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#Baldur’s Gate 3

Cena de Baldur's Gate 3
Baldur's Gate 3

Baldur’s Gate 3 virou um fenômeno desde seu lançamento em agosto de 2023. O jogo está quase completando seu terceiro Natal e a Larian fez uma homenagem aos mais de 10.000 mods que a comunidade produziu. O estúdio reuniu uma seleção dos mods que mais geraram risos, surpresa e confusão nas transmissões.

A coleção inclui criações de todos os tipos: mods de aparência, alterações engraçadas e ideias completamente malucas. Entre os citados estão Withers’ Big Naturals, um mod que chama atenção pela estética; BaldGate3, que deixa os personagens carecas; e um mod que espalha mais de 100 coelhos gigantes pelo mundo do jogo.

Um dos favoritos mencionados é Car Wildshape, que dá ao personagem a habilidade de se transformar em um carro — por vezes um modelo antigo, tipo um Lada Riva. O resultado é cena de comédia e caos, com membros do grupo sendo atropelados em momentos inesperados. A seleção também traz mods usados nos streams oficiais do estúdio.

No fim da atualização há uma mensagem do CEO da Larian, Swen Vincke, usando um chapéu de Papai Noel. Ele celebra os números: mais de 10.000 mods e mais de 350 milhões de downloads, e elogia a criatividade da comunidade, rindo das opções mais bizarras.

Se você joga Baldur’s Gate 3, vale a pena explorar a coleção que o estúdio montou e testar algo fora do comum. Você testaria um mod engraçado, bizarro ou algo mais sério primeiro?

Cena de Baldur's Gate 3
Baldur's Gate 3

Há uma tensão crescente entre atores de voz e estúdios por causa do uso de inteligência artificial e pela falta de reconhecimento do trabalho desses profissionais. Os jogadores, no entanto, continuam a valorizar interpretações humanas — e Baldur’s Gate 3 virou exemplo disso, com vozes como as de Neil Newbon e Amelia Tyler ganhando muita atenção entre quem joga.

Em entrevista, Samantha Béart, que dubla Karlach, diz que existe um desconexão: muitos desenvolvedores tratam os atores como terceirizados, enquanto os jogadores os veem como protagonistas, mais próximos do cinema e da TV. O nível de envolvimento muda de projeto para projeto. Em alguns casos o elenco faz muita captura de movimento e chega a trocar ideias com os roteiristas. Em outros, atores famosos gravam poucas sessões em estúdio e o trabalho de captura de movimento fica no escuro.

O exemplo de Charlie Cox ilustra isso: ele gravou pouco, mas entregou uma interpretação elogiada, enquanto o ator de captura de movimento Maxence Cazorla também teve papel importante na construção do personagem. A situação ficou mais tensa com a ameaça da IA, que preocupa quem acha que suas interpretações podem ser replicadas sem controle. Para reagir, muitos atores têm usado as redes e mecanismos online para exigir mais proteção e reconhecimento.

Você acha que os estúdios deveriam tratar os atores de voz como parte da equipe desde o início do desenvolvimento do jogo?

Baldur's Gate 3

Mesmo dois anos após o lançamento, Baldur’s Gate 3 continua sendo explorado pelos jogadores. Recentemente, um criador divulgou um método para transformar crianças do jogo em seguidores extremamente poderosos. A ideia é perturbadora, mas também surpreendentemente eficaz em termos de jogo.

Para aplicar a técnica, é preciso um companheiro de nível 7 com acesso aos feitiços Polimorfia e Dominar Fera. O jogador transforma a criança em uma ovelha e usa Dominar Fera para controlá-la. Depois, dispensa o companheiro que lançou os feitiços e, com cuidado nos momentos de concentração, recontrata o personagem antes que as magias acabem. Ao salvar no acampamento e recarregar, a criança passa a acompanhar permanentemente o grupo. Recomenda-se usar o modo por turnos porque a janela de tempo é curta.

A razão disso funcionar vem de regras de proteção: a Larian teve de tornar crianças inalvejáveis para obedecer leis de proteção juvenil em alguns países. Essa proteção faz com que elas não possam ser mortas e, por acidente, ignorem a ordem normal de iniciativa, o que resulta em ataques praticamente infinitos. Trata-se de uma brecha técnica entre as mecânicas do jogo e as regras de proteção. O resultado é uma força de combate absurda com pouco esforço, embora levantando questões morais óbvias. Você testaria essa tática no seu jogo?

Cena de Baldur's Gate 3
Baldur's Gate 3

A atriz de voz Jennifer English, conhecida por dar voz a Shadowheart em Baldur’s Gate 3 e a Maelle em Clair Obscur: Expedition 33, pediu algo simples durante o Golden Joystick Awards: não. Em conversa no evento, ela aconselhou estúdios a não usar IA para substituir a criatividade humana. Muitas empresas têm promovido a IA como uma revolução — a Ubisoft, a Electronic Arts e a Microsoft são exemplos — mas a posição dos atores é outra.

Ela reconheceu que a IA pode ser uma ferramenta, mas pediu que não tire a criação das mãos dos artistas. Erros e imperfeições fazem parte do trabalho. Essas falhas enriquecem a atuação. Colegas do mesmo elenco já alertaram que clonagem de voz sem autorização pode roubar identidade e trabalho. Por isso ela defende contratos claros e respeito aos atores.

A discussão segue entre quem investe em tecnologia e quem faz a arte. A Epic Games e a Nexon defendem usos amplos, mas muitos atores pedem garantias. English resumiu: usem a tecnologia, mas não apaguem o humano. Use sua criatividade, não deixe uma máquina tomar seu lugar. Você acha que a IA deve ter limites na criação de vozes em jogos ou está tudo bem usá-la para acelerar produção?