#Placas de Vídeo
A Nvidia lançou o DLSS 4.5 e testes recentes mostram que ele pode aumentar bastante o consumo das placas de vídeo. O novo modelo usa uma arquitetura transformer e exige até cinco vezes mais processamento na GPU do que as versões anteriores. Em benchmarks idênticos com Cyberpunk 2077, uma RTX 5090 chegou a registrar até 50 W a mais quando o DLSS 4.5 estava ativo, principalmente no preset Model L (Ultra Performance). Os Tensor Cores da placa ficam mais ativos e, por causa disso, às vezes os quadros por segundo não sobem — e em alguns casos até caem devido à carga extra de cálculo.
Placas mais modestas também mostram aumento de consumo, mas sem saltos tão grandes em watts. Em testes com uma RTX 3060 Ti houve crescimento no gasto de energia, mas o valor absoluto foi bem menor. Jogos como Spider-Man Remastered e STALKER 2 também apresentaram consumo extra com DLSS 4.5, embora os testes em cada jogo não fossem sempre idênticos, o que torna a comparação direta menos precisa.
A vantagem é que o DLSS 4.5 tende a entregar imagem mais estável. Em 4K, o modo Performance com entrada em 1080p tem qualidade visual impressionante e pode valer a troca de presets. Se você já tem uma GPU topo de linha, o aumento no consumo pode não ser um problema. Mesmo assim, vale ficar atento à fonte, aos cabos e à refrigeração. No fim das contas, é uma escolha entre melhor imagem e mais consumo de energia; cada jogador precisa decidir o que pesa mais no seu setup.
Nvidia lançou o DLSS 4.5, que traz três novidades: um modelo transformer de segunda geração para Super Resolution (upscaling), o Multi Frame Generation dinâmico e um modo 6x. Por enquanto só o novo upscaler está disponível — o frame gen e o modo 6x chegam na primavera. No geral, a atualização melhora a qualidade de imagem, mas tem prós e contras.
Para usar é preciso atualizar os drivers e entrar na versão beta do app da Nvidia, depois ativar por jogo a opção DLSS Override nas configurações do driver. Há novos presets: Model M, otimizado para Performance, e Model L, voltado ao Ultra Performance em 4K. O novo transformer é mais complexo e exige muito das Tensor Cores; GPUs das séries 20 e 30 sofrem impacto maior do que as das séries 40 e 50, que suportam FP8 nativamente.
Nos testes, os resultados variam. Em Cyberpunk 2077 e Stalker 2 o DLSS 4.5 reduz cintilação, preserva cores e detalhes finos, mas pode aumentar nitidez demais em alguns cenários e criar halos escuros. Black Myth: Wukong ficou excessivamente nítido sem ajustar o sharpening. Em outros jogos a diferença é quase imperceptível. Ultra Performance impressiona em 4K, mas Performance continua sendo o melhor equilíbrio entre qualidade e FPS. Prepare-se também para consumo extra de energia em GPUs topo de linha. A recomendação é testar no seu PC e aguardar as atualizações que devem trazer o Multi Frame Generation dinâmico e melhorias na reconstrução por ray tracing.
A G31, também chamada de Intel Arc B770, é a placa que teima em aparecer. Ela não foi revelada na CES, mas arquivos de um pacote de driver do Panther Lake mostraram referências ao modelo. Isso aconteceu quando alguém no evento abriu os arquivos do driver de um laptop e encontrou pastas que citam o G31. O aparecimento dessas referências reacendeu a conversa sobre uma GPU Intel de alto desempenho para jogos.
Há várias explicações possíveis para o sumiço. Uma é a alta nos preços da memória, que pode atrasar um lançamento até que os módulos fiquem mais estáveis. Outra é que a Intel preferiu focar no lançamento dos novos processadores Panther Lake, que usam um nó de fabricação mais avançado. Também é possível que a empresa esteja ainda ajustando os drivers para uma GPU maior e mais complexa.
O desempenho esperado varia bastante. Fala-se em algo entre uma RTX 5060 Ti e até uma RTX 5070. Se a B770 chegar perto do topo dessa escala e vier com 16 GB de VRAM, pode virar uma opção atraente, especialmente se a Intel mantiver preços competitivos. As placas Arc anteriores tiveram problemas no lançamento por causa de drivers, mas melhoraram com atualizações. Mais competição no mercado de GPUs seria ótima para os jogadores. Mesmo com esse novo vazamento, a esperança existe, mas já começa a enfraquecer.
Intel chegou ao CES 2026 com o Panther Lake, seu novo chip móvel, e chamou atenção como o lançamento mais relevante do evento. O que mais interessa aos jogadores é a nova iGPU Arc B390, que promete um salto grande em desempenho em relação à geração anterior Lunar Lake — a Intel fala em até 70% mais performance na prática. Há modelos voltados até para handhelds, o que abre espaço para PCs portáteis mais capazes.
Em testes rápidos, o chip mostrou resultados surpreendentes: em Cyberpunk 2077 rodando a 1200p com configurações High e sem ray tracing, houve média de 53 fps. Aplicando o modo Quality de upscaling, a experiência subiu para cerca de 74 fps, o que é jogável e notável para uma iGPU integrada. Isso indica que, na prática, o Arc B390 pode ser a iGPU mais rápida para jogos em PCs comuns, deixando concorrentes sem resposta imediata.
O Panther Lake também parece eficiente em consumo, e ainda estreia a nova litografia Intel 18A, o que torna esse lançamento promissor, mas ainda por provar a longo prazo. Enquanto outras fabricantes trouxeram poucas novidades para jogos, Panther Lake é um passo interessante que pode mudar o rumo dos laptops e handhelds gamers. Resta ver como a linha vai se comportar em modelos de mercado e se a parceria entre empresas de GPU vai afetar esse futuro.
A AMD lançou a nova geração de upscaling com ajuda de IA, conhecida como FSR Redstone (ou FSR 4). O problema é que essas funções não foram liberadas oficialmente para GPUs mais antigas da AMD, como as da família RDNA 3. Comunidades de entusiastas conseguiram rodar partes da tecnologia nessas placas por meio de hacks, mas os resultados variam e nem sempre ficam bons.
Em entrevista, um executivo responsável por drivers na AMD explicou que o motivo principal é técnico: as GPUs mais novas têm aceleração dedicada para machine learning que as antigas não possuem, então não dá para garantir o mesmo desempenho e experiência. Ele afirmou que uma versão beta para RDNA 3 não está nos planos por agora, mas que a empresa pode considerar oferecer algo para quem quiser testar. A preocupação da AMD é evitar problemas de suporte e uma impressão ruim sobre a qualidade do produto.
Na prática, o código pode até rodar em placas antigas, só que com desempenho inferior. Resta torcer para que a AMD acrescente melhorias ou dê algum suporte oficial para reduzir a diferença entre as gerações. Enquanto isso, entusiastas devem continuar testando soluções não oficiais, mas isso pode trazer riscos para quem busca estabilidade. Se a empresa decidir oferecer uma versão beta controlada, a comunidade poderá avaliar melhor até que haja uma solução definitiva.
No CES 2026 testei rápido o iGPU Arc B390 da Intel em um notebook Lenovo com o processador Intel Core Ultra X9 388H. Foram menos de uma hora de testes, mas deu para rodar alguns jogos e benchmarks. É um iGPU, então não esperava milagres, mas os resultados foram surpreendentes para uma solução integrada.
Em Cyberpunk 2077, 1200p com qualidade alta e sem upscaling, a média ficou em 53 fps — jogável, considerando tratar-se de um iGPU. Ativando XeSS em Quality, a média subiu para 74 fps, muito suave. Com Ray Tracing no preset Ultra, geração de frames e XeSS em Auto, o benchmark marcou cerca de 70 fps; isso envolve geração de frames e pode aumentar latência em jogo, mas mostra o quanto o chip consegue com ajuda.
Em Borderlands 4 o Arc B390 sofreu um pouco: 1200p High com XeSS Quality ficou na casa dos 40–45 fps, e não foi possível deixar a geração de frames estável nesse teste. Já em Shadow of the Tomb Raider, 1200p High sem upscaling, vi picos na casa dos 100 fps, quedas para os 50 e média de 75 fps. A Intel afirma que o Arc B390 é em média 10% mais rápido que uma RTX 4050, e o chip com 12 Xe-cores realmente deu trabalho para o tamanho dele.
É um começo promissor para notebooks sem GPU dedicada. Vou esperar os testes de laboratório, mas a ideia de jogar bem em máquinas mais finas ficou bem crível.
PNY revelou a linha GeForce RTX 50 Series Slim, com modelos RTX 5080, RTX 5070 Ti e RTX 5070. As placas foram projetadas para ocupar apenas dois slots, uma solução pensada para gabinetes compactos sem abrir mão da performance. A empresa afirma que as placas combinam alto desempenho com um design térmico reduzido, seguindo a mesma lógica das versões Founders Edition da Nvidia.
O projeto térmico inclui duas grandes ventoinhas de 120 mm, uma câmara de vapor ampla e operação ultrassilenciosa. PNY também oferece modelos OC com ajustes de fábrica: a RTX 5080 Slim OC roda a 2730 MHz (vs 2617 MHz de referência), a 5070 Ti Slim OC a 2572 MHz (vs 2542 MHz) e a 5070 Slim OC a 2587 MHz (vs 2512 MHz). Embora os overclocks sejam modestos, a presença dessas versões indica que há margem térmica e de desempenho no projeto.
As placas chegam às lojas em fevereiro, mas a PNY ainda não divulgou preços, citando a volatilidade do mercado de memória. Para quem constrói PCs compactos, essas RTX 50 Slim podem ser uma alternativa atrativa às placas oficiais, oferecendo bom resfriamento e espaço reduzido. Resta acompanhar os testes e o preço na data de lançamento. Será importante ver benchmarks reais para confirmar desempenho, consumo e ruído.
Um vazamento nas redes afirma que a Nvidia pode voltar a fabricar a RTX 3060 no primeiro trimestre de 2026. A notícia é por enquanto rumor, mas vem de um vazador com histórico de acertos, então ganhou alguma credibilidade. A volta da placa aparece como resposta à falta de memória DRAM que está apertando o mercado.
Faz sentido do ponto de vista industrial. As placas da nova geração usam GDDR7 e são fabricadas em um nó que também produz aceleradores de IA. A RTX 3060 usa GDDR6 e foi feita em um processo diferente. Reativar a produção da 3060 reduziria a demanda por memórias mais recentes e liberaria capacidade de fabricação para chips de IA.
A 3060 existe em versões de 8 GB e 12 GB; trazer a versão de 12 GB seria ótimo para quem joga. Mesmo assim, a decisão tem um lado ruim: mostra que a empresa pode priorizar chips de IA em vez de focar em GPUs para games. No curto prazo pode ajudar a encontrar placas mais baratas, mas é um sinal preocupante sobre as prioridades da indústria e sobre como 2026 pode ser difícil para jogadores de PC.
Mesmo que a produção volte, a reposição de estoques pode levar meses, então qualquer queda de preço deve demorar. Vale acompanhar os anúncios oficiais nas próximas semanas.
A MSI revelou a GeForce RTX 5090 32G Lightning Z, uma placa de vídeo projetada sem meias medidas e focada no público entusiasta. Ela traz uma tela de 8 polegadas integrada ao próprio PCB e abandona o cooler a ar em favor de um sistema de refrigeração líquida externo com radiador de 360 mm e três ventiladores.
O circuito usa uma bomba nova com 71% mais fluxo, e um cold plate full copper para manter a GPU gelada, além de backplate de fibra de carbono. A energia é alimentada por duas conexões de 16 pinos e 40 fases de VRM; há sistema dual BIOS com modos de 800 W e 1000 W, e um BIOS extra de mais de 2500 W reservado para overclock extremo. Para referência, o modelo padrão tem TGP de 575 W, e a MSI recomenda fonte de 1600 W.
O clock boost de fábrica chega a 2.775 MHz, cerca de 365 MHz acima da maioria das RTX 5090. Ajustes finos ficam por conta do app Lightning Hub (web e celular), e há pontos V-check para medir voltagens. A placa vem com um chaveiro para alternar o BIOS e componentes selecionados à mão para desempenho. Serão feitas apenas 1.300 unidades, em edição de colecionador, então espere um preço alto. No geral, é um produto pensado para quem busca o máximo, mesmo que isso exija muito da fonte e do bolso.
Relatos em um fórum chinês apontam que a Nvidia pode reduzir a produção de placas de vídeo para jogos entre 30% a 40% na primeira metade de 2026. A queda estaria ligada à crise global de DRAM, que reduz a fabricação de PCs e, consequentemente, a demanda por GPUs discretas.
Hoje, a maioria das placas RTX 50 ainda aparece nas lojas — especialmente modelos 5050, 5060 e 5070 —, mas as versões topo de linha 5080 e 5090 são menos populares. Fabricantes parecem planejar cortes primeiro em modelos com 16 GB, pois eles usam mais módulos de GDDR7 e demandam mais memória.
O ponto crítico é que as tal‑supostas versões “Super” podem usar módulos de 3 GB GDDR7 em vez dos 2 GB. Se a Nvidia priorizar esses chips para as variantes Super, as versões normais podem ficar sem VRAM suficiente. Há relatos de que só um fornecedor tem capacidade para produzir esses módulos em volume, o que complica a oferta.
Além disso, a empresa pode mudar a forma como distribui memória para parceiros, o que também afetaria a disponibilidade. Na prática, é improvável que todas as RTX 50 desapareçam das prateleiras de uma vez, mas alguns modelos e capacidades podem ficar mais raros até a situação da memória se normalizar.
Uma startup chinesa fundada por um ex-engenheiro do Google, a Zhonghao Xinying, afirma ter criado um chip de IA muito eficiente. O chip Ghana é apontado como 1,5 vezes mais rápido que a A100 da Nvidia e consome 75% menos energia. A empresa diz atingir esses números usando um processo de fabricação doméstico mais antigo e bem mais barato. Ao mesmo tempo, o Google, que fabrica TPUs desde 2017, avalia vender esses chips diretamente a clientes em vez de só alugar.
Isso pode mudar a forma como o mercado compra poder de processamento. Os TPUs são ASICs, chips feitos para tarefas específicas de IA, mais parecidos com o que aconteceu na mineração de bitcoin quando ASICs substituíram GPUs. Se uma parte grande da demanda de IA migrar para esses chips especializados, a pressão por GPUs avançadas para data centers pode cair. Hoje a Nvidia costuma cobrar cerca de R$225.000 a R$250.000 por um B200, e esse preço alto leva empresas a buscar alternativas. Menos demanda por GPUs de uso geral pode aliviar a escassez e, no longo prazo, reduzir o preço das placas de vídeo para jogadores.
Nem tudo é simples: mudar de plataforma implica adaptar software, treinar equipes e pagar custos no curto prazo. Mesmo assim, o ganho de eficiência e o corte de despesas podem convencer empresas a migrar. Se isso acontecer de verdade, pode ser um alívio para o mercado gamer. Você acha que isso vai tornar as placas de vídeo mais acessíveis?