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DOOM

Um desenvolvedor de Sydney fez algo curioso: ele conseguiu rodar Doom dentro de um par de fones de ouvido com firmware aberto, os PineBuds Pro. O clássico do id Tech 1 foi adaptado para o hardware diminuto, criando uma demonstração da versatilidade do jogo.

Para isso, o autor elevou a frequência do processador dos fones para 300 MHz e desativou o modo de baixo consumo, o que deu potência suficiente para o game — embora a taxa de quadros fique em torno de 18 fps. A memória disponível é muito limitada, então o jogo passou por várias otimizações para reduzir o uso de RAM.

O arquivo de jogo foi compactado para apenas 1,7 MB e outras mudanças permitiram que tudo coubesse no armazenamento dos fones. Ainda assim, o jogo roda com recursos reduzidos e desempenho modesto, funcionando mais como prova de conceito do que como substituto para uma experiência completa.

Quem quiser experimentar não precisa ter os fones: há uma transmissão ao vivo que funciona como tela e uma fila virtual para quem quiser conectar e jogar pelo navegador. O desenvolvedor também liberou o código e as instruções em um repositório público para quem tiver fones compatíveis e quiser tentar em casa.

DOOM

Um criador alemão conseguiu rodar Doom na tela sensível ao toque de uma panela de cozinha inteligente Krups Cook4Me. O feito mostra como dispositivos simples com Wi-Fi e processadores modestos podem virar plataformas para experiências inesperadas.

A panela usa um SoC Renesas R7S721031VC com processador Cortex-A9 a 400 MHz, 128 MB de RAM e 128 MB de flash. Essas especificações são modestas, mas suficientes para fazer o Doom de 1993 rodar com taxa de quadros razoável. Para isso, o criador extraiu o firmware do SoC e adaptou o código para que o jogo funcionasse no sistema embarcado.

A entrada é improvisada: toques em áreas mapeadas e rótulos nas bordas da tela servem como controles. O jogo aparece centralizado em uma área pequena do display, que não é muito grande, então a experiência é limitada, mas jogável. O desmontar da panela foi simples, com acesso direto aos módulos internos.

O autor publica vídeos e posts mostrando o processo e outros projetos parecidos. Há registros do Doom rodando em estações de carregamento, em dispositivos simples como vapes, em arquivos PDF e até rodando recursivamente dentro do próprio Doom. A demonstração é um lembrete de como criatividade e engenharia reversa transformam aparelhos do dia a dia em plataformas para jogos.

Cena de Doom: The Dark Ages
DOOM

Um experimento curioso com roedores que tenta ensinar ratas e ratos a jogar Doom voltou em versão renovada. Na primeira versão, os animais ficavam suspensos sobre uma bola que girava; esse movimento era traduzido para uma versão bem simplificada do corredor de Doom. Quando faziam o comportamento esperado, recebiam água adoçada. Isso deixou dúvidas se eles realmente ‘jogavam’ ou só respondiam ao reforço.

A nova versão amplia o espaço de ações. O movimento do animal segue sendo mapeado para o jogo, mas agora há uma tela AMOLED curva que cobre mais do campo de visão, aumentando a imersão sem atrapalhar os bigodes. Colisões com paredes são comunicadas por leves sopros de ar no focinho. E o maior avanço: um gatilho que o rato puxa com as patas para atirar. O mecanismo usa molas, um encoder rotativo para detectar o movimento e um motor de passo para devolver o gatilho.

Todo o sistema é externo ao corpo do animal: sensores, rastreamento de movimento, feedback visual e as recompensas que reforçam comportamentos corretos. O projeto original foi o trabalho de um pesquisador, e essa versão contou com colaboração técnica e documentação para abrir o hardware a quem quiser reproduzir.

Nos testes, os animais aprenderam a navegar no ambiente virtual e a acionar o gatilho. A adaptação levou cerca de duas semanas por rato, mas o treino avançado não foi concluído por falta de tempo; validação completa exige períodos maiores. Ainda assim, é justo dizer que hoje ratos conseguem andar e até atirar no Doom, o que abre caminhos para estudos sobre comportamento e imersão.

Cena do jogo Motordoom
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DoomScroll é um novo site que reúne milhares de WADs criados pela comunidade e permite jogá-los direto no navegador. Criado por um desenvolvedor e um arquivista, o projeto foi lançado para celebrar o 32º aniversário de Doom. A ideia é tornar visíveis e acessíveis décadas de trabalho de mapeadores, desde mapas simples feitos por iniciantes até conversões completas com música, texturas e sprites novas.

O site mostra uma parede de sprites e caixas com nome do mapa, autor e descrição. Ao clicar, aparece uma ‘laptop’ virtual com visão em wireframe e um automapa interativo; dali é possível iniciar a fase e jogar no esquema padrão de teclado e mouse. Não precisa instalar nada. Testei vários mapas e a maioria funcionou rapidamente, mas é fácil se perder jogando por horas.

Nem tudo é perfeito: o emulador tem limitações e alguns WADs não carregam, ficando só na tela preta. Também há uma questão de permissões, já que nem todos os autores autorizam redistribuição e o site ainda não oferece forma clara de checar fontes. Mesmo assim, é uma maneira fantástica de explorar a história dos mods de Doom e chega num ano em que a franquia teve novidades e debates importantes na comunidade.

Cena de Doom: The Dark Ages
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A atualização 2.3 de Doom: The Dark Ages, liberada pela id Software, reformula a Ripatorium e traz ajustes rápidos na campanha. Agora é possível ajustar o Brink of Death, reduzindo a chance de sobrevida em situações de quase morte. Também houve alterações pontuais nos encontros do modo principal.

O grande ponto é o Ripatorium 2.0: o modo saiu de ondas contínuas e passou a ser por rounds, com até cinco rounds e até 10 ondas por round. Cada round tem configurações próprias — tipo de inimigos, respawns e tempo. A atualização inclui cinco faixas novas, presets para quem não quer montar tudo e um sistema de códigos para salvar e compartilhar encontros. A id Software pretende selecionar os melhores códigos como presets oficiais, incentivando a troca nas redes sociais. Vai montar uma arena mortal para compartilhar?

Defect

O compositor australiano Mick Gordon é um dos nomes mais reconhecidos da indústria, com um som pesado que ajudou a moldar os reboots de Doom e Wolfenstein. Nos últimos cinco anos, após um desentendimento público com a Bethesda, ele trabalhou em projetos de metal, participou da trilha de Atomic Heart e apareceu como compositor convidado em Absolum. Agora ele revela que está trabalhando na trilha completa de Defect, o novo FPS cyberpunk da empresa Empty Vessel. O jogo promete modo solo, coop e PvP assimétrico, com exploração, disfarce por transferência de consciência e muita subversão, lembrando Payday em certos trechos. Gordon disse que pode encaixar seu estilo sem apagar a identidade do jogo, mas explorando duas de suas marcas: sons microtonais — notas menores que a divisão tradicional da oitava — e batidas deliberadamente fora do tempo, sem depender de uma métrica rígida. A ideia é combinar isso com o ambiente cyberpunk, usando sintetizadores que soem como maquinaria analógica e ganhem vida nas paisagens sombrias da cidade. Palalic, o diretor, já trabalhou com ele em Doom 2016 e Doom Eternal. Defect não tem data de lançamento, mas já está na wishlist da Steam. Você está curioso para ouvir essa trilha?

Halo
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Sandy Petersen, lendário designer de Doom, revelou no X que o estúdio Ensemble e seu ambicioso projeto Titan — um MMO ambientado no universo Halo — foram encerrados em 2008 por decisão do então chefe do Xbox, Don Mattrick, visando proteger um bônus baseado em lucros de curto prazo. Segundo Petersen, Titan se passaria dezenas de milhares de anos antes dos eventos da saga principal, com Forerunners e Covenant como facções jogáveis, e tinha potencial para gerar R$ 5 bilhões em receita. O jogo estava em estágio avançado quando foi cancelado, levando ao fechamento completo da Ensemble, responsável por sucessos como Age of Empires. A decisão, considerada míope por ex-funcionários, ocorreu pouco antes da polêmica gestão de Mattrick, marcada por apostas como Kinect e pelo desastroso lançamento do Xbox One. Arte e modelos vazados sugerem que Titan teria sido uma mistura de ficção científica e fantasia, mas tudo foi abandonado em prol de metas financeiras. Perde o mundo do gamer.

O novo Doom impressiona com combate visceral e acessível, mas sacrifica profundidade e desafio em nome da simplificação. Ainda assim, é um dos melhores FPS do ano.

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