#Latin American Games Showcase
Llamalandia mistura aventura relaxada com construção de vilarejo em plena cordilheira, no altiplano boliviano. Você controla uma lhama que se perdeu nas montanhas e precisa encarar desafios enquanto cruza desertos dourados, picos nevados e templos antigos, em uma jornada bem direta: encontrar sua família e salvar o restante da espécie. Cada passo faz o mundo reagir, como se a história fosse sendo escrita no caminho em vez de só jogada na sua frente.
Além de explorar cenários cheios de bichos e surpresas, o jogo deixa você montar seu próprio santuário de lhamas. Com os tesouros encontrados nas viagens, dá para planejar casas aconchegantes, fazendas e estruturas especiais, criando um lugar que funciona tanto como base quanto como lar para a sua turma peluda. A ideia é ver esse refúgio crescer conforme a campanha avança, sempre ligado ao que você faz fora dali.
O coração do jogo está nos laços que você cria: cada nova lhama traz personalidade própria e um vínculo diferente, enquanto filhotes correm, brincam, aprendem e crescem junto com você. O santuário também abre espaço para outros moradores, como alpacas, guanacos, tatus e mais criaturas típicas das terras altas, transformando o mapa em um zoológico doméstico cheio de momentos tranquilos e bem pessoais. Você teria paciência para cuidar dessa base de lhamas e amigos ou prefere deixar o altiplano para outro jogador?
Hayaku! Island of Darkness é um metroidvania retrô inspirado na era 8-bit, focado em plataforma desafiadora, combate direto e uma história centrada em uma ilha cheia de criaturas anômalas. Você controla Hayaki, um soldado da organização Reikan, enviada para investigar o que está causando o surgimento desses monstros em um lugar teoricamente isolado. Além da missão oficial, ele ainda procura o irmão desaparecido, também membro da Reikan, o que amarra a exploração da ilha a um objetivo bem pessoal.
O jogo aposta em mapas grandes com sistema de mapa interno e estações de navegação que destravam o layout de cada área conforme você avança, dando aquela sensação de “desenhar” a progressão aos poucos. No combate, o destaque é o Arsenal System: você pode explorar e criar mais de 12 armas que funcionam como upgrades tanto para a espada quanto para a pistola. Cada arma sobe de nível e muda de comportamento conforme evolui, o que abre espaço para montar estilos de jogo bem diferentes usando o mesmo kit básico.
Outra peça central é o Ride Armor Customization System: ao encontrar partes de Ride Armor espalhadas pelo mapa, você monta e ajusta o seu robô de combate, liberando habilidades novas e upgrades específicos para enfrentamentos mais pesados. Tudo isso vem embalado em visual inspirado em NES, com pixel art que mistura nostalgia com detalhes mais modernos, mais uma trilha chiptune feita como se tivesse sido composta para um console 8-bit clássico. Esse combo de metroidvania retrô, arsenal evolutivo e mecha customizável te anima ou você prefere deixar essa ilha anômala para outro agente da Reikan?
One Card One Shot – Mafia vende a ideia sem rodeio: explorar o submundo da máfia no “primeiro Sniper Card Game”, onde cada missão mistura estratégia de cartas, mira precisa e decisões em segundos. A cada contrato surgem novos inimigos, cartas e mecânicas, em partidas cheias de surpresas que terminam sempre com a mesma sensação: o que vem na próxima rodada?
O jogo alterna entre duas perspectivas bem marcadas: quando é hora de pensar, o foco vai para uma visão top-down estratégica, em que você joga e administra suas cartas; quando é hora de agir, a câmera entra em modo FPS 3D, colocando você atrás da mira de um sniper no meio de perseguições de carro, tiroteios intensos e momentos em que cada movimento pesa. Essa troca acompanha o ritmo da missão e amarra na prática o que a descrição promete: cartas decidem o rumo, balas decidem quem continua vivo.
No papel, One Card One Shot – Mafia fica na encruzilhada entre ação, estratégia e deckbuilding, com elementos de roguelite, furtividade e “choices matter”, tudo em campanha single-player com conquistas, Steam Cloud, leaderboards e suporte completo a português do Brasil, incluindo dublagem. Parece o tipo de jogo que você deixaria fixo na barra de tarefas para alternar entre partidas rápidas e sessões longas ou esse casamento de card game com sniper não te convence?
SHADE Protocol é um metroidvania 2D de fantasia cibernética em um mundo que está literalmente desmoronando. Elythium, um metal senciente, se voltou contra tudo e reescreveu as regras da existência. Você controla Zura, uma Replica protótipo capaz de recompilar a realidade, última esperança de humanos e máquinas com vontade própria. A jornada passa por ruínas de civilizações, tecnologias esquecidas e uma guerra entre SHADEs, Xaviors e o próprio SHADE Protocol, que ameaça apagar o que sobrou.
O jogo gira em torno de combate preciso, mobilidade fluida e um sistema de formas duplas: DAWN e SHADE. Alternar entre elas muda o estilo de jogo em tempo real, permitindo encaixar combos, parries e counters em sequência. As armas são “Instruments”, código transformado em armamento inspirado em música, cada um com função específica em combate e exploração. Lança crepuscular, machado do nascer do sol, chakram da meia-noite: cada instrumento abre possibilidades diferentes de abordagem enquanto você atravessa Bastions interconectados em alta velocidade.
O UNISON System é o centro da parte “engenharia de realidade” do jogo: o mundo existe como código, e Zura pode manipular eventos, revisitar momentos-chave e decidir seus desfechos, afetando facções inteiras. Perfeitos parries e counters restauram Echo, recurso essencial para ataques poderosos e defesa avançada, criando um loop em que jogar bem alimenta ainda mais agressão e controle. Com suporte total a controle, foco em campanha single player e forte ênfase em narrativa, SHADE Protocol claramente mira quem gosta de metroidvania exigente, com sistemas interligados e mundo denso para destrinchar. Esse tipo de metroidvania que mistura música, código e parry afiado entra na sua lista de desejados ou passa longe do seu backlog?
Mutter coloca você na pele de Maddox Holloway, um garoto de 9 anos vivendo no interior da Inglaterra em 1940, enquanto o pai está na linha de frente da Segunda Guerra. Em casa, a batalha é outra: uma doença estranha começa a consumir a mãe dele, deformando corpo e mente até algo cada vez mais monstruoso. O jogo acompanha essa tentativa desesperada de entender o que está acontecendo, sobreviver dentro da própria casa e, ao mesmo tempo, tentar se agarrar à lembrança de quem ela era antes de tudo desandar.
O mundo de Mutter foi todo construído com estética stop-motion artesanal, com cenários cheios de textura esquisita, clima pesado e aquele tipo de horror que foca mais em tensão psicológica e impacto emocional do que em susto barato. Você explora o campo, pedala entre diferentes áreas com a bicicleta, resolve quebra-cabeças ambientais e vai desenterrando o mistério por trás da maldição da família Holloway, sempre em terceira pessoa, com pegada de adventure e exploração.
Além de fugir e investigar, você ainda precisa cuidar do jardim, colher vegetais e ervas e usar tudo isso para criar itens que sustentam a história: sopas, comidas, poções e receitas específicas que ajudam a manter tanto Maddox quanto a mãe vivos pelo maior tempo possível. Tudo isso amarrado por uma trilha sonora original pensada para sustentar essa mistura de fantasia sombria, trauma e horror doméstico. Você encararia um jogo onde o “boss” mais assustador é a pessoa que deveria cuidar de você?
RoadOut é um action RPG em visão de cima que junta exploração de masmorras com direção em um mundo pós-apocalíptico dominado por uma inteligência artificial. Você controla Claire, uma mercenária que vive de contratos de entrega, sabotagem e assassinato na Zona Morta, uma região desértica onde rebeldes e três facções rivais tentam sobreviver ao caos. A ideia é simples de entender: pegar trabalho, cruzar o deserto dirigindo, lidar com gangues, robôs e bandidos no caminho e, no meio disso tudo, cavar mais fundo no passado de Claire e na origem dessa IA que arrasou o mundo.
A estrutura mistura exploração de mundo aberto sobre rodas com dungeons cheias de puzzles e combate twin stick a pé. No carro, você cruza cavernas, cidades, bunkers e estradas destruídas, entra em corridas mortais e encara combates veiculares em pistas e arenas que lembram muito jogos de corrida de combate clássicos, com direito a armas e tecnologia embarcada. Fora do carro, o foco vai para golpes corpo a corpo e à distância, uso de escudo, gerenciamento de cura por drogas criadas no caminho e resolução de enigmas em cenários que parecem 2D, mas usam perspectiva rotacionável em 3D.
Conforme avança, você mexe em tudo: árvore de habilidades, modificações corporais, implantes cibernéticos, arsenal, além de upgrades no carro para aguentar terreno, clima e ciclo de dia e noite da Zona Morta. O jogo é single player, com conquistas na Steam, suporte total a controle e dublagem em português do Brasil, e ainda assume sem vergonha inspirações em The Legend of Zelda, GTA e Rock’n Roll Racing na forma como mistura história, missões e corridas. Esse tipo de híbrido de dungeon crawler com corrida top-down te anima ou você prefere manter RPG e jogo de corrida em pastas separadas na biblioteca?
Into The Grid propõe aquele casamento bem explícito de deckbuilder roguelike com RPG de mesa em clima cyberpunk. As batalhas são inteiras em cartas, mas a exploração de mapa é quase de wargame: cada nó, cada rota e cada recurso exigem cálculo frio. O Grid é essa paisagem digital infinita onde toda informação vive, cheia de recompensa obscena e ameaça constante, e o jogo te força o tempo todo a decidir se avança, recua, desvia, pega o bônus pequeno agora ou segura a aposta para um prêmio maior depois.
O sistema de recursos gira em torno de um conceito próprio: toda carta tem seu efeito e, ao mesmo tempo, gera VIM, uma Memória Virtual que impede mãos “mortas”. Essa VIM alimenta os Comandos, habilidades desbloqueáveis que funcionam como macro de poder bruto, virando completamente o rumo de um combate quando encaixadas na hora certa. O Repo é seu arsenal vivo: novos programas entram, os fracos são descartados, sinergias estranhas aparecem e o baralho vai se concentrando em poucas linhas de ataque bem específicas.
Como hacker, seu Console é tratado quase como corpo extra: você destrava mods, vantagens de hardware e opções que mudam a forma de abordar cada run. O plano é ter quatro personagens jogáveis, cada um com mecânicas e narrativa próprias, expandindo o Grid em direções diferentes conforme o acesso antecipado evolui; você se anima em quebrar essa rede carta por carta ou prefere deixar as corporações mandando no ciberespaço?
Hollow Stories: Lockdown é um survival horror noir ambientado nos anos 1990. A cidade vive em estado de sítio, com corrupção policial e um culto atuando nas sombras. O jogo coloca você no meio dessa teia de crimes, onde investigar, escolher e sobreviver são ações constantes. Nada é totalmente claro, e a tensão cresce a cada esquina.
A jogabilidade mistura câmeras fixas em terceira pessoa com mira em primeira pessoa durante o combate. A proposta puxa para os clássicos do fim dos anos 90, mas com controles e ritmo mais modernos. A progressão exige exploração cuidadosa, resolução de puzzles em uma delegacia sombria e gerenciamento de inventário à moda antiga. Munição e recursos são escassos, o que torna cada confronto mais perigoso.
O visual segue um estilo modern-retro que lembra gráficos de PS1, porém com mais definição. A estética é escura e a trilha sonora aposta em suspense retrô. A narrativa aborda crimes policiais, conspirações internas e rituais do culto infiltrado na força. Há combate contra inimigos armados e cenas de assassinato e sacrifício, sem apelar para sexualização, drogas ou autoagressão.
O jogo é single-player e traz conquistas na Steam, além de dublagem e legendas em português do Brasil. Também tem suporte oficial para Windows e para Linux via Proton. Hollow Stories: Lockdown mistura investigação, medo e escolhas morais. Depois dessa combinação de culto, delegacia e câmera fixa, você teria coragem de jogar de fone no escuro ou deixaria para outro horário?
Mexican Ninja te joga em Nuevo-Tokyo, um Frankenstein cultural nascido quando Japão e México colidiram em poder, fogo e traição. Narcos e Yakuzas se misturaram e criaram os Narkuzas, uma classe dominante que manda em tudo e transforma a cidade num feudo torto. Nas periferias, um grupo de rebeldes mira as cinco cabeças desse clã, e é aí que entra o Mexican Ninja, num 2.5D roguelike beat ’em up rápido, caótico e cheio de atitude, onde você fatia Narkuzas com combos apertados, poderes espirituais e Mexican Jutsus.
O foco aqui é combate preciso: posicionamento, movimento e o timing certo dos ataques são a diferença entre continuar a run ou virar estatística. É um brawler “pega e joga”, mas que recompensa quem domina o sistema. Você explora as ruas estilizadas de Nuevo-Tokyo, treina com o El Mero Mero Sensei para destravar habilidades ninja, faz pacto com espíritos mexicano-japoneses para usar seus poderes nas runs, testa builds diferentes, encaixa combos e ainda encontra peças de roupa escondidas para deixar o ninja com mais estilo. A famosa Way of the Donkey é a árvore de skills da parada, usada pra moldar seu jeito de lutar.
O clima é de humor sombrio e sátira pesada, com violência em estilo cartoon, palavreado forte em inglês e espanhol, piada suja e um mundo de crime organizado, drogas e decadência urbana exagerada, tudo assumidamente over-the-top. O jogo é single-player, focado em PvE, com suporte a controle, Steam Cloud, Family Sharing e interface, áudio e legendas em português do Brasil, previsto para sair no primeiro trimestre de 2026. Você encara esse futuro feudal de Narkuzas no soco e na katana ou passa longe desse caos mexicano-japonês?
Pipistrello and the Cursed Yoyo te coloca em uma aventura 2D vista de cima por uma cidade enorme, cheia de distritos, becos e prédios de corporações duvidosas. A história foca na família Pipistrello, dona do monopólio de energia, que agora vê seus negócios ameaçados por chefes do crime dispostos a tomar tudo à força. Para enfrentar isso, você usa a arma mais improvável: um ioiô amaldiçoado que é ao mesmo tempo ferramenta e extensão do personagem. O ioiô serve para atacar, para se mover e para resolver desafios em combate, plataforma e exploração.
Cada truque novo muda a forma como você enxerga o cenário. O jogo mistura combate, plataforma, quebra-cabeças e exploração e incentiva você a encadear manobras e criar rotas próprias, tratando a cidade como um grande parque de manobras. São quatro distritos e mais de mil telas cheias de desafios e segredos. Os prédios dos quatro chefes são labirínticos e trazem inimigos, armadilhas e puzzles de ação. Muitos obstáculos aceitam soluções múltiplas, então o mapa vira um sandbox para rotas criativas e tentativas diversas.
A progressão passa por dominar mais de dez truques e golpes especiais, equipar dezenas de badges que mudam seu estilo e negociar upgrades passivos com um agiota nada confiável. Também há colecionáveis espalhados pela cidade. A campanha é single-player e oferece conquistas, cartas colecionáveis, salvamento na nuvem, editor de níveis e interface em português do Brasil. Você encara a vida de mestre do ioiô no meio da intriga corporativa ou prefere deixar a cidade nas mãos dos criminosos?
Master Lemon: The Quest for Iceland te joga num caos bem específico: um arquipélago chamado Bashires sendo engolido por uma praga que apaga memórias e ameaça deletar línguas inteiras do mapa. Você acompanha Lemon nessa missão para dominar a própria linguagem e tentar segurar esse desastre, numa aventura focada em história, cheia de clima melancólico e aquele toque de fantasia estranha ambientada na Islândia, feita como homenagem ao André Lima e à paixão dele por idiomas e culturas.
O jogo te larga num mundo em pixel art, com exploração top-down, personagens bem marcados e vários puzzles espalhados pelas ilhas. Cada povo Bashir é inspirado em culturas reais, e o jogo faz questão de brincar com isso: você usa palavras de mais de 25 idiomas do mundo real para interagir com o cenário, resolver enigmas e literalmente alterar o que acontece à sua volta. Nada de só apertar botão genérico: aqui o vocabulário vira ferramenta de gameplay e parte do quebra-cabeça pra enfrentar a tal praga devoradora de memória.
O jogo mistura adventure, RPG, interactive fiction e puzzle, com campanha single-player, 16 conquistas na Steam, suporte a PT-BR completo e aquele combo de save na nuvem e Family Sharing que agrada quem vive trocando de máquina. As reviews estão “Muito Positivas”, vamos conferir?