#Valve
Tim Sweeney comparou as regras da Valve para compras de DLC a uma concessionária que pede 30% do combustível. Com essa imagem ele criticou uma prática que considera exagerada e desconexa com a experiência do jogador. A fala voltou a colocar na mesa como as lojas digitais lidam com vendas de conteúdo adicional e comissões.
Sweeney afirma que políticas que impõem taxas ou restrições sobre DLCs reduzem a escolha do jogador e prejudicam a competição entre lojas. Essas regras podem criar barreiras para estúdios menores, que dependem das vendas de conteúdo extra para sustentar seus projetos. Também tornam a experiência de compra mais complicada e menos transparente para quem só quer adicionar conteúdo ao jogo.
A comparação provocou reações da comunidade e de desenvolvedores, reacendendo debates sobre comissões e controle das plataformas. Não houve resposta oficial da Valve ao comentário até agora. A discussão mostra que o tema ainda é sensível dentro do mercado de jogos, com impactos diretos na relação entre lojas, criadores e público.
Para os jogadores, o ponto mais importante é acompanhar mudanças nas políticas e entender como elas influenciam acesso e preço de DLCs. Para criadores, o foco segue em buscar modelos de distribuição que preservem receita e liberdade. A conversa continua aberta e pode levar a ajustes nas regras das lojas digitais.
Um tribunal do Reino Unido autorizou que uma ação coletiva movida em 2024 contra a Valve prossiga. A ação representa cerca de 14 milhões de consumidores no país e afirma que a companhia usa o domínio da Steam para elevar preços e reduzir a concorrência. Entre as alegações estão a imposição de paridade de preços, restrições que forçam a compra de complementos pela própria loja e comissões consideradas excessivas, que teriam inflacionado os valores pagos pelos jogadores.
A Valve tentou barrar o processo alegando questões técnicas, como dificuldade para identificar quem teria direito a indenização. O tribunal, porém, considerou que os critérios para seguir com a ação foram atendidos e concedeu a certificação coletiva em base de inclusão automática, o que significa que muitos consumidores podem ser incluídos, a não ser que optem por sair. A decisão é preliminar: a empresa agora terá de defender suas práticas em juízo.
O processo não busca fechar a Steam nem impedir o acesso dos jogadores, mas pretende forçar mudanças nas regras de venda e garantir que a plataforma não opere de forma prejudicial ao consumidor. O site que organiza a ação chegou a usar uma linguagem mais dura no início e depois suavizou o tom, o que mostra a sensibilidade do tema para quem usa a loja. Esse é apenas o começo de um processo que pode levar anos; a Valve também enfrenta ação similar em outro país.
A Valve liberou uma atualização do cliente Steam que parece preparar o sistema para o possível lançamento do Steam Machine, previsto para o início de 2026. A versão traz várias correções e mudanças focadas em controles, além de melhorias na biblioteca e nas conversas.
Na biblioteca, agora dá para filtrar jogos pelas tags da loja que você escolheu, e a tela de betas ficou mais clara. No chat, membros de grupos públicos não podem mais mandar mensagens diretas por padrão. Também há uma opção para bloquear mensagens de quem não é amigo e um atalho para denunciar perfis e abas de conversa.
As mudanças em Big Picture e Steam Input são as que mais afetam quem joga no sofá. Ao conectar um controle no Big Picture, os ícones mudam na hora. O suporte ao Nintendo Switch 2 com fio foi reativado e o Razer Raiju V3 Pro foi adicionado. Tem novas opções de calibração do giroscópio, ajustes de resposta dos sticks e modos de gatilho analógico. Adaptadores GameCube em modo Wii U ficam desativados por padrão, mas podem ser ativados com uma opção específica na inicialização.
A atualização também corrige vários crashes e erros: jogos com DRM que fechavam sozinho, como Mafia II (Classic) e Football Manager 2012, problemas com VPNs e drivers de force feedback, travamentos com certos controles e falhas na transmissão para macOS. Se você usa controle ou joga na TV, vale atualizar o Steam e testar as novas configurações.
A Valve atualizou o formulário de divulgação de IA para desenvolvedores do Steam. Agora o formulário pede que editoras informem ativos gerados por IA pré-criados apenas quando esses ativos forem usados em materiais de marketing ou fizerem parte do conteúdo que acompanha o jogo e é consumido pelos jogadores. Isso inclui artes finais, áudios e textos que chegam ao jogador.
O formulário deixa claro que ganhos de eficiência com ferramentas de IA nos bastidores, como auxiliares de código ou edição interna, não são o foco desta seção e não precisam ser citados. Ele separa o uso em duas categorias: conteúdo pré-gerado, criado antes do lançamento, e conteúdo gerado ao vivo, produzido enquanto o jogo roda. Para quem usa geração ao vivo, os desenvolvedores têm que explicar quais guardas colocaram para evitar que o sistema produza conteúdo ilegal.
Uma captura de tela do formulário foi compartilhada nas redes sociais mostrando a mudança. Além disso, o Steam adicionou um botão no overlay para permitir que jogadores denunciem conteúdo ilegal gerado por IA durante o jogo. Com o histórico recente de falhas em sistemas de geração automática, essa opção deve ajudar a identificar problemas mais rápido.
A mudança traz mais clareza sobre quando avisos de IA devem aparecer e ajuda a proteger jogadores contra conteúdo impróprio.
Atualizações de jogos que quebram mods e saves já viraram rotina — e isso pode acabar. A Valve lançou novas opções de controle de versão para a Steam Workshop que devem facilitar usar mods em versões antigas do jogo. A ideia é simples: identificar quais versões do mod funcionam com quais versões do jogo e avisar o jogador quando há conflito.
Com as novas ferramentas, desenvolvedores podem oferecer acesso a versões antigas do jogo. Autores de mods poderão enviar várias versões do mesmo mod e marcar com quais versões do jogo cada uma é compatível. A API também permite que o jogo verifique automaticamente se as versões do jogo e dos mods batem, e avise o usuário quando não derem certo. Em alguns casos, o sistema pode até fechar o jogo, instalar a versão compatível e relançar tudo automaticamente.
Isso tudo depende de desenvolvedores e criadores de mods fazerem a configuração correta. Se adotarem as opções, vai ficar bem mais fácil voltar a jogar com nossos mods favoritos sem perder saves. Para quem joga títulos que dependem muito de mods, a mudança pode salvar horas de frustração. Resta esperar que os estúdios e os autores usem essa ferramenta — aí sim as saves voltam a ser confiáveis.
2026 promete ser um ano movimentado para quem ama PC e periféricos. Muitas novidades devem chegar: teclados com novos tipos de switch, monitores OLED mais brilhantes e baratos, dispositivos Arm voltados para jogos e CPUs desktop com grandes saltos de performance. A Valve, por exemplo, prepara três produtos grandes — um headset VR leve e sem fio, uma Steam Machine com SteamOS e um novo controle — que podem mudar o mercado de hardware para jogos.
Nos teclados, a tecnologia TMR aparece como alternativa à Hall effect, trazendo resposta mais constante e menor consumo, e layouts como o espaço dividido tendem a ficar mais comuns em compactos, oferecendo teclas extra e macros fáceis. Os painéis OLED seguem evoluindo: mais brilho e queda de preço, com modelos 1440p já surgindo por cerca de R$ 2.500, o que deve ampliar a oferta para quem quer qualidade sem pagar tanto.
Do lado dos chips, AMD e Intel têm gerações novas no radar — Zen 6 e Nova Lake podem trazer ganhos reais e até versões com cache empilhado para melhorar desempenho em jogos. Também cresce a aposta em dispositivos Arm e handhelds com chips móveis, que prometem mais autonomia e boa compatibilidade via emulação. A alta nos preços de memória pode frear algumas compras, mas, no geral, 2026 vem cheio de opções interessantes para quem joga.
A Valve anunciou que o modelo Steam Deck LCD de 256 GB foi descontinuado. Um aviso na página da loja informa que, uma vez esgotado, o aparelho não será mais fabricado. Nos Estados Unidos, o estoque desse modelo já aparece como esgotado. Isso pega quem esperava uma segunda chance para comprar a versão mais acessível.
Embora não tenha a tela OLED com cores mais vivas, esse Steam Deck era um aparelho confiável pelo preço. Quando o valor caiu meses atrás, ele virou uma opção de entrada muito atraente por cerca de R$ 3.000. O modelo oferecia interface dedicada, suporte a dock e acesso direto à loja, recursos raros em portáteis dessa faixa. Para muita gente, era a forma mais simples de levar jogos de PC para fora de casa.
Hoje o mercado de portáteis está cheio de alternativas e a Valve parece concentrar esforços nos modelos mais avançados. Fazer menos variantes simplifica a produção e permite que a empresa foque nos modelos mais populares. Se você busca um portátil agora, vale comparar opções e checar listas dos melhores portáteis para ver desempenho, autonomia e compatibilidade com jogos. Quem queria o modelo de LCD pode precisar mirar em versões OLED ou em aparelhos de outros fabricantes.
A Valve confirmou que não pretende vender a Steam Machine no prejuízo. Em vez de subsidiar o aparelho para atrair clientes, a empresa diz que o preço ficará na mesma faixa de um PC montado com peças. Vender hardware barato para ganhar com vendas de software é uma prática comum nas grandes fabricantes de consoles, mas a Valve optou por não seguir esse caminho.
O diretor de publicação da Larian Studios comentou nas redes sociais que essa decisão pode ser peculiar. Ele argumentou que perder cerca de R$1.000 por unidade poderia ser compensado porque donos da Steam Machine provavelmente gastariam na loja, gerando lucro a longo prazo. Na visão dele, trazer mais pessoas para a plataforma pode valer a pena mesmo com prejuízo inicial.
Do outro lado, a Steam Machine não é só um console. Ela é um PC compacto que permite instalar outro sistema e usar programas fora da loja. Isso significa que parte dos compradores poderia usar o aparelho sem gerar receita na plataforma, tornando o subsídio menos eficiente. Há também o risco de empresas comprarem unidades baratas para uso corporativo, algo que a Valve poderia querer evitar.
Além disso, a Valve pode preferir um crescimento moderado em vez de competir em escala com a Sony e a Microsoft. Ao não subsidiar, a empresa reduz riscos e mantém o produto mais exclusivo. Resta ver se essa escolha vai limitar a adoção do aparelho ou se a qualidade e o ecossistema da Steam serão suficientes para atrair usuários. Você compraria uma Steam Machine se ela fosse mais barata?
Existe alguma empresa de jogos que gere tanto mistério quanto a Valve? A empresa é conhecida por ser fechada, e isso alimenta rumores sobre Half-Life 3 e outros mistérios. Ao mesmo tempo, a Steam continua sendo a base do mercado de jogos para PC.
Uma firma de pesquisa publicou estimativas de que a Steam gerou 16.2 bilhões de dólares em receita em 2025. Desse total, a Valve teria ficado com mais de 4 bilhões. A Valve costuma cobrar cerca de 30% nas vendas pela Steam, com taxas menores para produtos que ultrapassam 10 milhões em vendas. Além disso, a empresa fica com 100% da receita de seus próprios jogos, como CS2 e Dota 2.
Usando um número aproximado de 350 funcionários, um cálculo simples aponta para cerca de mais de 11 milhões gerados por funcionário só pela Steam. Esse valor é impressionante e mostra como a plataforma pode ser rentável mesmo sem divulgação pública dos números. A Valve se mantém discreta, então esses cálculos são estimativas e podem variar.
Se as estimativas estiverem perto da realidade, não surpreende que o CEO Gabe Newell possua tanto patrimônio (e iates!). Ainda assim, seria útil que a Valve abrisse mais seus dados. O que você acha: a empresa deveria divulgar mais detalhes financeiros?
A comunidade pede que Rust rode oficialmente no Proton, a camada que permite jogos de Windows no Linux. A resposta da a Facepunch foi clara: não há planos. O problema central é o Easy Anti-Cheat (o EAC). Mesmo com o jogo funcionando tecnicamente no Linux, desativar o EAC impede entrar nos servidores oficiais.
A a Facepunch lembra que já teve suporte a Linux e encerrou em 2019 por causa de trapaças. Quando o Steam Deck chegou, a a Facepunch considerou voltar, mas decidiu que abrir suporte a o Proton criaria um novo vetor de exploração que também afetaria usuários no Windows. Segundo a empresa, manter a proteção em várias frentes tornaria o combate a cheaters menos eficiente.
O debate segue entre quem quer jogar no Steam Deck ou Linux e quem prioriza a segurança dos servidores. Você prefere que a Facepunch tente adaptar o EAC ao Proton ou que mantenha o foco em proteger a base atual de jogadores?
Nas redes sociais, fãs voltaram a especular que a Valve pode anunciar Half‑Life 3. A onda de rumores não veio de um vazamento claro, mas de coincidências com datas: o anúncio de Half‑Life: Alyx ocorreu em 18 de novembro, várias datas importantes da série caem em novembro e isso acendeu esperanças.
Há motivos para acreditar que a a Valve possa trabalhar em algo novo: a empresa celebrou aniversários da franquia e o fim de Half‑Life: Alyx deixa espaço para continuar a história. Também há teorias de que um novo jogo poderia acompanhar o lançamento do headset Steam Frame ou do PC Steam Machine.
Por outro lado, a Valve costuma ser imprevisível e manter segredos. Nada convincente vazou sobre um próximo Half‑Life até agora, então pode ser só empolgação por causa das datas. Você acha que a a Valve vai anunciar Half‑Life 3 em breve?