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Fallout

Um dos NPCs mais lembrados de Fallout: New Vegas é um monte de ossos na areia. Randall Clark, conhecido como o Sobrevivente, vira um personagem marcante graças aos diários espalhados pela expansão Honest Hearts. Nessas entradas ele conta a perda da família, a vida como solitário com treinamento militar, e como acabou protegendo um grupo de crianças — o que, no futuro, ajudou a formar a tribo chamada Os Tristes. Além da história, seguir suas pistas rende itens famosos: a Armadura de Combate do Ranger do Deserto e o Rifle do Sobrevivente.

O roteiro da história foi escrito a partir de uma orientação simples: criar alguém capaz de sobreviver. Em entrevista, o roteirista disse que escrever bilhetes e diários permitiu contar algo em prosa, sem afetar o destino do personagem pelas escolhas do jogador. Ele considera esse trabalho entre os melhores que já fez e releu os textos várias vezes, sempre tocado pela força da história.

Há cenas duras e bem pensadas. Uma delas mostra o Sobrevivente poupando sofrimento de um casal idoso, com um ato calculado e doloroso. Esses trechos juntam aventura e culpa, e culminam num final triste, mas bonito. Para quem curte Fallout: New Vegas, os diários do Sobrevivente são um dos momentos mais humanos da série.

Você não vai acreditar: remake de Resident Evil 4 quase teve capítulo jogável com Ashley
Resident Evil 4

Resident Evil costuma começar com fases de introdução sem combate que focam em atmosfera. Em alguns jogos da série, essas cenas criam tensão e conexão com os personagens antes da ação. Esse tipo de prólogo funciona bem na primeira jogada, mas torna as replays mais lentas e repetitivas.

No remake de Resident Evil 4 havia a proposta de um Capítulo 0 em que o jogador controlaria Ashley nos momentos antes do sequestro. Trechos dessa ideia surgiram em trailers, mas a sequência acabou sendo cortada durante o desenvolvimento.

Arquivos deixados no jogo foram descobertos por um modder e mostram pedaços do que seria esse prólogo. Não foram encontrados os cortes cinematográficos, nem os inimigos ou a fonte de luz da cena, mas há várias animações de corrida. Uma animação mais frenética mostra Ashley batendo os braços como uma pessoa desesperada enquanto é perseguida por um ganado. Esses fragmentos deixam claro que a cena chegou a ser criada, mesmo sem estar completa.

Provavelmente a escolha por remover o trecho está ligada ao ritmo do jogo e ao fato de que muitos jogadores preferem a ação direta com Leon. Sequências lentas funcionam uma vez, mas atrapalham quando você repete o jogo, e a desenvolvedora parece relutante em oferecer uma opção de pular. No fim, pode ter sido melhor para a experiência geral manter o foco em combate e exploração.

Yes Man deixou Fallout: New Vegas fácil demais? Roteirista admite que rota solo pode ter sido um erro
Fallout

Fallout: New Vegas mostra que nenhuma facção é totalmente boa. A Legião de César age como um regime autoritário e violento. O Sr. House é frio, egocêntrico e difícil de confiar. A República da Nova Califórnia parece familiar, mas tem corrupção e ambição territorial. Em entrevista, o roteirista explicou que a intenção era essa: nada de preto no branco, tudo em tons de cinza. As escolhas morais deviam ser complexas.

Para dar total liberdade ao jogador, a equipe garantiu que dava para matar todo mundo ou não matar ninguém. Nasceu então Yes Man, um robô com sorriso bobo que aceita qualquer ordem e não some de vez – se for destruído, volta em outro corpo. Ele foi pensado para permitir que o jogador assumisse Vegas sozinho, sem depender das facções. A solução também virou um personagem divertido, com um comportamento bajulador que rende momentos cômicos.

O roteirista admite que essa rota pode ter um lado ruim: ela tira parte da pressão moral do jogo porque dá uma saída fácil para evitar escolhas duras. Mesmo assim, muitos jogadores curtiram a liberdade e o robô se tornou um dos elementos mais lembrados por seu humor. Para quem se interessa pela criação das decisões e dos personagens, há entrevistas e matérias que aprofundam como tudo foi pensado.

Pinturas de Fallout: New Vegas tão incríveis que até Danny Trejo elogiou
Fallout: New Vegas

Deimos, um artista que recria Fallout: New Vegas como pinturas românticas, tem atraído muita atenção. Suas imagens transformam cenas do RPG em quadros dramáticos e chegaram a receber elogios do diretor do jogo, Josh Sawyer, e do ator Danny Trejo nas redes sociais. O resultado parece um remaster idealizado do jogo, com composições clássicas e cores fortes.

Entre as peças, “2281 Overture” mostra uma versão pró-NCR da batalha final com todos os companheiros ao redor do Carteiro Seis, lembrando “A Liberdade Guiando o Povo”. Em “You Feel a Little Woozy” o Carteiro aparece apoiado na espingarda única Dinner Bell, cercado por Cazadores e com Lily, a Nightkin, segurando um antídoto. “Quarry Junction” captura o desespero de fugir com ovos de Deathclaw enquanto tenta armar uma explosão.

Deimos conta que New Vegas é sua maior inspiração e que suas pinturas nascem de roleplay e imaginação. Ele mistura elementos oficiais e mods para dar personalidade ao Carteiro, mantendo a máscara parcial para preservar anonimato. Para afastar acusações de uso de IA, ele publica o processo do esboço até a pintura. Impressões em alta qualidade estão à venda na loja online e o artista promete continuar produzindo essas cenas. Ele diz que vai seguir desenhando sobre New Vegas por muitos anos.

Fallout

Tim Cain, criador e programador líder do Fallout original, tem ouvido a mesma pergunta de fãs: por que não criar um novo RPG original ou voltar a franquias como Fallout, Arcanum ou Temple of Elemental Evil? Em vídeo publicado em seu canal, ele explicou por que essas ideias não são simples de realizar.

Cain lembra sua trajetória desde os anos 90, passando pela Troika e por jogos como Vampire: The Masquerade — Bloodlines, Wildstar e títulos da Obsidian como The Outer Worlds. Mesmo com esse histórico, ele diz que não tem os direitos nem os recursos para liderar um grande remaster ou uma sequência sozinho. Além disso, apontou que outras pessoas e equipes lucram muito mais com as criações que ele ajudou a conceber, enquanto ele recebeu apenas uma fração do retorno.

Para explicar a situação, ele usa a imagem de um pintor: o artista quer continuar criando, mas uma parte grande do lucro acaba nas mãos de quem monta as molduras. Cain afirma não estar amargurado, apenas cansado de responder repetidamente. Hoje ele prefere fazer projetos menores que o deixam feliz, em vez de assumir todo o risco financeiro de um grande estúdio apenas para ver outras pessoas se beneficiarem mais.

Apesar disso, ele voltou a trabalhar em tempo integral na Obsidian e segue contribuindo em papéis de programação e design. O que poderia mudar sua posição, diz ele, é uma divisão de ganhos mais justa na indústria, que permitisse aos criadores receberem uma fatia maior quando seus trabalhos fazem sucesso. Enquanto isso, os fãs ainda podem jogar seus clássicos.

Cultic

Cultic recebeu uma atualização de Natal chamada Cultmas que traz um mapa bônus, “I’ll Be Home For Cultmas”. O mapa é nevado e vem com um arsenal próprio, armas novas e um tipo de inimigo que não aparecia antes. Um trailer mostra a nova área: muita neve, dinamite voando e cultistas de robe marrom sendo espetados por garfos — tudo com clima e violência à moda dos jogos de tiro clássicos. O visual mistura áreas externas e corredores fechados, o que cria confrontos rápidos e sangrentos.

A atualização também traz várias otimizações e ajustes de balanceamento. O dano por queimadura foi refeito: agora causa dano direto, sem depender de uma barra oculta de ignição. Na prática, fica mais fácil “ensopar” inimigos em dano enquanto eles queimam e eliminá-los mais rápido. Houve correções de bugs e melhorias de fluidez para rodar melhor em PCs variados. Há ainda outras melhorias de desempenho e pequenas mudanças em armas e inimigos para deixar os confrontos mais equilibrados.

Cultic e a versão completa, que reúne os dois capítulos, estão disponíveis para compra na loja do jogo. O capítulo 2, lançado no ano passado, não é necessário para acessar o mapa Cultmas pelo menu “novo jogo”. A atualização chegou logo após as festas e já pode ser experimentada por quem quiser. Se você curte jogos de tiro retrô com ação rápida e som brutal, essa atualização é um bom motivo para voltar a jogar e conferir as armas e o inimigo novos.

Janeiro 2025 no PC: 15 Lançamentos e Eventos que Você Não Pode Perder
Cairn

Janeiro costuma ser um mês mais tranquilo para jogos de PC, mas 2025 esquenta no fim do mês com vários lançamentos e eventos. Tem desde indies curiosos até grandes RPGs e expansões. Se você quer planejar o mês, vale conferir as datas e separar tempo para as novidades.

Entre os principais estão Quarantine Zone: The Last Check (12 de janeiro), um jogo de gestão em que você inspeciona sobreviventes durante um apocalipse zumbi; Highguard (26 de janeiro), um shooter heroico gratuito tentando ganhar espaço no gênero; Cairn (29 de janeiro), um jogo de escalada em montanha elogiado desde a demo; e Code Vein 2 (29 de janeiro), um RPG de ação com viagem no tempo e visual marcante. Há opções para quem gosta de desafio, ação ou experiências mais diferentes.

Também chegam jogos em acesso antecipado, como StarRupture (6 de janeiro) e Bladesong (22 de janeiro), e alguns títulos foram adiados para janeiro. O mês traz ainda eventos e promoções em lojas digitais, além de feiras de tecnologia e games no fim do mês. Entre atualizações e encerramentos, há uma pré-atualização para World of Warcraft em 20 de janeiro, o fim de Anthem em 12 de janeiro e a expansão Woolhaven para Cult of the Lamb em 22 de janeiro. Em resumo, janeiro oferece muita variedade para testar novos jogos e atualizações.

Hytale

O cofundador Simon Collins-Laflamme readquiriu Hytale de sua antiga dona em novembro de 2025 e agora trabalha para levá-lo ao lançamento. Em postagem nas redes sociais, ele disse sentir raiva pelo tempo perdido após a aquisição anterior, porque quatro anos de engenharia foram usados para reconstruir o motor em vez de criar recursos de jogabilidade.

Quando reassumiu, o jogo estava quase injogável: câmera, movimento, combate, criação, construção, loop de jogo, sons e renderização apresentavam problemas. Ele relata que esses erros exigiram consertos rápidos, e que a equipe conseguiu, em poucas semanas, devolver ao jogo um estado jogável e divertido — mas isso deixou um grande atraso a ser recuperado.

Para avançar rápido, a equipe adotou uma abordagem enxuta: menos reuniões, confiança nos desenvolvedores, lançar versões iniciais das funcionalidades e melhorar por iteração, mesmo acumulando dívida técnica que será paga depois. O estúdio também confirmou que Hytale entrará em acesso antecipado por um preço baixo e que não estará disponível na Steam nessa primeira fase.

Collins-Laflamme diz que está transformando a raiva em foco e execução, comprometendo mais recursos, tempo e esforço pessoal para entregar a visão do jogo. O objetivo agora é recuperar o ritmo perdido, lançar novidades com rapidez e reconquistar a confiança dos jogadores.

Bloober Team lança site misterioso com contagem regressiva — o que será revelado em 15 de fevereiro?
Bloober Team

A Bloober Team lançou um site com uma contagem regressiva misteriosa e uma mensagem que convida a espiar a escuridão. O endereço do site usa uma sequência de letras embaralhadas e não traz mais pistas. O anúncio apareceu nas redes no fim do ano e já gerou várias teorias entre fãs e jogadores.

A contagem termina em 15 de fevereiro (horário de São Paulo), um prazo relativamente longo para esse tipo de teaser, o que dá tempo para muita especulação. A ausência de referência a empresas detentoras de franquias fez alguns acreditar que pode não ter ligação direta com os remakes de Silent Hill, embora a Bloober tenha trabalhado recentemente nesse universo e também tenha lançado Cronos: The New Dawn. O estúdio ainda mencionou estar desenvolvendo um jogo de horror para Nintendo, o que abre outras possibilidades.

Torcedores tentam decifrar o URL e já surgiram interpretações como ‘Remove your old dreams, chosen seer’, que alimentam teorias ligadas a Cronos e até desejos por um remake de Eternal Darkness. Há também palpites mais bem-humorados e memes circulando. Por enquanto a Bloober mantém silêncio, e resta à comunidade esperar pelo fim da contagem para descobrir se virá um remake, um jogo totalmente novo ou apenas uma surpresa inesperada.

Fallout

A marcha de Liberty Prime em Fallout 3 é uma das cenas mais lembradas da série. Diferente de chefes imponentes que ficam parados no palco, ele atravessa o mundo aberto como um NPC gigante, destruindo tudo no caminho. Essa sequência parecia espontânea, mas na verdade foi o resultado de muita tentativa e erro para fazer o robô seguir um trajeto muito específico.

Os desenvolvedores passaram meses ajustando animação e navegação para que a cena funcionasse. Eles queriam que o jogador visse o robô seguir uma rota exata, mas NPCs aleatórios e limitações do sistema de navegação atrapalhavam. Um ex-programador explicou que técnicas comuns de navmesh não lidam bem com agentes de tamanhos muito diferentes, e o robô gigante provocava vários problemas. Para resolver, parte do código de pathfinding foi reescrita especificamente para ele. O robô também precisava interagir com explosões e física de objetos, o que complicava ainda mais o trabalho.

Trabalhar com uma engine própria abriu possibilidades, mas também exigiu soluções criativas e muita paciência. No fim, o esforço compensou: a marcha ficou como um momento épico que muitos fãs lembram até hoje. Quem quiser saber mais sobre a criação dessa e de outras cenas pode conferir depoimentos de desenvolvedores em uma edição impressa recente de revista de jogos.

Baba Is You

Baba Is You ganhou uma atualização grande no começo de 2026. Ela traz novas palavras, sprites e ferramentas pensadas para criadores de níveis e mods. A equipe disse que esta é provavelmente a última grande atualização do jogo. Mesmo assim, a novidade abre muitas possibilidades para quem ainda joga.

Entre as novidades estão cinco palavras novas para usar em níveis personalizados: become, facedby, hold, happy e angry. No jogo, palavras mudam as regras das fases ao formar frases com blocos. Por exemplo, ‘Baba is Happy’ deixaria o personagem feliz — o efeito exato dependerá de como o criador usa a palavra. Também foram adicionados vários sprites novos, como raposa, feijão, cachorro-quente e cacto. Essas peças ficam disponíveis no editor de fases, que funciona nas diferentes plataformas e já tem uma comunidade ativa de níveis feitos por jogadores.

A atualização também melhora o suporte a mods, com mudanças técnicas, correções e ajustes que devem deixar o jogo mais estável para criadores. Não há muitos níveis novos prontos, mas os novos elementos dão brinquedos para quem gosta de inventar desafios esquisitos e confusos. É bom ver suporte chegando anos após o lançamento; Baba Is You continua único e vale a pena revisitar.