#The Witcher 3
A modder conhecida como rejuvenate finalmente conseguiu algo que muitos fãs queriam: transformou The Witcher 3 em uma experiência multiplayer. O mod Witcher Online permite entrar em um servidor com outros witchers, Yennefer, Jaskier e outros personagens, para conversar, fazer emotes via comandos de console e socializar pelo mundo do jogo. É mais um modo de convivência do que um coop de combate. A própria autora já criou o Wolven Trainer, um mod que junta freecam, troca do horário do dia, editor de roupas e vários ajustes, por isso o projeto parece natural.
Há várias limitações importantes: o mod não sincroniza inimigos entre os jogadores, então você não pode se juntar a amigos para enfrentar um chefe. Também não sincroniza montarias nem barcos, o que faz quem está a cavalo parecer voando. Gwent não funciona em partidas conjuntas, mas dá para pescar e curtir a companhia na beira do píer.
O foco é deixar o Continente mais confortável para quem quer roleplay e momentos sociais. Para usar Witcher Online é preciso instalar alguns mods adicionais primeiro, como Custom Player Characters, Chill Out e Community Patch – Shared Imports. Um guia de instalação completo está disponível na página do mod. Mesmo com limitações, é impressionante ver The Witcher 3 ganhando esse tipo de experiência multiplayer.
Um mod chamado Brothers in Arms restaurou centenas de falas e cenas cortadas de The Witcher 3. O trabalho devolve diálogos que ficaram nos arquivos do jogo, desde falas curtas até escolhas e cenas inteiras. Uma atualização recente trouxe ainda mais linhas recuperadas, e um vídeo de um canal mostrou as novidades.
A cena mais comentada acontece na missão The Last Wish, a passagem romântica entre Geralt e Yennefer. No jogo original, optar por não dizer “I love you” gerava uma troca rápida e cordial. Na versão restaurada, a mesma escolha resulta em um diálogo mais longo e mais romântico: Geralt e Yennefer chegam a se beijar antes de se separarem. Outra parte da missão ganhou uma cena extra em que os dois se seguram pela mão.
O mod também trouxe conversas adicionais, como uma fala de Ciri com guerreiros da Caçada Selvagem, uma conversa a mais com Eskel em Kaer Morhen e opções ampliadas no arco do Bloody Baron, onde fica mais claro se o jogador quer matar ou curar o Botchling. Nem todas as falas pareciam prontas para o jogo; por exemplo, a risada exagerada de um espectro poderia quebrar a tensão, então é compreensível por que foi cortada. Quem quiser testar pode baixar o mod em sites de comunidade. Há ainda rumores de que a desenvolvedora pode lançar conteúdo oficial para o jogo antes da sequência, o que daria uma última aventura a Geralt antes de a série seguir adiante.
A comunidade tem um rumor de que The Witcher 3 pode ganhar um DLC surpresa em 2026. A história ganhou força por duas razões. Primeiro, um veículo polonês de jogos contou que ouviu anos atrás, de uma fonte confiável, que uma expansão estava em desenvolvimento. A fonte descreveu que o DLC poderia se passar no distante deserto de Zerrikania, um lugar pouco explorado nos jogos.
Isso faria sentido para a narrativa. Zerrikania é bem diferente dos reinos conhecidos e poderia ser o cenário para uma versão alternativa da Prova das Ervas. Esse ritual, usado para transformar candidatos em bruxos, é perigoso e praticamente perdido. O autor dos livros já disse que nunca afirmou que mulheres não poderiam sobreviver ao processo.
A segunda razão é financeira. A empresa precisa melhorar suas receitas até o fim de 2026 para cumprir metas internas. Em números aproximados, precisava gerar cerca de R$1,4 bilhão e agora estaria com falta de cerca de R$1,0 bilhão, com poucos trimestres até o prazo. Um analista estimou que um grande DLC poderia faturar cerca de R$1,7 bilhão até 2026, o que resolveria a folga. A empresa segue em silêncio e não há confirmação oficial. Os indícios aumentam, mas por enquanto é só rumor.
Se hoje The Witcher 3 é um ícone dos RPGs de mundo aberto, pouca gente sabe que a CD Projekt quase não convenceu investidores e parceiros a embarcar na ideia. Na época, a proposta parecia simples demais: um gameplay ‘padrão’ e um mundo aberto cinematográfico, algo visto com desconfiança por quem apostava em experiências mais lineares. Adam Badowski, co-CEO, revelou que a principal barreira era vender um projeto que ainda ninguém tinha feito.
Mesmo vindo de jogos menores, a equipe apostou pesado em tecnologia e em uma narrativa densa, acreditando que dava para misturar história envolvente e exploração sem sacrificar o ritmo. O estúdio persistiu, investiu em soluções próprias e desenhou um mundo vivo que redefiniu o gênero. O resultado foi o divisor de águas que conhecemos: um benchmark para RPGs futuros e o game que colocou Geralt de Rívia no panteão dos personagens mais queridos.
Se ainda não conhece, vale dar uma olhada na The Witcher 3: Wild Hunt no Steam e entender por que conquistou tantos jogadores.