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Cena de Assassin's Creed 4: Black Flag
Assassin's Creed

O ex-chefe da franquia Assassin’s Creed entrou com um processo contra a Ubisoft, alegando que foi forçado a sair do cargo. Ele deixou a empresa sete meses após o lançamento de Assassin’s Creed: Shadows, um dos títulos mais bem-sucedidos da série.

Durante esse período, ele defendeu o jogo quando figuras públicas o criticaram. Logo depois da saída ser anunciada, ele afirmou que não saiu por vontade própria e que permaneceu no posto até ser convidado a se afastar.

Um processo no Tribunal Superior de Quebec pede aproximadamente R$4,8 milhões em indenização, incluindo o equivalente a dois anos de salário e cerca de R$280 mil por danos morais. A ação diz que, com a criação do novo estúdio Vantage, ele teria sido colocado como “chefe de produção” e ficaria subordinado a um “chefe de franquia” sediado na França. Como não foi considerado para a vaga de liderança da franquia, ele entendeu a oferta como um rebaixamento.

Ele trabalha na série desde 2010, desde o desenvolvimento de Assassin’s Creed: Brotherhood. Afirma que sempre tentou proteger a equipe e que não saiu por vontade própria. O caso segue na justiça e pode revelar mais detalhes sobre a reestruturação interna da Ubisoft.

Cena de Blood West
Blood West

A prática de distribuir jogos grátis na Epic Games Store voltou a ganhar atenção depois que o estúdio por trás de Blood West disse que o jogo teve um aumento grande nas vendas no Steam no dia em que foi oferecido de graça na Epic. Nas redes sociais, a história virou exemplo: a versão gratuita na Epic funcionou como publicidade, atraindo jogadores que depois compraram o mesmo título em outra loja.

Existem explicações simples para esse efeito. A Epic tem grande alcance, mas seu lançador é visto por muitos como menos prático que o do Steam. Jogadores preferem manter a biblioteca centralizada e, em vez de instalar outro cliente, acabam buscando o jogo no Steam. Esse comportamento pode gerar picos de vendas na plataforma e também movimentar vendas em consoles.

O caso mostra que dar um jogo de graça pode valer como estratégia de marketing, mesmo que a plataforma que oferece a promoção não seja a favorita do público. Para desenvolvedores, a lição é que exposição gera demanda. Para jogadores, a conclusão é que experiência de uso e conveniência ainda pesam muito na hora de decidir onde comprar. No fim, promoções podem funcionar bem, mas não substituem um lançador eficiente e uma boa experiência para o jogador.

Cena de Lunacid
Lunacid

Lunacid é um RPG de fantasia sombria que bebe direto da antiga série King’s Field, da FromSoftware, e não dos jogos Souls. O jogo teve um sucesso inesperado: acumulou avaliações “Muito Positivas” na Steam e recebeu mais de sete mil avaliações. Esse reconhecimento chamou atenção para o trabalho solo da desenvolvedora Kira.

Kira atualizou os fãs dizendo que o DLC do jogo está cerca de 70% pronto. Ela admite que a expansão teve escopo grande demais e que ficou atrasada. A desenvolvedora também comentou que se distraiu mexendo em mods de Halo. Não há previsão de lançamento, mas o DLC sairá junto com mais rodadas de correções para o jogo base.

Apesar de já se aproximar de três anos desde o lançamento original, Kira não ficou parada. No ano passado ela lançou um spinoff gratuito, Lunacid: Tears of the Moon, feito com o Sword of Moonlight, uma ferramenta criada pela FromSoftware em 2000 para jogos no estilo King’s Field. Kira disse que gostou do desafio de trabalhar dentro das limitações da ferramenta e que sempre imaginou o jogo como algo de nicho.

Se você curte a estranheza dos primeiros jogos da FromSoftware ou dungeon crawlers antigos, Lunacid vale a pena. A crítica elogiou como o jogo recria a filosofia de design dos títulos mais antigos, não só a estética de PlayStation. Enquanto a DLC não sai, o jogo segue sendo uma descoberta interessante para quem busca experiências diferentes.

Super Battle Golf

Se você acha golfe chato, Super Battle Golf pode mudar sua opinião — ou pelo menos garantir boas risadas. É um jogo de festa para 1 a 8 jogadores em que todos batem a bola ao mesmo tempo e competem para completar o campo primeiro. A ideia central é simples, mas o jogo permite todas as formas de trapaça e caos.

Além de mirar nas taças, você pode mirar nos adversários para derrubá-los. Dá para atropelar com carrinho de golfe, atirar com arma, explodir com lançador de foguetes ou até assumir um laser orbital para mandar alguém para a relva alta do outro lado do mapa. A violência é cartunesca e feita para ser divertida, não realista.

Há 27 campos diferentes, com obstáculos clássicos como bunkers e água, e outros bem inesperados, como minas terrestres e ‘executivos de diretoria’ (humor). O jogo também foca na customização: troque o ferro 9 por uma perna de frango, uma placa de pare ou um pirulito genérico e jogue do seu jeito.

Super Battle Golf chega em 19 de fevereiro. A editora não revelou o preço. O jogo pode atrair quem busca partidas rápidas e caóticas, mesmo entre jogadores que costumam evitar competição direta. Há um trailer disponível para quem quiser ver como a bagunça funciona.

Cena de Legend of Grimrock
Legend of Grimrock

Os anos iniciais de 2010 viram um boom de projetos retrô, e Legend of Grimrock nasceu nesse movimento. Se você nunca jogou, agora tem uma chance fácil: os dois jogos da série estão em promoção na Steam até segunda-feira (horário de São Paulo).

O primeiro Legend of Grimrock é um dungeon crawler em primeira pessoa que traz as bases de Dungeon Master e Wizardry para uma geração nova. Você monta sua própria equipe, escapa da prisão e tenta sair de um complexo subterrâneo repleto de monstros. O jogo se destaca pela sensação tátil das masmorras: pegar itens com o mouse, tatear paredes em busca de alavancas, e sofrer ao pisar em placas de pressão que ativam armadilhas. Os combates acontecem por turnos enquanto você avança.

Legend of Grimrock 2 amplia a experiência, abrindo o mapa para a misteriosa Ilha de Nax. Ele é mais aberto, traz mais armas, monstros, magias e quebra-cabeças, e mantém o foco em explorações e desafios. Ambos os jogos incluem editores de fase, e a comunidade criou muitas aventuras personalizadas que aumentam bastante a longevidade.

O estúdio responsável acabou não seguindo com a série, e parte da equipe fez outros projetos depois. Mesmo assim, os dois títulos seguem muito bons e valem a pena para quem gosta de puzzles difíceis e de ambiente imersivo. A promoção termina na segunda-feira (horário de São Paulo), então é uma boa hora para experimentar ou revisitar esses clássicos.

Cena de Terraria
Terraria

Terraria 1.4.5 chega em 27 de janeiro, anunciou o estúdio Re-Logic. Após quase três anos de desenvolvimento, o update finalmente ganhou data oficial. O lançamento estava planejado para dezembro, mas foi adiado para evitar que as equipes perdessem as festas de fim de ano. O estúdio também buscou um lançamento global, simultâneo em todas as plataformas, o que exigiu mais coordenação.

O que vem no update é grande. Haverá dois pacotes de crossover com Dead Cells e Palworld, com armas, itens e novas entidades. Entre as novidades está um Digtoise invocável de Palworld que pode minerar blocos. Também chegam blocos de música e várias pedras especiais que fazem coisas estranhas, como ‘cair’ para cima e quicar entre minérios e baús.

O update inclui montarias que transformam o jogador em criaturas como morcegos, ratos e velociraptor. Novas entidades aparecem, como um baiacu, além de seis novos tipos de slime. São dezenas de itens e mecânicas menores espalhados pelo jogo.

O estúdio avisou que ainda faltam alguns ajustes antes do dia 27 e pediu paciência. Eles querem atualizar todas as plataformas ao mesmo tempo. Os jogadores podem se preparar para experimentar as novidades. Muitas adições são cosméticas ou de qualidade de vida, mas outras mudam a jogabilidade.

Cena de Goblin Sushi
Goblin Sushi

Goblin Sushi é um jogo de culinária em que você é um goblin-chef que atende uma fila de moradores de masmorra famintos. Os ingredientes vão do arroz e alga às variedades de peixe e criaturas das cavernas, e até nigiri de salmão aparece no cardápio. O visual mistura fofura e nojeira: avós goblin com cachorrinhos minúsculos dividem fila com enormes dogmen que carregam vovós goblin.

O gameplay trabalha com combinação de itens: junte ingredientes para montar pratos e limpe louça para liberar espaço. Um clique errado pode mandar um ingrediente para a esteira e transformar um prato falho em uma pilha de cocô. Existe um aprimoramento chamado “Paladar de Cocô” que desbloqueia um cliente goblin que come isso. A pressão vem da fila interminável e de exigências como o senhorio que aparece pedindo o aluguel servido numa bandeja. O desenvolvedor chama essa pressão de “carpal tunnel gameplay”. Logo a cozinha fica caótica, especialmente quando surgem clientes de duas cabeças.

É um simulador simples, mas com personalidade: o humor bizarro e a jogabilidade rápida o tornam divertido para quem gosta de jogos de cozinha indie. Goblin Sushi entra em acesso antecipado em 9 de fevereiro e terá demo disponível para testar antes do lançamento. Se você curte ritmo acelerado e cenários esquisitos, vale testar.

Cena de Magic: The Gathering
Magic: The Gathering

Magic: The Gathering volta a cruzar com Fallout em uma nova leva de Secret Lair. Um dos drops foca nos personagens da série de TV, trazendo cartas com The Ghoul, Maximus e Lucy. Lucy aparece em sua própria carta e também na arte de Spirit Mantle, saindo do Super Duper Mart com sua roupa de Vault. Outra carta mostra o Traje Formal Pré-Guerra, com ela no meio do campo de milho. Max ganha uma segunda aparição dentro da Armadura T-60, que também vira carta própria.

Há ainda cinco cartas inspiradas em Fallout: New Vegas. A lista inclui Benny, Joshua Graham, o Chip de Platina, um Baralho de Caravan customizado e a Máquina de Sunset Sarsaparilla. Essas cartas reaproveitam mecânicas já existentes: por exemplo, a máquina dá fichas de Comida que podem virar Tesouros, igual à máquina de Nuka-Cola do set Fallout anterior.

O cão Dogmeat volta em mais cinco cartas, e uma delas recria o clássico Sol Ring como se fosse uma tigela d’água. O drop Rad reúne cartas de mutantes e mutações, com figuras como o Sábio Mothman. O Rad Superdrop chega em 26 de janeiro. No geral, os lançamentos apostam em artes novas e retem mecânicas familiares para colecionadores e jogadores que curtiram a combinação entre Magic e o universo Fallout.

Cena de The Elder Scrolls V: Skyrim
The Elder Scrolls

Se você curte quando Skyrim vira um pesadelo subterrâneo, The Rot Below pode ser exatamente o que você procura. Em vez de masmorras que só te levam de volta ao ponto de entrada, este mod leva você a um submundo fúngico cheio de surpresas, atmosfera sombria e encontros longos. É o primeiro mod do autor e traz uma sensação de aventura pesada e assustadora.

O mod traz uma série de inimigos novos e três batalhas contra chefes. Há mais de 350 falas dubladas profissionalmente, principalmente do lich Malkifer e da barda Adabelle, que você deve resgatar. Também aparecem itens mágicos inéditos: espadas encantadas que brilham, magias de conjuração para invocar servos mortos-vivos e até esqueletos com cabeça de cogumelo. A trilha sonora nova ajuda a criar o clima, então vale a pena ligar o som.

A missão principal é liberada a partir do nível 30. Para começar, procure um diário que costuma aparecer no quarto de qualquer mago da corte; encontrar esse diário ativa a missão. O mod está disponível para download em sites de mods. Leve um seguidor se quiser, já que o conteúdo é desafiador e não obriga você a abandonar companheiros como Lydia ou Inigo. Se gosta de exploração sombria e inimigos diferentes, esse mod merece uma conferida.

hytale
Hytale

Hytale finalmente está jogável depois de uma longa jornada de desenvolvimento. O lançamento veio depois de anos de incerteza e o projeto foi recuperado por um novo dono. O jogo arrecadou o suficiente para financiar pelo menos dois anos de trabalho e, o mais importante, a versão atual impressiona: muitas mecânicas básicas funcionam bem, embora ainda precise de refinamento. Em impressões recentes, um editor comentou que o título tem um longo caminho pela frente, mas o que já está presente funciona. A comunidade já reage e o estúdio tem mantido um ritmo agressivo de atualizações e revelações sobre lore e design.

Quatro dias após o lançamento, o estúdio liberou uma atualização grande. Entre as novidades estão a inclusão de dinossauros, novas opções de criação de personagens, várias correções de bugs e ajustes de balanceamento. Houve correções de crashes e troca de ativos e animações provisórias por versões mais polidas. Por exemplo, ataques com armas agora verificam linha de visão, e a IA dos predadores foi ajustada para não atacar sem motivo. Pequenos ajustes de comportamento e otimizações também foram aplicados para melhorar a experiência inicial.

O estúdio tem compartilhado informações sobre a lore e os planos de geração de mundos nas últimas semanas. Após a mudança de propriedade, filmagens de jogabilidade foram liberadas rapidamente, e em poucas semanas o jogo passou de um estado problemático para uma build funcional com dinossauros. Se você curte jogos de sobrevivência e criação, vale a pena experimentar. Hytale não está disponível na Steam por enquanto; a versão em acesso antecipado pode ser adquirida no site oficial.

No Rest for the Wicked

No Rest for the Wicked é um soulslike visto de cima com visual que lembra uma pintura. O jogo vem chamando atenção desde o acesso antecipado e o estúdio anunciou que já alcançou um milhão de cópias vendidas no Steam. O número mostra que muitos jogadores estão experimentando a proposta e que o boca a boca está funcionando.

O estúdio anunciou também um modo cooperativo para até quatro jogadores, que chega em 22 de janeiro. Um trailer mostrou o modo em ação e o estúdio explicou que o sistema funciona de forma parecida com os realms de Minecraft, só que sem assinatura. Na prática haverá saves persistentes para multiplayer e saves offline para quem joga sozinho. Assim, você pode entrar no jogo dos amigos e continuar progredindo mesmo se não foi o anfitrião.

O lançamento do co-op pode deixar o jogo mais atraente para grupos de amigos, mas o projeto não vem sem críticas. O diretor do estúdio se envolveu em discussões públicas ao chamar Diablo 4 de uma “máquina de microtransações” e ao discutir com um ex-executivo da Blizzard nas redes sociais. Há também reclamações antigas sobre postagens polêmicas e a cultura de trabalho. Ainda assim, a atualização deve ampliar a comunidade e pode tornar o jogo mais fácil de recomendar para quem gosta de jogos cooperativos.