15 Novos Jogos Co-op que Acabaram de Chegar à Steam (22 a 28 de junho)

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Entre 22 e 28 de junho de 2026, a Steam recebeu uma daquelas levas de lançamentos que fazem valer a pena ficar de olho na aba de novidades. Tem submarino disputando cavernas geladas na Antártica, o criador de um RPG de 1999 voltando para restaurar o próprio jogo, patos guiados a base de grito e até um MOBA-shooter em realidade virtual. Vamos passear por todos eles.

Se tem um jeito certo de abrir essa lista, é com o lançamento mais ambicioso tecnicamente: STARVAULT, da Theia Games. É um MOBA-shooter em VR — sim, essa combinação existe agora —, com partidas 5v5 que misturam a lógica de lanes e torres com a ação frenética de um hero-shooter em primeira pessoa. O pacote de lançamento já inclui todos os heróis disponíveis, um battle pass premium e créditos para gastar dentro do jogo — sinal de que a Theia está pensando em sustentar isso por um bom tempo.

Starvault
Um MOBA de tiro que só dá para jogar com óculos VR? Onde está aquele Meta Quest?

Saindo da realidade virtual e voltando para experiências mais “tradicionais”, Nuclear Epoch (Cat Play Studio) troca o hero-shooter pela sobrevivência: você e seu grupo constroem uma base em mundo aberto e, de vez em quando, arriscam invadir instâncias mais perigosas atrás de loot valioso — no estilo extraction shooter, onde morrer significa perder tudo que você carregava. O detalhe interessante é que os itens raros do jogo se integram ao mercado da Steam, então aquele fuzil lendário que você encontrou pode, literalmente, virar inventário de troca real.

Um shooter de sobrevivência com itens que podem ir pro leilão da Steam. Será se dá para tirar um troco?

Falando em coordenação sob pressão, poucos jogos da leva pedem tanto trabalho em equipe quanto FULL METAL COFFIN, dos estúdios Titanite, Mantle Array e Xenith. É um simulador de submarino em que até 4 jogadores dividem o comando de um único submarino, disputando o controle de cavernas alagadas sob o gelo antártico. Cada pessoa assume uma função — sonar, torpedos, navegação — e o jogo chega a simular ricochete de pings de sonar nas paredes das cavernas, então saber “ouvir” o ambiente é tão importante quanto atirar.

Se depender do meu grupo, esse submarino não emerge mais!

Se a tensão claustrofóbica de um submarino não for suficiente, OK👍 Boomer (Pugsy Studios, ainda em Acesso Antecipado) leva o desconforto para outro terreno: o de um horror cooperativo para 4 jogadores em que uma equipe de “entusiastas de tecnologia analógica” mergulha nas profundezas assustadoras da internet. A sanidade do grupo se deteriora conforme vocês avançam — passos que não deveriam existir, amigos que de repente parecem inimigos. A saída, ironicamente, é usar tecnologia bem antiga para “purgar” os bugs que infestam esse mundo digital corrompido.

De longe o mais criativo, um FPS que se passa na história da internet!

Depois de tanta adrenalina, vale desacelerar um pouco com Enarian Online, um ARPG baseado em texto — sim, na linha dos MUDs clássicos — mas com progressão de RPG moderno: cinco classes, 50 níveis, 9 reinos, até 3 jogadores online. A ideia é que qualquer classe possa aprender qualquer habilidade, mas só brilha de verdade nas mãos de quem tem afinidade real com ela. A interface foi pensada para que o combate por texto seja ágil, não uma parede de texto para ler passivamente.

Vamos ver quem é old-school de verdade!

Por falar em resgatar fórmulas antigas, nenhum lançamento desta leva tem uma história tão peculiar quanto DarkStone Restoration. É o RPG de ação de 1999 da Delphine Software voltando às mãos do próprio criador, Paul Cuisset, reconstruído do zero para rodar bem em PCs modernos. Não é um remake genérico — é uma restauração cuidadosa, com uma novidade e tanto: o “Buddy mode”, que permite segurar um botão para assumir o controle direto do seu parceiro em pleno combate, algo que o jogo original de 1999 jamais ofereceu. Tem ainda couch co-op completo, com save compartilhado entre dois jogadores.

Um clássico refeito, e pelo jeito, muito bem refeito!

Trocando RPG por puzzle, Quadrix (VC Production) pega a lógica tradicional de “limpar linhas” e vira do avesso: em vez de só eliminar blocos, você reescreve as regras do próprio tabuleiro com sinergias de cartas caóticas, revertendo colapsos e encadeando multiplicadores que desafiam a física do jogo. São 100 níveis de campanha, 6 modos, e co-op ou PvP tanto local quanto online.

Cabe mais um jogo de Tetris aí?

Se você prefere ação non-stop sem pausa para pensar em regras, Sineus Arena Survivors (Sineus Games) é um bullet heaven em terceira pessoa que expande a fórmula “survivors” clássica com construção de base e defesa de torre em tempo real, tudo acontecendo simultaneamente, sem pausa para decisões. No centro da arena fica o Farol: enquanto ele resistir, o time de 2 a 4 jogadores ainda tem chance.

Outro jogo onde decidir quem vai fazer o que é o que vai arruinar a noite!

Depois de tanta correria de horda, Frog Climb (Çınar’s Art) desacelera o ritmo com uma escalada estilizada: em vez de seguir uma rota fixa, você constrói seu próprio caminho até o topo de terrários, usando uma língua de sapo para puxar itens e estruturas à distância. Dá para escalar sozinho ou em co-op, e cada bioma traz armadilhas e upgrades permanentes comprados com pérolas coletadas pelo caminho.

Inusitado sim? Divertido, também!

A escalada continua — literalmente — em Venture, projeto da Venture Studios ligado à USC Games. Dois astronautas acordam num planeta alienígena com poucos minutos de oxigênio, e a saída é escalar penhascos com cordas posicionadas estrategicamente e reabastecer o ar em flores alienígenas brilhantes. Um personagem constrói plataformas e cordas longas; o outro tem jetpack e pulo duplo. Nenhum dos dois se vira sozinho — e é exatamente esse desequilíbrio que faz o co-op funcionar.

Parece que a moda da vez são os jogos de escalada.

Da escalada vertical para a velocidade horizontal: HOP-CO-OP (KS Studios) é puro parkour em primeira pessoa, focado em bunny hop — acumular velocidade encadeando pulos sem nunca soltar o acelerador. Dá para competir em corridas, sabotar rivais com power-ups (raios congelantes, minas, bombas de tinta), disputar Bomb Tag ou construir seus próprios mapas em um editor integrado.

Hop-co-op tem um potencial enorme, será se vinga?

Se até aqui a lista foi dominada por reflexo e coordenação, Quack Quack Up (顽核社 FuncoreClub) muda completamente o approach: o controle é a sua própria voz. Quanto mais alto o grupo gritar, mais rápido o bando de patos corre — sem combos de botão, só sussurros cuidadosos ou berros desesperados guiando até 4 jogadores rumo ao abismo (ou para longe dele). Cada cenário, de encostas a desertos, muda a física de forma imprevisível.

Pronto para a gritaria?

Na mesma pegada de jogo de festa, mas com um giro nostálgico, Scales of Silence (Aggro Games, Acesso Antecipado) reinventa o Snake clássico como confronto local: comprimento é vida, e cada golpe sofrido custa um pedaço do seu rabo. Até 8 jogadores dividem a mesma tela em batalhas PvP, com uma campanha cooperativa para até 2 jogadores. São 30 serpentes jogáveis e dez biomas que alteram as regras conforme você avança.

Snake com PVP? A ideia não é nova, mas funciona!

E para fechar, dois extremos completamente opostos de ritmo. Deliverage (Majao Games) é hardcore por natureza: um jogo de entregas em mundo aberto onde cada carregamento é uma aposta, já que outros jogadores podem te emboscar para roubar sua carga. Formar comboios com amigos ajuda a dominar rotas comerciais, mas a economia inteira é guiada pelos próprios jogadores, com preços que sobem e descem conforme oferta e demanda reais.

Entregar ou emboscar? Porque não os dois?

Outta Space (Jebi Studio) encerra a lista no tom mais tranquilo possível: um idle game minimalista em que uma gatinha pixelada viaja pelo espaço a partir do canto da sua tela, enquanto você trabalha ou joga outra coisa. Cada tecla digitada abastece o propulsor da nave; cada clique gera créditos. Se um amigo da Steam estiver por perto, as naves aparecem lado a lado por um tempo antes de seguir caminhos diferentes — um “co-op” quase acidental, discreto, do jeito que só um jogo assim conseguiria propor.

Vale o lembrete de sempre: como quase todos esses jogos acabaram de sair, muitos ainda seguem em Acesso Antecipado ou recebendo os primeiros ajustes pós-lançamento. Vale a pena conferir a página de cada um antes de decidir, e claro, jogos co-op só fazem sentido jogando com a galera e não adianta cada um comprar um diferente né?

Por Leo "Blade"

Sou o Leo, geralmente jogo com o nick blade95. Sou apaixonado por jogos de FPS e amo montar PC Gamer! Aqui no Steamaníacos cuido de tudo sobre Hardware, review, preview, testes e novidades para o nosso mundo gamer!

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