Granblue Fantasy: Relink no Legion Go: vale a pena jogar no portátil?

Granblue Fantasy: Relink
Ano: 2026
Gênero: RPG
Avaliação: 9/10 1 1

Granblue Fantasy: Relink é um RPG de ação que chama a atenção pelos visuais impressionantes, combates cheios de efeitos e uma aventura com forte inspiração em animes. Desenvolvido pela Cygames, o jogo leva os jogadores ao Mundo dos Céus, onde uma tripulação parte em uma jornada repleta de criaturas poderosas, mistérios e batalhas contra chefes.

Mas será que toda essa beleza funciona bem em um portátil? Testei o jogo no Lenovo Legion Go para avaliar a jogabilidade, os controles, o desempenho e a autonomia da bateria. Os resultados também podem servir como referência para quem possui um Steam Deck, ROG Ally ou dispositivo semelhante, embora o desempenho varie conforme o hardware e as configurações.

Uma aventura cinematográfica para jogar sem pressa

Granblue Fantasy: Relink aposta bastante na narrativa. São muitas cenas cinematográficas e animações que ajudam a apresentar os personagens e desenvolver a história. Por isso, é um RPG para quem gosta de acompanhar uma aventura com calma, sem precisar ficar o tempo inteiro em combate.

A estrutura de exploração é relativamente limitada quando comparada à de um mundo aberto tradicional. O jogo oferece áreas semiabertas, nas quais é possível explorar um pouco antes de avançar para o próximo objetivo. Existe alguma liberdade dentro de cada fase, mas a experiência é mais direcionada do que a de um RPG focado em exploração livre.

Isso não chega a ser um problema, mas é importante ajustar as expectativas. Granblue Fantasy: Relink prioriza a narrativa, os confrontos e a progressão dos personagens, em vez de oferecer um mundo enorme para explorar.

Combate hack and slash com habilidades e trabalho em equipe

O combate é um dos pontos mais interessantes do jogo. A proposta é bastante acessível, com ataques diretos, habilidades especiais e magias que permitem variar a abordagem durante as batalhas.

Cada personagem conta com suas próprias características, enquanto as habilidades oferecem diferentes possibilidades de ataque, movimentação e suporte. Na prática, o sistema é fácil de entender, mas exige atenção quando os inimigos começam a pressionar.

Esquivar e bloquear são ações importantes, principalmente durante os confrontos contra chefes. Não basta atacar continuamente: é necessário observar os movimentos dos adversários e encontrar as oportunidades certas para contra-atacar.

Outro destaque é a possibilidade de formar uma equipe com até quatro personagens. Durante as lutas mais longas, os ataques especiais em conjunto ajudam a causar grandes quantidades de dano e deixam os confrontos ainda mais espetaculares.

O resultado é um sistema de combate dinâmico, com bastante impacto visual e uma curva de aprendizado que não exige dominar dezenas de comandos logo no início.

Gráficos impressionantes, mas exigentes no Legion Go

Visualmente, Granblue Fantasy: Relink é um jogo muito bonito. Os cenários, os personagens e os efeitos das habilidades ajudam a criar uma apresentação que lembra bastante uma animação de alto orçamento.

O problema é que essa qualidade gráfica cobra seu preço no Legion Go.

Para buscar uma experiência próxima de 60 FPS, precisei reduzir praticamente todos os ajustes gráficos ao mínimo e utilizar a resolução HD. Mesmo nessa configuração, ainda acontecem algumas quedas para perto dos 50 FPS.

Apesar disso, o jogo continua bastante jogável. A redução da qualidade gráfica não elimina o charme visual, e a fluidez é mais interessante para esse tipo de combate do que tentar manter uma resolução mais alta a qualquer custo.

Em Full HD, a situação muda consideravelmente. Mesmo limitando a taxa de quadros a 30 FPS, encontrei quedas abaixo dos 20 FPS em diversos momentos, inclusive durante as batalhas.

Por isso, não recomendo jogar em Full HD no Legion Go se a prioridade for manter uma experiência estável. Na minha avaliação, vale mais a pena aceitar a resolução HD e aproveitar os combates com maior fluidez.

Quem utiliza outros portáteis deve considerar essa diferença de desempenho antes de escolher as configurações. O resultado pode variar conforme o modelo, o limite de energia e os ajustes utilizados.

Controles funcionam muito bem

Uma boa notícia é que não precisei fazer nenhuma adaptação para jogar no Legion Go. Os controles funcionam muito bem com o suporte já oferecido pelo Steam Input.

Isso faz diferença em um RPG de ação no qual esquivas, bloqueios e habilidades precisam responder rapidamente. Os comandos são acessíveis e não exigem configurações adicionais para começar a jogar.

A interface e os textos também estão disponíveis em português do Brasil, o que facilita acompanhar a aventura. Por outro lado, senti falta da dublagem em português, especialmente porque o jogo investe bastante em cenas cinematográficas. As vozes estão disponíveis em idiomas como japonês e inglês, mas não em português brasileiro.

A trilha sonora também cumpre bem seu papel. Não encontrei nada que incomodasse durante o teste, embora ela não tenha sido o principal destaque da experiência.

Bateria: espere cerca de uma hora de jogo

O consumo de energia é outro ponto que merece atenção. Como o jogo exige bastante do hardware, a autonomia no Legion Go fica limitada.

Minha expectativa é de aproximadamente uma hora de jogatina fora da tomada, podendo variar conforme o brilho da tela, a resolução e o perfil de energia utilizado.

Reduzir o brilho ou optar por uma configuração mais econômica, como HD com limite de 30 FPS, pode ajudar a prolongar a sessão. Naturalmente, isso envolve abrir mão de parte da fluidez ou ajustar a qualidade da experiência para priorizar a autonomia.

Para quem pretende jogar durante viagens, é importante considerar essa limitação e, se possível, levar um carregador ou uma bateria externa compatível com o portátil.

Vale o seu tempo

Granblue Fantasy: Relink é uma boa opção para quem procura um RPG de ação com combates estilosos, chefes desafiadores e apresentação visual de qualidade. A exploração mais limitada e a quantidade de cenas cinematográficas podem não agradar a todos, mas a jogabilidade acessível e as batalhas em equipe sustentam bem a experiência.

No Legion Go, o jogo funciona melhor quando a prioridade é a fluidez. A resolução HD, com os gráficos reduzidos, oferece uma experiência mais interessante do que tentar jogar em Full HD, configuração na qual as quedas de desempenho prejudicam os combates.

Os controles funcionam muito bem sem adaptações, os textos em português ajudam na compreensão da história e a trilha sonora acompanha a aventura sem problemas. O principal ponto negativo para quem joga em portáteis é a combinação de exigência gráfica e autonomia limitada.

Minha recomendação é simples: se você gosta de RPGs de ação e não se importa em reduzir os gráficos para conseguir uma experiência mais fluida, Granblue Fantasy: Relink merece sua atenção. Só não espere longas sessões longe da tomada no Legion Go.

Para quem utiliza Steam Deck, ROG Ally ou outro portátil, vale considerar as mesmas prioridades: testar as configurações gráficas, buscar uma taxa de quadros estável e equilibrar desempenho e bateria.

Por Leo "Blade"

Sou o Leo, geralmente jogo com o nick blade95. Sou apaixonado por jogos de FPS e amo montar PC Gamer! Aqui no Steamaníacos cuido de tudo sobre Hardware, review, preview, testes e novidades para o nosso mundo gamer!

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