Ex-diretor da Bungie revela como críticas quase destruíram o time por trás de Marathon
Marathon, o novo shooter de extração da Bungie, viveu muita turbulência antes de chegar ao público. O lançamento foi adiado, houve reação negativa de playtests, acusações sobre uso de arte de terceiros e queda na moral do estúdio. O ex-diretor de arte Joseph Cross, que saiu do estúdio em dezembro de 2025 após seis anos, falou sobre essa fase em entrevista recente.
Cross diz que a reação ao jogo tem ciclos: às vezes positiva, depois torna-se negativa. Ele afirma conseguir separar o que vem das redes e o que vem do trabalho. Para ele, a arte foi a parte mais importante do seu trabalho — mesmo sem controlar o design ou a jogabilidade, ele se sente seguro com o que a equipe criou. Cross também fala que teve responsabilidade de proteger o time diante das críticas.
Ele compara a frustração a deixar a torrada cair com o lado da manteiga para baixo e diz que isso não chega a ser pessoal. A queda rápida de outro jogo do grupo aumentou a pressão: o time sabia que precisa lançar um produto que dê retorno. Esse relógio e a necessidade de lucro reduziram espaço para risco criativo, diz ele. Ainda assim, Cross mantém fé no trabalho do time e no impacto da arte quando o jogo finalmente chegar ao público.