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Red Dead Redemption 2

Jogadores descobriram um símbolo de aranha gravado num poste em Red Dead Redemption 2 que abriu uma caixinha de mistérios. Ao sobrepor esse símbolo no mapa do jogo aparece uma aranha gigantesca formada por oito teias espalhadas pelo mundo, uma para cada perna. Em cada teia há penas que podem ser derrubadas com tiros, o que deu início a uma sequência de pistas que os fãs começaram a seguir.

Atirando nas penas, a comunidade achou outra teia pendurada numa árvore na ‘cabeça’ da aranha do mapa. Um símbolo ali indica um poste telegráfico ao norte; acertar esse poste revela mais uma dica, que leva a outro poste e por fim a Fort Wallace, onde surgem… guitarras. Um vídeo explicativo e um tópico longo em um fórum de fãs reconstituem cada passo com imagens e marcas no mapa.

Tudo isso parece existir desde o lançamento do jogo, e não por atualização recente. Há quem ache que são restos de conteúdo cortado e quem jure que há ligação com padrões parecidos em outro jogo. Também há a hipótese simples: alguns segredos são colocados para confundir os jogadores. Por enquanto não há conclusão oficial, só muita investigação, debate e curiosidade entre os fãs.

League of Legends

Na virada do ano, muitos jogadores não conseguiram entrar no League of Legends. O cliente travava na tela inicial e tentativas de login ficavam travadas por tempo indeterminado. A Riot informou que investigava o problema, enquanto os próprios jogadores, ao checarem os registros do aplicativo, notaram que o Windows estava rejeitando as conexões por causa de um certificado SSL expirado. O erro afetou milhões de contas e impediu o acesso ao jogo por horas.

SSL é o protocolo que garante conexões seguras entre cliente e servidor. O cliente do League funciona como um navegador interno e, de forma curiosa, tenta criar conexões HTTPS mesmo quando solicita conteúdo no próprio PC. O problema foi que o certificado usado pelo cliente estava embutido no programa e já havia expirado; como não era atualizado automaticamente, o sistema considerou as conexões inseguras. Alguns jogadores conseguiram contornar a falha temporariamente ajustando o relógio do Windows para uma data anterior à expiração do certificado.

Esse tipo de erro não é novo: há cerca de dez anos houve um episódio similar na virada do ano, também causado por certificado expirado. Na ocasião, a empresa liberou mudanças no cliente, mas o problema voltou a aparecer agora por descuido na renovação do certificado.

Riot lançou uma atualização do cliente que corrigiu o bloqueio e alterou a data de validade do certificado para 2125. A situação mostra que detalhes técnicos simples — como lembrar de renovar um certificado — podem derrubar serviços grandes e afetar milhões de jogadores ao redor do mundo.

Kingdom Come: Deliverance 2

Kingdom Come: Deliverance 2 é um jogo bem peculiar. Enquanto muitos jogos procuram ser mais diretos, KCD2 aposta em sistemas que exigem atenção. O sistema de armaduras é um bom exemplo: em outros títulos você simplesmente seleciona a peça e equipa. Aqui, você precisa vestir por camadas corretamente para que as pontas do metal não fiquem desconfortáveis ou atrapalhem o movimento.

Durante o desenvolvimento houve uma ideia ainda mais invasiva: o corpo do protagonista mudaria de tamanho conforme você comesse ou cortasse a alimentação. Em uma versão inicial, alguns NPCs usariam roupas grandes e outros usariam roupas apertadas, e as peças encontradas teriam tamanhos diferentes. Se Henrique não coubesse em uma armadura, o jogador poderia comer para engordar e fazê-la servir, ou fazer dieta para voltar a caber nas roupas pequenas. A proposta testava como o corpo influenciaria o inventário e a customização.

No entanto, a equipe decidiu abandonar essa ideia. Eles acharam o sistema estranho, trabalhoso e pouco divertido, além de desnecessário frente à complexidade já existente nas roupas e armaduras. Por isso, a versão final permite que você equipe praticamente qualquer peça que encontrar, mantendo a profundidade do sistema de camadas sem forçar mudanças no corpo do personagem. A mudança deixou o jogo com mecânicas mais acessíveis sem perder o realismo que procuram.

Sandfall tem planos ousados pós-Clair Obscur — próximo jogo pode surpreender os fãs
Clair Obscur: Expedition 33

O estúdio Sandfall Interactive, responsável por Clair Obscur: Expedition 33, já trabalha no próximo jogo. Depois do sucesso do primeiro título e de várias premiações, a equipe diz ter tempo para explorar novas ideias. Eles não querem começar do mesmo ponto e planejam aproveitar os anos de experiência do time para ousar. A recepção do público deu à equipe liberdade para ir além do óbvio.

Em entrevista a uma revista, o diretor de operações François Meurisse admitiu que existe ‘um pouco de pressão’ dos fãs e críticos, mas que isso não é o foco. Ele diz que o estúdio tem liberdade para se concentrar e desenvolver ideias que a equipe acha legais, aproveitando a experiência acumulada. Meurisse ainda disse que o time pretende usar esse tempo extra para testar conceitos e ver o que realmente funciona na prática.

A roteirista principal, Jennifer Svedberg-Yen, reconhece que pensa nas expectativas dos jogadores, mas quer manter a visão do estúdio. Ela diz que ceder para agradar muita gente pode tirar o coração do trabalho, então a equipe pretende confiar nos próprios instintos. A intenção é seguir um guia criativo baseado no gosto pessoal do time e não nas modas momentâneas. Isso pode levar a escolhas ousadas.

No fim, o próximo jogo deve refletir o gosto dos desenvolvedores e trazer novidades. Os fãs podem esperar algo fiel à identidade do estúdio, com liberdade criativa e possíveis surpresas nas mecânicas e na narrativa.

Todd Howard admite: só a Obsidian podia fazer Fallout: New Vegas — entenda o motivo
Fallout

Em entrevista, Todd Howard afirmou que a Obsidian foi ‘a única escolha’ quando a Bethesda decidiu entregar um Fallout a outro estúdio. Ele lembrou que a equipe já havia mostrado qualidade ao trabalhar em outras franquias, citando o trabalho em Star Wars: Knights of the Old Republic 2. Mesmo com prazo curto naquela época, a Obsidian conseguiu entregar um jogo que muitos jogadores lembram com carinho. Por isso, a Bethesda confiou ao estúdio a missão de criar Fallout: New Vegas em vez de deixar a série parada.

A decisão também teve motivo prático. A Bethesda estava focada em Skyrim e havia um longo intervalo até Fallout 4, então entregar New Vegas a um estúdio que entendesse a essência da série era a melhor saída. Muitos desenvolvedores da Obsidian já tinham trabalhado nos primeiros jogos da franquia, trazendo o que foi chamado de ‘Fallout DNA’. Isso permitiu criar um jogo muito centrado na narrativa, com escolhas do jogador tendo impacto real na história e no mundo ao redor.

O acerto foi claro: Fallout: New Vegas virou um clássico e vendeu mais de 11 milhões de cópias até 2015, além de manter o interesse dos jogadores pela série. Diante disso, a relação entre Bethesda e Obsidian não parece marcada por ressentimento. Pelo contrário, faz sentido que a empresa veja a Obsidian como parceiro natural caso queira repetir a fórmula de New Vegas.

Code Vein 2 traz soulslike com rifle — o tiro que pode mudar o gênero
Code Vein 2

Code Vein 2 mistura o estilo soulslike com drama de anime e uma novidade curiosa: armas de fogo que mudam o ritmo das batalhas. A proposta é estranha e atraente ao mesmo tempo — combate pesado, builds complexos e muitas cenas com emoção exagerada. Para quem esperava textão filosófico, aqui há mais gritos e melodrama.

O sistema de jogo é centrado no sangue como recurso. Existem sete classes de arma e muitas habilidades que consomem sangue. Para obter sangue você precisa enfraquecer inimigos com ataques normais e usar um finalizador chamado ‘Jail’ para sugar o recurso. Também há Códigos de Sangue, parceiros de IA que lutam ao seu lado ou podem ser absorvidos para aumentar seus poderes. Há categorias de equipamento chamadas Formae defensivas e Formae legadas, além de um sistema de upgrades e personalização de armas. Isso lembra Nioh pela quantidade de opções, mas sem o excesso de loot.

As rifles dão uma sensação diferente: é possível abrir encontros atirando à distância e controlar o ritmo, mas chefes mais rápidos obrigam a mudar tática e usar as habilidades certas. A área testada parecia mais funcional que inspiradora, focando em combate e história em vez de exploração. Code Vein 2 não tenta ser tão ambicioso quanto outros gigantes do gênero, e isso pode ser bom se souber explorar suas forças. No fim, a mistura de tiro, builds e drama anime cria um soulslike com identidade própria.

Arc Raiders

Arc Raiders tem recebido elogios por ser mais tranquilo que outros shooters de extração. Isso é intencional: o matchmaking observa o quanto você é agressivo e tenta juntar jogadores com estilo parecido. Em entrevista, o CEO da Embark explicou que o jogo não é focado em eliminar outros jogadores, embora você possa atirar se quiser. O PvP existe mais para criar tensão do que para ser o foco principal.

O sistema é, antes de tudo, baseado em habilidade, mas inclui uma camada que considera agressividade. A ideia é combinar quem prefere PvE com outros pacíficos, e quem gosta de confrontos com jogadores mais beligerantes. Não é uma ciência exata, mas é uma tentativa de adaptar as partidas ao comportamento real das pessoas.

Não está claro quais métricas são usadas nem quanto peso cada fator tem. Isso levanta perguntas práticas: os jogadores que correm para conseguir vantagem podem acabar em partidas mais duras? Se eu jogar como pacifista por várias partidas, vou acabar em lobbies mais amistosos? Não há resposta pública, e talvez isso seja intencional para evitar que o sistema seja manipulado.

Uma parte do apelo de Arc Raiders é a incerteza ao encontrar estranhos. Se o matchmaking separar demais os estilos, essa tensão pode diminuir com o tempo. Resta acompanhar como a abordagem afeta a experiência e se outros shooters vão adotar algo parecido.

Quake

Brutalist Jam 3 é um mod de Quake que cresceu além do esperado e virou quase um jogo novo. O projeto soma 77 mapas que misturam a estética brutalista — concreto, linhas duras e clima opressivo — com o design clássico do jogo. A produção começou no inverno de 2024, foi trabalhada em sigilo parcial e recebeu contribuições massivas da comunidade. O organizador também está desenvolvendo um hub para conectar todas as fases em uma campanha mais coesa.

Trata-se de uma conversão total: são novas armas, inimigos, power-ups e dezenas de ativos 3D que renovam o visual do título. O anúncio fala em uma reformulação completa do elenco visual de Quake, e o trailer deixa claro: muita coisa ficou irreconhecível para quem lembra a versão dos anos 90. Também saiu um teaser com detalhes das armas e das novas mecânicas — incluindo a chance de empunhar duas chaves ao mesmo tempo — que mostra como o mod brinca com a tradição e a novidade.

A iniciativa mostra a força da comunidade de criadores de mapas. Jogar Brutalist Jam 3 exige algum ajuste: há passos de instalação descritos no anúncio do projeto, e pode ser preciso usar ferramentas de modding. Ainda assim, mesmo quem nunca mexeu com mods pode seguir as instruções e entrar na ação. Se você gosta de Quake ou de mods ousados, esta é uma oportunidade de ver o clássico reinventado e experimentar conteúdos que parecem saídos de um jogo moderno.

Este monitor OLED da MSI pode acabar com seu LCD: 360Hz, HDR monstruoso e 0,03 ms
Monitores

A MSI lançou o MPG 341CQR QD‑OLED X36, um monitor ultrawide de 34 polegadas com painel QD‑OLED da Samsung. Ele traz resolução 3440×1440, taxa de atualização de 360 Hz e resposta de 0,03 ms. O painel adota subpixels em faixa RGB em vez do padrão triangular anterior. Brilho de tela cheia fica em torno de 300 nits e pico HDR alcança cerca de 1.300 nits, com certificação DisplayHDR TrueBlack 500. Conexões incluem DisplayPort 2.1a, HDMI 2.1, USB‑C com 98 W de energia e hub USB‑A.

Na prática, a imagem melhorou: há menos tingimento púrpura em luz forte e a cor está mais equilibrada. O novo arranjo de subpixels ajuda no desenho de fontes, mas a densidade de 110 DPI não é tão nítida quanto um 27 ou 32 polegadas 4K, então texto não fica perfeito. O controle de EOTF e o modo Boost entregam bom punch em cenas claras sem perder os picos brilhantes em áreas escuras, e isso faz o HDR em jogos parecer realmente impressionante.

Velocidade e fluidez são absurdas — a combinação de OLED e 360 Hz dá uma clareza de movimento que supera LCDs. O formato ultrawide é ótimo para imersão, menos prático para quem joga esports competitivos, mas é possível usar faixas pretas com 2560×1440. A construção e a ergonomia são completas. O preço estimado é cerca de R$6.000. Se você busca a melhor imagem e velocidade para jogos, este monitor é uma das melhores opções; se precisa de máxima nitidez para texto, pense bem antes de investir.

Silksong
Hollow Knight: Silksong

Os Steam Awards 2025 foram decididos pelo voto público e os resultados chegaram no começo do ano. A votação trouxe nomes grandes e algumas surpresas. Hollow Knight: Silksong foi eleito Game of the Year e também foi premiado em Best Game You Suck At. Clair Obscur: Expedition 33 levou o prêmio de Melhor Trilha Sonora.

  • Game of the Year: Hollow Knight: Silksong
  • VR Game of the Year: The Midnight Walk
  • Labor of Love: Baldur’s Gate 3
  • Best Game on Steam Deck: Hades 2
  • Better With Friends: Peak
  • Outstanding Visual Style: Silent Hill F
  • Most Innovative Gameplay: Arc Raiders
  • Best Game You Suck At: Hollow Knight: Silksong
  • Best Soundtrack: Clair Obscur: Expedition 33
  • Outstanding Story-Rich Game: Dispatch
  • Sit Back and Relax: RV There Yet?

Vários dos vencedores estão com desconto durante a Winter Sale, então vale a pena dar uma olhada se quiser experimentar. A edição deste ano permitiu indicações em várias categorias e até votar em jogos que você não possui na plataforma, o que deixou a disputa mais aberta. Se quiser checar a lista completa de finalistas e ver quem foi esquecido, procure a página oficial da plataforma. No fim, a votação mostrou gosto diverso: há favoritos consolidados e escolhas inesperadas.

2026 vai sacudir o PC gamer — Steam Frame, CPUs monstruosos e teclados que você precisa conhecer
Headsets

2026 promete ser um ano movimentado para quem ama PC e periféricos. Muitas novidades devem chegar: teclados com novos tipos de switch, monitores OLED mais brilhantes e baratos, dispositivos Arm voltados para jogos e CPUs desktop com grandes saltos de performance. A Valve, por exemplo, prepara três produtos grandes — um headset VR leve e sem fio, uma Steam Machine com SteamOS e um novo controle — que podem mudar o mercado de hardware para jogos.

Nos teclados, a tecnologia TMR aparece como alternativa à Hall effect, trazendo resposta mais constante e menor consumo, e layouts como o espaço dividido tendem a ficar mais comuns em compactos, oferecendo teclas extra e macros fáceis. Os painéis OLED seguem evoluindo: mais brilho e queda de preço, com modelos 1440p já surgindo por cerca de R$ 2.500, o que deve ampliar a oferta para quem quer qualidade sem pagar tanto.

Do lado dos chips, AMD e Intel têm gerações novas no radar — Zen 6 e Nova Lake podem trazer ganhos reais e até versões com cache empilhado para melhorar desempenho em jogos. Também cresce a aposta em dispositivos Arm e handhelds com chips móveis, que prometem mais autonomia e boa compatibilidade via emulação. A alta nos preços de memória pode frear algumas compras, mas, no geral, 2026 vem cheio de opções interessantes para quem joga.