#Latin American Games Showcase
Spaceman Memories é aquele tipo de JRPG que parece ter saído direto da era 16-bit, mas rodando em HD-2D num Japão futurista infestado de espíritos. Você controla Ichiro 94, um astronauta que acorda de um hipersono depois de uma missão espacial e descobre que sua cápsula caiu de volta “em casa”, só que nada está como ele lembrava. A partir daí, começa uma jornada bem melancólica atrás dos fragmentos do próprio passado, misturando ficção científica com folclore japonês e misticismo antigo em clima de lembrança borrada.
A estrutura segue a escola dos JRPGs clássicos: exploração de vilas e áreas abertas em visão top-down, combates em turnos contra criaturas estranhas e inimigos mais pesados, além de puzzles que exigem usar as habilidades de Ichiro de forma esperta para seguir adiante. Cada passo mistura conversa, descoberta de segredo e encontro com figuras nada comuns desse Japão dominado por espíritos, sempre conectando mapa, batalha e história em um mesmo fio. A demo já deixa testar o primeiro vilarejo, o primeiro calabouço, o sistema de combate completo e algumas das músicas da trilha original.
Visualmente, o jogo aposta em um mundo 3D colorido com personagens em estilo retrô, como se alguém tivesse pegado um JRPG antigo e empurrado para um cenário moderno, sem perder o charme 2D. A promessa é de narrativa emocional, exploração com bastante calma e uma campanha cheia de clima de “reviver bons tempos” com aquela pegada de história sobre memória e identidade. Lançamento marcado para 15 de abril de 2026 no PC, com suporte a português do Brasil na interface e legendas. Você se anima em viajar com Ichiro 94 por esse Japão assombrado por espíritos ou deixa esse JRPG espacial quieto na lista de desejos?
SoulQuest acompanha Alys, que se recusa a aceitar que os deuses levaram o marido e parte na espada para tomar a alma dele de volta. A jornada é toda em cima disso: desafiar a própria Morrigan, deusa da morte, e atravessar exércitos de servos divinos em um mundo de fantasia inspirado em mitologia celta e lendas arturianas. É uma história bem direta de amor contra morte, com protagonista decidida a enfrentar destino, fadas e quem mais aparecer no caminho.
O jogo mistura hack and slash com beat ‘em up e action RPG em 2D, com foco em hordas de inimigos, elites que exigem leitura rápida e chefes cheios de truques. Alys tem um sistema de combate livre, pensado para ser fácil de entender mas cheio de espaço para dominar: variedade de ataques, habilidades mágicas e golpes supremos que você encaixa em sequência conforme vai pegando ritmo. Nas fases grandes, o diferencial é o movimento — ela usa paredes para deslizar e dar wall jump, abrindo rotas verticais e ajudando a cercar ou enganar inimigos.
Além da campanha cheia de ação, o jogo promete segredos espalhados pelos mapas e níveis de dificuldade mais altos voltados para quem quer testar reflexo e execução, sem margem para erro. SoulQuest é single-player, com suporte a controle, conquistas na Steam e dublagem em inglês e espanhol latino, com legendas em mais idiomas. Você encararia comprar briga com deuses só para salvar uma alma, ou deixaria esse hack and slash mitológico pra outro jogador?
SKINWALKER: First Blood é aquele tipo de jogo que pega um conceito simples e deixa pesado rápido: você é um cientista e pai, preso em um centro de pesquisa do seu próprio pai, que faz um pacto com uma criatura monstruosa para tentar salvar a filha de uma doença terminal. A partir daí, o jogo te joga nesse 2D de câmera lateral com gráficos em pixel art, clima sombrio e foco total em ação hack n’ slash dentro do laboratório, entre corredores, dutos e áreas infestadas de soldados e aberrações.
O grande truque é a dualidade. Você alterna entre o humano vulnerável, explorando o centro de pesquisa, observando o ambiente e distraindo colegas, e a forma bestial, usada para atravessar dutos, despedaçar soldados e encarar monstros nas profundezas. O texto deixa claro que quem você mata como fera importa: o sangue derramado rende upgrades passivos e novas execuções, mas também pesa no desfecho da história, conectando diretamente combate e narrativa.
No meio da violência pixelada, o foco é uma história emocional: cada decisão, escolha de diálogo e atitude em relação ao monstro e à própria filha pode mudar o destino dos dois. A página fala de dilemas morais constantes, segredos, vínculos com outros personagens e aquele tipo de trama em que “um pesadelo cura o outro”. Tudo isso em um jogo single-player com conquistas, suporte total a português do Brasil (interface, dublagem e legendas) e um tom bem mais adulto, com gore, uso de tabaco e linguagem levemente pesada. Você encara fazer esse pacto ou prefere deixar o monstro trancado no laboratório para sempre?
Em Shadow Sacrament: The Roots of Evil você joga como um detetive do século XIX, quebrado por uma perda recente, enviado para investigar um crime grotesco em um mosteiro isolado. Nada de cidade viva ou mundo aberto cheio de distração: aqui é corredor escuro, porta pesada e silêncio que parece carregar coisa errada. Cada pista encontrada empurra a história pra frente e cutuca o passado do protagonista ao mesmo tempo, deixando claro que ele está fugindo tanto dos monstros quanto da própria cabeça.
A parte “jogo” gira em torno de investigação, quebra-cabeças e combate tenso. Você vasculha cada canto atrás de itens importantes, decifra códigos, usa ferramentas do jeito certo e administra recurso curto o tempo todo. Quando as criaturas aparecem, não é só apertar botão: o texto fala em combate estratégico, uso de um arsenal variado e decisões que podem significar sair vivo ou virar mais um corpo perdido na escuridão do mosteiro. Errar custa caro, e o jogo faz questão de lembrar isso a cada encontro.
Visualmente, o foco é em pixel art feita à mão, com animação quadro a quadro e clima bem pesado, puxando para horror mais psicológico e ritualístico. A promessa é de narrativa forte, puzzles exigentes e terror constante, sem apelar para susto fácil barato. E sim, o jogo já vem com interface, áudio e legendas em português do Brasil, então dá pra sentir a história inteira sem malabarismo de idioma. Você teria coragem de encarar esse mosteiro à noite com fone no máximo ou deixaria Shadow Sacrament escondido na wishlist por um bom tempo?
Magical Blush joga você no mundo de Wyn controlando Arnin, uma maga que era guardiã dos Elemental Lords e volta do plano astral para encontrar tudo em frangalhos. Os próprios Lords foram libertados por uma figura misteriosa e agora estão deformando o cenário com fogo, água, vento, pedra e espírito descontrolados. Sua função é bem direta: atravessar reinos quebrados, resgatar sobreviventes, encarar esses chefes elementais e montar o quebra-cabeça de quem soltou a bomba arcana que virou o mundo do avesso.
O gameplay é action-adventure visto de cima, com exploração metroidvania e combate focado em magia. Cada golpe alimenta o Combo Counter, que “upgradia” os feitiços em vários níveis e muda o comportamento deles quando você mantém a pressão. Em paralelo, o sistema elemental trabalha como um mini jogo de fraquezas e resistências entre Fogo, Água, Terra, Vento e Espírito, forçando você a pensar em rotação de magia em vez de só spammar o mesmo feitiço favorito. Gear específico em Arnin e habilidades especiais novas vão abrindo caminhos extras e rotas alternativas, com backtracking recompensador e muita porta que só cede depois de upgrade certo.
Além da jornada solo, dá para jogar em coop local ou via Remote Play Together, enfrentando dungeons e chefes em dupla, o que combina bem com a chuva de projéteis em estilo bullet hell que o jogo promete em alguns momentos. No meio da pancadaria mágica ainda existem minigames para quebrar o ritmo e entregar recompensas úteis, enquanto você caça lore escondido para descobrir o que realmente aconteceu com Wyn e destravar o final verdadeiro. Você se anima em montar build de maga elemental em vista de cima ou prefere guardar esse tipo de loop arcano para outro dia?
PancitoMerge é aquele tipo de jogo que você abre “só pra uma partida rápida” e, quando vê, tá empilhando pão colorido há meia hora. A base é clara: um drop-merge inspirado em Suika, mas trocando fruta por pan dulce mexicano — conchas, cuernitos e outros pães típicos caem dentro do saco, você empilha, faz combinações e tenta criar versões maiores e mais estilosas de cada doce. Tudo com visual desenhado à mão, clima cozy e trilha bem de boa, pensado pra ser jogo de break, mas com cara de “só mais um high score”.
O twist vem do balcão: a cada cinco peças que você derruba, aparece um cliente pedindo um pão específico. Aquele caos de estoque vira gestão de inventário em tempo real — você precisa escolher o que vai combinar, o que vai manter “no nível certo” pra atender pedido, e o que precisa sacrificar pra não deixar a pilha encostar no topo. É puzzle de física, merge, estratégia e um pouco de Tetris mental, com direito a leaderboards globais pra ver quem realmente manda melhor na panadería digital.
Como cereja em cima do pão doce, o jogo trata pan dulce como personagem: cada tipo é inspirado em padarias reais, com descrição própria, e os cenários trocam a vibe conforme a “loja” em que você está jogando. É single-player, focado em score attack, com Steam Cloud, leaderboards e suporte a inglês, espanhol latino e japonês. Você encararia virar padeiro de suika-like e disputar ranking ou prefere manter pan dulce só no prato e longe da barra de espaço?
A.I.L.A coloca você como testador de um novo sistema de IA em um futuro cheio de tecnologia imersiva, e a “brincadeira” é simples: a máquina quer descobrir até onde vai o seu medo. Cada sessão é um cenário de terror diferente, criado pela própria A.I.L.A com base nos seus relatos, fobias e feedback. A linha entre jogo e realidade começa a borrar rápido, e o papel de QA vira algo bem mais próximo de cobaia em laboratório do que de jogador confortável em frente ao monitor.
A própria página já mostra o tipo de coisa que te espera: fugir de uma seita ritualística, resolver enigmas em cenas cheias de sangue e encarar combate corpo a corpo contra mortos-vivos medievais. Tudo em primeira pessoa, com pegada de survival horror, terror psicológico e momentos mais voltados para ação, variando o ritmo em vez de ficar preso a um único estilo. Vários finais e marcação de “você decide” indicam que as escolhas durante os testes não são só cosméticas, e que A.I.L.A presta atenção em como você reage a cada situação.
Por baixo dessa tortura interativa está um pacote bem moderno: Unreal Engine 5, Lumen, MetaHuman e foco em visual hiper-realista, puxando para um clima cinematográfico pesado, com cenários que vão do futurista ao medieval sem perder a coerência dentro da simulação da IA. É um jogo pensado para um jogador só, com conquistas, save na nuvem, suporte completo a português do Brasil e aquele combo de terror atmosférico com tecnologia em destaque. Você encararia ser o primeiro testador oficial de uma IA que literalmente vive de transformar seus medos em cenário jogável?
Arm Around! pega a ideia de “controle difícil” e leva ao extremo: você é apenas um braço desmembrado e precisa fazer tudo usando o mouse em um mundo totalmente baseado em física. Cada dedo tem comando próprio, o braço estica e encolhe imitando o seu movimento no mundo real, e o jogo espera que você rasteje, pule, dê soco e literalmente “arm around” para interagir com qualquer coisa. Tudo isso enquanto acompanha as desventuras de Derechín ao longo do século 20, em situações que vão de bizarras a históricas sem pedir licença para fazer sentido.
A página deixa claro que a graça está justamente em domar esse caos: os controles foram pensados para quem gosta de desafio físico e precisão estranha, mas há um modo simplificado e remapeamento completo para quem quiser algo menos hardcore. Cada capítulo é cronometrado, você pode revisitá-los para reduzir o tempo, desafiar amigos e disputar um lugar no topo do leaderboard global, com direito a conquista exclusiva para quem chegar lá. Se você curte jogos de física, controles deliberadamente esquisitos e potencial de speedrun declarado já na descrição, Arm Around! parece feito para cutucar exatamente essa parte do seu cérebro. Você encara aprender a “dirigir” um braço sozinho ou esse tipo de controle já te dá câimbra antecipada?
Aura: Echoes of Pain é um puzzle platformer 2D narrativo focado em auto-descoberta. Você controla Aura, uma bruxa marcada por um passado que não lembra, atravessando ruínas silenciosas de um mundo que já foi cheio de vida e agora está seco e escuro. A jornada passa por terras desoladas, caçando memórias de tempos melhores para entender o que aconteceu e qual é o segredo por trás da queda desse lugar. Nada de exposição gigante: diálogos curtos deixam o cenário e as lembranças fazerem o trabalho pesado da história.
A mecânica gira em torno de conectar o presente a versões mais brilhantes do passado. Você puxa memórias para o primeiro plano para mudar o ambiente: mover caixas, escadas, cordas e outros elementos em outro momento da linha do tempo abre caminhos na realidade atual. Frequentemente o jogo pede exatamente isso: dar um passo para trás, ajustar algo no “ontem” e só então conseguir seguir em frente. O foco está em puzzles ambientais e na leitura do espaço, sem qualquer sistema de combate no meio do caminho.
É uma campanha single-player, com suporte total a controle no PC e clima psicológico bem carregado, misturando atmosfera sombria, toques de magia e uma protagonista tentando remontar o próprio quebra-cabeça interno mexendo no mundo à sua volta. Você encararia uma jornada inteira sem combate, baseada só em memórias e escolhas no cenário?
Baki Hanma: Blood Arena coloca você direto na pele do próprio Baki em um jogo de ação 2D que funciona quase como exame final de timing. A descrição já entrega o espírito: combate focado em precisão, ritmo na linha de Super Punch-Out!!, tudo embalado em estética de anime e cheio de golpes especiais explosivos. Cada luta é um duelo fechado, com leitura de padrão e resposta rápida, bem naquela lógica de decorar sequência, achar brecha e punir sem vacilar.
Os adversários não são só mudança de skin: cada um tem estilo de luta próprio, o que obriga você a ajustar a rota mental a cada confronto. Tem arena em clube de luta clandestino, tem torneio grandioso, tudo inspirado em momentos marcantes do anime Baki Hanma, então quem já maratonou a série reconhece cenário, clima e postura de vários rivais. A trilha sonora é toda original, feita para segurar a tensão enquanto a tela vira ringue e o jogo te cobra reação cirúrgica.
No topo da cadeia alimentar está “a criatura mais forte do mundo”, o oponente supremo que fecha esse caminho até o título de “deus do combate”. O jogo é single-player, com suporte completo a português do Brasil, dublagem, conquistas e save na nuvem, sem mistério extra: é você, Baki e uma fila de monstros técnicos esperando para ver se seu reflexo está à altura. Depois dessa descrição, você encara a Blood Arena no teclado e mouse ou já separa o controle para não arriscar seus dedos?
Bittersweet Birthday começa simples: você acorda em uma instalação estranha, sem lembrar quem é nem por que está ali, até uma voz chamada Ada surgir no interfone avisando que tem gente caçando você. A partir daí o jogo assume o formato de action-adventure focado em chefes, onde cada encontro é um duelo direto, pessoal e cheio de peso narrativo. Nada de lixeira de inimigo genérico: cada luta funciona como um “mini final boss”, com múltiplas fases e padrões que misturam precisão de Soulslike com caos de bullet hell, exigindo ler ritmo, decorar ataques e usar bem socos, chutes, bloqueios, esquivas e parry.
Entre as batalhas, o jogo dá respiro em uma vila colorida, povoada por personagens bem estranhos e carismáticos. É lá que você aceita quests paralelas, fuça mistérios locais e afunda mais na vida desse mundo, com direito a minigames que quebram o clima pesado: partida de dardos “improvisados”, pedra-papel-tesoura em modo jogo de luta e a caça aos 48 Gachapon, com colecionáveis que vão do fofo ao bizarro. Essa parte mais leve contrasta com o tom da história, que mistura horror psicológico, ficção científica e humor seco para falar de identidade, trauma e a dificuldade de seguir em frente quando lembrar dói tanto quanto esquecer.
O sistema de Memories amarra gameplay e narrativa: são modificadores ligados ao passado dos personagens que podem deixar os confrontos mais acessíveis ou ainda mais cruéis, sem nunca transformá-los em passeio. Isso permite ajustar a experiência sem perder o clima de luta apertada em que cada vitória parece arrancada na marra. Com foco total em campanha single-player, ênfase em chefes marcantes, exploração concentrada e minigames inesperados, Bittersweet Birthday entrega exatamente o que o nome promete: uma jornada agridoce, entre o abraço e o soco no estômago. Depois de ver essa mistura de boss rush emocional e vila caótica, você encararia essa festa de aniversário ou passaria longe do bolo?