#Intel
A Intel lançou o Panther Lake e promete um salto grande na performance gráfica integrada. A fabricante diz que os chips Core Ultra Series 3 usam o nó de fabricação 18A, com transistores GAA e alimentação por trás do chip. A promessa é de até 77% mais desempenho em jogos comparado ao Lunar Lake. A Intel também falou em ganhos de 82% sobre um processador da AMD em renderização nativa e 73% com upscaling 2x.
A AMD respondeu em entrevista que os chips topo de linha dela — como Strix Halo e Ryzen AI Max — seriam bem melhores para jogos e que a comparação da Intel foi feita com chips de nível médio. Um executivo da AMD ainda sugeriu esperar pelo preço do Panther Lake antes de julgar o resultado. Do lado da Intel, um diretor afirmou que a rival está vendendo ‘silício antigo’ e que o Panther Lake foi feito pensando no mercado de portáteis.
Na prática, Panther Lake usa um nó mais novo, enquanto algumas soluções da AMD são refrescos de gerações anteriores. Isso pode mudar o equilíbrio em handhelds de jogos, se os números se confirmarem e o preço for competitivo. No fim, a disputa promete acelerar melhorias e pode beneficiar quem joga em PCs e portáteis. Resta ver os testes práticos para saber quem leva mesmo a coroa.
No CES 2026 testei rápido o iGPU Arc B390 da Intel em um notebook Lenovo com o processador Intel Core Ultra X9 388H. Foram menos de uma hora de testes, mas deu para rodar alguns jogos e benchmarks. É um iGPU, então não esperava milagres, mas os resultados foram surpreendentes para uma solução integrada.
Em Cyberpunk 2077, 1200p com qualidade alta e sem upscaling, a média ficou em 53 fps — jogável, considerando tratar-se de um iGPU. Ativando XeSS em Quality, a média subiu para 74 fps, muito suave. Com Ray Tracing no preset Ultra, geração de frames e XeSS em Auto, o benchmark marcou cerca de 70 fps; isso envolve geração de frames e pode aumentar latência em jogo, mas mostra o quanto o chip consegue com ajuda.
Em Borderlands 4 o Arc B390 sofreu um pouco: 1200p High com XeSS Quality ficou na casa dos 40–45 fps, e não foi possível deixar a geração de frames estável nesse teste. Já em Shadow of the Tomb Raider, 1200p High sem upscaling, vi picos na casa dos 100 fps, quedas para os 50 e média de 75 fps. A Intel afirma que o Arc B390 é em média 10% mais rápido que uma RTX 4050, e o chip com 12 Xe-cores realmente deu trabalho para o tamanho dele.
É um começo promissor para notebooks sem GPU dedicada. Vou esperar os testes de laboratório, mas a ideia de jogar bem em máquinas mais finas ficou bem crível.
Intel e Samsung Display apresentaram uma tecnologia chamada SmartPowerHDR que promete reduzir o consumo das telas OLED em notebooks. O sistema analisa o pico de brilho de cada quadro em tempo real e envia essa informação ao controlador do painel (TCON). Com isso, a tensão aplicada ao painel é otimizada conforme quantos pixels estão ativos na tela, em vez de manter a voltagem no máximo como no HDR tradicional.
As empresas afirmam que a economia chega a cerca de 22% no uso diário e cerca de 17% durante conteúdo HDR. Jogos com suporte a HDR tendem a solicitar tensão mais alta com mais frequência, por isso a redução é menor em cenas realmente HDR. Já tarefas como navegar na web, abrir arquivos ou digitar em documentos consomem muito menos quando a voltagem é ajustada dinamicamente.
Não ficou claro se a função vai exigir hardware dedicado ou se pode ser entregue por atualização de software, o que pode afetar a rapidez da adoção. Também há limitações práticas: o HDR no Windows ainda pode ser instável e, em muitos casos, é desativado quando o notebook está na bateria.
Mesmo assim, qualquer ganho no painel — que responde por mais da metade do consumo de um notebook — é bem-vindo. Se a SmartPowerHDR funcionar sem prejudicar a qualidade em jogos, pode significar mais autonomia para notebooks e melhores resultados em monitores OLED voltados para games.
A Intel afirma que os novos chips móveis Core Ultra Series 3, baseados na arquitetura Panther Lake, prometem até 77% mais desempenho de iGPU em jogos em comparação com a geração Lunar Lake. No papel, isso deixa notebooks ultrafinos com desempenho próximo ao de equipamentos com placa dedicada. Mas uma dúvida persiste: os drivers vão acompanhar essa promessa? Sem drivers estáveis, ganhos de desempenho podem não chegar ao jogador.
Para tentar resolver isso, a empresa diz que reescreveu toda a pilha de software e unificou camadas-chave do driver. Assim, a mesma camada pode ser otimizada profundamente e usada em várias APIs, tornando o trabalho mais eficiente. Também ampliaram a infraestrutura de testes e validaram centenas de jogos, não só alguns títulos. Em entrevista, executivos afirmaram que envolveram cerca de 300 desenvolvedores em jogos pré-lançamento e suportaram 50 lançamentos de driver no dia zero. Eles contam que agora começam a colaborar com estúdios 18 a 24 meses antes do lançamento, testam builds e fazem coengenharia para ajustar o suporte.
Mesmo com esses passos, sobra cautela. Produtos anteriores da Intel, como uma GPU desktop, ainda tiveram problemas de driver nos testes. Além disso, Nvidia e AMD investem muito nessas equipes. Se a Intel mantiver esse ritmo de integração, testes e lançamentos no dia zero, os novos iGPUs podem mesmo virar uma opção sólida para quem joga em notebooks finos. Vamos torcer para que os drivers correspondam à promessa.
A Intel apresentou na CES sua família Core Ultra Series 3, baseada na arquitetura Panther Lake, e afirma que os modelos topo de linha trazem até 77% de ganho em gráficos integrados em relação à geração anterior, Lunar Lake. A linha traz iGPUs com suporte a ray tracing e promete melhorias no driver gráfico, o que pode tornar notebooks finos e handhelds capazes de rodar jogos modernos sem placa dedicada.
O principal é a iGPU Intel Arc B390, baseada nos núcleos Xe3. O Core Ultra X9 388H tem 16 núcleos totais, iGPU com 12 núcleos Xe3, turbo de até 5,1 GHz e 50 TOPS no NPU. Há variantes X7 que também usam a B390 e uma Core Ultra 5 338H com a Arc B370, de 10 núcleos Xe3. Modelos menores usam a Intel Graphics com 4 ou 2 núcleos Xe. As CPUs usam o processo 18A em tiles e chegam a suportar LP5/X até 9600 MT/s, 96–128 GB de memória, 25 W de base e turbo na casa de 55–80 W, dependendo do modelo.
Se as promessas se confirmarem em testes independentes, a geração pode mudar o mercado de laptops gamers finos e handhelds, entregando boa jogabilidade sem GPU dedicada. A experiência final vai depender de drivers, ajustes dos fabricantes e configurações de potência dos aparelhos. Ainda não há dados de preços ou disponibilidade para o Brasil; teremos que esperar testes e anúncios dos parceiros.
Vazamentos e rumores recentes mostram um roteiro ambicioso para os próximos chips da Intel. Um canal de hardware falou sobre um APU chamado Serpent Lake, que juntaria CPU Intel e GPU Nvidia no mesmo chip. Esse APU seria equipado com a futura GPU Rubin da Nvidia, fabricada em TSMC N3P, e usaria memória LPDDR6. A parceria entre Intel e Nvidia foi anunciada oficialmente, com a Nvidia fazendo um aporte estimado em cerca de R$26 bilhões. Ainda não há confirmações técnicas detalhadas.
Outros codenomes citados nos relatos incluem Nova Lake, Razer Lake, Titan Lake e Hammer Lake. Nova Lake seria o processador de desktop para o final de 2026. Razer Lake chegaria entre 2027 e 2028 trazendo núcleos ‘Griffin Cove’ com ganho de IPC de dois dígitos. Os núcleos eficientes ‘Golden Eagle’ também teriam melhorias expressivas. Titan Lake seria uma versão móvel de Razer Lake com foco em gráficos e estreia a nova arquitetura Xe3P da Intel. Hammer Lake, previsto para 2029, pode marcar retorno a um design de núcleos unificados.
É importante ter cautela: roadmaps mudam e muitos detalhes ainda são especulativos. Se essas peças se confirmarem, os chips poderão oferecer salto significativo no desempenho por núcleo e opções de APU potentes para notebooks e laptops gamer. Para quem acompanha hardware, a ideia de um APU ‘monstro’ com GPU dedicada integrada é animadora. Vamos aguardar anúncios oficiais.
A Intel planeja enfrentar a dominância da AMD no segmento gamer com o Nova Lake, uma CPU que pode chegar a 52 núcleos e 288 MB de cache vertical. Essa quantidade de cache é mais do que o dobro dos 128 MB oferecidos pela V-Cache dos chips X3D da AMD. As informações vieram de um vazamento considerado confiável e mostram uma mudança agressiva no design da Intel para competir em desempenho de jogos.
No topo da linha, o processador terá dois tiles de computação, cada um com oito núcleos de alto desempenho e 16 núcleos eficientes, além de 144 MB de cache empilhado por tile. Isso soma 48 núcleos mais outros quatro núcleos eficientes de baixo consumo no tile do SoC, totalizando 52 núcleos. Também serão lançadas variantes com menos núcleos e versões com um único tile, e pelo menos quatro modelos devem oferecer essa grande cache bLLC.
A Intel confirma que o Nova Lake chega no fim de 2026, e a AMD também promete seus novos chips Zen 6 para 2026, então a próxima temporada deve ser uma guerra por desempenho. Há relatos de que a nova plataforma exigirá designs de alimentação mais robustos nas placas-mãe, o que pode complicar a adoção. Você acha que a Intel vai mesmo retomar a liderança no desempenho para jogos?
Um resultado em um banco de dados de benchmark mostrou o novo processador Panther Lake da Intel em ação, e os números são só razoáveis. O modelo registrado é o Core Ultra 9 386H, um chip móvel de 16 núcleos, que marcou 2.849 pontos no teste single-core e 15.434 pontos no multi-core. O resultado single-core chama mais atenção porque permite comparar diretamente a evolução dos núcleos de alto desempenho.
Na configuração esperada, o 386H tem quatro núcleos de alto desempenho, oito núcleos eficientes e quatro de baixo consumo. Um modelo parecido da geração anterior teve cerca de 2.608 no single-core e 14.812 no multi-core, então a melhora parece incremental. Em comparação, a Apple e a Qualcomm têm chips que passam de 4.000 no single-core, enquanto a AMD fica perto dos 2.800, o que mostra que, em desempenho puro, os x86 ainda ficam atrás dos melhores ARM.
Também é bom lembrar que um benchmark é só um dado e não representa todo o uso real. Como o Panther Lake é pensado para dispositivos móveis e produzido em um novo nó, a eficiência e a autonomia podem ser o que mais importa. Vamos precisar dos testes completos e das medições de consumo para formar uma opinião definitiva, depois do lançamento previsto para janeiro. E você, acha que a Intel vai compensar com melhor eficiência ou precisa entregar mais desempenho para competir?
Os processadores Arrow Lake para desktop da Intel não empolgaram em jogos. Modelos como o Core Ultra 9 285K e o Core Ultra 5 245K não são lentos, mas ficam atrás de opções Raptor Lake e entregam menos custo-benefício.
Mesmo assim, a participação da Intel em desktops caiu só 4,9% no 3º trimestre, de acordo com a Mercury Research. A AMD tem 33,6% no desktop. Em mobile, a participação da AMD recuou para 21,9% contra 22,3% no mesmo período do ano anterior.
O motivo é simples: o mercado DIY (PC montado por conta própria) é menor que o OEM (PCs de fabricantes), e muitos parceiros ainda têm contratos para usar chips da Intel. Isso mantém a Intel forte, mesmo com a recepção fria dos novos CPUs.
No lado móvel, os chips da Intel estão entre os mais rápidos testados. Mas as decisões dos fabricantes seguem favorecendo a Intel. Há sinais de mudança? A Razer migrou seus notebooks Blade para a AMD, mas ainda não é uma virada geral.
No fim, a Intel ainda lidera boa parte do mercado. E você, vai de Intel ou AMD no seu próximo PC?
As fábricas que fazem nossos chips andam usando uma técnica chamada Inverse Lithography Technology (ILT) para corrigir a bagunça que a luz EUV faz quando tenta desenhar circuitos minúsculos. Em vez de ir somando pequenos ajustes nas máscaras, o ILT parte da saída desejada e calcula, pixel a pixel, a máscara que vai imprimir direito no silício — o resultado visual parece psicodélico, mas o que importa é que funciona em camadas problemáticas.
A Nvidia levou pra produção um empurrão de software chamado cuLitho, que joga muita computação nas GPUs para desenhar essas máscaras curvas mais rápido; TSMC já integra isso em fluxos para o nó N2 em camadas selecionadas. Isso não é só conversa: empresas do setor afirmam ganhos grandes em velocidade ao usar essas ferramentas.
Se você curte entender por que os chips que vão entrar no seu PC podem sair de uma máscara que parece arte abstrata, esse é o ponto: curvas nos padrões e muita força bruta de software estão mudando como o silício é feito. Como você acha que isso vai afetar a próxima geração de placas de vídeo?