Em junho de 2025 tivemos o primeiro vislumbre atualizado de Clockwork Revolution, o RPG steampunk da InXile, após dois anos de silêncio. Depois disso, voltou o silêncio. Em entrevista, Brian Fargo disse que o jogo é o projeto mais ambicioso do estúdio, possivelmente por um fator de dez, e que esse nível de ambição exige tempo. O primeiro vislumbre mostrou ideias e imagens que deixaram a comunidade curiosa.
Clockwork Revolution é o primeiro RPG em primeira pessoa de grande orçamento da InXile. A ideia é trazer a reatividade que o estúdio alcançou em títulos isométricos para um mundo em primeira pessoa, ou seja, escolhas terão impacto real. Fargo reforçou que os jogadores poderão escolher caminhos sombrios; permitir o lado ruim é necessário para que o bem seja uma escolha de verdade. O estúdio quer também manter um humor sombrio, e as consequências podem ser sombrias, engraçadas ou as duas.
Não sou enorme fã de steampunk, mas curto jogos como Thief e Dishonored, então a proposta me chama atenção. Não há data de lançamento definida; enquanto isso resta esperar que a InXile consiga levar essa reatividade para a primeira pessoa. Se fizerem isso bem, Clockwork Revolution tem tudo para ser um dos grandes RPGs que valem a espera.
A iniciativa Stop Killing Games teve 1.294.188 assinaturas verificadas, de um total de 1.448.270 enviadas, superando o mínimo de um milhão necessário para seguir adiante no processo da União Europeia. A atualização foi publicada pela equipe responsável em um comunicado à comunidade.
A equipe explicou que fez um anúncio menor agora para evitar vazamentos a grupos de lobby e para não sobrecarregar os voluntários. Eles pediram paciência e lembraram que por trás da iniciativa estão pessoas reais; um dos voluntários disse que vai jogar Kingdom Come: Deliverance 2 para relaxar após uma semana estressante.
Uma análise preliminar apontou que cerca de 89% das assinaturas foram consideradas legítimas, o que corresponde a uma taxa de rejeição próxima de 10%. Isso coloca a iniciativa entre as de melhor desempenho, já que algumas alcançam taxas de falha maiores e a amostra de iniciativas é pequena.
O movimento nasceu em resposta a editoras que encerram servidores de jogos pagos, deixando jogadores sem acesso. O pedido central não é suporte eterno, mas planos de fim de vida que garantam acesso contínuo, como servidores de fãs. A equipe agora vai levar o caso à Comissão Europeia para tentar transformar a proposta em mudança real.
- Austria – 20,714
- Belgium – 31,846
- Bulgaria – 14,238
- Croatia – 14,403
- Cyprus – 1,997
- Czech Republic – 25,935
- Denmark – 36,010
- Estonia – 9,296
- Finland – 54,538
- France – 145,289
- Germany – 233,180
- Greece – 19,618
- Hungary – 25,595
- Ireland – 36,073
- Italy – 77,030
- Latvia – 7,526
- Lithuania – 14,461
- Luxembourg – 2,465
- Malta – 2,007
- Netherlands – 90,413
- Poland – 143,826
- Portugal – 31,585
- Romania – 38,221
- Slovakia – 18,628
- Slovenia – 6,520
- Spain – 121,616
- Sweden – 71,158
Highguard chega hoje, segunda-feira, 26 de janeiro, com desbloqueio às 15h (horário de São Paulo). O game é gratuito para jogar e estreia com divulgação mínima. A recepção tem sido controversa, mas o melhor é testar por si mesmo.
O horário foi confirmado pela contagem regressiva na loja do jogo, por posts nas redes e por uma transmissão de lançamento do estúdio. Isso deu pistas claras sobre quando os servidores abririam.
Não há opção de pré-carregamento antes do lançamento. O jogo recomenda cerca de 25 GB de espaço livre, então o download não deve demorar muito e você deve conseguir jogar logo após o desbloqueio.
Requisitos mínimos:
- OS: Windows 10 64-bit ou Windows 11 64-bit
- Processador: Intel Core i5-6600K / AMD Ryzen 5 1600
- Memória: 8 GB RAM
- Placa de vídeo: Nvidia GTX 1060 6 GB / AMD RX 580 8 GB
- Armazenamento: 25 GB de espaço disponível
Recomendados:
- OS: Windows 10 64-bit ou Windows 11 64-bit
- Processador: Intel Core i5-9600K / AMD Ryzen 5 3600
- Memória: 12 GB RAM
- Placa de vídeo: Nvidia RTX 2080 8 GB / AMD RX 6650 XT 8 GB
- Armazenamento: 25 GB de espaço disponível
Por ser gratuito, vale experimentar no lançamento para formar sua opinião. Caso surjam problemas, o estúdio e a comunidade devem reagir rápido. Prepare seu PC e fique de olho na liberação às 15h em São Paulo.
Lort é um roguelike de fantasia que se apresenta como sucessor espiritual de Risk of Rain 2 e chegou esta semana. A equipe Big Distraction criou o jogo depois de se cansar de esperar por uma continuação da franquia.
O jogo é conhecido pela dificuldade, e muitos jogadores reclamaram do balanceamento — 28% das avaliações no Steam são negativas. A reação levou a desenvolvedora a ajustar a experiência pouco depois do lançamento.
Em um comunicado, a equipe explicou que Lort foi pensado como um roguelike e não deve ser muito fácil. A ideia é morrer, aprender e evoluir para superar fases, inimigos e chefes. O balanceamento foi feito pensando em quem joga solo, com a noção de que partidas em grupo tendem a ficar mais fáceis.
A atualização deixa os Lançadores Goblin menos letais e torna os ataques deles mais previsíveis. Também foi incluída uma dica tutorial que mostra o atributo principal de cada personagem, para incentivar jogadores a focarem nesse atributo ao subir de nível, em vez de espalhar pontos entre várias habilidades. O estúdio de 10 pessoas disse que o lançamento foi surreal e que trabalha em melhorias para facilitar a conexão entre jogadores; eles prometem novidades em breve.
Call of Duty: Warzone Resurgence Series (COD:WRS) é o novo circuito competitivo internacional para Warzone Resurgence. A competição começa em 9 de fevereiro e se estenderá por vários meses, com classificatórias online, eventos presenciais na DreamHack Birmingham e na DreamHack Atlanta e uma grande final na Esports World Cup, em Riade. O circuito será disputado em três fases e reunirá os melhores trios do modo Resurgence.
Em Birmingham, na América do Norte e na Europa, até 512 trios irão competir nas classificatórias abertas online. Os 32 melhores avançarão para as classificatórias fechadas e, a partir delas, os cinco melhores times de cada região garantem vaga direta nas finais de Birmingham. As equipes restantes ainda poderão buscar a classificação no Birmingham Open, onde os seis melhores trios também avançarão para a final em LAN. Nesta etapa, os jogadores competirão por uma parte da premiação e por uma vaga no Championship na Esports World Cup.
O formato se repete em Atlanta, com classificatórias abertas e fechadas e finais presenciais. Após a definição das melhores equipes nas Finais em LAN, outros times completarão a lista de participantes do Championship por meio de classificatórias regionais. Haverá vagas para América do Norte, Europa, LATAM Norte, LATAM Sul, MENA e Ásia-Pacífico, além de uma vaga para o campeão do ano anterior. O sistema de pontuação volta ao modelo tradicional, com pontos por eliminação e multiplicadores por colocação. As partidas seguirão as configurações competitivas do Ranked Play: Resurgence. Inscrições para América do Norte e Europa já estão abertas na plataforma de inscrições; detalhes sobre as inscrições das demais regiões e sobre o Team Pass serão divulgados no site oficial e nas redes.
Blumhouse Games e Vermila Studios anunciaram que Crisol: Theater of Idols, jogo de terror em primeira pessoa, será lançado mundialmente em 10 de fevereiro de 2026. O estúdio também liberou um trailer que mostra boa parte da ação sangrenta e do clima pesado do jogo.
O jogo se passa em uma versão assustadora da Espanha, onde folclore e religião se cruzam. Em uma ilha chamada Tormentosa, rituais e ídolos ganham vida. A mecânica usa sangue tanto como munição quanto como fonte de cura, criando escolhas táticas no combate. Jogadores devem explorar ambientes fechados e abertos, resolver mistérios e enfrentar criaturas horripilantes.
Crisol terá dublagem em inglês e espanhol e legendas em sete línguas, incluindo português brasileiro. No elenco em inglês, AmaLee dá voz a Meio-dia e Luis Bermudez a Gabriel. Na versão em espanhol, Henar Hernández dubla Meio-dia e Mario García dubla Gabriel. Essa mistura de vozes promete aumentar a imersão nas cenas mais tensas.
O visual e a atmosfera parecem focados em terror corporal e horror psicológico, com cenário e som trabalhando para manter o jogador em alerta. Para quem curte jogos de terror com lore forte e combate arriscado, Crisol aparece como aposta interessante para 2026. Fique ligado para mais novidades e confira o trailer divulgado pelos estúdios.
Em Typing Break, você atira digitando: para usar cada arma é preciso escrever seu nome. O jogo transforma palavras em ataques e a repetição pode ser cruel — errar a grafia significa não disparar enquanto blocos inimigos descem e roubam sua vida. Até para começar a partida precisei digitar “start”.
É um roguelike: limpar ondas rende experiência e você escolhe entre três melhorias. Dá para montar um arsenal — pistola, rifle de precisão, espingarda — e aplicar afixos que mudam os tiros, como perfurante, queimadura, gelo ou até invocar uma torreta temporária. Cada arma e afixo tem cooldown e gerenciar tudo junto vira um desafio frenético. Falta um buffer de entrada: às vezes eu apertava cedo e nada acontecia, o que tornou as primeiras tentativas frustrantes.
Na tentativa seguinte eu me foquei em deixar a pistola poderosa e peguei uma torreta de apoio, o que me permitiu avançar rápido pelas ondas. O jogo não é o mais bonito, nem o mais complexo, mas é surpreendentemente satisfatório para quem gosta de velocidade no teclado. Dá vontade de ver combinações malucas na versão completa — armas de plasma, lâminas que ricocheteiam — e experimentar até cansar. Typing Break tem uma ideia simples e viciante; resta ver como vai evoluir no lançamento final.
Os chips AMD “Strix Halo” (Ryzen AI Max) prometeram gráficos integrados fortes, mas entregaram pouco para jogos até agora. Lançados há um ano, apareceram mais em tablets híbridos, handhelds caros e alguns laptops profissionais, em vez de virar a solução mainstream que muitos esperavam.
Agora a Lenovo pode estar preparando um laptop gamer com esse processador. Um modelo identificado como Legion 7 15ASH11 apareceu listado em uma página de suporte da fabricante, com “ASH” possivelmente significando Strix Halo. A entrada foi removida depois, e outras listagens também sumiram — inclusive uma que parecia indicar um modelo com a nova CPU ARM da Nvidia chamada N1X, que está sendo mencionada como próxima a chegar.
Há ainda uma versão mais nova do Strix Halo anunciada neste ano que reduz parte dos núcleos de CPU, mas mantém todos os núcleos de GPU. Essa configuração pode ser ótima para jogos, pois prioriza o desempenho gráfico em vez de tarefas pesadas de CPU. Para quem usa o computador só para criar e trabalhar, o ganho pode ser menor.
Se a Lenovo lançar esse Legion com Strix Halo, é provável que seja caro, especialmente depois da escassez de memória que elevou preços no mercado. Em desempenho gráfico integrado, um laptop assim poderia ameaçar os chips Panther Lake da Intel; em eficiência e autonomia, porém, a vantagem tende a ficar com soluções mais leves. Por enquanto não há confirmação oficial sobre especificações ou preço.
Joguei três horas de Resident Evil Requiem, trocando entre Leon Kennedy e Grace. O início já deixa claro a proposta: o que você gosta do RE clássico misturado com o RE mais moderno. Leon chega confiante: herda o parry do Resident Evil 4 Remake, tem um inventário tipo pasta executiva e barra de vida generosa. Em uma sequência num corredor de hospital, ele lida com um zumbi com serra elétrica, consegue retirar a arma e virar a situação a favor, matando vários infectados em segundos.
As horas com Grace seguem a fórmula mais clássica: o hospital lembra manicômio de filme, com hall principal seguro, escadas de mármore e corredores com painéis de madeira. O jogo usa bloqueios por itens e cartões e limita o inventário, mantendo tensão. O sistema de criação ampliado permite que Grace combine sangue coletado com sucata para fabricar munição e recursos — exagerado, mas funciona no tom absurdo da série. É possível agachar para se esconder, alternar para a visão em primeira pessoa e usar uma seringa instantânea que elimina de vez inimigos que poderiam voltar a se mover.
A alternância entre ação com Leon e sobrevivência com Grace parece pensada para equilibrar curvas de poder: Leon traz adrenalina e poder de fogo, Grace traz cuidado e quebra-cabeças. Resta ver como isso se segura no jogo completo, mas a impressão é de que Requiem consegue casar trechos de ação com momentos de horror clássico de forma promissora.
Os processadores Panther Lake da Intel prometem muito poder em alguns modelos com o iGPU Xe3 de 12 núcleos. No papel, são potentes; na prática, uma limitação de PCIe deve impedir muitos notebooks gamers com esse iGPU combinados a uma GPU discreta grande.
O problema está no platform controller tile (PCT), que gerencia as pistas PCIe do sistema. A Intel usa duas versões: uma com 12 pistas (quatro Gen5 e oito Gen4) e outra com 20 pistas (doze Gen5 e oito Gen4). Todos os chips com o Xe3 de 12 núcleos usam a versão de 12 pistas. GPUs móveis da AMD e Nvidia normalmente exigem ao menos oito pistas, enquanto um SSD NVMe ocupa quatro e uma porta Thunderbolt 4 também usa quatro.
Isto significa que ligar uma dGPU com oito pistas deixa só quatro para o armazenamento, e não sobra nada para portas Thunderbolt ou slots extras. Embora seja tecnicamente possível cortar pistas da GPU, fabricantes raramente fariam isso por reduzir desempenho. As 12 pistas do PCT ainda são flexíveis: as quatro Gen5 podem ser x4 ou dois x2, e os oito Gen4 são dois grupos de quatro que podem virar x4, dois x2 ou quatro x1 — mas essa configuração é complicada para um laptop.
Na prática, é provável que os fabricantes escolham variantes menores do Xe3 ou outros chips (como alguns APUs da AMD com mais pistas) para manter dGPUs potentes sem comprometer o resto do sistema. Se a Intel tivesse usado o PCT de 20 pistas em todos os modelos, esses notebooks seriam muito mais fáceis de montar.
Vida de bateria em laptops gamer costuma ser ruim. Testei um Asus Zenbook Duo com o Intel Core Ultra X9 388H e a iGPU Arc B390 para ver se isso mudou. O aparelho tem duas telas OLED e bateria de 99 Whr. Usei a tela extra só para fotos e demonstrações, tentando simular um uso normal. Saí de casa, usei navegador, e-mail, editei textos e participei de reuniões: tarefas comuns para quem trabalha com conteúdo.
Depois de quatro horas de uso intenso o nível estava por volta de 70%. À tarde gravei vídeo e tirei fotos, com as duas telas acionadas por momentos, sem fechar abas nem reduzir brilho. Ao terminar o dia havia cerca de 40% de bateria. No trajeto de volta joguei um pouco: Civilisation VI e Norland pouco impactaram, mas Hitman World of Assassination, em 1080p e médio, consumiu cerca de 5% a cada 10 minutos.
No fim do dia ainda havia 18% de bateria, totalizando cerca de 11 horas de uso com quase duas horas de jogo mais pesado. O resultado mostra que os novos chips integrados podem equilibrar desempenho e autonomia melhor do que antes. Não é hora de abandonar o carregador se você joga títulos muito exigentes, mas dá para sair de casa e passar um dia inteiro sem pânico por bateria.