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O segredo que impede laptops Panther Lake com GPU grande de chegarem ao mercado

O segredo que impede laptops Panther Lake com GPU grande de chegarem ao mercado

Os processadores Panther Lake da Intel prometem muito poder em alguns modelos com o iGPU Xe3 de 12 núcleos. No papel, são potentes; na prática, uma limitação de PCIe deve impedir muitos notebooks gamers com esse iGPU combinados a uma GPU discreta grande.

O problema está no platform controller tile (PCT), que gerencia as pistas PCIe do sistema. A Intel usa duas versões: uma com 12 pistas (quatro Gen5 e oito Gen4) e outra com 20 pistas (doze Gen5 e oito Gen4). Todos os chips com o Xe3 de 12 núcleos usam a versão de 12 pistas. GPUs móveis da AMD e Nvidia normalmente exigem ao menos oito pistas, enquanto um SSD NVMe ocupa quatro e uma porta Thunderbolt 4 também usa quatro.

Isto significa que ligar uma dGPU com oito pistas deixa só quatro para o armazenamento, e não sobra nada para portas Thunderbolt ou slots extras. Embora seja tecnicamente possível cortar pistas da GPU, fabricantes raramente fariam isso por reduzir desempenho. As 12 pistas do PCT ainda são flexíveis: as quatro Gen5 podem ser x4 ou dois x2, e os oito Gen4 são dois grupos de quatro que podem virar x4, dois x2 ou quatro x1 — mas essa configuração é complicada para um laptop.

Na prática, é provável que os fabricantes escolham variantes menores do Xe3 ou outros chips (como alguns APUs da AMD com mais pistas) para manter dGPUs potentes sem comprometer o resto do sistema. Se a Intel tivesse usado o PCT de 20 pistas em todos os modelos, esses notebooks seriam muito mais fáceis de montar.

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