Lilith está de volta em Diablo IV. No fim da campanha original havia uma fala curta que sugeria que ela ainda teria papel na história, e agora a desenvolvedora confirmou que ela volta para o confronto final da saga com Mefisto. A surpresa é que ela não volta como inimiga: Lilith vai ajudar o jogador a enfrentar seu pai, Mefisto. Para quem acompanha o jogo, isso explica por que o sangue demoníaco do personagem sempre foi um ponto comentado nas temporadas.
O retorno de Lilith aparece como peça central da narrativa do novo capítulo Lord of Hatred. Em entrevista, um designer narrativo contou que sempre quis trabalhar com Lilith, mas lembra que ela continua sendo um demônio e terá seus próprios objetivos. Um roteirista principal acrescentou que, com Mefisto como alvo e o mundo em risco, a presença dela dentro do protagonista se torna chave para descobrir como detê-lo. Ou seja, a relação entre jogador e Lilith vai explorar a zona cinzenta entre manipulação e necessidade.
A expansão sai em 28 de abril e traz a nova classe paladino jogável antes do lançamento, além de outra classe ainda não anunciada. Para fãs da personagem, é um alívio ver Lilith retornando e ganhando um papel decisivo no desfecho. Não parece que ela ficará do lado dos jogadores para sempre, mas deve ter um fim bem mais marcante na saga.
Na Rússia, autoridades proibiram o acesso ao Roblox, plataforma popular entre crianças e jovens. Em Tomsk, uma cidade no centro do país, um grupo de várias dezenas de pessoas encarou o frio e o risco de punições para protestar contra o banimento. Eles seguravam cartazes com mensagens pedindo que não mexam com o jogo e comparando o bloqueio a uma ‘cortina digital’.
O governo justificou a proibição dizendo que a plataforma tem conteúdo inadequado para crianças e citou também a divulgação de material LGBT. O bloqueio abriu debate sobre censura e eficácia: muitos jovens conseguem driblar restrições usando VPNs. Também existem críticas ao Roblox por problemas de segurança infantil, e a empresa tem divulgado iniciativas para reduzir a exposição a conteúdo impróprio.
Além do protesto no frio, uma defensora da censura recebeu dezenas de milhares de cartas de crianças, muitas delas dizendo que pensam em deixar o país por causa do banimento. Do lado da plataforma, o CEO da Roblox disse em entrevista que a presença de predadores não é apenas um problema, mas, na visão dele, também uma oportunidade, e mencionou até a possibilidade de mercados de aposta no futuro. O episódio mostra que uma medida pensada para proteger crianças acabou gerando reação forte entre a própria base de usuários.
A masmorra Equilibrium em Destiny 2 traz sete armas novas e um conjunto de armadura focado em espadas. Entre as armas está o arco exótico Heirloom, além de fuzis, snipers, metralhadora e uma espada leve. Saber a tabela de loot ajuda a escolher qual encontro farmar.
- Heirloom — arco de combate exótico (Solar)
- Zealous Ideal — fuzil automático (Solar)
- Voltaic Shade — fuzil de precisão (Arc)
- Bitter End — metralhadora (Arc)
- High Tyrant — rifle de pulso (Void)
- Conspiracy Honed — sniper (Stasis)
- Sullen Claw — espada leve (Void)
A tabela de loot separa os drops por encontro: no Harvester caem principalmente Zealous Ideal e Voltaic Shade, além de braços, peito e pernas de armadura. No Harrow você pode conseguir Conspiracy Honed, Bitter End, Voltaic Shade, High Tyrant e capacete, braços e peça de classe. No encontro final com Dredgen Sere caem Heirloom, Sullen Claw e todas as outras armas, além de todas as peças de armadura.
O conjunto Equilibrium tem bônus para espadas: dois pedaços — Meditação de Combate: acertos com espada recuperam granada e energia de classe (energia extra se Foco de Lâmina estiver ativo). Quatro peças — Foco de Lâmina: bloqueie brevemente com a espada para preparar o Foco; enquanto preparado, acertar inimigos aumenta o dano da espada e a distância de investida por curta duração.
Se você quer a melhor versão de uma arma, foque no encontro que solta essa arma. O encontro final é o mais completo, mas Harvester e Harrow são melhores se você busca itens específicos.
Hades 2 passou por um longo período em acesso antecipado e recebeu várias atualizações que mudaram como o jogo funciona. Isso pode frustrar quem já acostumou com certas habilidades ou builds: quando uma escolha marcada some ou é alterada, dá a sensação de que tiraram algo do seu progresso.
O diretor criativo da Supergiant explicou que, em muitos casos, a equipe prefere mover ideias em vez de simplesmente removê-las. Um exemplo foi a Corrida da Forja: antes ela criava uma explosão ao correr por um segundo, custando 10 de magia. Depois virou a Investida da Forja, que causa o efeito ao esquivar perto de um inimigo com recarga determinada.
Além disso, o conceito de “correr para gerar uma grande explosão” acabou indo para outra arma, o Manto Negro, como o Aspecto de Nyx dessa arma. Ou seja, a mecânica não desapareceu — só ganhou um novo lar e uma forma mais simples de usar em outro contexto.
Essa prática foi comum durante o acesso antecipado: a equipe ajustou e realocou conteúdo conforme seus objetivos. Jogadores reclamam quando builds favoritas mudam, mas esses cortes e remanejamentos servem para deixar o jogo mais coeso. Às vezes as mudanças resolvem problemas maiores, inclusive finais que tiveram revisões depois do lançamento.
A série Fallout retorna esta semana com a segunda temporada ambientada em New Vegas. Em entrevista, o roteirista original de Fallout: New Vegas falou sobre como o personagem Senhor House ganha nova leitura hoje. Ele acredita que a fixação dos bilionários da tecnologia por imortalidade tecnológica e grandes projetos torna o personagem ainda mais atual.
No jogo, o Senhor House previu a Grande Guerra com apenas alguns dias de antecedência e quase recebeu o chip de platina, que acabou perdido no deserto quando errou a data. Mantido em criogenia, ele segue administrando Las Vegas por meio de um supercomputador que roda um sistema operacional antigo e cheio de falhas. Isso cria frustração e humor, além de ressaltar a ideia de planejamento a longo prazo que move o personagem.
A inspiração real veio de um magnata que mudou Las Vegas no século XX, mas o roteiro transformou esse modelo em alguém obcecado por avanço tecnológico e prolongamento da vida. O roteirista aponta a paralisia ética do personagem: ele tem um plano claro, liga pouco para as pessoas do Strip e prioriza o resultado. Ainda assim, há indícios de que ele pode ter capacidade de fazer o plano acontecer, e sua presença será central na segunda temporada.
Codex Mortis é um jogo estilo Vampire Survivors que afirma ter sido criado totalmente com ferramentas de IA. O desenvolvedor, conhecido como Crunchfest3, publicou o processo em um fórum de criadores e liberou uma demo na página da loja. O trailer tem tom provocador: mostra um mago encapuzado destruindo um demônio marcado como “AI antis”. A proposta chama atenção porque mistura narrativa e a ideia de desenvolvimento automatizado.
O autor afirma que tudo é TypeScript, usando PIXI.js para renderização, bitECS como backend de entidade-componente e Electron para empacotar o app. Ele diz que grande parte do código foi gerada com modelos de IA e que as artes também foram produzidas por ferramentas automáticas; animações saíram de um shader criado por IA. O criador conta que montou boa parte em cerca de três meses, com auxílio de prompts e ferramentas de codificação assistida.
Visualmente o jogo lembra seus inspiradores e tem um estilo propositalmente borrado. Ainda assim, funciona como um videogame do gênero, com inimigos, upgrades e progressão. A afirmação de ser o primeiro jogo 100% gerado por IA é difícil de confirmar, já que projetos experimentais semelhantes existem. Mesmo assim, ver uma demo disponível em uma loja mostra como a IA já entra no fluxo de criação de jogos, mesmo quando o resultado ainda parece amador em alguns pontos.
A Larian anunciou Divinity, um RPG grande ambientado em Rivellon. O trailer mostra uma festa de verão que termina em sacrifício: um homem queimado em um enorme boneco de madeira, várias raças do mundo reunidas e imagens fortes que abrem um portal macabro chamado Pedra Infernal. É uma entrada impactante que parece marcar o evento que vai mover a história do jogo.
Não existe data de lançamento. Em entrevista, o chefe da Larian disse em abril de 2025 que o estúdio está bem no meio do desenvolvimento e que espera ter algo mais concreto nos próximos anos. Para ter uma referência, Baldur’s Gate 3 teve cerca de 16 meses entre o primeiro trailer e a primeira versão pública, mas Divinity é ainda maior e pode demorar mais para aparecer em versão jogável.
A Larian disse que não é preciso conhecer os jogos antigos para entrar no novo Divinity, embora veteranos encontrem várias referências. Em termos de gameplay, o jogo pode herdar coisas conhecidas do estúdio: lançamento em acesso antecipado, debate sobre combate por turnos, regras sandbox que permitem exploits, suporte para até quatro jogadores, grupos com quests pessoais e romances, e muitas surpresas. Sem data, mas com promessa de ambição.
Depois de 21 anos, a série Knights of the Old Republic ganhou um novo jogo: Star Wars: Fate of the Old Republic. O diretor original, Casey Hudson, voltou para liderar o projeto em seu próprio estúdio, Arcanaut Studios. O título foi apresentado em um trailer de revelação, mas o desenvolvimento ainda está no começo. Não existe janela de lançamento. Em entrevista, Hudson afirmou que vão compartilhar mais quando puderem, então é provável que só joguemos daqui a alguns anos.
É um action RPG, com combate mais ágil que o sistema por turnos do jogo original. A proposta parece aproximar o tom de Mass Effect ao estilo de KOTOR, com foco em narrativa e ação. No trailer vimos planetas, um navio caído e ruínas misteriosas que lembram civilizações precursoras. Você controla um usuário da Força e suas escolhas podem alinhar o personagem ao lado claro ou ao lado sombrio. Dois companheiros aparecem: um droide e um Quarren.
Casey Hudson fala em criar uma experiência cinematográfica, com personagens marcantes e decisões que realmente importam. O estúdio quer usar tecnologia moderna para entregar imersão e agência ao jogador. Pelo que foi mostrado, podemos esperar um RPG centrado em personagens, com combate mais dinâmico e escolhas que moldam a história. Ainda há muitas perguntas sem resposta, mas a promessa é grande e a comunidade já está de olho.
A estreia da segunda temporada de Fallout foi antecipada: o primeiro episódio agora chega em 16 de dezembro às 23h (horário de São Paulo). A mudança apareceu de surpresa durante um evento em Las Vegas, e deve agradar quem não quer ficar acordado até de madrugada.
No anúncio, o Sphere virou uma espécie de bola de neve gigante. Com flocos caindo no telão, um radscorpião gigantesco cutucou o painel e fez a data mudar de 17 para 16 de dezembro. Foi um jeito divertido e visual de confirmar a novidade para quem acompanhou a apresentação.
Antes da alteração, a estreia estava marcada para 05h do dia 17 de dezembro (horário de São Paulo). Com a nova programação, a estreia passa a ser às 23h do dia 16, ou seja, seis horas mais cedo. Não é um dia inteiro de diferença, mas já dá para assistir no mesmo dia sem virar a noite.
Para fãs do universo Fallout, é um presente de fim de ano. Fique atento à programação local para confirmar onde e como assistir ao episódio de estreia e aproveite a vantagem de poder ver a estreia sem perder o sono. Ainda não há confirmação de mudança nas datas dos episódios seguintes, então mantenha atenção nas atualizações oficiais.
Dados de uma base de estatísticas mostram que mais de 19 mil jogos foram lançados na plataforma Steam em 2025. Do total de 19.112 títulos listados, 9.327 têm menos de 10 avaliações de usuários, e 2.229 não receberam nenhuma avaliação. Isso significa que mais de um em cada dez jogos do ano ficou sem depoimentos que ajudem compradores.
Com tanto lançamento constante, fica impossível para qualquer pessoa jogar tudo. Parte desse acúmulo é de jogos de baixa qualidade, mas muitos projetos bem feitos também se perdem no ruído. No banco de dados dá pra achar pérolas esquisitas e criativas que foram ignoradas: por exemplo, um jogo em que você faz parkour como um padre sem braços em um cenário infernal, e outro onde você faz kickflips com peixes. Esses títulos mostram que criatividade não garante atenção.
A descoberta de jogos segue sendo um problema complexo. A plataforma tem ferramentas como avaliações, lista de desejos, fila de descoberta e páginas de curadores, mas o algoritmo é pouco transparente e encontrar os jogadores certos é difícil. Por isso, desenvolvedores recorrem a vendas, promoções e a tentar fixar uma etiqueta de gênero para que seu jogo apareça para quem procura. Ainda não existe uma solução simples, e muitos títulos continuam à margem.
Se você gosta de fuçar no catálogo, vale testar indies com poucas avaliações — pode achar experiências únicas que a maioria não viu. Para jogadores, avaliar e adicionar à lista de desejos é uma forma direta de ajudar; para desenvolvedores, divulgar em comunidades e aparecer nas recomendações ainda é essencial.
Muita coisa apareceu no The Game Awards 2025, mas o que não apareceu também fez barulho. Vários projetos esperados pelos jogadores simplesmente sumiram do radar, mesmo com expectativas altas de que seriam mostrados. Entre remakes, sequências e novidades de peso, alguns estúdios preferiram o silêncio. Aqui vai o que rolou (ou melhor, o que não rolou) com nove desses jogos.
Blade (Arkane Studios)
Desde que foi anunciado com um teaser cinemático, o novo jogo do Blade desapareceu. A Arkane não soltou mais nada desde então, nem gameplay, nem detalhes de história, nem previsão de lançamento. Com o histórico de Redfall ainda pesando, a galera esperava algo pra recuperar a moral. Mas nada.
Star Wars: Knights of the Old Republic Remake
O remake do clássico da BioWare tá numa novela. Começou nas mãos da Aspyr, passou pra Saber Interactive e agora ninguém sabe ao certo quem tá tocando o projeto. A última atualização foi o silêncio. Nenhuma nova imagem, trailer ou notícia oficial.
Próximo RPG da FromSoftware
Depois de Elden Ring e a expansão Shadow of the Erdtree, a FromSoftware segue sem anunciar o próximo grande projeto. Todo mundo quer saber se vem aí um Dark Souls 4, um Bloodborne 2, ou alguma IP nova. Mas no TGA? Nem sombra.
The Witcher 4 (CD Projekt Red)
A CD Projekt já tinha avisado que o novo The Witcher não estaria no evento, e cumpriu. O jogo tá em pré-produção, sob o codinome “Projeto Polaris”, e vai usar a Unreal Engine 5. Por enquanto, nada de trailer ou gameplay. Ainda tão contratando gente pro projeto.
Cyberpunk 2
Sim, ele tá em desenvolvimento. Mas ainda é muito cedo. Chamado internamente de “Orion”, a continuação de Cyberpunk 2077 tá sendo feita por um novo time da CD Projekt na América do Norte. Nenhuma imagem, só promessas de que vai “explorar todo o potencial do universo”.
The Witcher Remake
O remake do primeiro jogo da saga do Geralt também está vivo, mas calado. Está sendo desenvolvido pela Fool’s Theory, com supervisão da CDPR, e deve ter mundo aberto. Mas no TGA não teve nem logo.
Fallout 3 e Fallout: New Vegas (Remasters)
Rumores sobre remasters desses dois clássicos da Bethesda não param. Teve insider soltando que New Vegas já tá em produção. Outros falam em Fallout 3 como parte de um pacote para aproveitar a série de TV que sai em 2026. Mas tudo muito no escuro.
Assassin’s Creed: Black Flag (Remake)
Esse apareceu em registro de classificação na Coreia e depois sumiu. Vários vazamentos apontam que a Ubisoft tá refazendo o jogo com novo visual e jogabilidade mais próxima dos últimos Assassin’s Creed. Mas oficialmente, silêncio total.
The Elder Scrolls VI e Half-Life 3
Esses dois são os campeões do sumiço. The Elder Scrolls VI foi anunciado em 2018 com um teaser vazio e não teve mais nenhuma informação concreta desde então. Já Half-Life 3 virou meme. A Valve finge que não existe. E todo ano a esperança renasce. E morre de novo.
Qual desses sumiços te deixou mais frustrado?