Confira a análise de Invincible VS: o 3v3 sangrento que arrebenta, mas deixa o modo história no vácuo

Em Invincible VS, o caos começa sem cerimônia: a abertura já despeja pancadaria brutal, gente sendo espatifada em sequência e litros de gore para todo lado. Se a ideia é vender violência estilizada com cara de gibi, o jogo entende o recado de primeira.

O grande brilho está no sistema de luta em tag 3v3. Cada personagem vem com um kit direto ao ponto, dividido entre ataques leves, médios e pesados, especiais, versões turbinadas e supers. A graça nasce quando você começa a encaixar o time inteiro: chama assist, troca no meio do combo e estica a pressão de um jeito bem livre. Existe um limite para evitar sequências infinitas, mas ele zera quando você faz tag, abrindo espaço para correntes de dano bem absurdas.

Apesar de parecer intimidador por ser um jogo de luta em equipe, Invincible VS é bem mais amigável do que muita coisa do gênero. Tem autocombo de um botão e comandos simplificados para especiais, então dá para entrar na briga sem precisar decorar execução cabeluda. Isso ajuda o jogo a ficar acessível para novatos sem matar o ritmo da briga.

Como homenagem ao universo de Invincible, o game também funciona muito bem. As telas de carregamento, os diálogos debochados durante as lutas e a quantidade de sangue na tela deixam claro que a proposta é abraçar o exagero. Mesmo quem não conhece a obra original consegue sentir a energia de super-herói descontrolado que o jogo quer passar.

O ponto fraco é o conteúdo solo. O modo história é curtinho, entrega cutscenes bem legais, mas as lutas ficam simplificadas demais e sem o tempero do sistema de assist, então a campanha acaba parecendo mais um aperitivo do que uma experiência completa. O arcade também não sustenta muito a atenção, e a IA no normal cai fácil diante de autocombo e spam de especiais.

No fim, Invincible VS parece feito para quem quer viver o online na raça, montar time e explorar a bagunça dos combates em equipe. Para esse público, o game entrega diversão de sobra; para quem esperava um pacote solo mais robusto, sobra a sensação de que a pancadaria veio forte, mas a campanha ficou devendo.

Por Leo "Blade"

Sou o Leo, geralmente jogo com o nick blade95. Sou apaixonado por jogos de FPS e amo montar PC Gamer! Aqui no Steamaníacos cuido de tudo sobre Hardware, review, preview, testes e novidades para o nosso mundo gamer!

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