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A AMD prepara a próxima geração de CPUs Ryzen e isso pode representar um salto grande para quem joga. Os novos chips prometem melhorias de arquitetura que aumentam o desempenho por clock, maior eficiência energética e mais cache. Tudo isso tende a resultar em mais FPS e menos aquecimento durante sessões longas.
Principais pontos esperados:
- Mais performance em jogos com carga de CPU e melhor resposta em multitarefa.
- Maior eficiência para rodar PCs mais frios e com consumo reduzido.
- Potencial aumento de clocks e otimização de cache para cargas intensas.
Na prática, isso deve significar jogos mais estáveis em taxas de quadros altas, menos gargalos quando usar GPUs potentes e ganhos também para quem faz streaming ou edição leve enquanto joga. Há relatos sobre compatibilidade com plataformas atuais, mas os números reais só virão com testes independentes.
Se você vai montar ou atualizar um PC, vale esperar pelos reviews finais antes de trocar a CPU. As mudanças prometidas parecem relevantes para gamers, mas o impacto depende do modelo e do conjunto total do sistema.
O Ryzen 7 9850X3D é a nova aposta da AMD para quem quer o máximo em desempenho para jogos. Na prática, é uma versão do 9800X3D escolhida a dedo e com overclock de fábrica. Nos testes, ele entrega um ganho pequeno em jogos — normalmente só até cerca de 2,5% a mais de FPS em títulos que aproveitam o 3D V-Cache.
Do ponto de vista técnico, a CPU usa Zen 5 e a segunda geração do 3D V-Cache, que agora fica sob o CCD. Isso permite clocks mais altos sem atrapalhar tanto o resfriamento. A ideia é aumentar bastante o L3 cache para reduzir acessos à memória, o que ajuda especialmente em jogos muito dependentes do processador.
Mas o lado ruim é o consumo e o calor. Para conseguir esses poucos frames a mais, o 9850X3D pode consumir cerca de 43% a mais em jogos e rodar até 24% mais quente. Em placas de vídeo top a diferença prática é mínima; com GPUs mais comuns os resultados variam e nem sempre o 9850X3D vence.
No preço sugerido, o 9850X3D sai por cerca de R$2.600, só cerca de R$100 a R$150 a mais que o 9800X3D. Para a maior parte dos jogadores, o 9800X3D segue sendo a melhor escolha pelo custo e consumo. O 9850X3D faz sentido para quem quer o topo pronto para uso ou prefere um chip binado com promessa de maior estabilidade.
Um registro regulatório recente mostrou um novo processador Ryzen 9 9950X3D2 da AMD, listado junto com o Ryzen 7 9850X3D e chips Threadripper. A grande novidade é o uso do 3D V-Cache em ambos os chiplets do processador, o que pode elevar o total de cache L3 para 192 MB. O 3D V-Cache é uma tecnologia que coloca mais memória L3 diretamente sob os núcleos, e nos jogos isso reduz acessos à memória mais lenta, melhorando taxas de quadros.
Até agora, CPUs como o 9950X3D tinham o cache extra apenas em um CCD, mas o 9950X3D2 promete colocar a camada extra nos dois chiplets. Isso pode fazer diferença em cargas pesadas de produtividade — simulação, render e tarefas científicas — mais do que em jogos, onde o ganho adicional tende a ser menor. A AMD já comentou em conversas com a imprensa que a segunda camada de cache é tecnicamente possível, mas cara e com benefício limitado para jogos.
Se o processador chegar ao mercado, ele deve custar bem mais que modelos anteriores: o 9950X3D atual sai por cerca de R$3.300, então a versão com cache duplo não será barata. É provável que a novidade apareça primeiro em máquinas de estação de trabalho. Ainda não há data oficial, mas a lista regulatória indica que a chegada pode ser próxima.
Quem acompanha preços de placas de vídeo sabe que a situação mudou muito no último ano. No fim de 2025 muitas GPUs ficaram mais baratas, mas a crise global no fornecimento de memória reverteu esse quadro. Placas com 16 GB ou mais de VRAM estão subindo de preço. Modelos como RTX 5060 Ti 16 GB, RTX 5070 Ti e RTX 5080 chegaram a custar cerca de R$2.000, R$3.725 e R$4.950. Hoje, esses mesmos modelos podem ser encontrados, no melhor cenário, por cerca de R$2.250, R$4.145 e R$6.340.
Esses números representam os melhores preços que aparecem em buscas. Em muitos varejistas os valores estão bem mais altos. Por exemplo, a versão 16 GB da RTX 5060 Ti já é vista por cerca de R$3.150. A RTX 5070 Ti também aparece tabelada em torno de R$5.995 em alguns revendedores. Além disso, estoques de certos modelos estão sumindo. Houve rumores de descontinuação da RTX 5070 Ti, que as fabricantes negaram, mas muitos anúncios mostram ‘sem estoque’. A RTX 5090 está quase impossível de achar.
Se você topar perder 4 GB de VRAM, a RTX 5070 aparece em alguns estabelecimentos por cerca de R$2.745. A placa da Intel Arc B580, com 12 GB, tem subido até ficar perto de R$1.300 e também está difícil de achar. Placas com 8 GB são as que ainda têm preços mais sensatos, mas podem ser limitadas em 4K ou quando ray tracing e upscaling estão ativos. Com a previsão de falta de DRAM até 2027, não espere quedas de preço em curto prazo. Para 2026, o que importa é o que está disponível e quanto está acima do razoável.
A AMD lançou a nova geração de upscaling com ajuda de IA, conhecida como FSR Redstone (ou FSR 4). O problema é que essas funções não foram liberadas oficialmente para GPUs mais antigas da AMD, como as da família RDNA 3. Comunidades de entusiastas conseguiram rodar partes da tecnologia nessas placas por meio de hacks, mas os resultados variam e nem sempre ficam bons.
Em entrevista, um executivo responsável por drivers na AMD explicou que o motivo principal é técnico: as GPUs mais novas têm aceleração dedicada para machine learning que as antigas não possuem, então não dá para garantir o mesmo desempenho e experiência. Ele afirmou que uma versão beta para RDNA 3 não está nos planos por agora, mas que a empresa pode considerar oferecer algo para quem quiser testar. A preocupação da AMD é evitar problemas de suporte e uma impressão ruim sobre a qualidade do produto.
Na prática, o código pode até rodar em placas antigas, só que com desempenho inferior. Resta torcer para que a AMD acrescente melhorias ou dê algum suporte oficial para reduzir a diferença entre as gerações. Enquanto isso, entusiastas devem continuar testando soluções não oficiais, mas isso pode trazer riscos para quem busca estabilidade. Se a empresa decidir oferecer uma versão beta controlada, a comunidade poderá avaliar melhor até que haja uma solução definitiva.
A Intel lançou o Panther Lake e promete um salto grande na performance gráfica integrada. A fabricante diz que os chips Core Ultra Series 3 usam o nó de fabricação 18A, com transistores GAA e alimentação por trás do chip. A promessa é de até 77% mais desempenho em jogos comparado ao Lunar Lake. A Intel também falou em ganhos de 82% sobre um processador da AMD em renderização nativa e 73% com upscaling 2x.
A AMD respondeu em entrevista que os chips topo de linha dela — como Strix Halo e Ryzen AI Max — seriam bem melhores para jogos e que a comparação da Intel foi feita com chips de nível médio. Um executivo da AMD ainda sugeriu esperar pelo preço do Panther Lake antes de julgar o resultado. Do lado da Intel, um diretor afirmou que a rival está vendendo ‘silício antigo’ e que o Panther Lake foi feito pensando no mercado de portáteis.
Na prática, Panther Lake usa um nó mais novo, enquanto algumas soluções da AMD são refrescos de gerações anteriores. Isso pode mudar o equilíbrio em handhelds de jogos, se os números se confirmarem e o preço for competitivo. No fim, a disputa promete acelerar melhorias e pode beneficiar quem joga em PCs e portáteis. Resta ver os testes práticos para saber quem leva mesmo a coroa.
A AMD anunciou em uma sessão com a imprensa que pretende liberar a maior parte da biblioteca do FSR 4 como código aberto, mas que vai manter o núcleo da tecnologia fechado. A empresa quer dar acesso às ferramentas do SDK, mas proteger os detalhes das redes neurais para não facilitar a vida dos concorrentes.
O FSR 4 é a versão mais recente do sistema de upscaling e geração de frames da AMD. Diferente das versões anteriores, ele depende das unidades matriciais das GPUs RDNA 4 porque usa redes neurais para corrigir artefatos e interpolar frames. Versões anteriores já estão disponíveis sob licença MIT. Uma liberação acidental do código no ano passado permitiu que modders testassem o FSR 4 em GPUs mais antigas, embora com impacto de desempenho.
Com a biblioteca pública, deve ficar mais fácil criar apps de terceiros e ferramentas que melhorem como o FSR é aplicado nos jogos. Isso pode simplificar a vida de quem cria mods e de quem quer sobrepor o FSR em jogos sem depender tanto dos drivers. Mesmo assim, manter o núcleo fechado significa que os modelos e segredos que fazem o upscaling avançado vão continuar protegidos. No fim das contas, jogadores e modders ganham mais opções, mas nem tudo será liberado.
A AMD sinalizou que pode lançar um novo Ryzen com dois chiplets, cada um com 3D V-Cache empilhado. Relatos indicam que fabricantes já listaram máquinas com o suposto Ryzen 9 9950X3D2, que deve trazer 16 núcleos, 32 threads e cerca de 192 MB de cache L3. Tudo aponta para um lançamento próximo.
Para jogos, a novidade é incerta. Até agora a AMD aplicou 3D V-Cache em apenas um dos chiplets para manter os núcleos de jogo em um único CCD e reduzir latência entre chiplets. Assim, mesmo em CPUs de 16 núcleos, os jogos tendem a rodar melhor nos núcleos do CCD com cache empilhado. Ter 3D V-Cache em ambos os chiplets pode elevar muito o preço sem trazer ganho proporcional no desempenho em games — o modelo anterior custava cerca de R$3.600, e esse novo deve ficar mais caro.
Em cargas de trabalho que usam muitos threads e dependem de cache, o chip pode ser interessante para workstations. Processadores de servidor com grandes quantidades de 3D V-Cache mostram bom desempenho em tarefas específicas, mas têm preços muito altos, na casa de R$77.000. Ou seja, o Ryzen 9 9950X3D2 pode acabar atraindo profissionais e entusiastas que precisam de muita L3, enquanto a vantagem real para a maioria dos gamers pode ser pequena diante do custo.
AMD estuda relançar processadores antigos para ajudar quem não quer trocar toda a máquina por causa do preço alto da memória. Em uma mesa redonda, o chefe da linha Ryzen, David McAfee, afirmou que a empresa está avaliando reintroduzir CPUs AM4 no mercado para aumentar a oferta e permitir upgrades mais baratos em placas-mãe AM4 já existentes. Ele disse que isso é algo em que estão trabalhando ativamente.
O objetivo é oferecer uma opção que use DDR4, bem mais barata que DDR5 atualmente. Kits DDR5 que eram vendidos por cerca de R$520 até agosto de 2025 agora podem chegar a até R$2.300. Um kit de 32 GB DDR4 sai por volta de R$930. Apesar da perda de desempenho ao usar DDR4 e CPUs mais antigas, a combinação ainda entrega ótima performance em jogos para quem busca custo-benefício.
Relançar CPUs não é impossível: a fabricante já manteve modelos AM4 à venda e pode fazer isso novamente para segurar o mercado. A consequência seria facilitar upgrades sem trocar placa-mãe e reduzir a queda nas vendas de motherboards, que caíram pela metade no fim de 2025. Outras empresas também avaliam trazer produtos antigos de volta. Para quem monta PC com orçamento apertado, pode ser a melhor saída neste momento.
A AMD anunciou duas adições à família Ryzen AI Max na CES: os modelos Max+ 392 e Max+ 388. O Max+ 392 traz dois CCDs, totalizando 12 núcleos e 24 threads. O Max+ 388 usa um único CCD com 8 núcleos e 16 threads. Antes, só o Max+ 395 tinha a GPU completa com 40 unidades de computação.
As APUs Strix Halo combinam um ou dois CCDs com um grande chip de E/S que reúne a GPU. A GPU presente pode ter 40 RDNA 3.5 CUs (2.560 shaders), 64 MB de cache L3 e barramento de memória unificado de 256 bits. O Max+ 388 mantém todas as 40 CUs em um único CCD, o que reduz problemas de desempenho em jogos que não aproveitam bem chips com dois CCDs. O boost do CPU fica em 5,0 GHz, perto dos 5,1 GHz do Max+ 395, uma diferença que dificilmente será notada em gameplay.
Todos os Strix Halo têm TDP máximo de 120 W (limite padrão 55 W) e até 128 MB de memória unificada. Em handhelds como o Win 5, que pode vir com opções de memória variadas e limites de potência mais baixos, o Max+ 388 deve ser especialmente atraente por oferecer mais shaders do que o Max 385. As novas APUs Ryzen AI 400, por outro lado, são essencialmente variantes da geração anterior com menos CUs e barramento de memória mais estreito, o que limita o desempenho gráfico. Para jogar sem placa dedicada, o Max+ 388 é uma opção muito interessante.
A AMD apresentou no CES o Ryzen 7 9850X3D, essencialmente uma versão do 9800X3D com um pequeno aumento no clock de boost. Em números, a mudança é de cerca de 7,7% no boost, então é mais do mesmo, só um pouco mais rápido. Para quem monta PC, isso significa ganhos modestos em jogos, não uma revolução.
Modelos Zen 5 X3D anteriores já mostraram que os chiplets (CCDs) saem com boa qualidade. No Ryzen 9 9950X3D havia um CCD com 3D V-cache e outro sem, e os que não tinham V-cache chegaram a 5,7 GHz, enquanto os com V-cache ficaram perto de 5,5 GHz. Isso indica sobra de CCDs aptos a rodar acima de 5,2 GHz, o que acaba gerando novas variantes de processador em vez de cair o preço dos modelos existentes.
A AMD ainda não divulgou o preço oficial, mas como referência o 9800X3D custa cerca de R$ 2.350 e o 9950X3D gira em torno de R$ 3.380, então o novo 9850X3D deve ficar entre esses valores. No melhor cenário pode sair por algo em torno de R$ 2.500; se ficar muito mais caro, não vale a troca. A AMD informa ganhos de 2 a 5% em jogos sobre o 9800X3D. Para overclockers e quem busca recordes em benchmarks, o aumento de clocks pode interessar; para a maioria dos jogadores, a diferença é pequena e só compensa se o preço for competitivo.