Em uma pré-apresentação antes da CES 2026, a Dell e a Alienware confirmaram que trabalham em um notebook gamer de entrada. A ideia é ampliar o alcance da marca, oferecendo um modelo mais acessível sem perder o que importa. A empresa afirmou que o mercado de consumidores é prioridade e quer voltar a oferecer opções para quem procura desempenho com preço mais baixo.
O aparelho ainda está em desenvolvimento e não tem submarca definida. A Alienware diz que fará escolhas inteligentes de investimento para manter qualidade de construção, refrigeração e desempenho, mesmo em um produto mais barato. Isso significa priorizar componentes que afetam a jogabilidade e evitar cortes nas partes que realmente importam. O design inclui teclado numérico e visual mais simples, pensado para competir com outras linhas de entrada.
A meta é reduzir preços em centenas de dólares, o que dá algo em torno de R$1.000 a R$3.000 a menos, dependendo do mercado e das opções. A movimentação pode ser inteligente, especialmente com a alta de preços de memória prevista para 2026, mas muito vai depender das escolhas de configuração e do poder gráfico final. Mais detalhes devem aparecer na primavera, quando a empresa divulgar especificações e planos de lançamento.
A Alienware apresentou no CES 2026 um laptop gamer ultrafino que quer ser um curinga para jogadores e criadores. O novo design tem cerca de 17 mm de espessura e busca entregar desempenho elevado sem ostentação. A fabricante diz que o modelo de 16 polegadas é cerca de 50% menor que o Area‑51 de 16 polegadas, mantendo desempenho sério apesar do tamanho compacto.
Em entrevista, o chefe de produto explicou que o foco foi “densidade de performance” e “versatilidade de design”: encaixar o máximo de potência possível num corpo compacto. A empresa admite que não pretende alcançar o teto de performance do Area‑51, mas promete experiência robusta para jogos e trabalho criativo, dependendo de como as GPUs móveis e o TGP forem configurados.
As imagens e o protótipo mostrados no palco seguem uma estética mais discreta e atemporal, com acabamento em alumínio escovado, construção premium e foco em bateria. O visual fica menos agressivo que modelos tradicionais da marca, mais sóbrio e pronto para qualquer ambiente. Nem todo mundo ficou convencido pelas renders, mas a proposta é clara.
Haverá versões de 14 e 16 polegadas; o modelo menor pode ter espessura diferente e acabar mais próximo dos rivais compactos. A empresa não revelou quais GPUs mobile serão usadas nem os níveis de TGP e refrigeração. Essas respostas serão essenciais para saber se a novidade de 2026 consegue superar Razer e Asus na corrida pelos laptops gamers compactos.
A AMD anunciou duas adições à família Ryzen AI Max na CES: os modelos Max+ 392 e Max+ 388. O Max+ 392 traz dois CCDs, totalizando 12 núcleos e 24 threads. O Max+ 388 usa um único CCD com 8 núcleos e 16 threads. Antes, só o Max+ 395 tinha a GPU completa com 40 unidades de computação.
As APUs Strix Halo combinam um ou dois CCDs com um grande chip de E/S que reúne a GPU. A GPU presente pode ter 40 RDNA 3.5 CUs (2.560 shaders), 64 MB de cache L3 e barramento de memória unificado de 256 bits. O Max+ 388 mantém todas as 40 CUs em um único CCD, o que reduz problemas de desempenho em jogos que não aproveitam bem chips com dois CCDs. O boost do CPU fica em 5,0 GHz, perto dos 5,1 GHz do Max+ 395, uma diferença que dificilmente será notada em gameplay.
Todos os Strix Halo têm TDP máximo de 120 W (limite padrão 55 W) e até 128 MB de memória unificada. Em handhelds como o Win 5, que pode vir com opções de memória variadas e limites de potência mais baixos, o Max+ 388 deve ser especialmente atraente por oferecer mais shaders do que o Max 385. As novas APUs Ryzen AI 400, por outro lado, são essencialmente variantes da geração anterior com menos CUs e barramento de memória mais estreito, o que limita o desempenho gráfico. Para jogar sem placa dedicada, o Max+ 388 é uma opção muito interessante.
Compositor de Final Fantasy IX diz que o jogo é mais amado no exterior — e revela sua faixa favorita
Em entrevista celebrando os 25 anos de Final Fantasy IX, o compositor Nobuo Uematsu disse que a trilha do jogo está entre as suas favoritas. Ele comentou que sente que o jogo é mais querido fora do Japão, e que fãs estrangeiros costumam falar mais sobre ele.
Uematsu explicou que costuma ser muito crítico com suas próprias músicas, e que ouvir as faixas do jogo já o incomodava por causa do tempo gasto em depuração. Mesmo assim, ele elogiou as melodias e as progressões de acordes de Final Fantasy IX e falou que gosta muito da música do chefe final. Para criar aquele clima, ele pediu ao operador de sintetizadores, Keiji Kawamori, que gravasse uma ‘voz dos mortos’ — e o resultado surpreendeu a equipe.
O compositor também falou que trabalhar com um cenário mais medieval foi prazeroso. A abertura e o fanfarra foram feitas com influência de Early Music, o que deu uma sensação clássica à trilha. Ele contou que, durante a produção, a ambientação familiar do universo medieval ajudou a compor mais cedo, mesmo antes do jogo estar totalmente pronto.
Uematsu lembrou ainda de viagens e referências que marcaram sua carreira, como a inspiração em performances de dança quando trabalhou em outros títulos. Para FF9, ele e a esposa buscaram castelos na Europa para sentir a atmosfera, mas acabaram se sentindo deslocados entre estudantes. No fim, retornar ao tom medieval foi algo que o deixou mais à vontade e motivado.
A AMD apresentou no CES o Ryzen 7 9850X3D, essencialmente uma versão do 9800X3D com um pequeno aumento no clock de boost. Em números, a mudança é de cerca de 7,7% no boost, então é mais do mesmo, só um pouco mais rápido. Para quem monta PC, isso significa ganhos modestos em jogos, não uma revolução.
Modelos Zen 5 X3D anteriores já mostraram que os chiplets (CCDs) saem com boa qualidade. No Ryzen 9 9950X3D havia um CCD com 3D V-cache e outro sem, e os que não tinham V-cache chegaram a 5,7 GHz, enquanto os com V-cache ficaram perto de 5,5 GHz. Isso indica sobra de CCDs aptos a rodar acima de 5,2 GHz, o que acaba gerando novas variantes de processador em vez de cair o preço dos modelos existentes.
A AMD ainda não divulgou o preço oficial, mas como referência o 9800X3D custa cerca de R$ 2.350 e o 9950X3D gira em torno de R$ 3.380, então o novo 9850X3D deve ficar entre esses valores. No melhor cenário pode sair por algo em torno de R$ 2.500; se ficar muito mais caro, não vale a troca. A AMD informa ganhos de 2 a 5% em jogos sobre o 9800X3D. Para overclockers e quem busca recordes em benchmarks, o aumento de clocks pode interessar; para a maioria dos jogadores, a diferença é pequena e só compensa se o preço for competitivo.
HyperX e Omen finalmente viraram uma marca só com o lançamento do HyperX Omen Max 16. Por fora ele lembra bastante o modelo de antes, mas agora traz a marca HyperX sob a tela e um grande logo HX na tampa. É uma mudança mais visual, mas que coloca as duas linhas em uníssono.
Por dentro há atualizações importantes. As opções de GPU vão da RTX 5070 Ti mobile até a potente RTX 5090. A escolha de CPU passa pelos novos Ryzen AI 400 da AMD ou por um processador Intel de próxima geração. A fonte usa tecnologia GAN e entrega 300 W de energia total sem ser pesada. A refrigeração ganhou um terceiro ventilador para tentar reduzir aquecimento e barulho, problemas que incomodavam o modelo anterior. O teclado também foi melhorado: polling de 1000 Hz, anti-ghosting e setas em tamanho completo para quem joga competitivo.
Além do Max 16, os modelos Omen sem o sufixo Max também recebem a identidade HyperX e ajustes na refrigeração e nas especificações. No fim das contas é mais um reposicionamento do que uma revolução, mas traz melhorias práticas para quem busca desempenho e portabilidade. A HP já tinha adquirido a HyperX em 2021 por cerca de R$1,2 bilhão, e agora a união fica mais visível nas prateleiras.
A HyperX, marca de hardware gamer agora sob a HP, apresentou o HyperX Omen OLED 34. O produto é fabricado pela HP, mas chega com a marca HyperX e tem especificações que chamam atenção.
Trata-se de um ultrawide de 34 polegadas com painel QD-OLED e taxa de atualização de 360 Hz. O tempo de resposta é de 0,03 ms, ideal para jogos muito rápidos. A tela usa uma versão de nova geração da tecnologia V-stripe, um tipo de arranjo de subpixels que coloca o verde acima do vermelho e do azul formando um ‘V’ invertido. Versões anteriores desse arranjo mostravam letras um pouco borradas; a nova geração promete melhorar a nitidez e reduzir esse problema.
A HP informa que o monitor virá com garantia limitada de três anos e tecnologia HyperX OLED Core Protect para reduzir riscos de burn-in. Há também HyperX ProLuma para precisão de cores profissionais, carregamento USB-C de 100 W, e compatibilidade com G-Sync e FreeSync Premium Pro. O kit inclui um arquivo para personalizar e imprimir um gancho para fone, e os controles foram reposicionados da lateral para a parte inferior, a pedido de jogadores.
Deve chegar ao site da HP na primavera, com preço ainda não divulgado, mas tudo indica que será caro. Em especificações ele supera alguns ultrawides OLED atuais, mas só um teste e o preço vão dizer se vale a pena. Para quem joga competitivamente, a combinação de 360 Hz com OLED pode ser muito atraente.
A MSI revelou a GeForce RTX 5090 32G Lightning Z, uma placa de vídeo projetada sem meias medidas e focada no público entusiasta. Ela traz uma tela de 8 polegadas integrada ao próprio PCB e abandona o cooler a ar em favor de um sistema de refrigeração líquida externo com radiador de 360 mm e três ventiladores.
O circuito usa uma bomba nova com 71% mais fluxo, e um cold plate full copper para manter a GPU gelada, além de backplate de fibra de carbono. A energia é alimentada por duas conexões de 16 pinos e 40 fases de VRM; há sistema dual BIOS com modos de 800 W e 1000 W, e um BIOS extra de mais de 2500 W reservado para overclock extremo. Para referência, o modelo padrão tem TGP de 575 W, e a MSI recomenda fonte de 1600 W.
O clock boost de fábrica chega a 2.775 MHz, cerca de 365 MHz acima da maioria das RTX 5090. Ajustes finos ficam por conta do app Lightning Hub (web e celular), e há pontos V-check para medir voltagens. A placa vem com um chaveiro para alternar o BIOS e componentes selecionados à mão para desempenho. Serão feitas apenas 1.300 unidades, em edição de colecionador, então espere um preço alto. No geral, é um produto pensado para quem busca o máximo, mesmo que isso exija muito da fonte e do bolso.
Elias Toufexis é mais conhecido por dar voz a Adam Jensen em Deus Ex: Human Revolution e em Mankind Divided. Recentemente ele publicou nas redes sociais que, por enquanto, não tem planos de voltar ao papel e afirmou, em tom provocativo, que as pessoas responsáveis pelo futuro da franquia “são psicopatas”. A declaração chamou atenção dos fãs.
Em entrevista, Toufexis disse que não acredita que os dirigentes sejam psicopatas no sentido literal. Ele contou que propôs a criação de uma série animada com ele como produtor e coautor, mas a ideia foi recusada. Segundo ele, recusar oportunidades sobre uma franquia tão conhecida é uma decisão difícil de entender.
Felizmente Toufexis tem outros projetos em andamento. Ele teve um papel em Star Trek: Discovery e participou de jogos como The Outer Worlds 2, Hell Is Us e MindsEye. Atualmente trabalha como diretor de voz em Marathon, da Bungie, e também aparece no jogo interpretando Void e Rook. Marathon teve um pré-lançamento conturbado, mas recentes atualizações e vídeos dos bastidores reacenderam o interesse.
Marathon tem lançamento previsto para março de 2026, sem dia definido, e a equipe afirma que vem ajustando o trabalho com base no feedback dos jogadores. Quanto a um novo jogo de Deus Ex, os fãs talvez precisem esperar mais — quem sabe 2027.
A Cherry anunciou dois teclados com switches TMR durante a CES. As novidades serão lançadas pela submarca Cherry XTRFY e prometem elevar a precisão e o desempenho dos periféricos da empresa. O modelo MX 8.2 Pro TMR é um teclado tenkeyless sem fio com troca de switches hot-swap, baixo consumo de energia e conectividade wireless de alta velocidade. Ele permite usar tanto switches magnéticos quanto mecânicos; com os MK Crystal Magnetic a entrada é linear e muito suave, com precisão de 0,01 mm e taxa de polling de até 8.000 Hz.
O MX 8.2 Pro TMR chega ao mercado em 29 de janeiro por cerca de R$ 1.300. A família vai ganhar em seguida o K5 Pro TMR, um 65% previsto para a primavera, que também terá os MK Crystal Magnetic e suporte a polling de até 8.000 Hz; o preço ainda não foi confirmado. Embora a tecnologia magnética não seja inédita — muitos periféricos já usam sensores Hall — o TMR entrega um nível maior de precisão, mas tende a ser mais caro. Há fabricantes que já oferecem teclados TMR no mercado, então a Cherry entra em um segmento que já tem alternativas.
Esses lançamentos chegam em um momento delicado para a Cherry: a empresa registrou uma perda próxima de R$ 120 milhões no fim do ano passado. Investir em teclados TMR pode ser uma forma de recuperar imagem e atrair quem busca performance, mas também é um movimento arriscado por ser mais caro. Ou seja, talvez a Cherry esteja optando por adaptar-se ao que já funciona no mercado em vez de seguir apenas soluções internas.
Mini PCs e estética fofa combinam. Você monta um PC pequeno para não dominar a mesa ou porque achou bonito. A Thermaltake revelou o TR100 Koralie, uma versão artística do seu gabinete Mini-ITX que tem chamado atenção desde que foi mostrada em uma feira de tecnologia. O TR100 padrão é um gabinete Mini-ITX de câmara dupla, bem compacto. A versão normal tem preço acessível, cerca de R$ 750, e é um bom ponto de partida para quem quer um build pequeno.
A edição Koralie traz o mesmo layout interno, mas com acabamento especial. Cada unidade é numerada e assinada pela artista, e a fabricante indica que haverá vendas, mas não revelou preço nem data de lançamento. O gabinete é azul e tem um desenho simétrico que a empresa diz misturar influências mediterrâneas, asiáticas, Art Deco e motivos indígenas. No topo há espaço para uma tela LCD de 3,9 polegadas, ideal para mostrar imagens, widgets ou o que você quiser.
Koralie é uma artista francesa que trabalha a relação entre natureza e beleza criada pelo homem; ela pinta paredes de sua cidade desde 1999. A proposta da edição é transformar um componente funcional em peça de decoração. Ainda não sabemos quando a edição especial chegará às lojas, então resta admirar o visual e pensar em um projeto para usar esse gabinete como peça principal na mesa.