007 First Light: leia por que James Bond talvez não funcione como protagonista de game
Depois de passar algumas horas com 007 First Light, fica uma dúvida bem real: e se James Bond simplesmente não fosse feito para ser protagonista de videogame?
Antes de qualquer revolta, vale lembrar que GoldenEye 007 virou clássico. Mas, naquele caso, você não era exatamente o Bond em carne, osso e charme britânico — era mais uma arma com pernas, e o personagem servia como desculpa de lore para o caos.
Quando o game tenta fazer você sentir que é o 007 de verdade, a coisa aperta. Bond funciona muito bem no cinema porque, em 90 minutos, ele solta uma frase de efeito, posa de imbatível e ainda tem gente ao redor para revirar os olhos para o seu ego. Num jogo longo, essa mesma postura pode cansar, principalmente quando ele passa horas falando sozinho em salas vazias e em cima de inimigos já derrotados.
Outro ponto é a execução. Se você erra um counter, perde um tiro ou tenta entrar em cobertura e acaba se jogando contra o cenário, a fantasia quebra na hora. O problema é que James Bond depende muito da aura de invencibilidade — e videogame adora lembrar que o jogador nem sempre entrega esse nível de elegância.
Em uma cena de 007 First Light, Bond pega uma xícara de chá durante uma luta e manda uma provocação no estilo “hora do chá”. É bem a cara do personagem: cafajeste, afiado e cheio de pose. Só que, em sessões mais longas, esse tipo de charme pode virar repetição em vez de carisma.
No fim das contas, 007 First Light levanta uma questão interessante: talvez James Bond seja um ícone que brilha mais como estrela de cinema do que como avatar de gameplay. Ele pode funcionar por um tempo, mas nem sempre segura a responsabilidade de carregar um jogo inteiro nas costas.
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