Mixtape: vale a pena? Veja a análise desse trip nostálgico dos anos 90
Mixtape é daqueles jogos que parecem mais um filme indie de amadurecimento do que um game tradicional — e isso funciona tanto como elogio quanto como crítica.
No controle de Stacy Rockford, uma adolescente apaixonada por música e prestes a encarar o fim da escola, você acompanha um rolê cheio de amizade, caos e aquela sensação agridoce de despedida. Ao lado de Van Slater e Cassandra Morino, a história mergulha de cabeça na nostalgia dos anos 90, com diálogos afiados, personagens carismáticos e uma trilha sonora absurda, apresentada de um jeito bem estiloso e diegético.
Quando Mixtape acerta, ele acerta bonito. As sequências mais viajadas — como passeios por parques abandonados, fugas em transe e momentos em que a realidade parece desandar — transformam a nostalgia em algo quase mágico. A direção de arte também segura a onda e dá vida a esse retrato romantizado da juventude.
O problema é que, como videogame, Mixtape nem sempre entrega o mesmo brilho. Entre caminhadas, interações simples, minigames e trechos de skate com controles meio travados, a experiência às vezes parece mais interessada em te lembrar que você está jogando do que em usar a interatividade para aprofundar a narrativa.
Em alguns momentos, isso até funciona. Em outros, quebra o ritmo e tira um pouco da imersão. O resultado é uma aventura curta, charmosa e muito bem escrita, mas que poderia confiar mais na força do que está contando e menos em mecânicas que nem sempre agregam.
Se você curte uma viagem nostálgica com clima de coming-of-age, personagens bem construídos e uma trilha impecável, Mixtape merece atenção. Agora, se você procura um jogo que use a jogabilidade como parte essencial da emoção, ele pode ficar devendo um pouco.
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