X-Men: Children of the Atom

Nos anos 90, a parceria entre Marvel e Capcom já estava rendendo jogo pesado, mas o processo para aprovar cada personagem era cheio de regra e frescura. Segundo um ex-líder de localização da Capcom, a Marvel exigia detalhes bem específicos sobre o jeito de cada herói e vilão se mexer e agir em tela.

Antes mesmo de fechar o elenco de X-Men: Children of the Atom, a discussão já era sobre quem podia ou não entrar no roster. E a treta ficou ainda mais esquisita quando a Capcom levou as animações do Juggernaut para aprovação.

O problema era simples: a Marvel não queria que o Juggernaut pulasse. A ideia deles era que ele fosse pesado demais para isso. A Capcom tentou vender o papo de que, num jogo de luta, o personagem precisava atravessar buracos e acompanhar o ritmo das lutas aéreas, mas a resposta inicial foi um não seco.

No fim, a Capcom passou no teste e o Juggernaut ganhou mobilidade em X-Men: Children of the Atom e também em Marvel Super Heroes. Isso fazia total sentido, já que esses games apostavam em arenas verticais, combões no ar e muito espaço para jogadas aéreas.

Depois que os primeiros jogos fizeram barulho, a Marvel relaxou de vez e passou a deixar a Capcom mais livre criativamente. Hoje, quem quiser revisitar essa era pode encarar a Marvel vs. Capcom Fighting Collection: Arcade Classics no PC e matar a saudade da pancadaria clássica da franquia.

The Elder Scrolls Online

Em uma entrevista recente, Matt Firor, fundador da ZeniMax Online Studios, abriu o jogo sobre o cancelamento de Project Blackbird, MMO que seria o sucessor de The Elder Scrolls Online.

Segundo Firor, o sinal de alerta acendeu quando a divisão Xbox fechou Arkane Austin e Tango Gameworks no mesmo dia. Para muita gente veterana da ZeniMax, aquilo bateu como um “modo crise” à moda antiga — um clima que lembrou o tombo da indústria em 2008, quando grandes cortes começaram a virar a regra.

Na prática, o baque foi pesado: a equipe de Blackbird já era enorme, com centenas de devs, e o fechamento do projeto fez vários profissionais sentirem que vinha mais pancada pela frente. Firor reforçou que esse tipo de situação não é exclusividade de uma empresa ou divisão; é um problema da indústria inteira, presa nesse ciclo de boom e queda. E, no fim das contas, a sensação geral é uma só: o momento está bem complicado.

Skyrim

The Elder Scrolls 5: Skyrim continua dando trabalho para a etiqueta Unsupported no Steam Deck. Mesmo com o selo de “não suportado” da Valve, o RPG segue aparecendo entre os jogos mais jogados no portátil mês após mês.

Na prática, a classificação diz que parte ou tudo do game pode não funcionar no Steam Deck, mas a real é que muitos jogadores estão tocando a aventura sem dor de cabeça. O clássico de Tamriel sobe de boa e roda liso, o que deixa a situação ainda mais curiosa: um jogo “supostamente quebrado” que segue firme e forte na mão da galera.

Desde dezembro, Skyrim vem marcando presença nas listas dos mais jogados do Steam Deck, passando por janeiro, fevereiro, março e abril sem perder espaço. Ou seja: mesmo com o aviso na vitrine, o game continua sendo um dos queridinhos de quem curte jogar no modo portátil. Bora revisitar essa lenda e entender por que ela não desgruda do topo?

NetHack

NetHack recebeu a versão 5.0.0 e, mesmo depois de quase 40 anos, o roguelike em ASCII continua firme e forte no desenvolvimento ativo. O clássico ganhou uma atualização gigante, daquelas que mexem com a base do jogo de verdade.

Essa nova build traz mais de 3.100 correções e mudanças, então dá pra dizer que não é só um patch cosmético: é um banho de loja completo no subterrâneo. Como o salto é grande, os saves antigos e os famosos bones files não são compatíveis, então a hora de começar uma run nova nunca pareceu tão boa.

O changelog de NetHack também segue naquela pegada deliciosa de caos e profundidade. Entre as pérolas da atualização, pets evitam comer corpos de shapeshifters a menos que estejam quase morrendo de fome, e demon lords simplesmente odeiam Demonbane.

Para quem curte um roguelike raiz e não tem medo de enfrentar menus, sistemas malucos e uma interface clássica, NetHack continua sendo uma aula de design. Agora, com a versão 5.0.0 no ar, é o momento perfeito para descer mais uma vez para a masmorra e tentar sobreviver ao próximo turno.

Diablo 4

Em Diablo 4: Lord of Hatred, a galera da InfinityBuilds resolveu usar o The Tower como vitrine para provar que suas builds estão no ponto. O grupo encheu os rankings com o nome INFbuilds, chamando atenção de quem acompanha a briga pelo topo.

O modo é uma corrida contra o relógio e contra a própria build: você limpa hordas de monstros, acelera o progresso e sobe pelos níveis de dificuldade para medir o quanto seu personagem aguenta de verdade.

A jogada não foi só para ostentar. A ideia é mostrar, na prática, que as guias da equipe passaram por testes pesados, ajuste fino de meta e otimização de cada detalhe, tudo para entregar builds fortes tanto para quem joga casualmente quanto para quem quer extrair o máximo do personagem.

  • Os rankings ainda estão mudando bastante.
  • Feiticeiros estão brilhando com builds de orbes elétricos.
  • Bárbaros seguem muito fortes com o Whirlwind e o famoso spin-to-win.

No fim, Diablo 4: Lord of Hatred continua virando o jogo para quem gosta de build quebrar cabeça com meta, e a disputa pelo topo promete ficar ainda mais quente. Confira como essa estratégia pode influenciar a comunidade.

Baldur's Gate 3

Faltando pouco para Baldur’s Gate 3 completar três anos de lançamento, o RPG da Larian continua cravado entre os mais jogados do Steam Deck. Desde a estreia, o jogo só saiu do top 5 em 4 dos 33 meses analisados e, mesmo quando escorregou, nunca deixou o top 10.

Na largada, Baldur’s Gate 3 fez barba, cabelo e bigode: foram seis meses seguidos na liderança. Esse reinado só foi batido por Balatro, que ficou sete meses em primeiro lugar. No geral, BG3 segurou a vaga no top 5 por dois anos inteiros, só quebrando a sequência quando caiu pela primeira vez para a 6ª posição.

O mais curioso é que o jogo nem sempre é o jeito mais leve de jogar no portátil. Ele pesa no hardware, come bateria e pode derrubar a taxa de quadros, mas o combate por turnos, o suporte ao controle e a pegada viciante do RPG fazem a galera continuar levando a aventura de Faerûn para a jogatina no handheld.

Panorama rápido da trajetória de Baldur’s Gate 3 no Steam Deck:

  • 2023: agosto a dezembro em 1º lugar
  • 2024: passou o ano brigando no pelotão da frente e fechou em 4º no acumulado
  • 2025: teve a pior fase em 8º, mas voltou a subir no fim do ano
  • 2026: segue firme no top 5, com média de 4º lugar até agora
Forest Escape: Last Train

Forest Escape: Last Train já entrou em playtest na Steam e trouxe uma premissa daquelas que chamam atenção na hora: escapar de uma floresta sinistra usando um trem. A ideia é tão doida que quase parece pegadinha, mas o jogo abraça essa proposta sem medo.

No papel de um fugitivo preso no meio de uma mata enevoada, você precisa enfrentar a mente despedaçada de um Warden enlouquecido, que distorce a realidade e transforma tudo em um pesadelo surreal. O pacote mistura terror, coop e um caos delicioso: dá para encarar a jornada com até 3 amigos, trombar com criaturas estranhas, dançar em um parque de diversões abandonado e tentar sobreviver à loucura. O playtest fica disponível até 15 de maio.

Cena de Half-Life 2
Half-Life 2

Se você sempre achou que aquele puzzle do esgoto em Half-Life 2 dava mais trabalho do que deveria, não era viagem da sua cabeça. Uma análise de versões antigas do jogo mostra que essa parte realmente já foi bem mais casca-grossa, com uma solução menos óbvia e um ritmo mais truncado do que na versão final.

No build antigo, o trecho exigia mais leitura de cenário e castigava mais qualquer vacilo. Com o tempo, o desafio foi ajustado para ficar mais redondo, deixando a progressão mais fluida sem tirar a tensão da fase.

Resumindo: o famoso “nerf” no esgoto rolou mesmo. Para quem revisita Half-Life 2 hoje, isso explica por que essa seção parece bem mais tranquila do que muita gente lembrava.

Cena de Arc Raiders
Arc Raiders

No ARC Raiders, a chegada de Riven Tides coloca uma nova ameaça no radar: a Arc Turbine. O ponto virou zona quente do mapa, com loot disputado, corredores estreitos e muito espaço para emboscada.

Se a ideia é não ser farmado logo de cara, vale entrar ligado em alguns detalhes:

  • Leia o terreno: a área favorece ângulos fechados e brigas rápidas, então cuide da cobertura antes de avançar.
  • Escute o mapa: o barulho das máquinas e a movimentação dos ARC podem entregar patrulhas antes do contato visual.
  • Não rache o squad: jogar junto aumenta a chance de segurar a linha e sair com o loot na mochila.
  • Entre com calma: correr sem checar a rota costuma virar wipe; pare, observe e escolha a melhor entrada.

Em resumo, ARC Raiders quer testar sua leitura de combate em Riven Tides. Quem dominar a Arc Turbine vai sair na frente na disputa pelo saque e pela extração.

Cursor Camp

Ao abrir Cursor Camp, é difícil não soltar uma risada logo de cara: basta mexer o cursor no ritmo da música para perceber que outros jogadores estão fazendo o mesmo do outro lado da tela. Em um desses encontros rápidos e anônimos, a graça está justamente aí — vocês talvez nunca se conheçam, mas ainda assim compartilham um micro momento divertido, quase como um aceno digital perdido no mapa.

O jogo lembra, no melhor sentido possível, aquela vibe de Journey e até de Club Penguin: uma experiência social leve, acolhedora e cheia de pequenas descobertas. Criado por Neal Agarwal, o mesmo nome por trás de curiosidades virais como Infinite Craft e The Password Game, Cursor Camp funciona como um MMO de navegador com foco total em interação casual e clima de comunidade.

Em vez de chat de texto ou sistemas complexos, a proposta aqui é se comunicar com gestos simples e momentos compartilhados. Dá para explorar o acampamento mexendo o mouse, pegar marshmallows para fazer um lanche na fogueira, assistir a filmes no projetor, curtir música no som do DJ e até bater bola em um campo de futebol. Também rolam laranjas para ganhar velocidade, o que deixa tudo ainda mais caótico e divertido.

Além disso, o game traz itens cosméticos para desbloquear, como chapéus e badges, incentivando a exploração sem pesar a mão em mecânicas tradicionais. Não é um jogo gigantesco, mas compensa com charme, boas ideias e aquela sensação rara de estar em um espaço digital vivo, mesmo sem precisar falar nada.

Se você curte experiências diferentes, sociais e cheias de personalidade, Cursor Camp merece uma visita. É simples, cativante e tem aquele efeito perigoso de “só mais cinco minutinhos” que prende fácil.

Final Fantasy XIV

A série de raids Arcadion, em Final Fantasy XIV, virou um dos grandes destaques de Dawntrail para muita gente — e não é difícil entender o motivo. As 12 lutas entregam uma identidade muito forte, com a Creative Studio 3 abraçando de vez a pegada de wrestling e fazendo cada boss parecer um espetáculo à parte.

Entre as faixas mais marcantes está Sinister, tema da Vamp Fatale, a primeira luta do tier final. A combatente chega com visual de dominatrix, misturando asas de morcego, meia-arrastão e jaqueta de couro, e já manda a letra no modo provocação total, deixando claro que a fight vem com clima pesado e cheio de personalidade.

Durante um painel no Fan Festival, Koji Fox, responsável pela localização e pelas letras, contou que o processo de criação muitas vezes começa lendo diálogos da missão, entendendo como a mecânica da luta funciona e pesquisando assuntos fora da zona de conforto. No caso de Vamp Fatale, o briefing deixou explícito que a vibe da personagem era BDSM, então ele precisou fazer uma pesquisa caprichada para acertar o tom sem cair em estereótipos.

O resultado foi uma letra que mistura provocação, duplo sentido e aquele exagero dramático que combina demais com Final Fantasy XIV. Koji até brincou que abriu a página da Wikipédia sobre o tema para montar a música, chegando a mostrar um slide quase todo censurado durante a apresentação, o que arrancou risadas da plateia.

No fim, a história mostra como Final Fantasy XIV trata suas raids como verdadeiros shows, com trilha, tema e atmosfera pensados no detalhe. E, depois de ouvir Sinister, fica difícil não associar a Vamp Fatale a cada refrão toda vez que a luta começa.