Approximately Up: o Jogo Onde Você Constrói uma Nave com os Amigos (e Descobre de Quem é a Culpa Quando Ela Explode)
Gente, achei o jogo perfeito pra quem já brigou com um amigo por causa de Lego. Approximately Up acabou de chegar na Steam e a proposta é simples de resumir e impossível de resistir: você e até três amigos constroem uma nave espacial peça por peça — parafuso por parafuso, cabo por cabo — e depois voam nela pra ver se ela realmente funciona. Spoiler: nem sempre funciona.
Construa, quebre, reconstrua
A ideia central do jogo é praticamente uma declaração de intenções: tudo começa com um único pedaço de estrutura, e a partir daí a nave cresce até virar uma máquina gigantesca feita de milhares de componentes — ou, dependendo da sua habilidade (e sanidade), uma lata voadora prestes a se desmontar no ar. Motores elétricos, motores a combustível, painéis solares, estruturas resistentes a calor, sensores, controladores… a variedade de peças é enorme, e a montagem acontece em primeira pessoa, direto do convés da sua própria criação. Quando finalmente parece pronta (ou não), é só apertar o botão de lançamento e torcer.

E aqui que a graça (e o caos) realmente começa: o jogo se passa num sistema de 15 planetas, cada um com gravidade, atmosfera, temperatura e desafios próprios — o que significa que a nave que funcionou perfeitamente num planeta pode virar um caixão voador no próximo. Espalhadas por esse sistema estão as chamadas Planet Stations, que funcionam como checkpoints e garagens: pousou lá, desbloqueou pra sempre, e agora pode lançar novas missões a partir dali. Cumprir objetivos — entregar componentes entre planetas, por exemplo — libera peças novas e mais avançadas pra você continuar aprimorando (ou reinventando do zero) sua frota.
O verdadeiro objetivo: descobrir de quem é a culpa
Sozinho já é divertido, mas é no co-op para até 4 jogadores que Approximately Up realmente mostra a que veio. A ideia declarada dos desenvolvedores é simples e genial: criar caos hilário em grupo e, no meio da fumaça, descobrir quem esqueceu de conectar aquele cabo, quem montou o propulsor ao contrário, quem se esqueceu dos painéis solares, ou por que ninguém lembrou de conectar o botão de abrir a porta. Antes que a nave exploda no meio do espaço, alguém vai gritar “DE QUEM FOI A CULPA?!” — e é basicamente aí que mora a diversão.

Vale destacar também que o jogo tem uma trilha sonora dinâmica, que muda em tempo real conforme você explora e faz novas descobertas em cada planeta — um detalhe que costuma passar despercebido em jogos de construção, mas que aqui parece ter recebido carinho de verdade.
O que os primeiros jogadores estão dizendo
E olha, a recepção já está animadora. Um jogador contou ter passado cerca de 30 horas só na demo com os amigos e descreveu a experiência como certeira — e agora está só esperando o grupo se reunir de novo pra encarar a versão completa. Ele resumiu bem o tipo de jogo que é: uma espécie de evolução “mais nerd” daquela onda de jogos pra rir com os amigos, tipo Among Us, Lethal Company, REPO e Peak. Segundo ele, até gerenciar cabos vira motivo de piada interna, a posição das janelas vira polêmica no grupo, e “parem de mexer na eclusa de ar” provavelmente vai virar frase repetida entre qualquer trio de amigos. Ele também garantiu que o modo solo se sustenta sozinho — o desafio de microgerenciar tudo que você mesmo projetou é gostoso mesmo sem ninguém pra conversar durante o voo.
Outro jogador, com bem mais horas acumuladas na demo, chamou o jogo de brilhante e destacou como o lançamento oficial expandiu bastante o que já era viciante: a versão completa chegou com dezenas de missões novas e mais planetas e luas pra explorar. Ele também elogiou bastante o envolvimento da equipe de desenvolvimento com a comunidade desde os primeiros dias da demo, incorporando feedback dos jogadores nas atualizações e, depois, no próprio lançamento.

Já um terceiro relatou ter zerado todas as missões da demo e até participado do evento especial de encerramento dela, com a Terra bem mais trabalhada visualmente do que na versão de testes e um tutorial que consegue equilibrar bem clima cinematográfico com instruções claras — segundo ele, uma boa surpresa logo de cara.
Vale a pena?
Com esse tipo de reação animada logo na régua de lançamento — e o histórico de centenas de horas jogadas ainda na fase de demo —, Approximately Up parece ter conquistado uma base de fãs antes mesmo de sair oficialmente do papel. Quem gosta da fórmula “monte, quebre, ria, repita” (pense em algo entre um simulador de construção e uma comédia de erros) tem tudo pra se divertir aqui. O jogo custa oficialmente R$ 83,99, mas está saindo por R$ 67,19 no lançamento — um desconto que vale aproveitar enquanto dura.
Se você tem um grupo de amigos disposto a discutir sobre parafusos virtuais, é hora de reunir a tripulação. O jogo está disponível na página oficial da Steam.
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