#Asus
Vida de bateria em laptops gamer costuma ser ruim. Testei um Asus Zenbook Duo com o Intel Core Ultra X9 388H e a iGPU Arc B390 para ver se isso mudou. O aparelho tem duas telas OLED e bateria de 99 Whr. Usei a tela extra só para fotos e demonstrações, tentando simular um uso normal. Saí de casa, usei navegador, e-mail, editei textos e participei de reuniões: tarefas comuns para quem trabalha com conteúdo.
Depois de quatro horas de uso intenso o nível estava por volta de 70%. À tarde gravei vídeo e tirei fotos, com as duas telas acionadas por momentos, sem fechar abas nem reduzir brilho. Ao terminar o dia havia cerca de 40% de bateria. No trajeto de volta joguei um pouco: Civilisation VI e Norland pouco impactaram, mas Hitman World of Assassination, em 1080p e médio, consumiu cerca de 5% a cada 10 minutos.
No fim do dia ainda havia 18% de bateria, totalizando cerca de 11 horas de uso com quase duas horas de jogo mais pesado. O resultado mostra que os novos chips integrados podem equilibrar desempenho e autonomia melhor do que antes. Não é hora de abandonar o carregador se você joga títulos muito exigentes, mas dá para sair de casa e passar um dia inteiro sem pânico por bateria.
O ROG Azoth 96 HE é um teclado gamer topo de linha da Asus com layout 96% (num pad e cluster de navegação em formato compacto). Em vez de switches mecânicos tradicionais, ele usa switches Hall effect ROG HFX V2, com curso mais curto (3,5 mm), força de atuação menor (32 g) e ajuste do ponto de atuação em passos de 0,01 mm. O teclado é hot-swap, tem keycaps PBT doubleshot, tela OLED e um mostrador para ajustes rápidos. O preço sugerido é cerca de R$2.300.
As teclas são rápidas e suaves graças às hastes POM e ao novo desenho que reduz o wobble. Há bastante amortecimento interno e gaxetas para deixar o toque mais macio e sem ruídos de case. Em wireless ele oferece Bluetooth e 2.4 GHz com polling de 8000 Hz via receptor, e a bateria fica na casa das 40 horas em uso padrão; o modo Zone economiza energia mantendo WASD com alta taxa de resposta.
Para jogos, o Azoth 96 HE entrega precisão e personalização (incluindo ajuste fino pelo software web), o que ajuda em movimentos rápidos e tempos de reação. Porém, o preço é alto para o que oferece, e existem teclados HE com acabamento similar por menos. Se você busca performance e recursos premium e não liga muito para o valor, é uma ótima opção; se quer custo-benefício, procure alternativas mais baratas.
Donos do processador Ryzen 7 9800X3D têm relatado que o chip parou de funcionar em PCs com soquete AM5. Muitos usuários dizem que o sistema apresentou falhas e, em casos graves, o computador não voltou a ligar. Os primeiros relatos vieram de placas-mãe ASRock, mas problemas também surgiram em modelos de outras marcas.
A ASRock começou minimizando a questão, mas depois admitiu que certas versões do BIOS permitiam que a CPU recebesse mais corrente do que o recomendado em situações específicas. A AMD afirmou que algumas BIOS de fabricantes não seguem os valores que ela recomenda. Como há ocorrências em placas da Asus, MSI e Gigabyte, não dá para apontar um único culpado sem uma investigação completa.
A Asus publicou que abriu uma revisão interna e está realizando checagens de compatibilidade e desempenho em parceria com a AMD. A empresa pede que os usuários atualizem o BIOS das placas AMD 800 para a versão mais recente via EZ Flash ou BIOS Flashback e oferece um FAQ técnico; quem teve problemas deve procurar o suporte. Ainda assim, muitos consumidores estão apreensivos por casos mal resolvidos no passado.
Fica em aberto se a solução será só atualizar BIOS ou se será preciso liberar atualizações de microcode para limitar corrente e proteger os chips, como já ocorreu com processadores de outra marca. Enquanto as investigações seguem, donos de CPUs X3D devem manter o BIOS atualizado e acompanhar as orientações oficiais.
Um comprador recebeu uma surpresa: a placa que chegou dentro da caixa anunciada como uma RTX 5080 era, na verdade, uma RTX 5060 Ti. O caso foi relatado por um usuário em um fórum, e chamou atenção porque as duas placas têm aparência muito parecida — mesmo tamanho, três ventoinhas e acabamento quase idêntico.
Isso facilita o golpe: alguém pode ter pedido a RTX 5080, trocado a placa por uma versão mais barata, reaplicado os adesivos e devolvido o pacote. Na inspeção visual rápida de um centro de distribuição, o produto pode parecer correto. O comprador notou um detalhe que denunciou a troca: a placa no interior tem apenas um conector de energia de 8 pinos, enquanto o modelo anunciado exige um conector maior com mais pinos.
Se o anúncio era de produto novo, a loja tem responsabilidade — não é aceitável vender itens devolvidos como novos. Pra quem compra hardware caro, é um alerta claro: caixas e etiquetas podem enganar, e pequenos detalhes (como o tipo de conector, número do modelo ou o selo de série) costumam ser os únicos indícios de fraude.
Dica prática: grave o desembalo com o celular, abra a embalagem na frente da câmera e confira o conector, o número do modelo e o número de série antes de descartar a embalagem. Se algo estiver errado, registre tudo e contate a loja para exigir solução. É chato ter que fazer isso, mas hoje pode ser a melhor forma de se proteger.
A Asus revelou dois monitores 4K que também têm modos 1080p com taxas de atualização muito altas. Esses painéis dual-mode permitem jogar em 4K ou mudar para 1080p com múltiplos da taxa nativa, agora alcançando 3x e 4x. A proposta é unir boa qualidade de imagem em 4K com velocidade extrema em 1080p, ideal para quem joga competitivo.
O ROG Strix XG27UCG Gen 2 tem 27 polegadas, roda 4K a 160 Hz e 1080p a 480 Hz, o que o torna atraente para jogadores de esports que buscam máxima fluidez. O TUF Gaming VG27UQEL5A também tem 27 polegadas, oferece 4K a 75 Hz e 1080p a 300 Hz (4x), e foca em custo-benefício para quem não tem GPU poderosa para 4K em altas taxas.
Não está claro se os novos modelos usam escalonamento inteiro para transformar 4K em 1080p. No modelo anterior a empresa usou interpolação, e isso deixou a imagem um pouco suave. Ambos usam painel IPS com backlight monolítico; aceitam sinal HDR, mas não entregam o HDR por pixel das telas OLED. Essas opções devem ser rápidas para painéis IPS e mais acessíveis que OLED, que ainda vence em contraste e HDR real. Esses monitores parecem promissores para quem quer o melhor dos dois mundos. Fique atento a data de lançamento e preços para decidir se vale a troca entre qualidade e velocidade.
Uma confusão sobre o futuro das placas GeForce RTX 5070 Ti e RTX 5060 Ti 16 GB começou depois que um canal de tecnologia afirmou que a Asus teria colocado esses modelos como fim de linha. A Asus divulgou um comunicado esclarecendo que as placas não foram descontinuadas e que não há planos para interromper as vendas. A empresa diz que informação incompleta causou o mal-entendido.
O problema real é a falta de memória, que tem atrapalhado a produção e a reposição em alguns mercados. Isso tornou as placas mais difíceis de encontrar no varejo, mas a escassez não significa aposentadoria. Há mudança de prioridade na fabricação e maior foco em enviar unidades para montadoras e clientes corporativos, o que reduz a oferta para quem monta PCs por conta própria.
Outros fabricantes também afirmaram que não têm planos de encerrar modelos. Na prática, quem procura uma RTX 5070 Ti hoje pode ter dificuldade de achar o modelo por um preço justo. Mesmo sem fim de linha oficial, a baixa produção e a prioridade a outros clientes podem fazer com que essas placas pareçam “mortas” nas lojas por um tempo. A Asus garante que vai manter suporte e trabalhar com parceiros para normalizar o fornecimento.
O nível de entrada do mercado gamer costuma ser esquecido, mas o Asus TUF Gaming A16 (2025) chama atenção. Ele junta um RTX 5050 de 8 GB com o AMD Ryzen 7 260, um chip de 8 núcleos Zen 4 que chega a 5,1 GHz e tem multithreading. Isso entrega mais potência do que se espera de um modelo básico.
No teste, o A16 se saiu tão bem em Baldur’s Gate 3 quanto modelos com especificações maiores. A GPU 55W pode consumir até 115W, o que a coloca perto de placas melhores e permite rodar jogos modernos com boa taxa de quadros. Em títulos menos exigentes ou com geração de frames ativa, a tela de 165 Hz aparece com frequência.
As temperaturas ficam na casa dos 75 °C em média no CPU e 69 °C no GPU, e o Turbo aumenta o ruído das ventoinhas — recomendo usar fones em sessões intensas. O conjunto de portas é ótimo: USB4, USB-A, HDMI 2.1 e Ethernet. A tela IPS atinge 385 nits e cobre 100% sRGB, mas não é ideal para edição profissional de cores.
A bateria de 90 Wh rende quase oito horas em vídeo, mas só cerca de uma hora e quinze de jogo pesado. O modelo traz 16 GB de DDR5 e 1 TB SSD, pesa 2,2 kg e custa cerca de R$9.800. No fim, é um notebook com desempenho surpreendente, mas que fica um pouco caro para a categoria — vale esperar uma promoção.
2025 foi um ano estranho para o mercado de PCs. O quarto trimestre registrou crescimento nas entregas, na casa dos 9% em relação ao ano anterior, mas a grande notícia é a crise de memória que começou a se agravar no final do ano. Relatórios de institutos de pesquisa avisam que a oferta de memória pode mudar radicalmente o cenário em 2026, tornando o mercado mais volátil.
No fechamento do ano, marcas maiores ganharam participação: Lenovo, HP e Dell cresceram, enquanto Apple e ASUS tiveram pequenas quedas. No total, as remessas subiram, mas a distribuição entre fabricantes mudou. Para proteger estoques, fabricantes podem reduzir a quantidade de memória em modelos mais baratos e focar em máquinas de médio e alto desempenho. Isso tende a elevar o preço médio dos sistemas e a favorecer empresas com grande poder de compra de componentes. Pequenos fabricantes e vendedores regionais correm risco de perder espaço ou até desaparecer se a escassez continuar.
Do ponto de vista do jogador e do entusiasta que monta PCs, as consequências são claras: menos opções customizadas, preços mais altos e possíveis atrasos nas peças. Muitos podem adiar montagens ou optar por gastar em outros dispositivos. Em suma: 2025 fechou bem nas vendas, mas 2026 tem tudo para ser um ano difícil e mais favorável às grandes marcas.
O CES 2026 trouxe boas notícias para quem joga no PC: os monitores foram o destaque. A grande mudança veio nas OLEDs, que sofriam com letras meio borradas por causa do arranjo antigo de subpixels. Agora Samsung e LG adotaram um layout em faixas verticais de R, G e B. A Samsung segue com QD-OLED e pontos quânticos, a LG mantém WOLED sem o subpixel branco. O resultado é texto mais nítido e menos franja.
Vimos isso em modelos como o ultrawide da MSI com painel V-Stripe a 360 Hz e 300 nits, e no HyperX Omen OLED 34 com especificações parecidas. A Asus mostrou duas versões, uma com o painel Samsung e outra 27” 4K 240 Hz com o painel da LG, que deve ficar ainda melhor por ter mais pixels por polegada. Testes rápidos mostram melhoria na leitura, mesmo que a densidade de pixels ainda limite a nitidez em algumas telas. O MSI saiu por cerca de R$5.500 e modelos antigos já aparecem em promoções por cerca de R$2.000.
Houve avanço também nas telas IPS, com a evolução do G-Sync Pulsar da Nvidia. Em vez de strobar a tela inteira, o sistema agora stroba uma faixa horizontal antes da varredura que atualiza os pixels. Isso aumenta muito a clareza de movimento e reduz o efeito de cintilação de soluções antigas. No fim, a escolha será entre cores e contraste das OLEDs e a nitidez de movimento do Pulsar. A expectativa é que a nova geração torne monitores melhores e, com sorte, mais acessíveis.
A Asus se uniu à fabricante de fones Hifiman para lançar o ROG Kithara, um headset gamer com drivers planarmagnéticos. Esses drivers usam uma membrana suspensa por ímãs e entregam som muito preciso, algo valorizado por quem busca qualidade. Vi o Kithara no estande da Asus na CES 2026 e a primeira impressão foi de som supercarregado e espacial.
O Kithara é aberto e com fio, e estava ligado a um DAC/amp robusto durante a demonstração, o que ajudou o grave a ficar bem impactante — algo que nem sempre acontece com planar. A resposta de frequência anunciada vai de 8 Hz a 55 kHz, e ele vem com entrada balanceada 4,4 mm, dois cabos 3,5/6,3 mm e um adaptador USB-C para dois 3,5 mm, facilitando o uso em PCs, consoles e dispositivos móveis.
Com 16 Ohm de impedância, resta saber se o fone mantém o desempenho em saídas de fone comuns sem amplificação extra. O preço estimado fica entre R$1.600 e R$1.900 (lá fora) , o que coloca o Kithara frente a concorrentes audiófilos como a Audeze Maxwell 2. No estande o ambiente era barulhento, então a avaliação completa em condições mais silenciosas será necessária, mas o primeiro contato mostra um headset promissor para quem busca som de alto nível no jogo.
Se você tem um PC, notebook, AIO ou mini PC da Asus, vale a pena checar se os apps pré-instalados estão atualizados. A Asus liberou uma correção para uma falha no app MyAsus que tem gravidade alta. A falha permite que um invasor mexa no funcionamento do aplicativo e, em casos graves, execute código no sistema. Isso pode dar ao atacante um nível de acesso muito sério ao seu equipamento.
A vulnerabilidade é do tipo carregamento não controlado de DLL no componente AsusSoftwareManagerAgent. A nota de gravidade é 8.5, mas a exploração exige acesso local, o que limita quem pode atacar seu PC. Afeta máquinas 64-bit com versões anteriores a v3.1.49.0 ou v1.1.37.0 e dispositivos ARM com versões anteriores a v3.2.50.0. O MyAsus costuma atualizar automaticamente pela Microsoft Store, mas dá para forçar a atualização abrindo a loja, procurando o app e instalando a versão mais recente.
A Asus já vem alertando sobre outras falhas recentes, como problemas em placas-mãe que precisaram de atualização de BIOS e vulnerabilidades em roteadores. Como o MyAsus vem pré-instalado em muitos aparelhos, muita gente pode estar vulnerável sem saber. Aproveite para atualizar o Windows, drivers e todos os apps pré-instalados, e mantenha backups em dia. Atualizar reduz bastante o risco e é rápido de fazer.