Realm of Ink é um dos roguelites mais bonitos que joguei — e felizmente não vive só da aparência

Realm of Ink
Ano: 2026
Gênero: Ação
Avaliação: 9/10 1 1

Alguns jogos chamam atenção logo no primeiro trailer. Realm of Ink é um deles. A direção de arte inspirada em pinturas orientais e a estética que parece uma aquarela em movimento impressionam desde os primeiros minutos. A boa notícia é que o jogo não depende apenas do visual para convencer. Existe bastante conteúdo por trás dessa apresentação impecável.

Realm of Ink é um roguelite de ação em que cada partida serve para fortalecer sua personagem e desbloquear novas possibilidades para a próxima tentativa. A estrutura é familiar para quem gosta do gênero, mas consegue criar identidade própria através da ambientação inspirada na cultura chinesa e do enorme número de habilidades disponíveis.

O visual é simplesmente fantástico

Já disse que o gráfico é lindo?

Porque vale repetir. Realm of Ink é facilmente um dos jogos mais bonitos do gênero. Os cenários são extremamente detalhados, os efeitos de partículas deixam os combates muito mais impactantes e a direção artística consegue criar uma identidade própria sem tentar buscar realismo.

O melhor de tudo é que essa qualidade visual não cobra um preço alto em desempenho.

No Legion Go, o jogo rodou na resolução máxima durante toda a jogatina, mantendo excelente fluidez e sem qualquer engasgo. É o tipo de otimização que a gente gostaria de ver com mais frequência em jogos para PC.

Combate preciso e muita variedade

Os controles são relativamente simples de aprender e a resposta dos comandos é extremamente precisa, algo fundamental para um roguelite onde qualquer erro pode custar uma partida inteira.

Conforme você avança, o jogo começa a mostrar sua verdadeira profundidade. Existe uma quantidade enorme de habilidades, melhorias e combinações possíveis, o que faz cada tentativa ser um pouco diferente da anterior.

Esse sistema incentiva bastante a experimentação, permitindo criar estilos de jogo completamente distintos dependendo das escolhas feitas durante a partida.

É justamente essa variedade que aumenta bastante o fator replay.

O sistema de progressão poderia ser mais claro

Se existe um ponto que me incomodou, foi a forma como o jogo apresenta algumas de suas mecânicas.

O sistema de troca de habilidades e dos ajudantes acaba sendo um pouco confuso no começo. O problema não está na complexidade em si, mas na falta de informações suficientes para tomar decisões conscientes.

Muitas vezes você recebe uma nova habilidade sem entender exatamente o que ela faz ou qual seu potencial em comparação com a que já possui. Isso transforma escolhas importantes em praticamente um chute, principalmente nas primeiras horas.

Depois de algum tempo a situação melhora naturalmente, conforme você conhece cada habilidade, mas a curva inicial poderia ser muito mais amigável.

Também fiquei com a impressão de que o sistema de itens poderia ser melhor explicado. Pelo menos durante o tempo que joguei, parecia que bastava coletá-los sem precisar tomar grandes decisões sobre gerenciamento ou substituição. Pode existir uma profundidade maior mais adiante, mas ela não fica muito evidente no início da campanha.

Vale o seu tempo

Realm of Ink é um excelente roguelite que consegue equilibrar combate rápido, controles precisos, enorme variedade de builds e uma direção artística simplesmente espetacular.

A quantidade de habilidades disponíveis faz com que cada partida ofereça novas possibilidades, enquanto a ótima otimização garante uma experiência extremamente fluida até mesmo em dispositivos portáteis como o Legion Go.

Minha única ressalva fica para a forma como algumas mecânicas são apresentadas ao jogador. O sistema de habilidades e ajudantes poderia explicar melhor o impacto de cada escolha, evitando que as primeiras decisões pareçam aleatórias.

Fora isso, encontrei um jogo extremamente competente. Se você gosta de roguelites no estilo Hades, mas procura algo com uma identidade visual completamente diferente e um foco ainda maior em variedade de builds, Realm of Ink merece um lugar na sua biblioteca. É um daqueles casos em que a primeira impressão já é excelente — e, felizmente, o restante do jogo consegue acompanhar esse nível.

Por Leo "Blade"

Sou o Leo, geralmente jogo com o nick blade95. Sou apaixonado por jogos de FPS e amo montar PC Gamer! Aqui no Steamaníacos cuido de tudo sobre Hardware, review, preview, testes e novidades para o nosso mundo gamer!

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