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A Microsoft está trabalhando em melhorias para usar o Windows 11 com controle, algo que faz muita diferença para quem joga no PC na sala, usa um portátil estilo handheld ou vive alternando entre mouse e gamepad. A ideia é simples: reduzir a fricção na hora de abrir apps, digitar, navegar em menus e trocar janelas sem precisar encostar no teclado.
O que muda ao navegar o Windows 11 com um controle
Quem já tentou “viver de controle” no Windows 11 sabe que muita coisa ainda parece feita só para mouse. As novidades em teste miram justamente esses pontos chatos do dia a dia, com foco em acessibilidade e em uma experiência mais parecida com console.
- Melhor foco e seleção em botões e campos, para não ficar “perdendo” o cursor.
- Atalhos e dicas de botões mais claros na tela, ajudando a aprender o fluxo.
- Digitação mais amigável com layout pensado para D-pad e analógicos, evitando caça às letras.
- Navegação mais consistente em telas comuns do sistema, diminuindo a necessidade do mouse.
Por que isso importa para quem joga no PC
Quando o PC vira “console” na TV, o que atrapalha não é o jogo: é abrir launcher, colocar senha, ajustar áudio, trocar perfil, mudar uma opção rápida e voltar para a partida. A Microsoft sabe que o Windows 11 está cada vez mais presente em dispositivos voltados para games, e essas mudanças deixam tudo mais rápido entre um jogo e outro.
Na prática, isso também ajuda quem usa Steam em tela cheia, emuladores ou serviços de assinatura, porque o sistema para de ser um obstáculo no caminho. Como gamer, eu vejo isso como uma melhoria pequena no papel, mas enorme no conforto: menos “pausa técnica”, mais tempo jogando.
Usuários descobriram um ajuste no registro que pode melhorar o desempenho de SSDs NVMe no Windows 11 em até 80%. O Windows trata a maioria das unidades como SCSI, o que força a tradução de comandos NVMe e gera latência e uso extra de CPU. Recentemente a Microsoft anunciou suporte nativo a NVMe no Windows Server 2025, que elimina essa camada e otimiza os SSDs.
Apesar de ser no Windows Server, essa opção também está presente no Windows 11, mas escondida no registro. Algumas pessoas testaram e conseguiram aplicar os mesmos ajustes no Windows 11. Porém, muito cuidado, a funcionalidade foi pensada para servidores, então pode dar muito ruim usar em computador normal. Além disso, mudar as chaves pode fazer o SSD sumir da lista de dispositivos, travar o PC e causar problemas em aplicativos.
Alguns usuários que conseguiram fazer funcionar relataram ganhos grandes no desempenho de escrita e leitura – variações entre 40% e 80% em alguns testes – e redução do uso de CPU. Na prática, isso pode reduzir tempos de carregamento em jogos e melhorar a multi-tarefa. Porém, alguns usuários não viram diferenças ou viram diferenças bem discretas, de 5 a 10% de ganho. Isso pode indicar que cada setup vai reagir de forma diferente.
Quer arriscar? O guia para alteração está neste link em alemão! Muito cuidado e siga por sua conta e risco! Nós recomendamos esperar que a Microsoft libere a solução oficialmente para o Windows 11.
Mesmo com o fim do suporte oficial ao Windows 10 em 14 de outubro de 2025, a pesquisa do Steam mostra que o Windows 10 ainda roda em 29,06% dos PCs usados para jogar. O Windows 11 cresceu 2,02% no mês e já está em 65,59% das máquinas. Ou seja: muita gente não migrou em massa.
Há alguns motivos claros. A Microsoft oferece atualizações de segurança estendidas até outubro de 2026, por um valor que equivale a cerca de R$150 para quem paga, e essas atualizações são gratuitas no Espaço Econômico Europeu. Além disso, o Windows 11 tem requisitos rígidos e PCs mais antigos podem não suportar a troca sem recorrer a métodos não oficiais, como o Flyby11 ou o Rufus. Esses jeitos alternativos funcionam, mas assustam quem não quer risco.
O Linux segue como opção, mas tem apenas 3,20% do mercado no Steam, com ganho pequeno no mês. Falta de suporte nativo a alguns jogos, especialmente títulos multiplayer, e preocupações com compatibilidade continuam sendo empecilhos para quem pensa em migrar. No fim, muitos jogadores preferem ficar onde sabem que tudo funciona.
Você pretende atualizar para o Windows 11, ficar no Windows 10 ou testar o Linux no seu PC?
O Windows 11 começou a receber recursos “agentes” de IA. A novidade principal é o Copilot Actions, que permite que a IA execute tarefas no seu PC com autorização do usuário.
Funciona assim: a Microsoft criou um agent workspace, um espaço separado dentro do sistema. Nele, você concede acesso limitado a apps e arquivos para a IA concluir tarefas em segundo plano, enquanto você segue usando o PC. Essa área isolada cria limites claros entre o que a IA faz e o que é da sua conta, com permissões controladas e isolamento de execução.
O Copilot Actions está chegando gradualmente para Insiders por uma atualização do app Copilot na Microsoft Store. Exemplos de uso incluem organizar fotos de viagem, arrumar a pasta Downloads, converter arquivos e extrair informações de PDFs.
Privacidade e segurança seguem em pauta. A Microsoft afirma que vai oferecer controles claros, orientação e limitações para o acesso da IA, pedindo permissão explícita do que ela pode ver. Ainda restam dúvidas sobre como dados autorizados serão usados e se podem treinar modelos, mas a empresa diz que vai alinhar tudo aos seus padrões de IA responsável.
Curioso para testar? Você deixaria a IA do Windows organizar suas capturas e pastas de jogos?
O clássico 3D Maze do Windows 95 agora pode ser jogado de verdade. O desenvolvedor x86matthew transformou o protetor de tela em um mini jogo controlável, perfeito para quem sente falta dessa relíquia.
O projeto nasceu de engenharia reversa do executável original do 3D Maze, lançado com o Windows 95 da Microsoft. Em vez da câmera andar sozinha, esta versão injeta uma DLL para aceitar comandos do teclado. Não é uma recriação de navegador: é o comportamento do original com controle do jogador.
Estão lá os corredores de tijolos, os sprites de rato que aparecem de vez em quando e o poliedro preto no fim de alguns corredores. Encostar nele vira tudo de cabeça para baixo, do jeito que muita gente lembra.
O autor mostrou o resultado nas redes sociais e mantém o projeto no GitHub, onde você pode baixar o jogo. Para quem curte nostalgia de PC, é uma boa chance de revisitar um pedaço da história dos computadores de forma jogável. Vai encarar o labirinto?
Dave Plummer, ex-desenvolvedor da Microsoft e criador do Gerenciador de Tarefas e do clássico Pinball do Windows, publicou um vídeo intitulado “Windows Sucks” (veja acima) em que explica por que o sistema operacional da empresa “realmente é ruim para algumas pessoas” — e como ele o melhoraria se ainda estivesse no comando. Segundo Plummer, o Windows se tornou tão acessível para iniciantes que acabou afastando usuários avançados. “As proteções que ajudam novatos — esconder ferramentas, dar dicas e travar ações — viram frustração para quem vive dentro do sistema o dia todo”, afirmou. Ele propõe um “modo profissional”, com menos prompts, sem propagandas, buscas web desligadas por padrão, e um único painel centralizado para todas as configurações. O modo também traria privacidade total, permitindo ao usuário ver e controlar os dados enviados à Microsoft. Plummer defende ainda que ferramentas como PowerShell, SSH, Winget e tar deveriam vir configuradas e acessíveis de imediato, sem complicações. Apesar das críticas, o ex-engenheiro elogia a base técnica do sistema, chamando o kernel e a pilha de armazenamento de “maduros e de classe mundial”. Para ele, o problema não é o Windows em si, mas a forma como “passou a tratar o usuário como um cliente de marketing, e não como o dono da máquina”.
A Preview Build 26220.7051 do Windows 11 trouxe duas novidades importantes para Insiders. A primeira é o recurso Shared Audio, que permite conectar dois dispositivos Bluetooth simultaneamente para ouvir a mesma música ou assistir ao mesmo filme. Para usar, basta acessar o tile “shared audio (preview)” no menu de configurações rápidas, selecionar dois dispositivos compatíveis já pareados e clicar em “share”. A função depende do padrão Bluetooth LE Audio e, por enquanto, está disponível apenas em PCs Copilot+ selecionados, incluindo modelos Surface e Samsung Galaxy Book 4 e 5, além de fones como Galaxy Buds2 Pro, Buds3, Sony WH-1000XM6 e aparelhos auditivos compatíveis. Outra novidade é a experiência em tela cheia para dispositivos portáteis com Windows 11, garantindo melhor desempenho e troca suave de tarefas em consoles como ROG Ally SteamDeck, Legion Go e MSI Claw.