os detalhes sobre pacotes de desligamento ainda não foram divulgados.
A Ubisoft anunciou o fechamento do estúdio de Halifax, no Canadá, duas semanas depois de a equipe votar pela criação de um sindicato. 74% dos funcionários apoiaram a formação da unidade de negociação. A empresa afirma que o fechamento faz parte de ações para reduzir custos e melhorar eficiência, e que o momento é uma coincidência. Ao todo, 71 postos serão afetados.
A presidente do sindicato chamou a notícia de “devastadora” e declarou que a organização vai recorrer à justiça para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. O sindicato quer que a Ubisoft comprove que a decisão não foi motivada pela organização sindical. Trabalhadores e famílias, diz o sindicato, merecem respostas e apoio.
O estúdio começou como uma filial da Longtail Studios em 2003 e virou Ubisoft Halifax após a aquisição em 2015. A equipe trabalhou principalmente em títulos mobile como Assassin’s Creed Rebellion e Rainbow Six Mobile. A empresa afirmou que oferecerá pacotes de indenização e assistência para recolocação profissional aos afetados.
Especialistas e membros da comunidade apontam que casos envolvendo demissões após tentativas de sindicalização já ocorreram em outras empresas do setor. O fechamento de Halifax reacende o debate sobre a relação entre grandes estúdios e movimentos trabalhistas, enquanto a Ubisoft segue implementando cortes e reorganizações.
Assassin’s Creed Shadows ganhou sua primeira expansão em setembro, Claws of Awaji. A expansão trouxe uma nova região, história extra e novos objetivos que aumentam bastante o mapa de atividades. Em entrevista, o diretor associado do jogo disse que, no momento, não há planos para outra expansão do mesmo tamanho para o Ano Dois. A mensagem é clara: não virão mais expansões grandes como as que a série teve antes.
Jogos anteriores da franquia, como Origins, Valhalla e Odyssey, receberam múltiplas expansões grandes. Mas, desta vez, a estratégia deve mudar. A equipe explicou que, no Ano Um, o foco foi lançar atualizações rápidas e reativas para corrigir e ajustar. Agora que o jogo está mais estável, a ideia é soltar conteúdos menores e pontuais, porém significativos, em vez de um grande pacote extra. A Ubisoft diz que continuará a dar suporte e novidades, mesmo sem uma grande expansão planejada.
Para quem já sente fadiga com o tamanho do jogo, essa abordagem pode ser melhor: menos sobrecarga e atualizações que tragam novidades sem exigir muito tempo. Para outros, a falta de novas regiões grandes pode frustrar. No fim, parece que a prioridade é manter jogadores engajados com pequenas doses de conteúdo ao invés de grandes expansões. E você, prefere expansões enormes ou atualizações menores e regulares para Assassin’s Creed Shadows?
A Ubisoft atrasou a divulgação do relatório trimestral e suspendeu a negociação das ações. O motivo foi administrativo: a empresa nomeou um novo comitê de auditores, que mudou a forma de reconhecer receitas de uma parceria do ano fiscal anterior.
Essa mudança fez a empresa ultrapassar uma cláusula financeira que relaciona dívida líquida ao lucro. Para voltar ao limite, a Ubisoft precisou pagar 286 milhões de euros para quitar parte de empréstimos e ajustar a razão financeira.
No fim, não houve compra da empresa nem colapso financeiro. A parte positiva é que Assassin’s Creed Shadows tem se saído melhor que o esperado: o jogo gerou 211 milhões de session days no ano até agora, 35% acima da média dos dois anos anteriores.
Rainbow Six Siege também teve aumento em session days, mas a transição para acesso gratuito trouxe um pico temporário de trapaças que afetou a atividade e os gastos dos jogadores; a Ubisoft informa que está trabalhando para resolver isso.
A apresentação mencionou ainda DLCs, jogos móveis e o remake de Prince of Persia: The Sands of Time. Havia também um “título não anunciado”, que pode ser o remake de Assassin’s Creed 4: Black Flag.
Você acha que o misterioso título será mesmo o remake de Black Flag?