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GeForce Now ganhou um cliente nativo para Linux — em beta. Antes, era preciso usar a versão limitada no navegador ou apps de terceiros. O app nativo permite resoluções mais altas, até 5K, e taxas de quadros superiores. Por enquanto ele tem suporte oficial apenas ao Ubuntu 24.04 LTS, mas pode rodar em outras distros que suportam Flatpak. Para funcionar é necessário ter GPU com suporte a Vulkan H.264 ou decodificação H.264 e instalar o driver correto. A Nvidia recomenda atualizar para o driver 580; drivers AMD são atualizados pelo próprio Flatpak do GFN. A instalação é feita via Flatpak.
Testei no Ubuntu e funcionou bem com o driver recomendado. Tentei um driver Nvidia mais novo e o GFN não aceitou, o que bloqueou a reprodução até eu voltar ao driver indicado. Em jogo, não notei travamentos comparado ao Windows, mas senti um leve atraso de entrada em relação ao jogo rodando localmente. A qualidade de streaming foi boa e recursos como L4S e Reflex funcionaram. Ray tracing e DLSS também rodaram sem problemas em meus testes. Algumas funções ainda não estão disponíveis no Linux, como AV1, HDR e Cloud GSync.
O app é um pouco menos fluido que no Windows, especialmente ao navegar na biblioteca. Ainda assim, é um grande passo para gamers Linux, pois permite jogar títulos que não rodam nativamente, como Apex Legends, via streaming. Jogos com anti-cheat em nível de kernel continuam bloqueados em GFN quando os desenvolvedores não liberam suporte, como acontece com Valorant. No geral, é uma opção promissora para quem tem boa conexão e quer jogar sem um PC potente.
Um criador de conteúdo de hardware afirmou em vídeo que a Nvidia teria cancelado o OPP, um programa que dava incentivos para que fabricantes parceiros (AIBs) vendessem algumas placas pelo preço sugerido (MSRP). Sem esse apoio, as AIBs podem optar por aumentar os preços. O resultado esperado é menos placas no preço anunciado e ofertas mais caras para os consumidores.
O tema chega num momento de falta global de memória. O fim de um sistema de bundles, que antes ajudava a controlar oferta, também pressiona os estoques. Além disso, a Nvidia teria reduzido a produção de modelos mais baratos, preferindo enviar chips completos para placas premium. Uma fonte da indústria comentou que a RTX 5080 pode ficar entre 40% e 50% mais cara.
No lançamento, as análises de modelos com MSRP eram liberadas antes das demais, o que encorajava parceiros a preparar unidades a preço sugerido para as reviews. Com o possível fim do OPP e menos unidades à venda, encontrar modelos no preço anunciado deve ficar mais difícil, e a repercussão das reviews pode perder esse controle.
Há dúvidas sobre a estratégia. Parceiros afirmam que o modelo topo de linha não vende tanto, então aumentar preço pode não funcionar. Versões ‘Super’ também parecem ter sido canceladas por causa da demanda por memória. Se a previsão se confirmar, a pressão da IA na cadeia de memória deve tornar as placas mais caras e reduzir a oferta para quem quer comprar agora.
Quem acompanha preços de placas de vídeo sabe que a situação mudou muito no último ano. No fim de 2025 muitas GPUs ficaram mais baratas, mas a crise global no fornecimento de memória reverteu esse quadro. Placas com 16 GB ou mais de VRAM estão subindo de preço. Modelos como RTX 5060 Ti 16 GB, RTX 5070 Ti e RTX 5080 chegaram a custar cerca de R$2.000, R$3.725 e R$4.950. Hoje, esses mesmos modelos podem ser encontrados, no melhor cenário, por cerca de R$2.250, R$4.145 e R$6.340.
Esses números representam os melhores preços que aparecem em buscas. Em muitos varejistas os valores estão bem mais altos. Por exemplo, a versão 16 GB da RTX 5060 Ti já é vista por cerca de R$3.150. A RTX 5070 Ti também aparece tabelada em torno de R$5.995 em alguns revendedores. Além disso, estoques de certos modelos estão sumindo. Houve rumores de descontinuação da RTX 5070 Ti, que as fabricantes negaram, mas muitos anúncios mostram ‘sem estoque’. A RTX 5090 está quase impossível de achar.
Se você topar perder 4 GB de VRAM, a RTX 5070 aparece em alguns estabelecimentos por cerca de R$2.745. A placa da Intel Arc B580, com 12 GB, tem subido até ficar perto de R$1.300 e também está difícil de achar. Placas com 8 GB são as que ainda têm preços mais sensatos, mas podem ser limitadas em 4K ou quando ray tracing e upscaling estão ativos. Com a previsão de falta de DRAM até 2027, não espere quedas de preço em curto prazo. Para 2026, o que importa é o que está disponível e quanto está acima do razoável.
A Microsoft liberou o app Xbox para PCs com Windows on Arm. O objetivo é trazer a experiência de download e jogo para quem usa processadores Arm no PC. É um passo importante para quem espera jogar no ecossistema Arm.
O sistema de emulação Prism, que roda software x86 em chips Arm, recebeu atualização para suportar instruções AVX e AVX2. Isso amplia a compatibilidade e pode reduzir os títulos que antes não rodavam. A Microsoft diz que mais de 85% do catálogo do Game Pass já é compatível com essas máquinas, e o suporte ao Epic Anti-Cheat permite títulos populares como Gears of War: Reloaded e Fortnite.
Mas há um porém. A implementação atual do Windows on Arm foi otimizada para chips Snapdragon X, que trazem hardware dedicado para acelerar a emulação x86. Nem todos os chips Arm têm esse recurso. O novo N1X da Nvidia, ligado ao GB10 Superchip, usa núcleos Arm padrão fabricados por terceiros que podem não ter aceleração para emulação x86.
A Nvidia também anunciou núcleos Arm próprios, chamados Vera, mas eles foram citados em contexto de infraestrutura de IA, sem indicação clara de foco em emular x86 para jogos. Ou seja: pode dar certo, mas também pode ter limitações. Resta esperar mais detalhes sobre o N1X e como o Windows vai lidar com diferentes designs Arm no mundo do PC gaming.
Nvidia pode lançar o N1X para PCs no fim de março, durante o primeiro trimestre de 2026. O chip apareceu em um manifesto de envio de um laptop quase pronto. Relatórios dizem que notebooks Windows on Arm com N1X chegarão no começo do ano. Uma versão inicial sai no Q1 e três variantes adicionais vêm no Q2. A seguir, há um N2 previsto para o terceiro trimestre.
O N1X deve se basear no GB10, o Superchip usado em servidores. A parte CPU tem 20 núcleos compostos por designs Arm comuns. Isso tende a oferecer desempenho honesto, mas não espetacular. Esses núcleos também não trazem aceleração em hardware para emular x86, algo presente em chips concorrentes. Isso pode dificultar rodar jogos que dependem de x86. Nvidia já trabalha em núcleos Arm próprios, mas eles podem aparecer só em versões futuras.
O que anima mesmo é o GPU integrado. Ele tem especificações parecidas com uma RTX 5070, com milhares de núcleos Blackwell, e é fabricado em N3, o que indica grande eficiência energética. Isso pode colocar gráficos integrados em outro patamar e deixar algumas GPUs antigas para trás. Mas são muitas condicionais: o N1X pode usar um die diferente; o Windows on Arm terá de melhorar a emulação x86; e o alto custo da memória pode atrapalhar o mercado. Em resumo: promissor, mas ainda precisa provar o valor na prática.
A NVIDIA liberou hoje o DLSS 4.5 Super Resolution para todos os usuários do app NVIDIA. O novo modelo transformer de 2ª geração traz qualidade de imagem superior e já está disponível em mais de 400 jogos e aplicativos para todas as GPUs GeForce RTX. A atualização chega pelo app NVIDIA e pode ser instalada automaticamente ou manualmente.
O modelo usa cinco vezes mais poder de computação que o original e foi treinado com um conjunto de dados maior e de alta fidelidade. Testes na versão beta apontaram imagem mais nítida e boa estabilidade, especialmente nos modos DLSS Performance e Ultra Performance. A NVIDIA também anunciou que DLSS 4 com Multi Frame Generation já roda em mais de 250 jogos, incluindo títulos como 007 First Light, Phantom Blade Zero, PRAGMATA, Resident Evil Requiem, Active Matter, Screamer e DEFECT.
Dois jogos ganham DLSS esta semana: StarRupture e LET IT DIE: INFERNO. Além disso, o app ganhou a versão 11.0.6 com melhorias em ajustes de monitores, nomes completos em Advanced Optimus, um modo de depuração que remove overclock até reiniciar o sistema e uma opção de desenvolvedor. Para quem cria jogos, há atualizações de SDK: plugins para DLSS 4.5 Super Resolution, RTX Neural Texture Compression, expansão do NVIDIA ACE para modelos menores e melhorias no Nsight Graphics 2025.5. No geral, é uma atualização focada em desempenho, qualidade de imagem e ferramentas para desenvolvedores.
Um vídeo recente afirma que a RTX 5070 Ti está praticamente fora de linha. Varejistas e fabricantes dizem que o estoque atual é o que há, sem planos de produzir mais. A Asus chegou a colocar o modelo em status de fim de vida por causa da falta de peças. O problema é a crise de memória: a demanda por infraestrutura de IA reduziu a oferta de DRAM e, crucialmente, de VRAM GDDR7.
A 5070 Ti usa 16 GB de GDDR7 e o mesmo chip GB203 da RTX 5080, então fabricantes preferem direcionar memória escassa para o modelo mais caro. A RTX 5080 está sendo vendida por cerca de R$6.000, enquanto as poucas 5070 Ti alcançam cerca de R$4.000 nas lojas. Isso cria um grande incentivo para priorizar a 5080. Nos testes, a 5070 Ti aceita overclock bem e pode ficar a poucos por cento do desempenho da 5080 sem exigir mais refrigeração ou energia.
Também há relatos de que a versão 16 GB da RTX 5060 Ti deve ter produção limitada. Do lado da AMD, os cartões RDNA 4 com 16 GB não parecem em fim de vida e há estoque razoável, mas os preços chegaram a subir — o modelo com preço sugerido de cerca de R$3.000 já é encontrado por valores maiores. Resta ver se a AMD consegue suprir uma demanda maior, caso muitos jogadores migrem para Radeon.
A Nvidia lançou o DLSS 4.5 e testes recentes mostram que ele pode aumentar bastante o consumo das placas de vídeo. O novo modelo usa uma arquitetura transformer e exige até cinco vezes mais processamento na GPU do que as versões anteriores. Em benchmarks idênticos com Cyberpunk 2077, uma RTX 5090 chegou a registrar até 50 W a mais quando o DLSS 4.5 estava ativo, principalmente no preset Model L (Ultra Performance). Os Tensor Cores da placa ficam mais ativos e, por causa disso, às vezes os quadros por segundo não sobem — e em alguns casos até caem devido à carga extra de cálculo.
Placas mais modestas também mostram aumento de consumo, mas sem saltos tão grandes em watts. Em testes com uma RTX 3060 Ti houve crescimento no gasto de energia, mas o valor absoluto foi bem menor. Jogos como Spider-Man Remastered e STALKER 2 também apresentaram consumo extra com DLSS 4.5, embora os testes em cada jogo não fossem sempre idênticos, o que torna a comparação direta menos precisa.
A vantagem é que o DLSS 4.5 tende a entregar imagem mais estável. Em 4K, o modo Performance com entrada em 1080p tem qualidade visual impressionante e pode valer a troca de presets. Se você já tem uma GPU topo de linha, o aumento no consumo pode não ser um problema. Mesmo assim, vale ficar atento à fonte, aos cabos e à refrigeração. No fim das contas, é uma escolha entre melhor imagem e mais consumo de energia; cada jogador precisa decidir o que pesa mais no seu setup.
O CES 2026 trouxe boas notícias para quem joga no PC: os monitores foram o destaque. A grande mudança veio nas OLEDs, que sofriam com letras meio borradas por causa do arranjo antigo de subpixels. Agora Samsung e LG adotaram um layout em faixas verticais de R, G e B. A Samsung segue com QD-OLED e pontos quânticos, a LG mantém WOLED sem o subpixel branco. O resultado é texto mais nítido e menos franja.
Vimos isso em modelos como o ultrawide da MSI com painel V-Stripe a 360 Hz e 300 nits, e no HyperX Omen OLED 34 com especificações parecidas. A Asus mostrou duas versões, uma com o painel Samsung e outra 27” 4K 240 Hz com o painel da LG, que deve ficar ainda melhor por ter mais pixels por polegada. Testes rápidos mostram melhoria na leitura, mesmo que a densidade de pixels ainda limite a nitidez em algumas telas. O MSI saiu por cerca de R$5.500 e modelos antigos já aparecem em promoções por cerca de R$2.000.
Houve avanço também nas telas IPS, com a evolução do G-Sync Pulsar da Nvidia. Em vez de strobar a tela inteira, o sistema agora stroba uma faixa horizontal antes da varredura que atualiza os pixels. Isso aumenta muito a clareza de movimento e reduz o efeito de cintilação de soluções antigas. No fim, a escolha será entre cores e contraste das OLEDs e a nitidez de movimento do Pulsar. A expectativa é que a nova geração torne monitores melhores e, com sorte, mais acessíveis.
Nvidia lançou o DLSS 4.5, que traz três novidades: um modelo transformer de segunda geração para Super Resolution (upscaling), o Multi Frame Generation dinâmico e um modo 6x. Por enquanto só o novo upscaler está disponível — o frame gen e o modo 6x chegam na primavera. No geral, a atualização melhora a qualidade de imagem, mas tem prós e contras.
Para usar é preciso atualizar os drivers e entrar na versão beta do app da Nvidia, depois ativar por jogo a opção DLSS Override nas configurações do driver. Há novos presets: Model M, otimizado para Performance, e Model L, voltado ao Ultra Performance em 4K. O novo transformer é mais complexo e exige muito das Tensor Cores; GPUs das séries 20 e 30 sofrem impacto maior do que as das séries 40 e 50, que suportam FP8 nativamente.
Nos testes, os resultados variam. Em Cyberpunk 2077 e Stalker 2 o DLSS 4.5 reduz cintilação, preserva cores e detalhes finos, mas pode aumentar nitidez demais em alguns cenários e criar halos escuros. Black Myth: Wukong ficou excessivamente nítido sem ajustar o sharpening. Em outros jogos a diferença é quase imperceptível. Ultra Performance impressiona em 4K, mas Performance continua sendo o melhor equilíbrio entre qualidade e FPS. Prepare-se também para consumo extra de energia em GPUs topo de linha. A recomendação é testar no seu PC e aguardar as atualizações que devem trazer o Multi Frame Generation dinâmico e melhorias na reconstrução por ray tracing.
Um registro de remessa mostrou um “Dell 16 Premium” com a indicação “N1X”. Esse código aponta para o chip Arm da Nvidia para PCs, cuja existência já foi confirmada pela própria empresa. A descoberta veio de um site de dados de remessa e ganhou atenção nas redes sociais. A listagem descreve o produto como “engineering technical samples for R&D” e inclui a sigla “DVT”.
DVT, ou Design Validation Test, normalmente indica que o aparelho está funcional e muito próximo do produto final. Em alguns casos, modelos DVT enviados a revisores só precisam de atualização de firmware para virar a versão de varejo. Por isso essa entrada na lista sugere que a Dell tinha um protótipo pronto para testes, o que aumenta a chance de ter sido planejado para 2025.
Mas há sinais de atraso. A listagem é de novembro do ano passado e a Dell passou a usar outra marca para sua linha premium em 2026, o que aponta para adiamento ou cancelamento do modelo. Além disso, o N1X já passou por revisões e enfrenta um grande desafio: suporte de sistema operacional. A camada de tradução usada hoje foi otimizada para chips concorrentes, então a Nvidia precisaria de adaptação. Se o N1X herdar partes do GB10 usado em servidores, ele pode ter gráficos próximos a uma RTX 5070 de desktop. Em resumo: o chip é promissor para jogos, mas ainda não chegou ao mercado.